sábado, 30 de agosto de 2014

Para PGR doação de jatinho sem recibo é crime. E agora, Marina?

janto

Fonte: Tijolaço

Embora eu entenda que, hoje, todos estão chocados com a chantagem explícita feita pelo senhor Silas Malafaia, que obrigou a candidata Marina Silva a mudar seu programa de governo um dia depois de divulgado oficialmente, num espetáculo de servilismo e humilhação que jamais pensei em ver em um candidato, penso que há outra questão que compromete já não do ponto de vista moral, mas aos olhos da lei. Refiro-me às desculpas que vem sendo usadas pelo PSB para explicar o avião que empresários teriam “doado” para que ela e Eduardo Campos fizessem campanha.

Embora a fundamentação do Procurador Geral da República esteja calcada nos termos da lei com os quais este blog explicou as ilegalidades da operação, há algo que me passou e que o procurador levanta logo ao início das conclusões de seu parecer, e é de fundamental importância.

É o artigo 10 da Resolução 23.406, do Tribunal Superior Eleitoral:

Art. 10.  Deverá ser emitido recibo eleitoral de toda e qualquer arrecadação de recursos para a campanha eleitoral, financeiros ou estimáveis em dinheiro, inclusive quando se tratar de recursos próprios.

Parágrafo único.  Os recibos eleitorais deverão ser emitidos concomitantemente ao recebimento da doação, ainda que estimável em dinheiro.

Concomitantemente, isto é, no mesmo momento.

É um golpe fatal nas explicações do PSB de que pretendia fazer o recibo “ao final da campanha”.

A menos que use documentos falsificados, isso é incompatível com a versão que o partido sustentou por uma semana, agora substituída pela de “doação” do avião à campanha.

É um escândalo de proporções gigantescas, e não é admissível que esteja sendo tratado com tamanha leniência.

Estamos nos aproximando de revelações terríveis sobre a promiscuidade envolvida na compra deste avião e no forjar de “explicações” sobre isso.

As pessoas honestas e de bem da direção do PSB deixarão de sê-lo se coonestarem esta montagem.
Tornar-se-ão criminosos, mesmo que não tenham participado da atividade ilegal envolvendo a cessão do avião.

É tudo muito grave e podemos estar na iminência de uma situação que será um verdadeiro terremoto eleitoral.

Leiam o parecer  do Procurador Janot (LINK), postado ontem à noite pelo Miguel do Rosário, e verifiquem a quantidade de infrações à lei que já estão materializadas.


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Governo destina 3,2 milhões de hectares para reforma agrária e preservação ambiental


amazonia27082014
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, anunciou nesta quarta-feira (27) que o programa de regularização fundiária em terras públicas da Amazônia Legal vai destinar 3,2 milhões de hectares de terras federais à reforma agrária e à conservação do meio ambiente nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia. A cerimônia em que foi realizado o anúncio contou com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Carlos Guedes.

O Ministério do Desenvolvimento Agrário repassará três milhões de hectares ao Ministério do Meio Ambiente para a criação de áreas de preservação ambiental. Sendo que 2,6 milhões de hectares são no estado do Amazonas, 411 mil hectares no Pará e 12 mil hectares em Rondônia. Além disso, 155 mil hectares serão repassados ao governo do Acre para a criação de uma floresta estadual.

Para a reforma agrária, do total de terras, 86 mil hectares serão destinados aos estados do Amazonas e Pará. Sendo que 62,5 mil hectares beneficiarão 806 famílias amazonenses com ampliação da reserva legal do Projeto de Assentamento Acari, nos municípios de Borba, Novo Aripuanã e Apuí (AM).

Os outros 23,5 mil hectares vão beneficiar 209 famílias paraenses com a criação do Projeto de Assentamento Agroextrativista Montanha Mangabal, no município de Itaituba, e o Projeto de Desenvolvimento Sustentável Castanheira II, no município de Senador José Porfírio (PA).

O vice-líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (AC), destacou a relevância da iniciativa do governo e enumerou os avanços esperados na qualidade de vida de muitas famílias na região. "Por meio dessa ação, os beneficiários da reforma agrária passarão a ser assistidos pelo Programa Nacional de Habitação Rural, para a construção de suas moradias, passando pelo crédito direto e assistência técnica para a produção, além da formação dos filhos por meio do Pronacampo, que seria o Pronatec ligado à zona rural", explicou.

Héber Carvalho com Portal Brasil
Texto original publicado no site PT na Câmara

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Petrobras afasta pessimismo ao despontar como única empresa integrada que aumentou produção no semestre

plataforma petrobras 25-08-14

Contrariando ataques que vem sofrendo da mídia e da oposição e a visão pessimista de setores do mercado e da sociedade, a Petrobras surpreendeu os analistas de plantão ao despontar como a empresa integrada – que atua em toda a cadeia da exploração e produção –do setorpetrolífero que mais aumentou a produção no primeiro semestre de 2014, em relação ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com os dados apresentados pela Petrobras na última semana, nos seis primeiros meses de 2014 a produção de petróleo e gás natural (boe) chegou a 2,566 milhões por dia. Esse número representa aumento de 0,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado, quando, segundo a estatal, a média diária de produção foi de 2,553 milhões de boe.

O levantamento foi feito a partir da divulgação de resultados do segundo trimestre do ano por parte de dez empresas integradas que atuam na exploração e produção de petróleo e gás, no refino e na distribuição de derivados.

Já na comparação entre o segundo trimestre de 2014 e o de 2013, apenas duas empresas registraram aumento entre as dez analisadas. De acordo com a Petrobras, a produção de óleo e gás, no segundo trimestre deste ano, teve média de 2,6 milhões de barris por dia. A alta foi de 1,8% em relação ao segundo trimestre de 2013, período em que a produção atingiu 2,55 milhões de barris diários.

Para o deputado Fernando Ferro (PT-PE), o resultado revela a competência técnica e de produção da Petrobras. De acordo com o petista, o desempenho da estatal desmente o cenário pessimista que foi plantado por setores oposicionista e adotado por uma parcela imprensa brasileira. “É uma bela resposta aos pessimistas de plantão e àqueles que sonham com a privatização da Petrobras”, alfinetou Fernando Ferro.

Para ele, os dados mostram a reafirmação da competência técnica da estatal que nos últimos tempos se tornou alvo de disputa eleitoral.

“A Petrobras vem sofrendo todos os ataques de uma oposição entreguista que quer, a todo custo, dilapidar um patrimônio nacional com um único objetivo: entregar o comando da estatal para das grandes empresas petrolíferas multinacionais”, denunciou o petista.

Plataformas – De acordo com a Petrobras o aumento da produção de petróleo ocorreu com entrada em operação das plataformas P-63 (Papa-Terra), P-55 (Roncador), P-62 (Roncador) e P-58 (Parque das Baleias), e ao ramp-up (aumento de produção) nos sistemas FPSOs Cidade de Itajaí (Baúna), Cidade de Paraty (Lula Nordeste) e Cidade de São Paulo (Sapinhoá).

Em relação à produção de gás, houve aumento devido à maior produção nos campos de Mexilhão, Lula e Sapinhoá, além do início da operação do campo de Lula Nordeste. Todos os campos ficam nas bacias de Campos e Santos.

Benildes Rodrigues com informação do blog Fatos e Dados

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Pré-sal impulsiona Indústria naval que deve faturar US$ 17 bi por ano até 2020


industrianaval


Os deputados Luiz Alberto (PT-BA) e Carlos Zarattini (PT-SP) avaliaram nesta semana a informação do presidente da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abinav), Augusto Mendonça, acerca da expansão da produção de petróleo no pré-sal e do retorno desse crescimento para o setor.

Segundo o empresário, o aumento na produção dobrará para 20%, até 2020, a participação da indústria de petróleo e gás no Produto Interno Bruto (PIB) e levará a indústria naval e offshore (exploração em alto mar) brasileira a faturar em torno de US$ 17 bilhões por ano no período.

Augusto Mendonça afirmou que “a fotografia atual vislumbra um futuro promissor para a indústria naval e para o setor de petróleo no País”. Completou ainda que a garantia de tudo isso é o tamanho da reserva no pré-sal, que, segundo ele, “coloca o Brasil entre as cinco ou seis maiores reservas do mundo”. Ele fez questão de ressaltar que o petróleo responde por cerca de 95% da indústria naval nacional, e a maior parte está relacionada à exploração em alto mar (offshore).

Para o deputado Luiz Alberto, a afirmação do presidente da Abenav está sustentada na perspectiva apontada no Plano de Negócio da Petrobras para os próximos 10 anos. De acordo com o petista, entre as empresas de relacionamentos industriais, estão dezenas de estaleiros e canteiros de obras navais em toda a costa brasileira.

Luiz Alberto apontou também que, dentre as obras a serem construídas em estaleiros do País até 2020, estão 38 plataformas de produção, 28 sondas de perfuração marítima, 49 navios-tanque e 568 embarcações de apoio. Ele lembrou que houve investimento no desenvolvimento de profissionais para a indústria naval e offshore.

“As metas estabelecidas no plano de negócio promoveram uma alavancagem na indústria naval brasileira com o aumento de produção de petróleo do pré-sal previsto para esse período”, avaliou Luiz Alberto.

Já o deputado Carlos Zarattini destacou a exigência de conteúdo local (política de se produzir no País os insumos para Petrobras) como ponto preponderante para o desenvolvimento da indústria naval. “A decisão do nosso governo em exigir que as compras da Petrobras fossem feitas, preferencialmente, em indústrias Nacional ampliou o parque industrial nesse setor”, frisou. Com essa medida, explicou Zarattini, a Petrobras passou a comprar aqui no Brasil produtos que antes eram adquiridos lá fora.

Competitividade – A indústria naval engloba três segmentos: a fabricação de navios, a fabricação de embarcações de apoio à produção e a construção de plataformas de perfuração e produção. O presidente da Abenav disse que o grande desafio da indústria naval e offshore é a competitividade.

“Temos que fazer com que a nossa indústria tenha competitividade internacional”. De acordo com ele, o volume de encomendas no Brasil é suficiente para desenvolver a indústria em base competitiva. “Ou seja, quando alguém, amanhã, pensar em comprar uma plataforma, com certeza vai querer comprar no Brasil”, ressaltou.

Carteira – Augusto Mendonça revelou que a carteira atual de encomendas dos estaleiros brasileiros inclui 373 embarcações. Ele destacou ainda, a construção, até 2020, de 90 plataformas de produção, que vão entrar em operação até 2025.  Isso, segundo ele, significa US$ 120 bilhões. “É um número pequeno de unidades, mas tem valor agregado enorme para o País”, declarou.

Benildes Rodrigues com Agências

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Lula lamenta a morte de Eduardo Campos: "Estou profundamente entristecido"



Em nota, o ex-presidente Lula manifesta pesar pela perda repentina do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Eis a íntegra:

Como todos os brasileiros, estou profundamente entristecido com a trágica morte de Eduardo Campos. Um grande amigo e companheiro.

Conheci Eduardo através de seu avô, Miguel Arraes, um memorável líder das causas populares de Pernambuco e do Brasil.

O país perde um homem público de rara e extraordinária qualidade. Tive a alegria de contar com sua inteligência e dedicação nos anos em que foi nosso ministro de Ciência e Tecnologia. Ao longo de toda sua vida, Eduardo lutou para tornar o Brasil um país mais justo e digno.

O carinho, o respeito e a admiração mútua sempre estiveram presentes em nossa convivência.

Nesse momento de dor, eu e Marisa nos solidarizamos com sua mãe, Ana Arraes, sua esposa, Renata, seus filhos e toda a sua família, amigos e companheiros.

Também prestamos solidariedade às famílias dos integrantes da sua equipe e dos tripulantes que falecerem nesse terrível acidente.

Luiz Inácio Lula da Silva

domingo, 10 de agosto de 2014

Paulo Moreira Leite: Brasil deve desculpas a Genoino



Basta recordar que a mais confortável e limpa prisão do mundo não deixa de ser uma jaula, onde observamos leões, tigres, gorilas e outros animais em passos infinitos entre a parede e a grade, para reconhecer que o regime aberto conquistado por José Genoíno deve ser celebrado. Não se deve exagerar nos festejos, porém.

A volta para casa garante uma impressão de normalidade a uma história absurda de perseguição e injustiça. A esperança da família, ontem, era garantir que ele pudesse ser libertado ainda hoje, para poder passar o Dia dos Pais com filhos e netos.
O fato é que Genoíno nunca deveria ter sido condenado. Muito menos preso. Na cadeia, com um implante de 15 cm na aorta, deveria ter sido liberado após o primeiro exame médico para cumprir pena sob prisão domiciliar. Depois que isso aconteceu, não poderia ter sido mandado de volta. Nem deveria ter o pedido de prisão domiciliar negado, mais uma vez.
Nenhuma das autoridades que podiam libertar ou prender Genoíno nunca deixaram de tomar medidas que poderiam manter em sua jaula

Genoíno foi condenado por corrupção sem nunca ter mexido com dinheiro em mais de 50 anos de atuação política. Os empréstimos que avalizou para o PT não envolviam fraudes financeiras, mas recursos verdadeiros, que foram empregados na finalidade declarada. Seu único bem imóvel, um sobrado na região do Butantã, foi comprado através de financiamento da Caixa Econômica Federal.
Integrantes da mais alta corte do país, ministros condenaram Genoíno soltando lágrimas de crocodilo. Com graus variados de docilidade, ele enfrentou na prisão sucessivas juntas médicas formadas exclusivamente pra dar argumentos técnicos para a decisão política já tomada de impedir que deixasse a prisão. Genoíno foi mantido no cárcere até ontem para garantir a continuidade de um regime de populismo barato, que trata direitos humanos como privilégio e mordomia. Queriam transformar sua decência em vergonha, sua coragem em crime.
Pense em todos os atos indecentes que uma autoridade pode comprometer contra um cidadão aprisionado. Pense na falta de caráter que pode se esconder atrás de tantas demonstrações de autoridade. Pense na malvadeza, na covardia. Genoíno sofreu tudo isso e continuou de pé. Deixa a prisão como aquilo que sempre foi. Um exemplo.
E é por isso que o Brasil lhe deve desculpas. É um pedido por ele. Mas, essencialmente, um pedido por nós.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Fernando Ferro vê desmoralização de setores da mídia por previsões catastróficas

Ao discursar na tribuna da Câmara na quarta-feira (6) o deputado Fernando Ferro (PT-PE)criticou o comportamento de setores da imprensa que, segundo ele, privilegiam notícias negativas sobre a economia brasileira. O petista contabilizou que 98% das manchetes sobre esse tema são negativas e apenas 2% positivas. De acordo com o parlamentar, esses setores da mídia vendem de maneira recorrente a imagem de um País à beira do caos, quadro que não se confirma.

“Eu quero aqui lamentar que essa imprensa (e nós sabemos qual é a origem desses fulanos), essa mesma imprensa que anuncia a catástrofe econômica, era a mesma que o Sr. Mário Amato, lá no primeiro Governo, dizia que, com a vitória do Lula, 800 empresários sairiam do Brasil”, lembrou Fernando Ferro. O petista se referiu ao então presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) que, em 1989, fez essa previsão catastrófica.

De acordo com o deputado, esse tipo de análise revela a falta de preparo da imprensa na condução de alguns temas. Para ele, as análises mostram que existe uma deficiência de analistas políticos ou colunistas sérios.

“Como diz o Paulo Henrique Amorim, os colunistas se transformaram em ‘calunistas’ e, mais do que isso, em torcedores do candidato tucano Aécio Neves. Lamentavelmente, Isso é o fim do jornalismo. E a população brasileira está tomando conhecimento disso”, alertou Ferro.

Segundo o petista, a imprensa atua com o propósito de “impor o seu programa ideológico, político, conservador e neoliberal para o Brasil”.  Ele também alertou para o modus operandi dos “analistas” da imprensa e do sistema financeiro que pintam cenários alarmantes para criar dificuldades, principalmente na área econômica. “Esse terrorismo econômico vai ser derrotado. Será derrotado novamente pela realidade da vida política, pela realidade da vida das pessoas”, afirmou.

Ainda para o deputado Fernando Ferro, a ação desses analistas contra o governo da presidenta Dilma está sendo desmoralizada. “Estamos vendo o fim desse tipo de jornalismo que vai sendo, crescentemente, corroído, destruído por novas alternativas de imprensa e de mídia”, observou.

Fim do Mais Médicos – Alertou ainda Fernando Ferro que o povo brasileiro precisa tomar conhecimento de que o candidato da maioria da imprensa brasileira defende o fim do Programa Mais Médicos. Para o deputado, a medida vai prejudicar mais de 50 milhões de brasileiros atualmente assistidos pelo programa.

 “O Sr. Aécio Neves está querendo, por motivos ideológicos e coorporativos, acabar com um programa social que responde à população. Isso é de uma irresponsabilidade e de uma insanidade sem tamanho. Ele faz isso para se dar bem com alguns setores e, felizmente, ficar mal com o povo. É esse discurso que vai derrotá-lo”, constatou.
Benildes Rodrigues

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Denúncia da Veja é o escândalo da banalidade, diz articulista da FSP




"O escarcéu em torno do jogo de parceiros, entre inquiridores governistas e depoentes da Petrobras, é o escândalo da banalidade".

Artigo publicado na coluna do Jânio de Freitas na Folha de S. Paulo

O banal faz escândalo
Jânio de Freitas

Perguntas de aliados do depoente, em CPI, jamais, em qualquer tempo e em qualquer país, fugiram a este princípio: destinam-se a ajudar o depoente. Nem teria sentido que fosse o contrário entre aliados. Tal princípio explica, por exemplo, o motivo das lutas pela composição das CPIs sérias, o que não é o caso das duas simultâneas a pretexto da Petrobras --dose dupla cujo despropósito denuncia a sua finalidade de apenas ajudar eleitoralmente a oposição.

De aliado para aliado, nem o improviso em indagações surpreende o indagado. Mesmo que sugerido por uma situação de momento, segue as instruções já dadas pela liderança ou as combinações na bancada. Mais ainda, as perguntas e respostas previamente ajustadas, entre inquiridor e depoente, sempre foram e serão condutas lógicas e, pode-se supor, as mais frequentes entre correligionários nas CPIs. Assim como fazem todos os advogados ao preparar seus clientes para depoimentos policiais e judiciais.

O escarcéu em torno do jogo de parceiros, entre inquiridores governistas e depoentes da Petrobras, é o escândalo da banalidade. Bem conhecida de jornalistas, que provavelmente vão explicar qual é a fraude existente, e a que tanto se referem, na colaboração de condutas sempre vista por eles nas CPIs. A explicação é conveniente por ser bem possível que a fraude não esteja na conduta de integrantes da CPI, mas em outras. Este e os demais capítulos do caso Petrobras, à margem da importância que possam ter ou não, ficam na mastigação de chicletes por estarem nas mãos da oposição mais preguiçosa de quantas se viu por aqui.

As lideranças do PSDB e do DEM ficam à espera do que a imprensa publique, para então quatro ou cinco oposicionistas palavrosos saírem com suas declarações de sempre e com os processos judiciais imaginados pelo deputado-promotor Carlos Sampaio. Não pesquisam nada, não estudam nada, apenas ciscam pedaços de publicações para fazer escândalo. Com tantos meses de falatório sobre Petrobras e seus dirigentes, o que saiu de seguro (e não é muito) a respeito foi só por denúncias à imprensa. Mas a Petrobras sangra, enquanto serve de pasto eleitoral.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

CPI da Petrobras: Veja faz denúncia vazia para abafar desmandos de Aécio, afirmam petistas


ferro-simoes

Os deputados do PT, Fernando Ferro (PE) e Renato Simões (SP) se revezaram na tribuna da Câmara nesta terça-feira (5) para alertar a população brasileira sobre a tentativa da revista Veja de criar fatos políticos para encobrir o escândalo que envolve a construção de um aeroporto nas terras da família do presidenciável Aécio Neves, no município de Cláudio (MG).

“Acho que há um componente abafa nessa história. Até porque o Sr. Aécio Neves não esclareceu direito a construção de um aeroporto para familiares em Minas Gerais. A tentativa de esconder esse fato os leva a diversificar os assuntos e a introduzir  temas, como o que foi colocado pela revista no fim de semana”, denunciou Fernando Ferro.

O semanário publicou na última edição a denúncia de que os parlamentares da base do governo, que compõem a CPI da Petrobras, “vazaram” as perguntas que seriam feitas aos depoentes no decorrer das audiências da referida comissão.

Fernando Ferro lamentou a prática adotada pela revista e a classificou de “tentativa ridícula de criar um escândalo onde não existe”. Ele lembrou que em todas as CPIs existe a preparação de respostas e perguntas. Para ele, esse procedimento é corriqueiro e natural para os que enfrentam “um tribunal de inquirição”, como acontece nas audiências.

“Não houve nada de escândalo. Na verdade, o escândalo é a tentativa de transformar uma gravação clandestina em um escândalo. E a revista Veja, esse esgoto de jornalismo, é useira e vezeira”, alfinetou o petista.

Na avaliação do deputado Renato Simões, o semanário faz “tempestade em um copo d’água sem água” ao querer transformar essa “brincadeira” da revista Veja num escândalo. “Querer dizer que os parlamentares não preparam as suas perguntas com antecedência, não as tornam públicas até mesmo nos sites, que as assessorias de empresas importantes, como a Petrobras, não preparam, até em respeito a este Parlamento, as informações que serão prestadas, é um absurdo”, criticou Renato Simões.

Simões disse ainda que essa história de preparação das audiências como se elas fossem algo de extremo sigilo, não cola. Para ele, “agir como se as perguntas não estivessem já na Internet, como se as pessoas não acompanhassem as perguntas que vieram e que foram feitas anteriormente, como se isso fosse um escândalo da República, realmente é algo para boi dormir”.

Metrô SP - Renato Simões frisou que a CPI da Petrobras vem cumprindo seu papel. No entanto, ele fez questão de observar que o mesmo não acontece em relação à CPMI do Metrô do São Paulo, que foi criada, mas até o momento aguarda a sua instalação.

O petista denunciou a prática adotada pelos oposicionistas. Segundo ele, o Secretário de Comunicação na gestão do Governo Geraldo Alckmin, esteve reunido com parlamentares para barrar a instalação da CPMI do Metrô. De acordo com o deputado, o objetivo da CPI é investigar  denúncia de corrupção que envolve mais  de R$ 500 bilhões.  Entre os denunciados estão funcionários públicos e grandes empresas transnacionais que operam no metrô e na CPTM de São Paulo.

“O secretário do Governador Geraldo Alckmin veio a Brasília se reunir com parlamentares tucanos para impedir o parlamento de funcionar, como eles fazem no Estado de São Paulo, onde a Assembleia Legislativa não tem prerrogativas de investigação dos desmandos tucanos”, lamentou Simões.

Ele lembrou ainda que “há 20 anos eles se sucedem no Governo do Estado de São Paulo se concedendo atestados de idoneidade moral que nunca foram postos à prova”.

Benildes Rodrigues
Texto publicado originalmente no site PT na Câmara

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Em nota, Petrobras desmonta farsa da revista Veja





NOTA A IMPRENSA

Sobre a matéria intitulada "A Grande Farsa", publicada pela revista Veja, esta semana, a Petrobras esclarece que tomou conhecimento das perguntas centrais que norteiam os trabalhos das CPI e CPMI da Petrobras, através do site do Senado Federal, nos dias 14 de maio e 02 de junho, respectivamente, onde foram publicados os planos de trabalho das referidas comissões. Nestes, além das perguntas centrais, constam também os nomes de possíveis convocados, e a relação dos documentos que servem de base para as investigações.

Convém ressaltar que tais informações, tornadas públicas pelas comissões de inquérito, por ocasião do inicio de seus trabalhos, possibilitam a elaboração de centenas de outras perguntas, propiciando à Petrobras a organização das informações necessárias para o melhor esclarecimento dos fatos pertinentes a cada eixo das investigações, quais sejam: Eixo 1 - Refinaria de Pasadena; Eixo 2 - SBM Offshore; Eixo 3 - Segurança nas plataformas; Eixo 4 – Superfaturamento RNEST.

A Petrobras informa que, após cada depoimento, as dezenas de perguntas feitas pelos Parlamentares são desdobradas em novas perguntas pela equipe da Petrobras de forma a subsidiar os depoimentos subsequentes.

Assim como toda grande corporação, a Petrobras garante apoio a seus executivos, e ex-executivos, preparando-os , quando necessário, com simulações de perguntas e respostas, para melhor atender aos diferentes públicos, seja em eventos técnicos, audiências públicas, entrevistas com a imprensa, e, no caso em questão, as CPI e CPMI. Tais simulações envolvem profissionais de várias áreas, inclusive consultorias externas, de modo a contribuir para uma melhor compreensão dos fatos e elucidação das dúvidas.

A Petrobras reafirma que continuará disponibilizando todas as informações referentes as suas atividades e reafirma seu compromisso com a transparência e ética que sempre nortearam suas ações.

Gerência de Imprensa/Comunicação Institucional
Telefone: 55 (21) 3224-1306 e 3224-2312
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