segunda-feira, 30 de abril de 2012

CPMI do caso Cachoeira vai apreciar plano de trabalho na quarta

odair cunha1805 D2
 A CPI Mista que investigará denúncias de irregularidades nas relações entre o contraventor Carlos Cachoeira e agentes públicos e privados reúne-se nesta quarta-feira (2), às 14h30, para apreciar o plano de trabalho elaborado pelo relator, deputado Odair Cunha (PT-MG).
  
 Na semana passada, o petista foi aclamado relator do colegiado e o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente.

Como pré-requisito para o colegiado começar os trabalhos o relator requereu, na semana passada ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Procuradoria Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), cópia dos inquéritos da PF que tratam das operações Vegas e Monte Carlo, objetos da investigação. Na quarta-feira, às 10h, a comissão vai receber do STF, 40 volumes do inquérito em papel e em CDs.

Requerimentos – Até o momento, os parlamentares que compõem a comissão, apresentaram mais de 160 requerimentos ao colegiado. Muitos desses documentos dizem respeito à convocação dos citados nos dois inquéritos; solicitação de documentos sigilosos; quebras de sigilos (fiscal, bancário), entre outros.

Agenda – Na mesma sessão desta quarta-feira a comissão deve escolher o vice-presidente do colegiado. Está previsto, também, uma visita do presidente Vital do Rêgo e do relator Odair Cunha ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Nessa visita, eles convidarão o procurador a se apresentar à comissão e esclarecer aos membros da CPMI acerca dos inquéritos produzidos pela Polícia Federal.

A reunião da CPMI acontece na sala 2 da ala senador Nilo Coelho.

Benildes Rodrigues com Agência Senado
Publicado originalmente no site PT na Câmara

sábado, 28 de abril de 2012

Cai por terra tentativa da midia em ligar Agnelo a Cachoeira

Gravação da Polícia Federal derruba a tese da mídia de que o Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) está envolvido no esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira. A conversada gravada pela PF aponta que o "número 1" é o MARCONI PIRILLO.

Eis o trecho do diálogo:


TELEFONE NOME DO ALVO -31601002'7445095 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS· MONTE CARLO
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
CARLINHOS X CLAUDIO(I'LX)
DATAlHORA INICIAL DATAIHORA FINAL DURAÇÃO
15/07/2011 19:32:21 15/07/2011 19:33:16 00:00:55
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO
316010027445095 316010027459804 316010027459804 R
·RESUMO

CLAUDIO pergunta se não tem jeito de EDIVALDO ir para o lugar de JOÃO FURTADO e como foi a conversa com o NÚMERO I (MARCONI).
CARLINHOS diz que MARCONI quer falar com ele pessoalmente e marcou um encontro na quarta-feira à noite na casa de MARCONT.
SERÁ QUE O JANTAR FOI BOM GOVERNADOR?
CONTATO ENTRE MARCONI PERILLO E CARLINHOS CACHOEIRA:
TELEFONE NOME DO ALVO
6293391661 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS - MONTE CARLO .
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
CARLINHOS X MARCONI(PLX)
DATAIHORA INICIAL DATA/HORA FINAL DURAÇÃO
03/05/201120:48:12 03/05/201120:49:05 00:00:53
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO
ISEGREDO DE JUSTiÇA)
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
DEPARTAMENTO DE POLiCIA FEDERAL
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL NO DISTRITO FEDERAL
SAIS - QUADRA 07 - LOTE 23 - SETOR POLICIAL SUL BRASfLIA-DF - CEP_ 70349-970
A
RESUMO
MARCONI parabeniza CARLINHOS por seu aniversário c confinnajantar entre eles.
DIÁLOGO
CARLINHOS: oi.
HNI: CARLOS?
CARLINHOS: é.
HNI: um momento. por favor, que o GOVERNADOR MARCONI vai falar.
MARCONI: liderança .
CARLINHOS: fala amigo, tudo bem?
MARCONI: rapaz, faz festa e não chama os amigos?
CARLINHOS: o que é que isso.
MARCONI: parabéns.
CARLINHOS: tudo bem? Obrigado pela lembrança, viu, GOVERNADOR.
MARCONI: ". que Deus continue te abençoando aí, te dando saúde, sorte.
CARLINHOS: amém, muito obrigado, viu?
MARCONI: um grande abraço pro você, viu?
CARLlNHOS; obrigado. aí, viu?
MARCONI: cu vou falar com o EDIVALDO pra gente marcar uma conversa, tá?
CARLINHOS: exatamente. Tô esperando, viu?
MARCONI: j á tá marcado. quinta-feira, não tem?
CARLINHOS: é, quinta-feira. O SENADOR me ligou, tá? Obrigado pela lembrança.
MARCONI: tá bom. Um abraço, tchau.
(encerrada) .
JANTAR ENTRE MARCONI PERILLO. DEMÓSTENES TORRES E CARLINHOS
CACHOEIRA:
TELEFONE NOME DO ALVO
316010027445095 CARLOS AUGUSTO DE ALMEiDA RAMOS - MONTE CARLO
INTERLOCUTORESICOMENTÁRIO
CARLINHOS X EDIV ALDO(PLX)(ECX)
DATAIHORA INICIAL DATNHORA FINAL DURAÇÃO
241031201 I 19:00:24 241031201 I 19:01:18 00:00:54
ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LIGAÇÃO TIPO
316010027445095 316010027450302 316010027450302 R
RESUMO
EDIVALDO fala que a GLORINHA da CASA CIVIL disse que o GOVERNADOR agendou um jantar na quarta feira.
Como o MARCONI vai explicar ou justificar agora sobre a casa dele que foi vendida e ele alega que não sabia que o Cachoeira era o comprador? Deixou cortar a água por falta de pagamento.
CASA COM CONTA DE ÁGUA NO NOME DE MARCONI PERILLO
TELEFONE NOMÉ DO ALVO
316010027445095 CARLOS AUGUSTO DE ALMEIDA RAMOS - MONTE CARLO
INTERLOCUTORES/COMENTÁRIO
CARLINHOS X WLADMIR(PLX)
DATAlHORA INICIAL DATA/HORA FINAL DURAÇÃO
23/0812011 21 :08:04 23/081201.1 21 :08:54 00:00:50
. ALVO INTERLOCUTOR ORIGEM DA LiGAÇÃO TIPO
316010027445095 316010027450381 316010027450381 R
RESUMO
CARLINHOS diz que foi emitido aviso de corte c foi co~do o fornecimento de água na casa onde ANDRESSA está morando, que pertencia ao GOVERNADOR (MARCONI PERILO) em sociedade com CARLINHOS, vendida ao PROF,VALTER PAULO. .
DIÁLOGO
WALDM[R: Ô chefe. Ele tá ligando lá pro menino pra mandar religar ar. Vai ligar pro gerente lá pra ver como é que faz.
Conversei. C.lm 0l rópi io JULlNHO. Mas deixa eu te falar, c ... não é só tirar o lacre lá não?
CARLINHOS: não, mexer com esse trem não. (incompreensivel). E outra coisa: R$ 40.00, rapaz,. casa do GOVERNADOR e emite um papel de corte ... pega um papel desse aqui,. demite todo mundo lá.
WALDMIR: Demite mesmo. Me pede isso aí que eu vou reforçar pra ele, concorda?
CARLINHOS: Ta aqui na minha mão. Agora (ininteligivel).
WALDMIR:É.
ENCERRADA

sexta-feira, 27 de abril de 2012

STF aprova Lei de Cotas; Congresso Nacional deve seguir o exemplo, avalia Luiz Alberto


stf1304A decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) em reconhecer a constitucionalidade da política de cotas raciais é uma garantia de acesso de negros e índios nas instituições de ensino superior, na opinião do deputado Luiz Alberto (PT-BA). Além disso, segundo o parlamentar, a decisão responde aos anseios de milhares de brasileiros que lutam pelo reconhecimento dos seus direitos.

No julgamento, concluído nesta quinta-feira (26), os ministros do STF julgaram improcedente a ação ajuizada pelo partido Democratas (DEM), contrário ao sistema de cotas adotado pela Universidade de Brasília (UnB) desde 2004. A UnB reserva de 20% de suas vagas para estudantes negros e um percentual menor para índios de todos os estados brasileiros.

Ativista das causas raciais, Luiz Alberto classificou a decisão como “histórica”. O petista criticou a postura do Congresso que, segundo ele, ao suprimir o item que instituía o sistema de cotas nas universidades públicas, no Estatuto da Igualdade Racial, aprovado em 2010, mostrou-se conservador.

“Essa decisão do Supremo é histórica, aprofunda e consolida o sistema democrático do país. A atitude do Supremo reforça a ideia de o Congresso ainda é o espaço mais conservador presente no país. A partir dessa decisão vamos provocar o Congresso para que trilhe por esse caminho, que assuma a posição de não mais ser essa instituição tão conservadora em suas decisões e deixe de agir como se nada tivesse acontecendo do ponto de vista dos avanços da política social do nosso país”, disse Luiz Alberto.

O parlamentar fez questão de reconhecer que a vitória conquistada no STF não pode ser creditada apenas à população negra, mas, segundo ele, a toda sociedade brasileira. Ele lembrou ainda que a decisão do Supremo confirma a identidade étnico-racial do país.

“O sistema de cotas para negros existe porque as universidades brasileiras são espaços de formação de profissionais de maioria esmagadoramente branca. E, ao manter apenas um segmento étnico na construção do pensamento dos problemas nacionais, a oferta de soluções se torna limitada e não reflete a diversidade étnica no nosso país”, constatou.

Ações afirmativas como a Lei das Cotas, explicou Luiz Alberto, são necessárias e, de acordo com ele, implicam num aumento significativo de renda e prestígio social. Isso, lembrou o petista, “reduz a desigualdade, a discriminação e o preconceito”.

Atualmente, de acordo com dados apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU), 13 universidades brasileiras aplicam o critério de cotas raciais e outras 20 adotam o critério de raça combinado com a renda familiar para selecionar os candidatos.

A constitucionalidade do sistema de cotas é valida para quem já adota ou pretende adotar  esse sistema como critério de inclusão desses segmentos da sociedade historicamente excluídos, desde que respeitem os princípios da “razoabilidade, proporcionalidade e temporalidade”.

Julgamento - Dos 11 ministros da Corte, apenas Dias Toffoli se declarou impedido porque foi autor de parecer a favorável à política de cotas quando era advogado-geral da União.

Para Joaquim Barbosa, único negro a integrar o STF, o fim da escravidão não foi suficiente para integrar os negros. Ele disse ainda que desconhece o país desenvolvido que chegou a essa condição com políticas de exclusão.

“Não se deve perder de vista o fato de que a história universal não registra, na era contemporânea, nenhum exemplo de nação que tenha se erguido de uma condição periférica à condição de potência econômica e política, digna de respeito na cena política internacional, mantendo, no plano doméstico, uma política de exclusão em relação a uma parcela expressiva da sua população”, disse Barbosa.
Benildes Rodrigues

quarta-feira, 25 de abril de 2012

CPMI é instalada e solicita documentos das operações Vegas e Monte Carlo

odairCPMIFoi instalada nesta quarta-feira (25), com eleição do presidente e do relator, a CPI Mista que investigará denúncias de irregularidades nas relações entre o contraventor Carlos Cachoeira com empresas e os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. O deputado Odair Cunha (PT-MG) foi eleito relator e o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) assumiu a presidência do colegiado.

A primeira iniciativa da comissão foi aprovar o requerimento do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), que solicita ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Procuradoria Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), cópia dos inquéritos da PF que tratam das operações Vegas e Monte Carlo, objetos da investigação.

Odair Cunha disse que qualquer iniciativa do colegiado requer um conhecimento prévio dos autos da investigação que levaram a Câmara e o Senado a instituir a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.
“Solicitamos as cópias dos processos por entendermos que só a partir da análise desses documentos é que vamos estabelecer o plano de trabalho e a abrangência da investigação que pretendemos realizar”, destacou o relator .

Odair Cunha adiantou ainda que a convocação de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, mesmo sendo a peça principal do inquérito, ainda não foi definida. “Nós não podemos inquiri-lo a partir de matéria de jornal. Ainda não está claro se devemos convocá-lo  no meio ou no final da investigação, mas com certeza não será no início”, assegurou .

Em relação à proposta de criação de sub-relatorias para subsidiar os trabalhos da comissão, Odair Cunha foi enfático ao afirmar que não vê a necessidade desse procedimento na fase inicial da CPMI.

“A sub-relatoria é um trabalho acessório ao trabalho do relator. Neste momento não vejo necessidade de instalação. Não é porque ela venha esvaziar o trabalho do relator. Ela esvazia, sim,  o trabalho dos parlamentares da comissão. O nosso entendimento é que todo membro da CPMI é um relator, desde que ele queira se aplicar a esse trabalho”, explicou.

Na reunião a comissão acatou a questão de ordem levantada pelo do líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), que pediu um prazo ao colegiado para que o relator pudesse apresentar um plano de trabalho.  De acordo com o líder, o roteiro de trabalho pré-definido vai dar mais agilidade à comissão.

"O relator define o plano de trabalho, que será importante porque  acelera os trabalhos e garante o foco da CPMI, que vai ficar no seu objeto, ou seja, apurar o crime organizado sob o comando de Carlos Augusto Ramos , o Carlinhos Cachoeira e suas ramificações no aparelho de Estado”, enfatizou.

Jilmar Tatto fez questão de reafirmar  que o objeto da investigação não é atingir governo ou a oposição. De acordo com o petista, “é uma CPI do Estado Brasileiro, da democracia, em defesa das instituições e da transparência”, ressaltou.

Agenda – A CPI Mista volta a se reunir na próxima quarta-feira (2)  para deliberar sobre o plano de trabalho do deputado Odair Cunha e escolher o vice-presidente da comissão.
Benildes Rodrigues

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Governo da presidenta Dilma Rousseff tem apoio recorde


dilma-22-10-10A popularidade da presidenta Dilma Rousseff bateu novo recorde. É o que revela a pesquisa Datafolha divulgada no último fim de semana. Os dados apontam que 64% dos entrevistados avaliam a gestão de Dilma como ótima ou boa.

Outros 29% reconhecem a gestão como regular e, apenas 5% dos entrevistados consideram o governo ruim ou péssimo. Em comparação com o levantamento realizado no mês de janeiro (59%), houve um acréscimo de cinco pontos percentuais no universo pesquisado.

Os vice-líderes da bancada do PT, deputados Bohn Gass (RS), Márcio Macêdo (SE) e Paulo Ferreira (RS) creditam esse extraordinário desempenho à condução “acertada” do Governo nas áreas social, econômica e política.

“A continuidade do projeto do ex-presidente Lula, o acerto no desenvolvimento de políticas sociais inclusivas, a difusão do país internacionalmente e a postura firme que os nossos governos tiveram no combate aos maus feitos, associados ao sentimento que presenciamos no olhar das pessoas que passaram a ser respeitadas, confirmam o bom resultado da pesquisa”, disse Bohn Gass.

Para Márcio Macêdo e Paulo Ferreira os dados da pesquisa atestam o reconhecimento do projeto político que transformou o Brasil. “Eficiência administrativa e projetos políticos inclusivos da presidenta Dilma, onde foi priorizada parcela da população que sempre precisou da presença do Estado, em confluência com o prestígio do ex-presidente Lula e a força política do Partido dos Trabalhadores levaram a sociedade a reconhecer o nosso projeto”, avaliou Márcio Macêdo.

De acordo com Paulo Ferreira, a popularidade da presidenta Dilma está calcada na combinação de políticas aplicadas e aprofundadas durante os nove anos de governo do PT.

“A continuidade de programas como o Bolsa Família, o Brasil Sem Miséria, integrados a programas nas áreas de educação, saúde, campo e cidade marcam o nosso governo e fazem com que o Brasil seja um dos únicos países em desenvolvimento que, ao mesmo tempo, que promove o crescimento, diminui a desigualdade”, destacou Ferreira.

A pesquisa ouviu 2.558 pessoas em 161 municípios e no Distrito Federal, nos dias 18 e 19 de abril. A margem de erro é dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Benildes Rodrigues com Agências

sábado, 21 de abril de 2012

Eu nao quero - Mário Quintana

Mário Quintana é tudo de bom. A poesia faz bem para a alma e aquieta o coração! Boa leitura !
Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.


Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.

Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber  que   eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível... 

Só quero que meu sentimento seja valorizado.

Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. 


Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.

Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...

Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...
E não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.

Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.

Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim".

Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ela é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros...
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!!!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Pedido de vista adia votação de projeto que pune corrupção empresarial

zaratini180412O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), relator do projeto de lei (PL 6826/10), do Executivo, que estabelece punições administrativas e civis contra empresas corruptoras, disse que o pedido de vista ao projeto, feito na sessão da comissão desta quarta-feira (17), não contribui com os procedimentos recentes adotados pelo Congresso Nacional. Ele se referia à criação da CPI Mista para apurar denúncias de irregularidades nas relações entre o contraventor Carlos Cachoeira com empresas e os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

O pedido de vista foi feito nesta quarta-feira (18), pelo deputado Alberto Filho (PMDB-MA), na reunião da comissão especial destinada a emitir parecer à matéria. A expectativa era de que a proposta fosse votada hoje.

“Esperávamos que esse projeto fosse aprovado hoje. Se assim fosse, poderia seguir para apreciação do Senado. Dessa forma, daríamos resposta àquilo que a opinião pública espera - passar a limpo as formas de relacionamento entre empresas privadas e poder público. Essa questão  estamos vendo de forma clara em todo esse processo que envolve o Carlos Cachoeira e o Demóstenes Torres e que será investigada pela CPI”, destacou Zarattini.

Para Zarattini, a lei não vai eliminar atos de corrupção, mas deve condicionar as empresas a adotarem comportamento “republicano” com o poder público. 

Para o relator, as penalidades estabelecidas no projeto são “fortes” e, segundo ele, existem empresas que se forem proibidas de firmarem contrato com o poder público, podem vir a deixar de existir.  A proposta, explica Zarattini, além de aplicar punição como multa, cancelamento de contratos, declaração de inidoneidade, entre outros, vai dar condições de maior controle da atividade empresarial.

“Não existe corrupto sem corruptor. Então, a corrupção sai de algum lugar. Muitas vezes, o funcionário público exige propina para cumprir o seu dever. Mas, na maioria dos casos, as empresas buscam vantagens a partir da corrupção e encontram nesses funcionários, suporte para essas práticas”, explicou.

Alterações – Zarattini disse que um dos questionamentos feitos pelos representantes empresariais foi em relação à responsabilidade objetiva das empresas jurídicas. Essa norma não exclui a responsabilidade de seus dirigentes do ato ilícito ou que tenha agido sem poderes de representação ou sem autorização superior. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) propuseram a flexibilização nesse item.  Para Zarattini, essa é a questão central do projeto.

“Não podemos abrir mão da responsabilização objetiva senão vamos voltar à legislação que temos hoje, onde é necessário provar que cada funcionário agiu a mando da direção da empresa, isto é, que o funcionário agiu por conta própria”, ponderou.  

Em relação à aplicação de multas, o texto original manteve os índices que variam entre 0,1% a 20% do faturamento bruto do exercício anterior ao período de instauração do processo administrativo. Nesse caso, excluiu-se a cobrança de impostos. Quanto aos contratos firmados com a administração pública, o texto estabelecia uma punição cujo prazo oscilava entre dois e dez anos. Esse prazo foi fixado em cinco anos. 

Agenda – a comissão volta a reunir no dia 9 de maio para debater e votar o parecer do deputado Carlos Zarattini.
Benildes Rodrigues
texto publicado originalmente no site PT Na Câmara

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A mídia brasileira e as boas lições de Murdoch

Fonte: Carta Maior

Há uma confluência de interesses “murdochianos” no oligopólio midiático brasileiro. A mesma notícia que é acolhida – ou não – por Rupert Murdoch, e seu império, guardadas as proporções do alinhamento dos jornais, revistas e estações de TV, é integralmente acoitada por aqui.

Enio Squeff

Não se sabe exatamente em que condições, ou por que, uma determinada expressão ou um nome entra no dicionário como adjetivo ou verbo– mas é possível imaginar que o Houaiss venha um dia a incorporar a palavra “murdochização” -e não necessariamente com “h”, mas com “q” mesmo. Keith Rupert Murdoch, conhecido como o “magnata da mídia “ não inventou nada de novo na história contemporânea da imprensa mundial, mas é dono de uma rede infinda de jornais, comprovadamente não dá guarida a qualquer opinião que não seja estritamente a sua e é uma das forças mais reacionárias com que a direita e os conservadores podem contar no mundo.

Orson Welles inventou o seu “Cidadão Kane” a partir de uma sociedade multifária: o dono de jornais é um manipulador notório, um sacripanta – mas não manda sozinho. Tem rivais. Rupert Murdoch ainda conta com alguns resistentes residuais – mas ninguém duvida de que se pretenda hegemônico. E que siga, afinal a lei do capitalismo rumo ao monopólio.

É natural. Marx, que teve de se mudar de vários países por suas ideias, só conseguiu sobreviver numa Inglaterra minimamente democrática, onde vigeu durante mais tempo a idéia de “imprensa livre”. Talvez não seja apenas irônico que Rupert Murdoch tenha instalado parte do seu império justamente na Inglaterra. Foi a partir dela, em todo o caso, que o compositor francês Hector Berlioz passou a venerar Shakespeare, assim como foi no Império Britânico que, anos antes, exilado, Voltaire, também francês, pode apreciar as primeiras experiências democráticas no sentido literal da palavra. Parece, em suma, haver uma convergência entre idéias livres, inteligência e democracia.

O criador do primeiro jornal brasileiro (Correio Brasiliense), o gaúcho Hipólito da Costa (1777-1823), poderia ter tentado editar seu periódico em outros lugares do mundo. Preferiu a Inglaterra, por motivos óbvios. Ninguém o premiria por opinar sobre seu país a quase dez mil quilômetros de distância. Mas é aqui que talvez entre a palavra “mudorchização” da imprensa.

A rigor, em alguns aspectos ela já existe. Não parece fortuita, a proibição expressa que a imprensa hegemônica brasileira vem mantendo, de afastar das suas páginas nomes de artistas, de escritores e intelectuais de todos os tipos, que professam opiniões diferentes das orientações de seus editoriais. E não se afigura, igualmente, uma exceção que os jornais omitam notícias e inventem outras, tudo em nome da sua independência e da sua prerrogativa de vetar o que não lhe agrada. Não existe brasileiro minimamente informado, que não sabe haverem omissões ou notícias deturpadas na imprensa brasileira. Talvez seja aí que mudochização da mídia comece a ter algum sentido.

Não é novidade, certamente, que a imprensa sempre foi restritiva. Pietro Maria Bardi, criador do Museu de Arte de São Paulo (MASP), não podia ter seu nome estampado no “Estadão”. A proibição não era explícita, mas corria entre o seu corpo redacional que Bardi não deveria ser mencionado nas páginas do jornal, fosse para o que fosse. Tinha sido coadjuvante de Assis Chauteaubriand, dono dos Diários Associados, na obtenção de recursos junto ao empresariado paulista – não raro sob a ameaçadas de chantagem – para a compra das obras garimpadas pelo próprio Bardi numa Europa economicamente combalida, depois da Segunda Guerra. A história é conhecida.

O que se ignora são justamente os interditos da grande imprensa. Na época, não havia “impérios midiáticos” como hoje; tampouco os jornais cerravam qualquer acordo para não mencionarem denúncias de corrupção de políticos ligados, sabe-se bem porque, a quase todos os órgãos de imprensa. “O Estado de S. Paulo”, por exemplo, criticava a “Veja” que, por sua vez, não poupava os Mesquitas; ou os Frias, ou mesmo Roberto Marinho de “O Globo” Era uma guerra. democraticamente suja; ou limpa ( dependendo das denúncias mútuas). E até onde a formação dos oligopólios permitia, as coisas não eram unânimes. Se uma publicação tinha um furo – valia o furo a despeito de todo o resto. Hoje a coisa mudou.

Jacob Burkhardt que foi o grande historiador da Renascença no século XIX, ao falar sobre Aretino, que, com razão, ele considerava acima de tudo um jornalista – anotava, imparcialmente, que a maledicência entre os potentados italianos, era uma prática comum. Aretino mesmo, mediante bons emolumentos, tanto podia falar bem do Papa, quanto ridicularizá-lo. Não era uma questão ideológica. Hoje é exatamente essa a questão. E Murdoch (mas também muitos mais), só é citado como passível de alguma censura, quando ultrapassa as leis do comércio (ninguém imagina que fechar jornais seja, em princípio, um bom negócio) – no mais, porém, é um exemplo a ser seguido. Ou será que os donos dos principais jornais e meios midiáticos brasileiros não o invejam?

A resposta talvez não inaugure uma nova expressão na língua portuguesa –a “murdochização”. Mas há uma confluência de interesses “murdochianos” no oligopólio midiático brasileiro. A mesma notícia que é acolhida – ou não – por Rupert Murdoch, e seu império, guardadas as proporções do alinhamento dos jornais, revistas e estações de TV, aos programas e procedimentos dos partidos brasileiros que ela apóia – é integralmente acoitada por aqui.

Claro, a” murdochização” – a palavra é complicada, deve-se admitir – não é senão uma virtualidade. Por enquanto, a mídia nativa aspira chegar a um poder incontestável, o que está cada vez mais difícil devido à rede social. Uma vez que isso se realize, porém, “depois a gente conversa”. De qualquer maneira, a tendência à “murdochização”, essa parece inegável. Alguém do oligopólio, vencerá. O resto, o império “murdochiano”, no momento oportuno explicará.

Em tempo: a palavra sacripanta também entrou no dicionário a partir de um personagem. Era “Sacripante”, figura descrita como espertalhão e velhaco, na canção de gesta de Matteo Maria Boiardo (1441-1494). Mais tarde entraria no “Orlando Furioso”, de Ariosto, mas já então tinha sido devidamente dicionarizada para sacripanta com o sentido que guarda ainda hoje.
Enio Squeff é artista plástico e jornalista.

terça-feira, 3 de abril de 2012

O caso Demóstenes Torres e as raposas no galinheiro

 

Maria Inês Nassif

O rumoroso caso Demóstenes Torres (DEM-GO) não é apenas mais um caso de corrupção denunciado pelo Ministério Público. É uma chance única de reavaliar o que foi a política brasileira na última década, e de como ela – venal, hipócrita e manipuladora – foi viabilizada por um estilo de cobertura política irresponsável, manipuladora e, em alguns casos, venal. E hipócrita também.

Teoricamente, todos os jornais e jornalistas sabiam quem foram os arautos da moralidade por eles eleitos nos últimos anos: representantes da política tradicional, que fizeram suas carreiras políticas à base de dominação da política local, que ocuparam cargos de governos passados sem nenhuma honra, que construíram seus impérios políticos e suas riquezas pessoais com favores de Estado, que estabeleceram relações profícuas e férteis com setores do empresariado com interesses diretos em assuntos de governo.

Foram políticos com esse perfil os escolhidos pelos meios de comunicação para vigiar a lisura de governos. Botaram raposas no galinheiro.

Nesse período, algumas denúncias eram verdadeiras, outras, não. Mas os mecanismos de produção de sensos comuns foram acionados independentemente da realidade dos fatos. Demóstenes Torres, o amigo íntimo do bicheiro, tornou-se autoridade máxima em assuntos éticos. Produziu os escândalos que quis, divulgou-os com estardalhaço. Sem ir muito longe, basta lembrar a “denúncia” de grampo supostamente feita pelo Poder Executivo no gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, então presidente da mais alta Corte do país. Era inverossímil: jamais alguém ouviu a escuta supostamente feita de uma conversa telefônica entre Demóstenes, o amigo do bicheiro, e Mendes, o amigo de Demóstenes.

Os meios de comunicação receberam a suposta transcrição de um grampo, onde Demóstenes elogia o amigo Mendes, e Mendes elogia o amigo Demóstenes, e ambos se auto-elegem os guardiões da moralidade contra um governo ditatorial e corrupto. Contando a história depois de tanto tempo, e depois de tantos escândalos Demóstenes correndo por baixo da ponte, parece piada. Mas os meios de comunicação engoliram a estória sem precisar de água. O show midiático produzido em torno do episódio transformou uma ridícula encenação em verdade.

A estratégia do show midiático é conhecida desde os primórdios da imprensa. Joga-se uma notícia de forma sensacionalista (já dizia isso Antonio Gramsci, no início do século passado, atribuindo essa prática a uma “ imprensa marrom”), que é alimentada durante o período seguinte com novos pequenos fatos que não dizem nada, mas tornam-se um show à parte; são escolhidos personagens e lhes é conferida a credibilidade de oráculos, e cada frase de um deles é apresentada como prova da venalidade alheia. No final de uma explosão de pânico como essa, o consumo de uma tapioca torna-se crime contra o Estado, e é colocado no mesmo nível do que uma licitação fraudulenta. A mentira torna-se verdade pela repetição. E a verdade é o segredo que Demóstenes – aquele que decide, com seus amigos, quem vai ser o alvo da vez – não revela.

Convenha-se que, nos últimos anos, no mínimo ficou confusa a medida de gravidade dos fatos; no outro limite, tornou-se duvidosa a veracidade das denúncias. A participação da mídia na construção e destruição de reputações foi imensa. Demóstenes não seria Demóstenes se não tivesse tanto espaço para divulgação de suas armações. Os jornais, tevês e revistas não teriam construído um Demóstenes se não tivessem caído em todas as armadilhas construídas por ele para destruir inimigos, favorecer amigos ou chantagear governos. Os interesses econômicos e ideológicos da mídia construíram relações de cumplicidade onde a última coisa que contou foi a verdade.

Ao final dos fatos, constata-se, ao longo de um mandato de oito anos, mais um ano do segundo mandato, uma sólida relação entre Demóstenes e a mídia que, com ou sem consciência dos profissionais de imprensa, conseguiu curvar um país inteiro aos interesses de uma quadrilha sediada em Goiás.

Interesses da máfia dos jogos transitaram por esse esquema de poder. E os interesses abarcavam os mais variados negócios que se possa fazer com governos, parlamentos e Justiça: aprovação de leis, regras de licitação, empregos públicos, acompanhamento de ações no Judiciário. Por conta de um interesse político da grande mídia, o Brasil tornou-se refém de Demóstenes, do bicheiro e dos amigos de ambos no poder.

Não foi a mídia que desmascarou Demóstenes: a investigação sobre ele acontece há um bom tempo no âmbito da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Nesse meio tempo, os meios de comunicação foram reféns de um desconhecido personagem de Goiás, que se tornou em pouco tempo o porta-voz da moralidade. A criatura depõe contra seus criadores.

(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo.
Fonte: Carta maior