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Mostrando postagens de 2026

Entre manchetes e manipulações: por que o jornalismo sério é imprescindível para a democracia

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           Imagem gerada por IA Quando a informação é capturada por interesses políticos e amplificada por algoritmos, a verdade deixa de orientar o debate público, e a democracia entra em zona de risco. O Brasil atravessa um momento decisivo para a qualidade de sua vida democrática. À medida em que as eleições se aproximam, cresce também a circulação de narrativas simplificadas, conteúdos manipulados e enquadramentos midiáticos capazes de influenciar percepções antes mesmo que os fatos sejam plenamente conhecidos. Nesse cenário, o jornalismo deixa de ser apenas mediador da notícia e reafirma sua função mais nobre: proteger o espaço público da mentira, da distorção e da desinformação coordenada.   O jornalismo como responsabilidade pública Ser jornalista, no tempo presente, é assumir uma responsabilidade que vai muito além da escrita ou da narração dos fatos. Trata-se de investigar com rigor, ouvir diferentes fontes, contextualizar informações e ...

Soberania à Venda: o Brasil não pode ser moeda de troca eleitoral

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                         foto: freepik Quando recursos estratégicos do país são oferecidos como instrumento de barganha política, o que está em risco não é apenas uma eleição, mas a autonomia nacional, a democracia e o direito do povo brasileiro sobre suas próprias riquezas . Por Benildes Rodrigues O que está em jogo Quando um pré-candidato à Presidência da República sinaliza, em território estrangeiro, a possibilidade de colocar as riquezas naturais do Brasil à disposição de interesses externos em troca de apoio político, o debate ultrapassa o campo eleitoral e entra no coração da soberania nacional. Não se trata de mera retórica de campanha. Trata-se de uma questão de Estado, de democracia e de compromisso com a nação. As terras raras e os minerais críticos brasileiros são ativos estratégicos, decisivos para a economia do futuro, para a transição energética e para a posição geopolítica do país no cenário internacional. R...

Entre gráficos e narrativas: quando o jornalismo flerta com a desinformação

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  A recente divulgação, pela GloboNews, de um PowerPoint que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores a um suposto escândalo financeiro envolvendo o Banco Master não é apenas um episódio isolado de cobertura controversa. Trata-se de um sintoma preocupante de um ecossistema informacional tensionado, no qual fronteiras entre investigação jornalística, inferência e construção narrativa tornam-se perigosamente difusas.   A estética e a lógica do material apresentado evocam um precedente conhecido: o emblemático PowerPoint da Operação Lava Jato. À época, a peça foi amplamente criticada por sua fragilidade probatória e pelo uso de recursos visuais que sugeriam conexões sem lastro empírico robusto. Ao reeditar esse formato, a GloboNews não apenas resgata uma gramática já contestada, mas reativa um dispositivo retórico que opera mais pela indução interpretativa do que pela demonstração factual. O problema central não reside apenas na forma, mas no...