sábado, 31 de março de 2012

Esqueçam Policarpo: o chefe é Roberto Civita

 


Autor:


Veja se antecipou aos críticos e divulgou um dos grampos da Policia Federal em que o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o araponga Jairo falam sobre Policarpo. Pinça uma frase – “o Policarpo nunca vai ser nosso” – para mostrar a suposta isenção do diretor da Veja em relação ao grupo.

É uma obviedade que em nada refresca a situação da Veja. Policarpo realmente não era de Carlinhos Cachoeira. Ele respondia ao comando de Roberto Civita. E, nessa condição, estabeleceu o elo de uma associação criminosa entre Cachoeira e a Veja.

Não haverá como fugir da imputação de associação criminosa. E nem se tente crucificar Policarpo ou o araponga Jairo ou esse tal de Dadá. O pacto se dá entre chefias – no caso, Roberto Civita, pela Abril, Cachoeira, por seu grupo.

Como diz Cachoeira, “quando eu falo pra você é porque tem que trabalhar em grupo. Tudo o que for, se ele pedir alguma informação, você tem que passar pra mim as informações, uai”.
O dialogo abaixo mostra apenas arrufos entre subordinados – Jairo e Policarpo.
Os seguintes elementos comprovam a associação criminosa:
  1. Havia um modus operandi claro. Cachoeira elegeu Demóstenes. Veja o alçou à condição de grande líder politico. E Demóstenes se valeu dessa condição – proporcionada pela revista – para atuar em favor dos dois grupos.
  2. Para Cachoeira fazia trabalho de lobby, conforme amplamente demonstrado pelas gravações até agora divulgadas.
  3. Para a Veja fazia o trabalho de avalizar as denúncias levantadas por Cachoeira.
Havia um ganho objetivo para todos os lados:
  1. Cachoeira conseguia afastar adversários, blindar-se contra denúncias e intimidar o setor público, graças ao poder de que dispunha de escandalizar qualquer fato através da Veja.
  2. A revista ganhava tiragem, impunha temor e montava jogadas políticas. O ritmo frenético de denúncias – falsas, semi-falsas ou verdadeiras – conferiu-lhe a liderança do modelo de cartelização da mídia nos últimos anos. Esse poder traz ganhos diretos e indiretos. Intimida todos, anunciantes, intimida órgãos do governo com os quais trabalha.
  3. O maior exemplo do uso criminoso desse poder está na Satiagraha, nos ataques e dossiês produzidos pela revista para atacar Ministro do STJ que votou contra Daniel Dantas e jornalistas que ousaram denunciar suas manobras.
Em “O caso de Veja, no capítulo “O repórter e o araponga” narro detalhadamente – com base em documentos oficiais – como a cumplicidade entre as duas organizações permitiu a Cachoeira expulsar um esquema rival dos Correios e se apossar da estrutura de corrupção, até ser desmantelado pela Polícia Federal. E mostra como a Veja o poupou, quando a PF explodiu com o esquema.

Civita nem poderá alegar desconhecimento desse ganho de Cachoeira porque a série me rende cinco ações judiciais por parte da Abril - sinal de que leu a série detalhamente.

Os próprios diálogos divulgados agora pela Veja mostram como se dava o acordo:
Cachoeira: Esse cara aí não vai fazer favor pra você nunca isoladamente, sabe? A gente tem que trabalhar com ele em grupo. Porque os grande furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz. Todos eles fomos nós que demos. Então é o seguinte: se não tiver um líder e a gente trabalhar em conjunto... Ele pediu uma coisa? Você pega uma fita dessa aí e ao invés de entregar pra ele fala: "Tá aqui, ó, ele tá pedindo, como é que a gente faz?". Entendeu?

Desde 2008 – quando escrevi o capítulo – sabia-se dessa trama criminosa entre a revista e o bicheiro. Ao defender Policarpo, a revista, no fundo, está transformando-o em boi de piranha: o avalista do acordo não é ele, é Roberto Civita.

Em Londres, a justiça processou o jornal de Rupert Murdoch por associação indevida com fontes policiais para a obtenção de matérias sensacionalistas. Aqui, Civita se associou ao crime organizado.
Se a Justiça e o Ministério Público não tiverem coragem de ir a fundo nessa investigação, sugiro que tranquem o Brasil e entreguem a chave a Civita e a Cachoeira.

Da Veja
Cachoeira, em gravação: 'O Policarpo nunca vai ser nosso'
Conversa telefônica mostra Cachoeira reclamando a ex-agente da Abin Jairo Martins porque ele havia passado informações ao jornalista, um dos redatores-chefes de VEJA e diretor da sucursal da revista em Brasília

Poleto desmascarado em 2005: ele mentiu sobre Policarpo e quase saiu preso do Senado
Convocado em 2005 por uma comissão do Senado a explicar sua participação no transporte de mais de 1 milhão de dólares ilegais usados na campanha petista de 2002, o economista Vladimir Poleto disse que fora violentamente constrangido pelo jornalista Policarpo Junior, que teria obtido a declaração gravando-o sem seu consentimento. O sistema de som do plenário, então, reproduziu a íntegra da entrevista. A conversa entre Policarpo e Poleto foi transmitida pela TV Senado para todo o Brasil.

Diante da gravidade das denúncias feitas pelo economista, Policarpo pediu autorização para gravar a entrevista, registrando a hora, o local e o contexto em que ela estava ocorrendo. Poleto respondeu em voz clara: "Pode gravar". Os senadores em plenário caí­ram na gargalhada. Desmascarado, Poleto tentou desajeitadamente se explicar, mas foi interrompido pelo então senador Tasso Jereissati: "É melhor se calar, senhor Poleto, pois o correto seria o senhor sair preso daqui por ter mentido sob juramento".

Assim, com total transparência de propósitos, trabalha o jornalista Policarpo Junior, um dos redadores-chefes de VEJA e diretor da sucursal da revista em Brasília. Seu nome é citado algumas vezes nas gravações legais de conversas telefônicas entre Carlinhos Cachoeira e o ex-agente da Abin Jairo Martins, apontado pela Polícia Federal como um dos vários agentes públicos pagos pelo contraventor para fechar casas de jogos que não integravam sua "franquia" da jogatina. VEJA teve acesso ao diálogo, captado em 8 de julho do ano passado. Cachoeira - que foi fonte de informações de Policarpo e de muitos outros jornalistas - reclama com o policial porque soube que ele havia passado informações ao diretor da sucursal de VEJA em Brasília. A íntegra em texto e áudio da conversa interceptada se encontram a seguir:

Cachoeira: Fala, Jairo.
Jairo: Fala, doutor, tranquilo? Deixa eu te falar: o Dadá ontem me ligou, pô, me falando uma história aí que você ficou puto comigo, me xingou e o casseta, disse que eu tô trabalhando contra você e tal... Eu falei: pô, cara, de novo o homem lá fala um negócio desse, cara? Eu falei: porra, cara, se eu fiz um favor pro cara lá é justamente pra ficar próximo dele, pra saber o que ele anda me falando. Por quê? Eu pessoalmente uso da minha atividade, eu não preciso dele... Nem... E ele pra mim não influencia em nada, entendeu? Mas se ele me pediu um favor e eu fiz é pra ficar próximo dele e ouvir o que ele anda me falando, entendeu? Como me falou ontem à noite umas coisas. Como me falou anteriormente que eu contei pro Dadá, entendeu? Eu falei: porra, não tô entendendo o homem, não.

Cachoeira: Não, Jairo, foi isso não. Deixa eu falar pra você. Se Dadá estiver aí pode pôr até no viva-voz. Olha, é o seguinte: a gente tem que trabalhar em grupo e tem que ter um líder, sabe? O Policarpo, você conhece muito bem ele. Ele não faz favor pra ninguém e muito menos pra você. Não se iluda, não. E fui eu que te apresentei ele, apresentei pro Dadá também. Então é o seguinte: por exemplo, agora eu dei todas as informações que ele precisava nesse caso aí. Por que? É uma troca. Com ele tem q ser uma troca. Não pode dar as coisas pra ele, igual você sai correndo pra fazer um favor pra ele, pega e dá de graça, enquanto isso ele mete o pau no Dadá pra mim, e deve meter o pau no Dadá pra você também. Então você não deve aceitar ele falar mal do Dadá porque você não trabalha pra ele. E eu também não trabalho pro Policarpo. Eu já ajudei ele demais da conta. Entendeu? Demais da conta! Então, quando eu falo pra você é porque tem que trabalhar em grupo. Tudo o que for, se ele pedir alguma informação, você tem que passar pra mim as informações, uai.

Jairo: Não, beleza. Eu te peço até desculpa disso ai. Mas eu não tô sabendo que você tá. Ultimamente eu não tô sabendo quando você vem aqui, às vezes a gente não se fala. Muito difícil a gente se falar, e eu não ter ido aí, às vezes quem vai é o Dadá. Então de repente eu não tô sabendo que você tá trocando alguma informação com ele. E também não admito ele falar mal do Dadá pra mim. Não admito, corto logo, falo: "O cara é meu amigo, é meu parceiro". Entendeu? Esses dias ele veio falar uma historia que tava rolando aqui na cidade, de um negócio aí, entendeu, de um dinheiro, de uma gravação. Eu chamei o Dadá, falei: Dadá, liga pra ele, fala porque tem uma história assim, assim, eu já falei pra ele. Isso não existe, não é ele, não sou eu, isso não é a empresa, entendeu? Aí o Dadá ligou pra ele, tal, tal tal. Mas, então, cara, eu te peço desculpas. E não é trabalhar nunca contra você. Pelo contrário, pô. Eu não sou louco, né, Carlinhos!? Eu não posso ser burro.

Cachoeira: Jairo, põe um trem na sua cabeça. Esse cara aí não vai fazer favor pra você nunca isoladamente, sabe? A gente tem que trabalhar com ele em grupo. Porque os grande furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz. Todos eles fomos nós que demos. Então é o seguinte: se não tiver um líder e a gente trabalhar em conjunto... Ele pediu uma coisa? Você pega uma fita dessa aí e ao invés de entregar pra ele fala: "Tá aqui, ó, ele tá pedindo, como é que a gente faz?". Entendeu? Até pra fortalecer o Dadá. Por que Dadá... Ele tá puto. E ele vai pegar o Dadá na revista ainda, você pode ter certeza. Ele vai pegar o Dadá na revista. Ele não gosta do Dadá. Falou ontem pro Cláudio. Porra, tá arrumando tudo pra ele... Eu fiquei puto porque ontem ele xingou o Dadá tudo pro Cláudio, entendeu? E você dando fita pra ele, entendeu? Então, o seguinte: você não fala mais do Dadá, porque a gente trabalha em conjunto. Entendeu? Então chega. [Diz a ele:] Então qualquer coisa agora você conversa com o Carlinhos. Fala assim, porra.

Jairo: Não, beleza, porra. Agora eu tô orientado dessa maneira. Eu não to sabendo q vocês tão tratando de outro assunto com ele, entendeu? Até ele me falou realmente que falou com o Cláudio uma época aí. Ele me falou: “Ah, falei com o Cláudio, o cara parece que é gente boa”. Eu falei: "Não, o cara é gente boa, tal, tal, tal, é um cara sério. Mas outras coisas eu não tô sabendo. Não tá chegando até a mim. Por exemplo, não tão falando comigo. Aí eu te digo o seguinte: eu te peço desculpa porque realmente eu errei, porque ele quando me pediu esse favor eu poderia realmente ter falado contigo, mas tem tanto tempo que a gente não senta e não conversa que pra mim você não tava nem falando com ele. Eu não tô sabendo dessa articulação.

Cachoeira: Olha, Jairo. É porque, assim mesmo, você tem que chegar perto de mim qualquer pedido dele. Cara, ele não vai fazer nada isolado. E outra coisa: com ele, daqui pra frente tem que ser na base da troca. Porque dessa forma tá te fortalecendo, fortalecendo o Dadá, fortalecendo eu, o Cláudio. Entendeu? Porque com ele, você sabe, ele não vai fazer nada procê. Ainda mais meter o pau no Dadá? Ah, vai pra puta que pariu, uai.

Jairo: Pô, eu não tava sabendo, cara. Eu não tava sabendo. Mesmo. Eu peço desculpa pra você, pro Cláudio. Não admito. Sempre quando ele vem falar do dadá eu não admito.. nunca admiti dele falar de Dadá ou de você. Nunca admiti. Não admito. Quando ele veio falar do Claudio eu só rasguei de elogio. Então aí realmente eu te peço desculpa, realmente eu errei. Eui deveria ter dfalado contigo realmente. Mas passei assim batido, sabe? Quando ele me chegou me abordou, me pediu, porra você travbalha aqui na ´parea você me conhece. conheço, tal. Não eu falei com eles, tal. Então tem como você ver isso pra mim? Eu falei: tem. Aí eu peguei esse negócio tão rápido. Ainda comentei com Dadá: pô o cara me peiu um negócio assim, assim, eu vou ajudar esse filho da puta porque tem q ficar perto dele, pra saber algumas coisas que ele anda me falando ai sobre o que interessa à gente. Mas passei assim batido, entendeu?

Cachoeira: Pois é. Mas ele não vai soltar nunca nada pra você, o Jairo. Eu conheço o Policarpo, você conhece também. O Policarpo é o seguinte, ele pensa que todo mundo é malandro. E o seguinte, ele pensa que você e o Dadá trabalham pra ele, rapaz. Você sabe disso. Eu já cansei de falar isso pro Policarpo: ‘Policarpo, põe um negócio na sua cabeça, o Jairo e o Dadá não trabalham pra você. A gente trabalha no grupo. Então se tiver algum problema, você tem que falar comigo´. Já discuti com ele, você sabe disso, já presenciou eu falando com ele. Ele pensa que o Dadá, devido àqueles problemas que o Dadá teve, tinha de passar por ele sempre. Vai tomar no rabo. Nunca fez nada pra gente, rapaz. Que que esse cara já fez?

Jairo: É, não, isso é verdade aí. Aí eu te peço desculpa cara, mas nunca foi negócio de trabalhar contra vocês, trabalhar contra o grupo, estar passando a perna em vocês e admitir que ele fale mal do Dadá. Isso aí nunca, nunca. Falo na frente dele. Nunca. Sempre falei, ´O, lá é meu parceiro, tal´ Os caras, sempre... Em lugar nenhum eu menti que sou amigo do Dadá, em lugar nenhum eu menti que sou teu amigo, entendeu? Não é falando não, mas porra hoje eu tenho até restrição na minha ficha devido a reportagem de Globo lá, que consta na minha ficha que eu disse que sou seu amigo. E quem me pergunta, eu falo. Então às vezes a gente erra aí, mas não é errando querendo sacanear não, é errando às vezes sendo burro realmente como você falou. Sendo burro.

Cachoeira: Não. Tá tudo tranquilo. Agora, vamos trabalhar em conjunto porque só entre nós, esse estouro aí que aconteceu foi a gente. Foi a gente. Quer dizer: mais um. O Jairo, conta quantos foram. Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz. E tudo via Policarpo. Agora, o cara vai pensar que o Dadá trabalha para ele? Porque o Dadá não fez o que ele queria ele tem o direito de ficar chateado com o Dadá, rapaz? Um dia ele chegou perto de mim e falou assim: ‘Não, o Jairo eu gosto, mas aquele rapaz eu não gosto dele não. Aquilo é um malandro’. Vai tomar no cu. Ninguém trabalha para ele não, rapaz.

Jairo: E nós não estamos aqui para ele gostar da gente ou desgostar. A gente tem uns objetivos que às vezes infelizmente tem que passar por ele. Mas não tem nada de ele gostar ou deixar de gostar. Mas realmente eu nunca admiti que ele falasse mal do Dadá na minha frente não, nunca aceitei. E eu não tava sabendo dessa situação toda que você me colocou agora, entendeu, de ele ter metido o pau no Dadá pro Claudio. Aí é sacanagem dele, entendeu? Aí mais uma vez eu peço desculpa aí, Carlinhos. Desculpa mesmo. Jamais eu tive a intenção de sacanear nada, de sacanear ninguém. Pelo contrário, entendeu?

Cláudio: Não, porque se fosse com você, ô Jairo, eu tomaria as mesmas dores. Agora, não é bom você falar isso com o Policarpo não, sabe. É só afastar dele, sabe? Você tem que afastar dele e a barriga dele doer, sabe? É isso que nós temos de fazer. Tem que ter a troca, ô Jairo. Nunca cobramos a troca.

Jairo: Isso é verdade. De antemão ele está atrás de uma outra situação aí que veio me perguntar. Ou eu afasto dele ou se eu conseguir, aí eu te passo aí, tá? Mas, de antemão eu vou me afastar.

Cachoeira: E fala pra ele, Jairo, na hora que ele falar com você: ´O Policarpo, não vou ajudar mais não, sabe por que? Eu fiquei chateado aí, o Dadá está chateado com você porque você anda falando mal dele. O problema é que eu não trabalho para você, cara, eu não fico indo atrás das coisas para trabalhar pra você. Eu ganho algum centavo seu, Policarpo? Não ganho. Então o seguinte, na hora que eu pedi alguma coisa pra você, você nunca pode fazer. Você nunca faz, você corre. Então você tem que pôr isso na sua cabeça. Quantas matérias nós já te demos, o grupo já te deu? Quantas? E você nunca fez nada em troca, cara.

Jairo: Não. Beleza, beleza. A partir de agora eu vou me afastar dele. Apesar de ele ter um negócio aí de um retorno aí já antes dessa situação que você tá me colocando. Mas se eu colocar a mão nesse negócio, aí eu vou te entregar aí e tu decide o que faz aí.

Cachoeira: Certamente, rapaz. Nós temos de ter jornalista na mão, ô Jairo. Nós temos que ter jornalista. O Policarpo nunca vai ser nosso. A gente vai estar sempre trabalhando para ele e ele nunca traz um negócio. Entendeu? Por exemplo, eu quero que ele faça uma reportagem de um cara que está matando a pau aqui, eu quero que eles façam uma reportagem da educação, sabe, um puta de um projeto de educação aqui. Pra você ver: ontem ele falou para mim que vai fazer a reportagem, mas acabando esse trem ai, ele pega e esquece de novo. Quer dizer, não tem o troco sabe.
Jairo: É, não tem não, não tem não. Ele não tem mesmo não. Ele é f...
Cachoeira: Não, não (Glória a Deus - ?) Então tá, um abraço, Jairo.
Jairo: Falou, meu irmão, Desculpa aí, tá?

terça-feira, 27 de março de 2012

Frente parlamentar quer união em defesa da indústria nacional

newton lima D2Entidades representativas de trabalhadores e empresários, bem como parlamentares e representantes do governo presentes no lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Nacional, que ocorreu nesta terça-feira (27), alertaram para a desindustrialização que acontece no país. Eles foram unânimes em defender a indústria nacional como prioridade. A instituição da Frente é uma iniciativa do deputado Newton Lima (PT-SP), que também a preside.

Newton Lima revelou que dados do IBGE divulgados recentemente confirmam a preocupação manifestada pelos participantes do ato. De acordo com o IBGE, “o processo de retração da indústria de transformação na composição do Produto Interno Bruto (PIB) se agravou nas ultimas décadas, passando de 27, 6% em 1985 para 14,6% em 2011”.

De acordo com o documento, os dados apontados pelo Instituto fizeram os “alarmes soarem, mobilizando governo, empresários e trabalhadores”. Nessa mesma linha, o deputado Newton Lima destacou a preocupação do parlamento com o momento pelo qual passa a indústria brasileira.

“A Frente teve assinatura de quase 300 parlamentares. A união de esforços entre trabalhadores, empresas, governo e congresso vai permitir que se encontre mais rapidamente soluções emergenciais para esse momento grave que vive a nossa indústria”, afirmou Newton Lima.

O petista comemorou o anúncio feito pela ministra em exercício do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Heloisa Menezes, que participou do evento e assegurou que o governo da presidenta Dilma vai lançar no próximo dia 3 de abril os Conselhos Setoriais de Competitividade.
“Reconstituir as câmaras setoriais é muito importante porque, por intermédio do diálogo entre os setores que congregam a indústria, conhecendo as dificuldades e fragilidades é que vamos encontrar caminhos para enfrentar o está acontecendo no mundo”, constatou Lima.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Skaf elogiou a iniciativa. “A economia vai bem em muitas áreas. O setor que tem problema é a indústria de transformação, então, temos que focar nesse setor. Precisamos de medidas eficazes e eficientes para que os resultados mudem. É importante a iniciativa dos parlamentares em colocarem seu foco em defesa da indústria de transformação brasileira”, ressaltou.

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, existe uma “enxurrada” de produtos importados que entram no país e tiram emprego de milhões de brasileiros. Ele afirmou ainda que a aliança e a mobilização vão permitir avanços e possibilitar o fortalecimento da indústria nacional.
Benildes Rodrigues

Câmara homenageia CNBB; Petistas apoiam defesa da saúde pública

pellegrinoCNBBA Campanha da Fraternidade de 2012 lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), deste ano, foca a questão da saúde pública.

O líder da bancada do PT, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), e os petistas Alessandro Molon (RJ), Luiz Couto (PB), Nelson Pellegrino (BA), Sibá Machado (PA) e Vicentinho (SP), propositores da sessão solene realizada pela Câmara nesta terça-feira (27), em homenagem à CNBB, classificaram a iniciativa de “ímpar”, “visionária” e “prioritária”.

“As primeiras campanhas da CNBB foram feitas em momentos de predomínio da ditadura militar no Brasil. Foi um período de muita coragem. Esses momentos são ímpares, porque colocam o dedo na ferida. Esse é o papel que tem desempenhado a Igreja Católica em nosso país”, disse Jilmar Tatto.

No contexto da universalização da saúde atestada pela Constituição de 1988, Jilmar Tatto reconheceu o direito da população à saúde e destacou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) na vida dos cidadãos. “Saúde é um direito assegurado pela Carta Magna. Precisamos resgatar o SUS como forma de garantir o acesso a esse serviço”, defendeu.

O deputado Nelson Pellegrino acrescentou que o Brasil é o único país a oferecer um sistema de saúde universal e gratuito. “Reconhecemos que ainda há muito a fazer, mas é preciso reconhecer que o SUS é único no mundo. É um serviço público que atende cerca de 200 milhões de brasileiros, portanto, a campanha da CNBB mais uma vez é visionária, ao trazer esse debate à reflexão”, observou.

Pellegrino destacou o papel do Congresso Nacional na aprovação da emenda 29 que destinou recursos para área de saúde criando, dessa forma, novas fontes de financiamento para o setor.

Para o deputado Vicentinho, o Brasil todo usa o SUS porque em determinados lugares esse sistema é muito mais estruturado do que os planos de saúde. “O SUS não faz distinção de raça, cor, origem social. Todos têm o mesmo atendimento. O nosso sistema é referência mundial”, elogiou.

Já o deputado Alessandro Molon defendeu atuação mais contundente do Legislativo nessa questão. “Como parlamentares devemos cobrar aplicação e transparência dos recursos públicos destinados à saúde pública. É preciso apostar na gestão pública transparente com controle social”, defendeu.

O deputado Luiz Couto lembrou o objetivo da campanha de despertar o compromisso da população para o debate mas, principalmente, para uma a análise mais detalhada dos problemas da saúde. “A saúde tem problemas. Além de recursos insuficientes, muitas vezes até desvio desses recursos para outros fins. A emenda 29 precisa ser regulamentada. Precisamos analisar e transformar essa realidade. A saúde é prioridade”, enfatizou.

Também para o deputado Sibá Machado, os programas sociais implementados pelo governo Lula e, agora, pela presidenta Dilma contribuíram para melhoria da saúde do povo brasileiro. “O nosso trabalho é não deixar a pessoa adoecer. Nesse sentido, cabe destacar os programas como Saúde da Família, Brasil sem Miséria, Farmácia Popular, Rede Cegonha, entre outros, que reduzem impactos na perda da qualidade da saúde no Brasil”, afirmou.

Benildes Rodrigues

segunda-feira, 26 de março de 2012

Petistas manifestam preocupação com preservação dos recursos hídricos no país

diadaaguaEm homenagem ao Dia Mundial da Água, comemorado nesta quinta-feira (22) os deputados petistas Márcio Macêdo (SE), Marcon (RS), Afonso Florence (BA), Janete Rocha Pietá (SP), Amauri Teixeira (BA) e Luiz Couto (PB) utilizaram a tribuna da Câmara para alertar sobre a importância da proteção dos mananciais de água doce do país.

“Proteger as águas é dever do Estado, mas, sobretudo, compromisso do conjunto da sociedade. Eu quero registrar a importância deste dia e chamar a atenção para a necessidade de preservar as águas brasileiras”, disse Márcio Macêdo.

O deputado Marcon lembrou a necessidade de provocar discussões e ações concretas sobre o tema. “Se as pessoas não preservarem as nascentes, os banhados, as beiras de rios, se nós, não tivermos uma política concreta que preserve a água, o planeta no futuro sofrerá muito. A água é patrimônio da humanidade e, a vida do planeta depende dela”,afirmou.

Afonso Florence destacou a importância social e ambiental do Programa Água para Todos, implementado pela presidenta Dilma que, segundo ele, desde 2007, já vinha sendo executado pelo governador baiano Jaques Wagner. “Centenas de milhares de famílias, baianos e baianas, milhões de brasileiros foram beneficiados com a produção e a distribuição de água, com a coleta e o tratamento de esgoto, através da extensão de redes e de cisternas, com sistemas simplificados”, disse.

A deputada Janete Rocha Pietá lembrou que 70% do nosso corpo é água, “portanto, temos que saber usá-la e dar-lhe a devida importância”.

O deputado Amaury Teixeira fez questão de lembrar a tradição do evento baiano conhecido como Grito da Água que, segundo ele, levanta bandeiras em defesa dos mananciais do planeta.

“Água tem a ver com floresta, com nascente de rio e precisa ser preservada. Água tem a ver com matas ciliares que preservam e mantem o leito dos rios. Portanto, temos responsabilidade nesta Casa de conter a sanha predatória daqueles que querem o lucro fácil e rápido”, declarou Amaury Teixeira.

O deputado Luiz Couto recomendou: “Não devemos gastar água em demasia, porque precisamos dela para viver”. Segundo dados da Agência Nacional das Águas (ANA), em 2015, 55% dos municípios não terão mais água para consumo humano. “Daí a importância de cuidarmos da água para que não morramos de sede”, disse.
Benildes Rodrigues

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ministra apresenta diretrizes para 2012 e destaca projeto que contempla escolas

     
ministraanaenewtonA Comissão de Educação e Cultura ouviu nesta quarta-feira (21), a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que discorreu sobre os programas prioritários do ministério para este ano. Entre os programas apresentados, Ana de Hollanda destacou o projeto Mais Cultura/Mais Educação que disporá de R$ 142 milhões para investir em projetos culturais que atenda alunos da educação básica.
O projeto estima o atendimento de dois milhões de alunos em oito mil escolas.
Ana de Hollanda acrescentou que o PAC das Cidades Históricas deve receber cerca de R$ 100 milhões e vai desenvolver ações de preservação em 125 cidades. Ela destacou também a construção de praças culturais e esportivas que terão investimentos de R$ 345 milhões. Estão previstos, segundo a ministra, R$ 169 milhões para o projeto espaços Mais Cultura que vai abranger bibliotecas, usinas e pontos de cultura.
A ministra elogiou a iniciativa dos parlamentares que destinaram emendas do Orçamento para atender o setor. Segundo Ana de Hollanda, as áreas beneficiadas no ano passado com as emendas foram museus, livros e bibliotecas. Ela disse que esses setores continuarão a ter prioridade neste ano.
O presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Newton Lima (PT-SP) disse que todos que militam na causa da cultura estão felizes com os resultados que estão sendo alcançados. Newton Lima analisou, por outro lado, que o programa Mais Cultura/Mais Educação será o grande desafio do MinC. Esse desafio, explicou, se dá a partir do anúncio feito pela presidenta Dilma e pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante da ampliação da educação integral com a construção de 60 mil escolas públicas em todo o país.
“Essa meta estabelecida pelo governo significa mais trabalho para o Ministério da Cultura porque uma das atividades fundamentais do duplo período são as atividades culturais que atendam nossas crianças do ensino fundamental”, disse Lima.
Em relação ao programa Ponto de Cultura, o petista classificou de “elemento vital e estruturante” para a construção da cidadania no país.
A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) usou a tribuna da Câmara para destacar o relatório apresentado pela Ministra da Cultura à comissão de Educação da Câmara. Para ela, o diálogo estabelecido entre o ministério e a comissão “reafirma e consolida” essa parceria.

Benildes Rodrigues

terça-feira, 20 de março de 2012

Ferreira assume mandato e vai atuar na defesa da sustentabilidade do país

pauloferreiraGaúcho de Santiago (RS), Paulo Ferreira (PT) assumiu, na última quarta-feira (14), o mandato de deputado federal na Câmara. Ele destacou como uma das áreas prioritárias de atuação, o debate em torno do desenvolvimento do país. Ferreira assumiu a vaga do petista Pepe Vargas (RS), que se licenciou para assumir o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

“Quero dedicar parte do meu mandato para desenvolver um debate em torno do desenvolvimento do país e da criação de condições de sustentabilidade de longo período. O Brasil tem que crescer, tem que aproveitar o momento extraordinário que vive para se consolidar, de fato, como uma economia robusta, forte e protegida das crises internacionais”, disse.

Para o deputado Paulo Ferreira, a proteção da indústria brasileira, com a criação de condições de competitividade, aliada à estruturação desse setor, deve merecer um “olhar cuidadoso” dos parlamentares que, segundo ele, “ têm que legislar por essas condições “, observou.

O parlamentar disse que o segundo eixo de seu mandato será dedicado ao Pacto Federativo, principalmente em relação às questões de endividamento de estados e municípios. Ele pretende debater também políticas para as áreas de cultura, esporte e lazer. “O país será grande se souber desenvolver e valorizar a sua brasilidade. Para isso, o Estado é um elemento fundamental”, defendeu Ferreira.

Em relação a assuntos polêmicos em votação na Casa, o petista disse que a cultura política da qual faz parte, “defende e valoriza a discussão coletiva”. Nesse sentido, explicou Ferreira, as decisões serão tomadas de forma coletiva, levando em conta a interação com o governo. “Concordemos em parte, ou não, as decisões serão coletivas. Eu serei um parlamentar que vai seguir as orientações da bancada”, afirmou.

Paulo Ferreira lembrou que a condição de deputado é uma condição nova na sua trajetória. Ele disse sentir orgulho e honra em ocupar uma das vagas da bancada gaúcha e, ao mesmo tempo, substituir Pepe Vargas. “Substituir o Pepe vai ser uma tarefa enorme pela qualidade que ele tem”, reconheceu.

Benildes Rodrigues
Publicado originalmente no site PT na Câmara

terça-feira, 13 de março de 2012

Dilma recebe Prêmio Berta Lutz e diz que foco do governo é igualdade de gênero

BeneDilmamulheresA presidenta Dilma Rousseff, detentora de vários prêmios nacionais e internacionais, recebeu mais uma premiação nesta terça-feira (13), no Congresso Nacional. A homenagem faz parte dos atos comemorativos do Dia Internacional da Mulher (8 de março). Além de Dilma, outras cinco mulheres foram agraciadas com o Prêmio Mulher-Cidadã Bertha Lutz, concedido pelo Senado às mulheres que se destacaram na luta por igualdade de gênero.

Ao receber o prêmio, a presidenta Dilma disse se sentir “feliz e honrada” e dedicou o prêmio às brasileiras que, segundo ela, lutam por igualdade de oportunidade. “As nossas políticas serão focadas na igualdade de gênero. São 97 milhões de brasileiras com participação decisiva no processo de transformação do país. Igualdade de oportunidade, de gênero, raça, etnia e social devem ser obsessão deste País”, afirmou.

A representante da bancada feminina na Câmara, deputada Benedita da Silva (PT-RJ) lembrou  das lutas para a construção de uma Constituição “popular e cidadã”. Segundo ela, aconteceram grandes reformas a partir da Constituição, mas, ainda hoje, explica Benedita, as mulheres brasileiras continuam lutando por espaços “nas fábricas, escolas, nos quilombos, universidades e, principalmente, na política”.

Benedita defendeu também paridade de gênero na reforma política em debate na Câmara. “Queremos uma reforma política inclusiva, que contemple a participação paritária das mulheres. É isso que estamos buscando”, revelou Benedita.

Para o líder da bancada do PT, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), o diploma concedido à presidenta também representa o reconhecimento da luta “incansável” de milhões de brasileiras. “A presidenta Dilma tem dado mostras, a todo o momento, que merece essa valorização. Ela é a presidenta de todo o povo brasileiro, mas que tem um olhar feminino na condução do país”, ressaltou.

 O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), reverenciou a luta das mulheres e conclamou o parlamento a incluir dispositivos na proposta da reforma política em debate na Câmara, que amplie a presença feminina. “Das 513 cadeiras de deputados, apenas 35 são ocupadas por mulheres. A reforma política deve promover a inclusão”, defendeu.

Marco Maia disse que apesar do parlamento ser composto, em sua maioria, por homens, há, segundo ele, a sensibilidad em debater e aprovar propostas que contemplem a questão de gênero. Ele destacou a aprovação, na semana passada, do projeto que equipara o salário de homens e mulheres que exercem as mesmas funções. Marco Maia lembrou, também, que tramitam na Câmara 134 propostas que beneficiam as mulheres.

Bertha Lutz – A paulista Bertha Maria Júlia Lutz nasceu em 1894. Ela tornou-se referência feminina pela sua luta pelo direito ao voto feminino. Ela fundou, em 1919, a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher. Além disso, representou as brasileiras na assembleia-geral da Liga das Mulheres Eleitoras, nos Estados Unidos. As mulheres conquistaram o direito de votar em fevereiro de 1932.

Benildes Rodrigues
publicado originalmente no site PT na Câmara

sexta-feira, 9 de março de 2012

Petistas rendem homenagem às mulheres brasileiras

mulheresss

O Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quinta-feira, 8 de março,  foi celebrado por vários parlamentares petistas que utilizaram a tribuna da Câmara para render homenagem às “grandes guerreiras”, que segundo eles, contribuem para o desenvolvimento do país.

Para o deputado Fernando Ferro (PT-PE) essa é uma data que deve ser lembrada como histórica para a humanidade. De acordo com Ferro, mulheres do mundo todo lutaram por direito, dignidade, respeito e cidadania. “Nós sabemos que a humanidade evoluiu muito. No Brasil de hoje, nós vamos comemorar o primeiro 8 de março sendo o País governado por uma mulher. É um fato histórico do maior significado”.

O deputado Amaury Teixeira (PT-BA) destacou a presença das mulheres no comando de órgãos importantes e à frente da Presidência da República. Ele disse que esses exemplos deveriam ser seguidos pelo Congresso Nacional.  “Esta Casa precisa rever sua defasagem histórica. Nós já temos mulheres no comando da Petrobras, na Presidência da República. Temos que ter uma mulher presidindo o Congresso Nacional para estarmos alinhados com a modernidade”.

Fernando Marroni (PT-RS) disse estar feliz e orgulhoso em prestar homenagem “essas guerreiras, que ao longo dos anos venceram o preconceito e hoje ocupam papel de destaque nos seus países, nos seus estados e nas suas cidades”, disse.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Domingos Dutra (PT-MA) e o deputado Luiz Couto (PT-PB) fizeram questão de frisar que o combate à violência é uma das lutas que devem estar presentes na luta cotidiana.

“Quero me associar a todos os homens e mulheres que estão irmanados em uma luta para combater a violência. Qualquer tipo de violência tem que ser reprovada, mas, a violência contra criança, idoso e mulher é inaceitável em qualquer hipótese”, disse Domingos Dutra.

“Continuamos preocupados com a violência, que ainda é grande com relação às mulheres. Verificamos no resultado de uma pesquisa que, apesar da Lei Maria da Penha, a mulher ainda é vítima de violência. A cada dia no Brasil 10 mulheres são assassinadas. Isso é muito grave”, alertou Luiz Couto.

Já o deputado Carlinhos Almeida (PT-SP) disse que “o respeito entre homens e mulheres, o fim da discriminação são fundamentais para termos uma sociedade cada vez melhor”.

Nessa mesma direção, os deputados Valmir Santos (PT-BA)Miriquinho Batista (PT-PA) manifestaram a importância das mulheres que atuam nos movimentos sociais. Valmir Assunção registrou a luta das mulheres camponesas que, de acordo com ele, “lutam pela terra e pela reforma agrária”. Ele saudou todas as mulheres brasileiras “que trabalham dia a dia para construir este País”.

“Queremos saudar no dia de hoje todas as mulheres do nosso País, em especial a nossa Presidenta da República, Dilma Rousseff e, todas as mulheres que dirigem órgãos, sindicatos, colônias de pescadores, as trabalhadoras em geral, destacando, inclusive, as donas de casa. Mulheres estas, que sempre contribuíram para o crescimento do nosso País”, ressaltou Miriquinho Batista

Já a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), saudou as mulheres brasileiras em nome da presidenta Dilma Rousseff que, segundo ela, representa “o símbolo da mulher batalhadora, guerreira e comprometida”. Benedita disse ainda que existem muitas conquistas, mas, que são muitos os desafios.

“Temos o que comemorar? Temos, sim, porque é resultado da luta aguerrida de nós, mulheres, negras, indígenas, brancas, pobres, intelectuais, de todas as classes sociais. Este é um dia que não podemos esquecer porque, para que comemorássemos esta data, foi preciso que mulheres morressem queimadas para defender o seu direito de trabalhadora”, lembrou Benedita.

A deputada Dalva Figueiredo (PT-AP) avalia que esse momento deve ser de reflexão. Segundo a petista, as mulheres tiveram de superar muitos desafios e obstáculos. Ela fez questão de lembrar a resistência da Casa em aprovar o projeto de lei (PL 6653/09) que cria mecanismos para garantir igualdade entre homens e mulheres. 

“Nós queremos sensibilizar esta Casa sobre a importância de o Brasil ter um instrumento de proteção e de garantia para as mulheres de que seus direitos serão respeitados. Para que não estejamos desprotegidas por este País afora, em qualquer local, em qualquer situação, que a nós seja garantido o direito sagrado de sermos respeitadas na remuneração, na escolha religiosa, pela condição econômica, por gênero, por etnia”, afirmou Dalva Figueiredo.

Para o deputado Henrique Fontana (PT-RS), esse dia “sintetiza e representa a luta de muitas mulheres, que, anonimamente, ao longo da história da nossa humanidade, se posicionaram, lutaram, reivindicaram algo que é, do meu ponto de vista, sagrado, para quem defende uma sociedade justa”.

Já o deputado Bohn Gass (PT-RS) fez questão de ressaltar o papel do Partido dos Trabalhadores, que, segundo ele, sempre trabalhou a questão das mulheres. O parlamentar lembrou que o PT estipulou a cota de 30% de participação da mulher em todas as instâncias do partido. Esse percentual, explica o deputado, foi consignado na lei eleitoral.

“Na última eleição, 82,7% dos partidos não cumpriram a determinação dos 30%. Deixo essa informação com um desafio, porque esta é a melhor homenagem que podemos fazer: cumprir a legislação e garantir a participação da mulher”, disse.

O deputado Ronaldo Zulke (PT-RS)   acrescentou que “apesar de ainda ser desproporcional a presença feminina no cenário político nacional com relação a sua contribuição para o desenvolvimento de nossa nação, acreditamos que os direitos sejam consideravelmente ampliados com aprovação da Reforma Política em discussão neste parlamento”.
Benildes  Rodrigues
publicado originalmente no site PT na Câmara

terça-feira, 6 de março de 2012

PT deve comandar CMO, CCJ, Educação e Direitos Humanos


comissao2012O Colégio de Líderes, em reunião nesta terça-feira (6), definiu a participação dos partidos e blocos partidários na condução das comissões permanentes da Câmara dos Deputados em 2012.

De acordo com o líder do PT, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), houve esforços de todos os líderes no sentido de produzir um acordo que garantisse a participação de todas as legendas na condução dos trabalhos das comissões.

Na reunião foi fechado um acordo e o PT vai comandar as comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Educação e Cultura e Direitos Humanos. O PT também presidirá a Comissão Mista de Orçamento (CMO). Os deputados do PT Ricardo Berzoini (SP), Newton Lima (SP) e Paulo Pimenta (RS) foram indicados pelo partido para presidir a CCJ, a Comissão de Educação e a CMO, respectivamente. O deputado Domingos Dutra está cotado para a presidência de Direitos Humanos. A bancada do PT deve referendar esses nomes, na reunião marcada para às 14h, de hoje.

De acordo com Jilmar Tatto, até o momento não há uma redefinição da situação do Partido Social Democrata (PSD), na composição das comissões. “A questão da participação do PSD na presidência de comissão, já foi decidida. Vamos verificar as demandas apresentadas pelo partido e fazer um acordo que garanta a participação dos membros desse partido nas respectivas comissões”, explicou Tatto.

O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-SP) disse que foi feita uma tentativa de entendimento que levasse a uma composição proporcional, mas, segundo ele, não houve acordo. Ainda, de acordo com Maia, os líderes partidários irão fazer “um esforço para resolver até às 18h, levando em conta as representações do PSD”. Maia informou também que as comissões serão instaladas nesta quarta-feira (7).

Código Florestal - Questionado sobre a pauta de votação para esta terça-feira, Marco Maia confirmou a votação de medidas provisórias na sessão ordinária e a votação do Código Florestal poderá ser feita em sessão extraordinária. “Vou manter a votação do código para hoje à noite”, afirmou.

Maia informou, no entanto, que ainda que existe movimentação de deputados e líderes de partidos no sentido de ter mais tempo para analisar os termos do relatório do Código Florestal. Ele lembrou, ainda, que esse tipo de movimentação não é de responsabilidade da presidência da Casa.

“A responsabilidade é dos líderes e do próprio relator que sabiam que hoje era o dia da votação do Código Florestal. É bom lembrar que não foi incluída pela Câmara nenhuma nova proposta. O que existe, é a modificação feita no Senado. Ao relator cabe ou não acatar o texto modificado”, ressalvou Maia.
Benildes Rodrigues
texto publicado originalmente no site PT na Câmara

quinta-feira, 1 de março de 2012

Petistas apoiam acordo para melhores condições de trabalho na construção civil

A presidenta Dilma lembrou que o acordo é fruto de quase um ano diálogo entre os três setores. Ela creditou essa parceria ao bom momento em que vive o país e que permite firmar pactos como esse. Dilma disse que o acordo firmado cria “um novo paradigma” nas relações que ora se estabelecem. “O encontro de várias vontades com suas divergências, superadas, modificam a realidade”, ressaltou a presidenta.

O documento prevê, entre outros, melhoria nas condições de trabalho nos canteiros de obra do país, organização sindical no local de trabalho, repressão ao recrutamento irregular feito pelo aliciamento através dos chamados “gatos” e segurança.

O líder Jilmar Tatto disse que o Brasil está dando “um grande passo” ao promover a mediação entre o setor patronal e os trabalhadores. “Esse tratado é importante para todos os trabalhadores brasileiros e representa mais um acerto do governo, que estabelece nova relação entre capital e trabalho”, avaliou.
Jilmar Tatto afirmou também que, “pela primeira vez é firmado um contrato nacional onde os setores envolvidos se responsabilizam em garantir melhores condições de trabalho aos empregados que atuam nesse setor”.

Tanto Jilmar Tatto, quanto a presidenta Dilma e o deputado Fernando Marroni classificaram como “passo importante” a regra que estabelece a eliminação da figura do “gato”, aquele que intermedia ilegalmente a contratação de trabalhadores.

Marroni completou ainda que “as centrais sindicais mostraram maturidade ao negociar e buscar melhores condições de trabalho e segurança para o conjunto dos trabalhadores da construção civil”.
Benildes Rodrigues