quarta-feira, 17 de julho de 2013

Economista da era FHC rebate alarmismo da grande mídia

"Os últimos números publicados para o Índice de Atividade do Banco Central, o IBC-BR, que pode ser considerado uma aproximação em base mensal para o PIB trimestral do IBGE, indicam claramente que no segundo trimestre de 2013, a economia brasileira estava crescendo ao ritmo de 4% ao ano."




O PIB cresce 4% ao ano
Por Francisco Lopes
Valor Econômico - 17/07/2013

O título deste texto não é uma piada, nem uma projeção, nem mesmo a expressão de um desejo. É apenas a constatação de um fato: os últimos números publicados para o Índice de Atividade do Banco Central, o IBC-BR, que pode ser considerado uma aproximação em base mensal para o PIB trimestral do IBGE, indicam claramente que no segundo trimestre de 2013 a economia brasileira estava crescendo ao ritmo de 4% ao ano.

Mas espere um momento! Não foram esses números que repercutiram de forma tão negativa na imprensa, sugerindo até que estamos novamente a caminho da recessão? Basta olhar os títulos de algumas das matérias publicadas: Indicador do BC mostra país na rota da recessão; Economia tem maior retração desde 2008; Cada vez mais difícil decolar; Bancos oficiais já prevêem crescimento abaixo de 2%; IBC-BR reforça sinais da lenta perda de gás da economia em 2013; Pibinho de inverno.

É no mínimo temerário extrair qualquer sinal de direção de movimento com base na observação de um único mês

Na realidade, a única coisa que fica clara aqui é que a mídia especializada e a grande maioria dos analistas da economia parecem sofrer atualmente de um pessimismo obsessivo. De fato a leitura que foi feita dos números do BC configura um caso clássico do que a psicologia cognitiva denomina de viés de confirmação (confirmation bias), que ocorre quando as pessoas só são sensibilizadas por informações que pareçam confirmar suas crenças ou hipóteses, ignorando qualquer evidência em sentido contrário.

Todo esse pessimismo foi produzido apenas pela observação de que a variação percentual de maio sobre abril do IBC-BR com ajuste sazonal foi de menos 1,4%. Acontece, porém, que essa série de variação mensal tem muito ruído. É no mínimo temerário extrair qualquer sinal de direção de movimento com base na observação de um único mês. Além disso, quando usamos dados mensais a introdução do ajustamento sazonal não aumenta muito o poder informativo de uma observação isolada. No dado mensal o padrão de sazonalidade pode variar muito ao longo do tempo em resposta a uma serie de fatores, como feriados, greves, paralisações ou mudanças institucionais. Sabemos que não existe técnica perfeita de ajuste sazonal, mas com dados mensais as dificuldades ficam ainda maiores.

Se quisermos ter uma ideia precisa do que está acontecendo com uma economia, o caminho mais seguro é trabalhar com variações em doze meses. Mesmo assim uma observação mensal isolada tem que ser vista com cautela. Por exemplo, a variação em doze meses do IBC-BR até maio de 2013 (portanto sobre maio de 2012) foi de 2,28%, mostrando sem dúvida uma desaceleração importante em relação à variação em doze meses de 7,3% até abril. Note-se, porém, que esse excepcional resultado de abril foi simplesmente ignorado tanto pela imprensa como pela maioria dos analistas de economia. Por outro lado, a variação em doze meses de maio significou aceleração em relação às variações de 1,16% até março e de 0,44% até fevereiro. Que direção de movimento estaria sendo sinalizada aqui?

Existe amplo consenso de que a forma mais segura para se analisar o movimento do PIB é usar dados trimestrais. Não é por outra razão que contas nacionais em toda parte são sempre elaboradas em base trimestral, como acontece também com o nosso IBGE. O que então pode ser concluído quando os dados do IBC-BR são transformados por média para uma base trimestral? Se compararmos o trimestre composto pelos meses de março a maio de 2013 com o mesmo período de 2012 obtemos uma variação de 3,74%. Podemos notar também que ao longo do ano essa variação em doze meses calculada para grupos sucessivos de três meses só aumentou: 1,55% até janeiro. 1,71% até fevereiro, 2,86% até março, 3,5% até abril e 3,74% até maio.

Para calcular a variação em doze meses do segundo trimestre de 2013 precisaremos ter também uma estimativa para o IBC-BR de junho. Para ser bem conservador, vamos admitir que o número de junho fique 2,5% abaixo do número de maio, repetindo um comportamento observado em 2012. Isto significa um número de junho 5,6% abaixo do de abril. Nesse caso a variação em doze meses para o PIB do segundo trimestre será de 3,95%. Ou seja, parece grande a probabilidade de que a taxa de crescimento em quatro trimestres do PIB do segundo trimestre fique muito próxima de 4%.

Se isso for também confirmado pelo IBGE (e é difícil imaginar porque não seria), poderemos estar falando de uma variação trimestral na serie com ajuste sazonal do PIB superior a 1%, talvez até próxima de 1,5%. Vai ser bem mais difícil sustentar o pessimismo quando esses números forem publicados em agosto. Ainda assim, é importante insistir de imediato numa leitura mais precisa dos dados da economia. Afinal ninguém pode razoavelmente desejar que o pessimismo de hoje venha a afetar negativamente decisões empresariais de produzir e investir, comprometendo nosso crescimento futuro.

Francisco Lafaiete Lopes - PhD por Harvard, sócio da consultoria Macrométrica e ex-presidente do Banco Central (BC).

terça-feira, 16 de julho de 2013

Roda Viva: Rui Falcão dá aula de política para jornalistas do PIG





O presidente Nacional do PT, o deputado Rui Falcão participou nesta segunda-feira (15) do Programa Roda Viva da TV Cultura. Na arena, o presidente do PT  enfrentou com maestria os jornalistas do Partido da Imprensa Golpista (PIG). 


Com sabedoria e humildade, Rui Falcão deu um show de política que deve ter encantado o mais ferrenho opositor.


Vídeo extraido do Youtube

Comissão adia votação da LDO; Congresso se apequenou, lamenta Bittar


JORGEBITTARA Comissão Mista do Orçamento (CMO) adiou nesta terça-feira (16), a votação do relatório preliminar ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO-2014). A falta de quórum e a obstrução da oposição (PSDB, DEM e PSOL) acabou por transferir para o mês de agosto a deliberação sobre o texto. A apreciação da proposta ficou para o dia 6 de agosto. Na avaliação do deputado Jorge Bittar (PT-RJ), coordenador da Bancada do PT na comissão, com o adiamento, o Congresso Nacional perde a oportunidade de participar na elaboração da peça orçamentária do próximo ano.

“A LDO é uma prerrogativa constitucional do Congresso Nacional de definir as diretrizes para a elaboração do orçamento. Se o Congresso abre mão dessa prerrogativa, é o próprio Congresso que se apequena diante do desafio de preparar uma das peças mais importantes da democracia, que é a Lei Orçamentária”, afirmou.

Orçamento - De acordo com Bittar, o adiamento da votação da LDO pode levar o governo a encaminhar a Lei Orçamentária Anual (LOA) sem as propostas do Legislativo. Para o parlamentar, o Executivo não vai deixar de preparar o Orçamento de 2014 porque o Congresso não votou a LDO no prazo previsto. Bittar explicou que a base do orçamento anual do governo serão as diretrizes orçamentárias que encaminhou ao Legislativo. “Se o Congresso não apreciou o texto, o governo continua se referenciando na sua proposta original, que é o projeto da LDO”, explicou.

A Constituição Federal determina que o Poder Executivo encaminhe a proposta da LOA ao Congresso Nacional até o dia 30 de agosto de cada ano.

LDO – A Comissão Mista ainda está apreciando o parecer preliminar da LDO-2014. Quando o parecer for aprovado, deputados e senadores terão um prazo regimental de 10 dias para apresentar emendas  e, em seguida a comissão aprovará o relatório final. Cumprido esse rito, o parecer definitivo da LDO ainda precisa ser votado pelo Plenário do Congresso Nacional.

Benildes Rodrigues

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Revolução tecnológica exige nova institucionalidade democrática, avalia petista


rogeriocarvalho-comissao

O deputado Rogério Carvalho (PT-SE), relator da comissão especial destinada a elaborar propostas de aprimoramento das instituições brasileiras sinalizou, nesta quarta-feira (10), que os avanços tecnológicos propiciaram novas formas de organização e participação popular. Segundo ele, esses avanços, exemplificado pelo advento da internet, requerem uma nova institucionalidade democrática que permitirá à sociedade intervir, decidir e participar da construção da história.

A avaliação foi feita no seminário Democracia Representativa e Participativa realizada pela comissão.

“As mudanças provocadas pela revolução tecnológica podem demandar uma nova institucionalidade, uma nova organização da nossa democracia, preservando a representação e adicionando outra presença que é a presença direta do cidadão participando da vida pública sem mediação, dando opinião e construindo junto”, afirmou Rogério Carvalho.

A comunicação em tempo real, segundo Carvalho, possibilita organização, articulação e mobilização que foge do modelo de organização social existente. “O advento tecnológico aproxima pessoas, cria vinculações que requer toda a reflexão sobre a nossa democracia”, disse.

De acordo com o relator, o mecanismo existente de participação da sociedade é dependente das organizações sociais. “Estamos experimentando um tempo que as pessoas se manifestam, emitem opinião, mobilizam-se sem precisar ser eleitas e sem organização social por trás. É uma relação direta que gera um novo padrão de comportamento, uma nova forma de ver a relação política”, avaliou.

Participação Social -  Segundo o  representante  da  Secretaria-Geral da Presidência da República, Pedro Pontual,  um dos debatedores do seminário, existe no seio da população a vontade de participar na transformação do Estado brasileiro.  Ele apontou a necessidade de se construir políticas e sistema nacional de participação social. Com isso, explicou o representante do governo, pode-se estabelecer diretrizes e orientações de participação social nas áreas do governo.

“Esse sistema teria a finalidade de integrar o conjunto de iniciativas para promover melhor a articulação entre todos os instrumentos de participação já existentes”, disse.

Na avaliação do jornalista e representante do Observatório da Imprensa, Luciano Martins, os cerca de 50 milhões de pessoas que ingressaram na classe média nos últimos anos não se sente mais representada pelas atuais instituições.  O jornalista acredita que o modelo de organização política no Brasil está em colapso.

Imprensa – O deputado Rogério Carvalho ressaltou que a explosão de participação da sociedade mostrou o quanto a imprensa “produziu” as motivações  e “apontou” qual era o foco. “Alguns interesses foram operando para dirigir contra o que a multidão estava se posicionando”, denunciou o parlamentar.

Na mesma linha, o jornalista Luciano Martins acrescentou: “todos os avanços sociais produzidos no Brasil foram ignorados ou combatidos pela imprensa no Brasil”.

Benildes Rodrigues
Publicado no site PT na Câmara

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dilma conclama médicos brasileiros a atuarem nas áreas mais carentes do País



                                           Foto: Gustavo Bezerra/PTnaCâmara
DILMAMAISMEDICOS

A presidenta Dilma Rousseff anunciou o Pacto Nacional pela Saúde nesta segunda-feira (8) e conclamou os médicos brasileiros a aderirem ao Programa Mais Médicos, lançado em solenidade no Palácio do Planalto. Nesta semana o governo publicará um edital com chamada pública para contratação desses profissionais para atuarem nas regiões mais carentes do País. “Confio nos médicos brasileiros. Conclamo-os a atender a esse chamado”, disse Dilma Rousseff.

“Talvez o maior desafio de todos é suprir essa rede com profissionais em quantidade suficiente para atender com qualidade todas a população. Não apenas aos que têm a sorte de morar perto de hospitais públicos de referência (UPAS 24h) ou de pagar pelo seu atendimento. Mas atender também os que vivem nas periferias mais desassistidas, aos que moram nas cidades pequenas, nas cidades médias, aos que moram em todas as regiões”,completou.

O Programa Mais Médicos ofertará bolsa federal de R$ 10 mil, paga pelo Ministério da Saúde, a médicos que atuarão na atenção básica da rede pública de saúde, sob a supervisão de escolas médicas. A viabilização do programa será por meio de parceria dos ministérios da Saúde e da Educação.

Para selecionar e levar os profissionais para a áreas periféricas e distantes dos aglomerados urbanos, serão lançados três editais: uma para atração dos médicos; outro para adesão dos municípios que desejam admiti-los e um último para selecionar as instituições supervisoras.

As vagas não preenchidas pelos médicos brasileiros serão ofertadas aos profissionais de origem estrangeira. Essa informação foi reiterada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na solenidade. De acordo com o ministro, a contratação de médicos estrangeiros não pode ser vista como tabu. Para ele, não se pode ideologizar esse debate. “A única ideologia que deve prevalecer é a ideologia da saúde”, aconselhou o ministro.

Padilha disse ainda que os profissionais estrangeiros “bem formados” que atenderem os requisitos - habilitação no País de origem; conhecimento da língua portuguesa, e a comprovação de que o país de origem oferece mais médico por habitante que o Brasil,  estabelecidos pelo Ministério da Saúde, serão bem-vindos.

“A saúde da população brasileira não pode esperar. Os médicos estrangeiros atuarão exclusivamente nas periferias e nos municípios carentes do País. Nenhum médico brasileiro vai perder emprego com a vinda de médicos estrangeiros”, garantiu Padilha.

O Programa Mais Médicos é um dos itens do Pacto da Saúde que inclui Mais Hospitais e Unidades de Saúde e, Mais Formação. O programa será instituído a partir de uma medida provisória (MP) que será encaminhada pelo governo federal ao Congresso. Além do programa, a MP cria 11 447 vagas em faculdades públicas e privadas de medicina até 2017 e, a partir de 2015, os alunos que ingressarem nos cursos de medicina terão um ciclo de dois anos para atuação na atenção básica e nos serviços de urgência e emergência.

Além disso, segundo o ministro da Educação, Aloísio Mercadante, até 2017 haverá um aumento de 10% na oferta de vagas nos cursos de Medicina. Com o programa Mais Médicos, serão abertas 3.615 vagas nas universidades públicas. Já nas universidades particulares, devem ser criadas 7.832 novas vagas. Mercadante defende a residência médica como “um fator decisivo para a fixação dos médicos, além de políticas na área de saúde”.

O Pacto Nacional pela Saúde atende aos anseios de governadores e prefeitos que, recentemente, em reunião com a presidenta Dilma apontaram os gargalos que estados e municípios enfrentam com a falta de médicos para atender a população.

 Dentre as ações contidas no pacto, além do Programa Mais Médicos, estão investimentos em ampliação e reformas de unidades de saúde.  Já foram contratados R$ 7,4 bilhões para construção de 818 hospitais, 601 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) e de 15.977 unidades básicas.

O líder da bancado do PT, deputado José Guimarães (CE), que também compareceu à cerimônia no Palácio do Planalto, disse que o programa marca um “novo tempo”. “Os profissionais  e os usuários do Sistema Único da Saúde (SUS) estão comemorando. Ela vai marcar a história do SUS e da saúde pública do Brasil”.

Benildes Rodrigues

sábado, 6 de julho de 2013

Ariano Suassuna: "Estamos querendo a reeleição de Dilma"



"Nunca me omiti na política, faço política com ‘P' maiúsculo. Tenho interesse no Brasil. Por enquanto nós estamos querendo a reeleição de Dilma”

A possível candidatura presidencial do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, não deverá contar com um apoio de peso. O escritor Ariano Suassuna, que sempre militou ao lado das hostes socialistas, declarou, segundo o Jornal Vanguarda, de Caruaru, Agreste pernambucano, que neste momento, Eduardo não deveria visar 2014. “Não é o momento pra isso. Não estou falando na política miúda. Nunca me omiti na política, faço política com ‘P' maiúsculo. Tenho interesse no Brasil. Por enquanto nós estamos querendo a reeleição de Dilma”, teria declarado o escritor na saída do seminário Juntos por Pernambuco, que aconteceu nesta quinta-feira (21), em Gravatá, Agreste do Estado.

De acordo com o Vanguarda, Ariano disse não estar esquecido da história do ex-governador  Miguel Arraes, avô de Eduardo,  e que considera o governador como “o político mais brilhante que já conheci na minha vida". "Não estou esquecido da história de Miguel Arraes. Eduardo nem tem idade, nem tempo de luta suficiente, mas é o político mais brilhante que eu conheço. Acho que ele é o mais apto a levar a diante os avanços do governo Lula", disse. Neste momento, quando indagado se a afirmação seria uma declaração de apoio à candidatura presidencial de Eduardo em 2014, o escritor teria defendido a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

fonte: Site 247

sexta-feira, 5 de julho de 2013

EXCLUSIVO: Record revela sonegação fiscal da Rede Globo


Fonte: youtube/Rede Record

Caiu a máscara da emissora paladina da moralidade. Tal fato me  reportou para outro paladino da ética e da moralidade cassado pelo Senado, Demóstenes Torres. Me lembrou também dos paladinos tucanos, do paladino do STF que usam recursos públicos para cobrir suas despesas pessoais, no caso, despesas futebolísticas. 
Lembrei-me da música do Raul Seixas, que me atrevo fazer um pequeno trocadilho: 

Ei! Rede Globo
Vê se te orienta
Já sabem do teu furo,PIG
No imposto de renda


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Reforma política: Não se pode temer o plebiscito, diz Fontana



fhenriqueentrevistaEm entrevista coletiva nesta quarta-feira (3), o relator da reforma política, deputado Henrique Fontana (PT-RS), refutou a ideia de que a criação de uma comissão na Câmara para analisar a proposta de plebiscito, sugerida pela presidenta Dilma Rousseff, possa inviabilizar a realização dessa consulta popular e, consequentemente, da reforma política. “Não se pode ter medo de plebiscito. O Brasil usou muito pouco esse recurso ao longo de sua história de democracia. O que eu vejo é muita gente apressada querendo enterrar essa consulta popular”, criticou o petista. A comissão será instalada na próxima terça-feira.

Fontana foi indicado pela bancada do PT para compor a comissão que tem como objetivo elaborar questões para o plebiscito e listar projetos sobre reforma política em tramitação na Casa.  “Nesse cenário, não há exclusão de um tema sobre o outro. Ou seja, podemos debater essas duas questões de forma simultânea. O fato de se fazer um  decreto legislativo introduzindo no plebiscito perguntas e repostas sobre temas controversos, como financiamento de campanha, coligação e coincidência de eleição, não nos impede de votar outros temas menos polêmicos sobre a reforma política”, explicou Henrique Fontana.

O parlamentar frisou que acredita na possibilidade de mudança. Nesse sentido, ele reforçou o pensamento de milhares de manifestantes que exigem que o Brasil promova mudanças em vários aspectos políticos, inclusive em seu sistema eleitoral.

“A ideia é ouvir os partidos e a sociedade e, a partir daí, tirar as propostas que devem compor o plebiscito e outras, que podem ser votadas imediatamente. Temos que debater uma reforma política profunda para melhorar o sistema político do país”, defendeu.

Henrique Fontana explicou que na condição de relator da reforma política, não pode “fechar as portas” para votação de projetos de lei quando houver acordo entre os líderes. No entanto, ele fez questão de lembrar que, nesse caso, essa não é uma prática recorrente. “A iniciativa da presidenta Dilma tem razoabilidade porque faz 18 anos que o parlamento tenta constituir um ambiente para votar uma reforma política estrutural e não consegue”, lamentou Fontana.

Oposição – Sobre o discurso recorrente da oposição, que insiste na ideia de que fazer um plebiscito sobre reforma política é uma “manobra diversionista”,  Fontana foi taxativo: “Este é  um discurso que não se sustenta. Desde quando para discutir tema de reforma política, temos que parar de discutir saúde,  educação,  transporte? O que eu sinto é que alguns não querem consultar a população talvez porque tenham vontade de deixar as coisas como estão”, considerou.

Revista Veja – Em relação ao editorial da revista Veja, que acusou o plebiscito de golpe, o parlamentar disse que a acusação “é escandalosa”.  “Desde quando ouvir a população dentro das regras da democracia passou a ser golpe? Ao contrário, é um aperfeiçoamento da democracia”.

Benildes Rodrigues