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Entre manchetes e manipulações: por que o jornalismo sério é imprescindível para a democracia

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           Imagem gerada por IA Quando a informação é capturada por interesses políticos e amplificada por algoritmos, a verdade deixa de orientar o debate público, e a democracia entra em zona de risco. O Brasil atravessa um momento decisivo para a qualidade de sua vida democrática. À medida em que as eleições se aproximam, cresce também a circulação de narrativas simplificadas, conteúdos manipulados e enquadramentos midiáticos capazes de influenciar percepções antes mesmo que os fatos sejam plenamente conhecidos. Nesse cenário, o jornalismo deixa de ser apenas mediador da notícia e reafirma sua função mais nobre: proteger o espaço público da mentira, da distorção e da desinformação coordenada.   O jornalismo como responsabilidade pública Ser jornalista, no tempo presente, é assumir uma responsabilidade que vai muito além da escrita ou da narração dos fatos. Trata-se de investigar com rigor, ouvir diferentes fontes, contextualizar informações e ...

Soberania à Venda: o Brasil não pode ser moeda de troca eleitoral

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                         foto: freepik Quando recursos estratégicos do país são oferecidos como instrumento de barganha política, o que está em risco não é apenas uma eleição, mas a autonomia nacional, a democracia e o direito do povo brasileiro sobre suas próprias riquezas . Por Benildes Rodrigues O que está em jogo Quando um pré-candidato à Presidência da República sinaliza, em território estrangeiro, a possibilidade de colocar as riquezas naturais do Brasil à disposição de interesses externos em troca de apoio político, o debate ultrapassa o campo eleitoral e entra no coração da soberania nacional. Não se trata de mera retórica de campanha. Trata-se de uma questão de Estado, de democracia e de compromisso com a nação. As terras raras e os minerais críticos brasileiros são ativos estratégicos, decisivos para a economia do futuro, para a transição energética e para a posição geopolítica do país no cenário internacional. R...

Entre gráficos e narrativas: quando o jornalismo flerta com a desinformação

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  A recente divulgação, pela GloboNews, de um PowerPoint que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores a um suposto escândalo financeiro envolvendo o Banco Master não é apenas um episódio isolado de cobertura controversa. Trata-se de um sintoma preocupante de um ecossistema informacional tensionado, no qual fronteiras entre investigação jornalística, inferência e construção narrativa tornam-se perigosamente difusas.   A estética e a lógica do material apresentado evocam um precedente conhecido: o emblemático PowerPoint da Operação Lava Jato. À época, a peça foi amplamente criticada por sua fragilidade probatória e pelo uso de recursos visuais que sugeriam conexões sem lastro empírico robusto. Ao reeditar esse formato, a GloboNews não apenas resgata uma gramática já contestada, mas reativa um dispositivo retórico que opera mais pela indução interpretativa do que pela demonstração factual. O problema central não reside apenas na forma, mas no...

Franqueza e verdade são minhas ferramentas eleitorais, diz Requião a internautas

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  Durante bate-papo com internautas nesta terça-feira (20), o candidato ao governo do Paraná Roberto Requião (PT) afirmou que a “franqueza e a verdade são as minhas ferramentas eleitorais”. O encontro aconteceu pela página do candidato no Facebook. Até a reta final, Requião pretende promover novos encontros virtuais com seus seguidores. A terceirização dos serviços nas áreas de Saúde, Educação e Segurança Pública foi um dos pontos abordados no debate. “O Ratinho quer privatizar tudo. Está privatizando o ensino profissionalizante e contratou funcionários de base da educação através de empresas privadas”, criticou. Farra privatizante Requião disse ainda que a privatização de profissionais da educação custou cerca de R$ 200 milhões a mais do que seria caso fossem utilizados servidores de carreira ou PSS’s. “Por que contratar uma estrutura privada, quando você pode ter funcionários experientes e que melhorem a qualidade de ensino?”. Alegria à sala de aula Questionado sobre a ...

Vitória da Cultura: Congresso derruba vetos de Bolsonaro à Lei Paulo Gustavo e à Lei Aldir Blanc 2

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  Foto: Wesley Amaral/Câmara dos Deputados Por um acordo entre oposição e governo, e depois de uma tarde inteira de negociações, o Congresso Nacional derrubou na noite desta terça-feira (5) os vetos do presidente Bolsonaro às leis Paulo Gustavo e Lei Aldir Blanc 2, de incentivo à cultura. Ao encaminhar voto favorável da Bancada do PT, o líder do partido, deputado Reginaldo Lopes (MG), explicou que a votação em bloco pela derruba de vários vetos e pela manutenção de outros foi o acordo possível. “Compreendemos que esse acordo tem um ganho para a cultura brasileira, para o povo brasileiro, porque é fundamental que o país valorize a sua cultura, nas diversas manifestações: os gestores da cultura, os fazedores de cultura, os artistas”, afirmou. Com a derrubada dos vetos, Reginaldo Lopes disse que haverá aportes significativos para a cultura. A Lei Paulo Gustavo prevê o repasse de R$ 3,86 bilhões em recursos federais a estados e municípios para o enfrentamento dos efeitos da pandemia da...

8M é momento de reconstrução do País e de dar um basta aos retrocessos impostos por Bolsonaro

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arte PT na Câmara Neste 8 de março, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher e o ano que marca as comemorações dos 90 anos do voto feminino no Brasil, as parlamentares da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara relembram as aspirações traduzidas nas lutas feministas e os desafios que estão colocados para combater a nova era imposta por um governo misógino, preconceituoso e genocida, com grave supressão dos direitos das mulheres no Brasil. “Chega! Basta! Nós mulheres temos sofrido o impacto dessa política, seja na questão do custo de vida, na sustentação das nossas famílias, seja em relação à violência, ao preconceito. Fora, Bolsonaro! Nós não queremos mais que esse indivíduo governe o Brasil”, declarou a presidenta Nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR).  Reconstruir o Brasil   Para Gleisi, o Dia Internacional da Mulher é um momento de reconstrução do Brasil. “É um momento de dizermos de forma clara que está nas mãos das mulheres fazer o enfrentam...

Corredor da morte: Brasil pode chegar a mais de meio milhão de mortes, diz Universidade de Washington

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foto Alex Pazuello/Semcom O Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington (EUA) revela um quadro pandêmico alarmante no Brasil. Segundo o Instituto, o Brasil pode atingir a triste marca de 562 mil mortes causadas pela Covid-19 até o dia 1º de julho, e em abril, o país poderá chegar a 100 mil óbitos pelo novo coronavírus. A tragédia humanitária delineada pela Universidade de Washington tem como base o número crescente de infecções e mortes pela doença. Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 12.984.956 pessoas infectadas e 331.433 vidas perdidas para a Covid, segundo dados do Conselho Nacional de Saúde (Conass). Semeador de variantes Para os deputados Alexandre Padilha (PT-SP), Henrique Fontana (PT-RS) e Jorge Solla (PT-BA) esse quadro trágico tem relação direta com a forma que o presidente Bolsonaro tem enfrentado a pandemia. Desde que foi notificado o primeiro caso da doença no Brasil, Jair Bolsonaro agiu com descaso e negacionismo. “A culpa é de Bolsonaro ...