quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Só o PT e Lula podem fazer o Brasil retomar as rédeas do seu próprio destino, afirmam petistas

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Só o Partido dos Trabalhadores e o ex-presidente Lula podem levar o Brasil a retomar as rédeas do seu próprio destino. Essa é a avaliação dos deputados federais petistas Paulo Lula Teixeira (SP), Carlos Lula Zarattini (SP) e José Lula Guimarães (CE) sobre as recentes pesquisas eleitorais divulgadas nesta semana. Os levantamentos revelam o potencial eleitoral do ex-presidente Lula, e a força do Partido dos Trabalhadores, que continua na preferência do povo brasileiro.

Apesar de todos os esforços de setores do Judiciário e da mídia, em tirar Lula da corrida presidencial de 2018, o petista dispara nos cenários simulados de primeiro e segundo turnos, apontados pelas pesquisas. Segundo o levantamento do Ibope divulgado ontem (21), o ex-presidente lidera com 37% sobre os principais adversários. Hoje (22), o Instituto Datafolha mostra que o ex-presidente atinge 39% de favoritismo na corrida presidencial. Números que cresceram em relação à amostragem anterior (37%).

PT – Aliado a isso, o Ibope traz também um dado revelador: O PT continua sendo o partido mais querido do Brasil com 29% de preferência da população.

“Com essa intenção de votos, Lula pode ganhar a eleição no primeiro turno e será capaz de fazer o Brasil retomar as rédeas do próprio destino, reconstruir esse País, e levá-lo a sorrir novamente”, afirmou, esperançoso, o deputado Paulo Teixeira.

De acordo com o petista, os dados demonstram que a população brasileira já entendeu que o País sofreu um grande golpe. “O golpe foi contra a população, tirando direito, vendendo patrimônio público e rebaixando a nossa soberania. O povo já entendeu que o Lula está sendo vítima de uma perseguição judicial e é por isso que a população deposita suas esperanças para derrotar o golpe e construir um novo País”, avaliou Teixeira.

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Ao comentar o resultado das pesquisas, o deputado Carlos Zarattini observou que o PT é um partido enraizado no coração do povo brasileiro. “A Globo e setores da grande mídia tentaram aniquilar o PT. Não conseguiram porque o nosso partido está vinculado à luta do povo, à democracia, à soberania nacional e à justiça social”, destacou.

Para ele, o crescimento vertiginoso do ex-presidente na corrida presidencial revela que Lula é sinônimo de prosperidade, desenvolvimento e melhoria de vida. “É por isso que o povo não o abandona e o quer de volta governando o nosso País”, salientou Zarattini.

O vice-presidente Nacional do PT, deputado José Guimarães disse que a pesquisa “é o retrato do Brasil real”. “Os dados mostram que o povo quer de novo o Brasil que deu certo e repudia o golpe que destruiu o País e todas as conquistas dos trabalhadores. As pesquisas indicam que Lula e o PT são o resgate da esperança, e que eles são o único caminho possível para resgatar a democracia no Brasil”, argumentou Guimarães.

“O PT sofreu as piores infâmias por parte das elites brasileiras, representadas pelos meios de comunicação. O partido foi atacado, criminalizado. Os 29% que dizem ter o PT como seu partido do coração, revela que ninguém pode acabar com a raça petista. O Brasil ama o PT pelo que ele representa”, disse, orgulhoso, o parlamentar.

Benildes Rodrigues
Foto/Divulgação

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Marcha do MST ganha reforço internacional e chega a Brasília por #LulaLivre




Quem acompanha a Marcha Nacional Lula Livre, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), testemunha de perto a esperança estampada no rosto, a firmeza no caminhar, a determinação no canto e o ideal político expresso em faixas, cartazes e estandartes empunhados por mais de cinco mil homens e mulheres que chegaram nesta manhã (13) a Brasília. Eles deixaram suas casas, suas famílias e seus afazeres do campo para revelar ao mundo o clamor por justiça, por democracia e por Lula livre. No próximo dia 15 de agosto, eles participam juntamente com outros movimentos sociais de grande manifestação na Esplanada dos Ministérios.

Nesta segunda-feira (13), as três colunas que compõem a Marcha Nacional – Tereza de Benguela, composta por militantes da Região Amazônica e Centro-Oeste; Ligas Camponesas, formada por militantes do Nordeste; e a Coluna Prestes, com ativistas do Sul e Sudeste – entraram na capital federal, em caminhada, pelas três principais entradas da cidade.

O líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara, deputado Paulo Lula Pimenta (RS), recepcionou a marcha e caminhou ao lado dos trabalhadores da Coluna Carlos Prestes. “Estamos aqui concluindo mais uma etapa da Marcha Nacional Lula Livre, onde o Brasil inteiro vai dizer ao mundo que quer a liberdade do presidente Lula, que quer Lula presidente”, afirmou Paulo Pimenta.



Foto:Lula Marques

A manifestação desta segunda-feira contou com reforços internacionais. O Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel marchou com os manifestantes, usando boné do MST e segurando faixa de protesto. “Estamos aqui em solidariedade ao povo do Brasil e pela libertação de Lula, que é um preso político”, observou Esquivel.

“É preciso ficar claro que essa política de tentar tirar Lula das eleições está sendo aplicada em todo o continente latino-americano. Não só no Brasil, mas também em Honduras, no Paraguai (…). A extrema direita está avançando na dominação dos povos”, alertou o Nobel da Paz.

Representantes do Podemos, partido político da esquerda espanhol, também participaram da caminhada. “No Podemos, da Espanha, temos claro que estamos com o povo brasileiro e com a democracia”, relatou a deputada espanhola María Espinosa. “E por isso queremos ir juntos nessa marcha, para que o povo brasileiro tenha a possibilidade de uma eleição, de mudança. Pátria Livre!”, destacou a parlamentar.

O Secretário de Organização do Podemos, Fran Casamayor, disse que “é um prazer participar dessa mobilização” por Lula Livre. “Vamos conseguir nosso objetivo”, salientou.

Os mais de cinco mil manifestantes do MST se encontrarão com integrantes de outros movimentos da Via Campesina, como o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Levante Popular da Juventude. A concentração dos manifestantes ocorre no Parque da Cidade, em Brasília. De lá, os manifestantes descerão no dia 15 para a Esplanada dos Ministérios.

Benildes Rodrigues

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Certeza do povo é que Lula é um preso político, afirmam senadores após visita ao ex-presidente



Foto: Cláudio Kbene

No dia em que a prisão política do ex-presidente Lula completa 102 dias, um grupo de senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado fez, nesta terça-feira (17), uma verificação das condições da Superintendência da Polícia Federal, local em que o presidente Lula se encontra encarcerado injusta e ilegalmente, desde o dia 7 de abril. Ao deixar a sede da PF em Curitiba, os senadores se manifestaram sobre o encontro com um dos maiores líderes políticos da América Latina. A iniciativa da visita foi do senador Jorge Viana (PT-AC).

“Nós visitamos todos os presos e tivemos um encontro com o presidente Lula. Ele clama por justiça. Ele não quer nenhum tipo de concessão, ele só espera um julgamento justo em respeito à sua história e ao povo brasileiro que confia nele. Vimos uma pessoa que está com indignação de quem sofre injustiça, mas aquele que também tem a paciência de esperar pela justiça”, relatou Jorge Viana, que também esclareceu o caráter oficial e suprapartidário da atividade.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), um dos integrantes da comitiva, afirmou que a visita institucional demonstra, sobretudo, solidariedade ao presidente Lula por tudo que ele “representou e representa para o País”. Destacou ainda que a presença dos parlamentares na capital paranaense significa uma “cobrança para que o processo sobre o qual o ex-presidente é vítima siga o rito da legalidade e da constitucionalidade”.

“Eu tenho certeza que não está seguindo [o rito]. A decisão do Supremo é no sentido de que você pode, em determinados casos, antecipar o cumprimento da pena e não, obrigatoriamente, como o Tribunal Regional Federal da quarta Região fez. O presidente Lula é mais do que nunca um preso político e a sua presença crescente nas pesquisas de opinião é a certeza do povo de que isso está acontecendo”, frisou Calheiros.

O senador alagoano contou que encontrou o ex-presidente “animado’ e convicto de que vai provar a sua inocência. Assim como Lula, o senador também tem a convicção de que o ex-presidente vai provar a sua inocência porque, segundo ele, não há prova, não há materialidade no processo. “A decisão de primeira instância foi estapafúrdia e com base em convicção. A decisão do TRF-4 foi apressada – em janeiro – e colocada no cenário eleitoral de propósito.  Então, tudo isso transforma cada dia mais a prisão dele [Lula] em uma prisão política. Por isso que ele cresce, continua crescendo nas pesquisas, sobretudo no Nordeste”, declarou.

O presidente da CCJ do Senado, Edison Lobão (MDB-MA) observou que o presidente Lula escolheu o caminho da prisão para manter a sua integridade. “Ele poderia ter tido uma outra intenção. Não, ele quer que provem que ele é culpado, e até que isso aconteça, ele é inocente. Ele está com convicção plena que provará a sua inocência e que sairá daqui limpo como ele sempre foi”, relatou.

Já o senador Roberto Requião declarou que que encontrou Luiz Inácio Lula da Silva “com uma vontade inquebrantável, acreditando na sua inocência e esperando que suas apelações sejam julgadas com consequência de sua liberação”.

Eleição 2018 – Ao ser questionado por jornalistas sobre a candidatura de Henrique Meirelles à Presidência da República, o senador Renan Calheiros ironizou: “Eu acho que a candidatura do Meirelles ficaria muito bem para a Presidência do Banco de Boston, para presidência da Febraban. Jamais para Presidência da República. O Meirelles não é originário do PMDB. Ele é originário da JBS. Enfim, é um candidato do sistema financeiro”, alfinetou Calheiros.

O senador Armando Monteiro (PTB-PE) também participou da visita ao ex-presidente Lula.

Benildes Rodrigues

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Organismo Internacional de Direitos Humanos reconhece caráter político da prisão de Lula



O dia 8 de julho pode ser considerado mais um marco nefasto na história do Poder Judiciário brasileiro. Nesse dia foi escancarada a face de um sistema de justiça partidarizado, ideológico e sem isenção no trato dos preceitos que norteiam o respeito à vida e à dignidade da pessoa humana. As manobras feitas pelo juiz Sérgio Moro, em conluio com a Polícia Federal e o Ministério Público para manter o Presidente Lula preso – apesar de uma determinação judicial que o libertava do cárcere arbitrário e ilegal – ganhou repercussão internacional. Nesta segunda-feira (9), a Fundação Internacional dos Direitos Humanos, com sede em Madri, na Espanha, reconheceu o caráter político da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Considerando as circunstâncias do presente caso judicial: a total ausência de genuínas e inequívocas provas, a violação do devido processo, a falta de garantias para a defesa do acusado e a parcialidade manifesta de uma parte dos juízes do processo em conta do acusado, o Patronato da Fundação Internacional dos Direitos Humanos, reunido de urgência em sessão telemática, concordou em conceder o estatuto de prisioneiro de consciência em prisão arbitrária ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, diz o texto do organismo internacional que tem representação em 15 países.

Ao comentar a posição da organização internacional, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), Luiz Lula Couto (PT-PB) disse que esse é um fato “que parte do Judiciário e o Ministério Público não conseguem compreender, ou seja, de que Lula é um preso político, e a sociedade como um todo assim o reconhece”.

Segundo o deputado, esse setor ainda está com “os olhos fechados e ouvidos que não ouvem o clamor do povo brasileiro”.

Para o deputado Paulão Lula (PT-AL), membro da CDHM, essa decisão do Patronato da Fundação chega como um “reparo” às injustiças e perseguições das quais o ex-presidente é vítima. “Foi necessário um organismo internacional, com conhecimento em direitos internacionais reconhecer que a maior liderança política brasileira é um prisioneiro político”, afirmou o deputado, que também já foi presidente da CDHM.

“Esse reconhecimento é tapa com luva de pelica na cara da Justiça brasileira”, frisou o parlamentar.

Em sua conta nas redes sociais, a deputada Maria do Rosário Lula (PT-RS) reafirmou que Lula é um preso político. “Um preso de consciência – reconhecido internacionalmente que seus direitos humanos estão violados, que não possui direitos constitucionais, sequer habeas corpus. A decisão judicial por liberdade de Lula não foi cumprida”, reclamou a deputada.

Abaixo, a íntegra da nota:

A Fundação Internacional dos Direitos Humanos concede o estatuto de prisioneiro de consciência em prisão arbitrária ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Diante dos acontecimentos que se sucederam hoje, 8 de julho de 2018, nos quais: PRIMEIRO. Tem se avaliado a solicitude de Habeas Corpus, n.º 5025614-40.2018.404.0000, por meio da qual o juiz Rogério Favretto ordenou a imediata liberdade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva; SEGUNDO. O juiz Sérgio Fernando Moro tentou suspender a ordem de liberação, mesmo se encontrando de férias e não tendo autoridade jurisdicional para tal ato; e TERCEIRO. O juiz João Pedro Gebran Neto, que também se encontrava de férias, tem ordenado suspender a resolução do juiz Rogério Favretto e manter em prisão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Considerando, as circunstâncias do presente caso judicial: a total ausência de genuínas e inequívocas provas, a violação do devido processo, a falta de garantias para a defesa do acusado e a parcialidade manifesta de uma parte dos juízes do processo em contra do acusado, o Patronato da Fundação Internacional dos Direitos Humanos, reunido de urgência em sessão telemática, concordou em conceder o estatuto de prisioneiro de consciência em prisão arbitraria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Leia aqui o documento original

Benildes Rodrigues
Foto: site Brasil 247

quinta-feira, 5 de julho de 2018

É preciso punir a ala fascista do Ministério Público, defende Wadih



Em contundente discurso feito na tribuna na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (4), o vice-líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores Wadih Lula Damous (PT-RJ) denunciou os constantes abusos, parcialidade e ativismo político praticados por membros do Ministério Público Federal. Segundo ele, recentemente, os procuradores Júlio Marcelo de Oliveira, Monique Chequer e Deltan Dallagnol utilizaram suas contas nas redes sociais para acusar e caluniar ministros do Supremo Tribunal Federal que proferiram decisões com as quais não há concordância dos três procuradores. Ao mesmo tempo, o parlamentar cobrou severa punição a essa prática que não corresponde ao papel que a Constituição delegou ao MP, braço do Poder Judiciário.

“São três ‘tuiteiros’, ‘facebuqueiros’ que nas horas vagas são procuradores da República. Eles gastam muito tempo nas redes sociais – é bom lembrar com remuneração paga com dinheiro público – para produzir ofensas, injúrias, calúnias e difamações”, criticou Wadih Damous.

Como exemplo do desrespeito e da arbitrariedade praticada, Damous leu a mensagem postada na página do procurador Júlio Marcelo de Oliveira que dizia “a corrupção que comanda o Brasil sobrevive da certeza da imparcialidade baseada em três pilares: foro privilegiado, prescrição e visão de mundo de Gilmar [Mendes], [Dias] Toffoli e Marco Aurélio [Mello]”.

“Parecem sofrer quando um corrupto é preso. O Supremo Tribunal Federal hoje, faz parte do problema, não da solução”, diz o texto de Júlio Marcelo de Oliveira, lido pelo deputado petista.

Damous classificou de “gravíssima” a declaração do procurador. O deputado lembrou que o referido procurador é a mesma figura que à época do impeachment atuava no Tribunal de Contas da União e inventou as ditas pedaladas fiscais contra presidenta Dilma Rousseff.

“É um militante de milícias fascistas. É um militante do ‘Vem pra Rua’. É esse o tipo de gente que o Ministério Público abriga”, lamentou.

No decorrer do duro discurso, o deputado citou também a mensagem que o procurador Deltan Dallagnol deixou em sua página do Facebook. “Ele (Dallagnol) disse que Toffoli agora estava libertando seu ex-chefe, fazendo insinuações acerca de uma possível ligação pessoal entre José Dirceu e Dias Toffoli”, afirmou Wadih Damous, ao se referir ao questionamento do procurador à decisão da Segunda Turma, da qual Gilmar Mendes e Dias Toffoli são integrantes.

O ativismo político nas redes sociais de Monique Chequer procuradora da República em Petrópolis, no Rio de Janeiro, também foi lembrado pelo parlamentar. Segundo ele, ela escreveu: “Não há limites. Vamos pensar nos caras que são vitalícios, nunca serão responsabilizados via STF ou via Congresso, e ganharão todos os meses, os mesmos subsídios, sem contar o que ganham por fora dos companheiros que beneficiam. Para que ter vergonha na cara?”

Punição – Para o deputado, as ações desses procuradores têm como objetivo jogar os integrantes do STF contra a opinião pública. Damous ainda informou que os ministros mencionados já estão tomando providências judiciais contra os dois procuradores.

“Esses procuradores, tomando lado, procuram jogar a opinião pública contra os ministros. Esses representantes do MP têm que ser punidos. Tem que abrir investigação, tem que punir. Já que eles falam tanto em fim da impunidade, tem que começar por eles, por esses procuradores atrevidos, fascistas que dão banana para a legalidade, para a Constituição da República de 1988”, criticou Damous.

Parcialidade – O deputado citou dois momentos emblemáticos que reforçam a parcialidade de ambos procuradores. Segundo ele, não se viu nenhuma crítica ou acusação por partes desses procuradores à manipulação da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, em não agendar o julgamento da ADC que poderia libertar o presidente Lula. “Isso passou em branco para esses procuradores”, acusou Damous.

Segundo o deputado, esses representantes do MP “não abriram o bico” quando o ministro Luís Roberto Barroso profere em seus votos, as barbaridades do ponto de vista do respeito ao ordenamento jurídico, à Constituição. “Eles não abrem o bico porque eles concordam com as posições reacionárias, fascistas, ilegais e inconstitucionais dessa outra banda de ministro que é aquela da Primeira Turma do STF. Isso é inaceitável. Não é papel do Ministério Público”, alertou o petista.

“Não podemos cruzar os braços diante dessa escalada fascista que tomou conta desses segmentos do poder judiciário, desses segmentos do Ministério Público, particularmente aquele lá de Curitiba e de parte da composição do STF. Fica aqui esse desafio”, finalizou Wadih Damous.

Benildes Rodrigues
Foto: Gustavo Bezerra

quarta-feira, 23 de maio de 2018

“O inimigo era uniformizado, hoje veste toga”, diz Hamilton Pereira ao lançar livro sobre ditadura




O período histórico marcado pela ditadura militar motivou um momento de reflexão hoje na Câmara dos Deputados, durante o lançamento do livro “A Repressão Policial-Militar no Brasil – O livro chamado João”. Dois dos nove autores da obra, Hamilton Pereira (Pedro Tierra) e José Carlos Vidal, estavam presentes na cerimônia e relataram, com emoção, as condições em que a obra foi elaborada em pleno regime militar. Ao mesmo tempo, traçaram um paralelo com a situação política atual do País.

“Esse livro é, em grande medida, um testemunho. Mas é, antes de tudo, uma tentativa de compreender a profundidade da tragédia que significou o golpe militar de 64, um cenário de horrores que se arrastou ao longo de 21 anos”, descreveu Hamilton Pereira.

Para ele, o livro pode contribuir na elucidação das recentes denúncias feitas pela CIA sobre a política de repressão durante a ditadura militar brasileira. “O livro oferecerá uma contribuição importante para elucidar isso, para desmistificar uma construção historiográfica de que a violência do regime era obra dos porões”, ressaltou.

O autor acredita que essa tarefa de desmistificar certos fatos será fundamental para que se possa desnudar o golpe parlamentar de 2016. “Essa é uma tarefa infinitamente mais difícil, porque é mais complexa. Uma coisa é a ditadura da farda, do canhão do fuzil, onde muitas vezes nos víamos, à época, que o inimigo era uniformizado. Hoje não, hoje o inimigo veste toga”, lamentou.

Para José Carlos Vidal o livro é um sobrevivente, tendo em vista as condições de cárcere em que foi escrito. “O livro foi elaborado na prisão em plena ditadura empresarial militar brasileira, sujeito a riscos diuturnos de apreensão por parte dos carcereiros e represálias a todos os presos políticos por conta disso. Ele sobreviveu a tudo isso”, orgulhou-se.

Sobre a atualidade da obra, Vidal destacou as semelhanças deste momento com a época em que foi elaborado. “O livro traz uma contribuição para entender a nossa história, e com ela tirar lições que serão fundamentais para eliminar algo que está surgindo agora na nossa cena política, que é o fascismo”, observou.

“O fascismo existiu na época em que ele foi elaborado aqui no Brasil. Ele está de volta. É muito preocupante isso. É preciso que nós tenhamos muita atenção, cuidado e muito foco nesse problema porque é inimigo fundamental de qualquer proposta de avanço político no País. Temos vários exemplos a respeito dessa emergência do fascismo no Brasil, e é preciso correr para matar o ovo da serpente”, alertou José Carlos Vidal.



Ao discursar em nome da Bancada do PT, o líder Paulo Lula Pimenta (PT-RS) exaltou a importância da obra. “Esse livro traz, além de um conteúdo fundamental de ser conhecido e debatido por nós, um testemunho de coragem, de ousadia, de desprendimento, porque foi uma obra escrita durante esse período bárbaro de intensa crueldade da ditadura militar no Brasil”, afirmou Pimenta.

Diante das últimas revelações feita pela CIA acerca desse período sombrio brasileiro, o deputado petista defendeu a necessidade de um debate profundo no Brasil sobre a ditadura militar. “Esse debate se torna um imperativo moral e ético. Os documentos que vieram a público nos últimos dias revelam uma relação subserviente do governo militar brasileiro com os EUA, que nos coloca no centro das definições e decisões a respeito das torturas e das execuções da ditadura. Isso  precisa ser conhecido em toda sua profundidade e compreendido na sua importância”, defendeu.

Benildes Rodrigues
Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara

terça-feira, 22 de maio de 2018

46 dias de resistência, luta e solidariedade



Foto: Ricardo Stuckert

Nunca as palavras resistência, luta e solidariedade estiveram tão presentes na vida dos brasileiros. São 46 dias em que as ideias “Lula Livre”, “liberdade para Lula” e “Free Lula” simbolizam as atividades e atos que acontecem no Brasil e no mundo. Indignados, movimentos sociais, personalidades da vida política nacional e internacional e artistas se levantam em defesa do ex-presidente Lula, que se encontra como prisioneiro político dos algozes da democracia que vestem togas e utilizam tribunais para a caçada política sem precedentes. Nesta terça-feira (22), já se completam 46 dias que Luiz Inácio Lula da Silva é mantido como preso político em Curitiba.

Não se pode pensar na palavra resistência sem associá-la aos bravos guerreiros que se encontram no acampamento ‘Marisa Letícia’ e na ‘vigília Lula Livre’ nas imediações da Polícia Federal em Curitiba e, cotidianamente, fazem ecoar o ‘Bom dia e o boa noite, presidente Lula’. Gritos de amizade e de amor que chegam todos os dias aos ouvidos do ex-presidente Lula.

Muitos deixaram as suas casas, famílias e amigos para estarem ao lado do ex-presidente. São homens, mulheres, jovens e crianças que encontraram no acampamento ‘Marisa Letícia’ e na ‘vigília Lula Livre’ a forma de demonstrar carinho, amor e gratidão a Lula.

“Eu estava muito triste. A casa não estava cabendo em mim, tive que vir para defender o Lula, disse dona Conceição, de 82 anos.

É assim que essas centenas de pessoas de diferentes regiões do Brasil enfrentam frio, calor e chuva para levar solidariedade e alegria ao estadista, ao governante que olhou o seu País de forma humanizada e foi condenado sem provas, colocado no cárcere inocentemente. Mesmo preso ele não está sozinho. Essa é a mensagem que aqueles que abriram trincheira na Praça Olga Benário em Curitiba passam ao País e ao mundo.

Cronômetro da injustiça – A vida dos algozes do ex-presidente Lula não será fácil, é o que assegurou o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho na última semana, quando ele estendeu na frente do Supremo Tribunal Federal (STF), o cronômetro da injustiça – uma faixa de mais de dois metros de cumprimento denunciando os dias que o ex-presidente se encontra preso arbitrariamente.

“Esta faixa é para dizermos ao STF que eles não terão sossego ou descanso enquanto essa injustiça continuar. Lula é inocente, queremos Lula presidente”, avisou Gilberto Carvalho.

Free Lula – Manifestantes de várias partes do mundo também se insurgiram contra a prisão do ex-presidente Lula, nesses últimos 46 dias.  Em cidades como Londres, Oslo, Bogotá, Washington, Santiago, Nova York, Berlim, Madri, Bruxelas, Dublin, Frankfurt, Montevidéu, Buenos Aires, entre outros realizaram manifestações contrárias à prisão e exigiram liberdade para Lula com o slogan “Free Lula”.

Manifesto – Também na semana passada, um grupo de políticos europeus divulgou documento em que denunciam a “situação alarmante” pela qual passa o ex-presidente Lula e o Brasil. “Nenhuma oposição política poderia justificar a denegação democrática que reina hoje no Brasil. Nenhum processo judiciário deve ser utilizado para fins políticos, a fim de reduzir ao silêncio um líder carismático porque este incomoda”, diz o texto.

“É por isto que convocamos os democratas do mundo inteiro a reagir, e nos associamos a todas as forças políticas, sindicais e sociais, bem como a todos os brasileiros e brasileiras que se oponham à detenção arbitrária do ex-presidente Lula”, finaliza o documento.

Benildes Rodrigues