sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FELIZ TUDO!!

Amig@s. Me valerei de Mário Quintana para desejar FELIZ TUDO!

"Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.... 
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela... 
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom . .
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia p ercebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim...
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação."
Te Amo Amigo.........!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! (Mário Quintana)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Jorge Ferreira lança livro de poemas

O amigo e companheiro, Jorge Ferreira reuniu um número de poemas que resultou na coletânea "Rio Adentro". O livro publicado pela Geração Editoral vai ser lançado na próxima terça-feira (20), no Bar do Ferreira - Pier 21.  Compareçam!
Benildes Rodrigues

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Comissão aprova relatório de Newton Lima sobre programa de banda larga

newton_lima_bandalargaA Comissão de Ciência e Tecnologia aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (14), o parecer preliminar do deputado Newton Lima (PT-SP), sobre o acompanhamento das ações do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Lima é relator da subcomissão especial destinada a acompanhar a implementação do programa, lançado em maio de 2010 pelo governo. O Programa aponta as ações que devem ampliar o acesso à internet a partir desse sistema.

De acordo com o parlamentar, o foco principal do relatório centra-se no requerimento de informação que será encaminhado ao governo, contendo 19 itens. O documento solicita entre, outros, o detalhamento sobre cronograma, infraestrutura, governança, questões relativas ao controle de velocidade e contratos.

Outro ponto destacado por Newton Lima diz respeito à revitalização do Fórum Brasil Conectado, desativado desde o ano passado. De acordo com o parlamentar, o resultado positivo do programa vai depender dessa parceria. "O Fórum é um instrumento fundamental para o sucesso do PNBL. Para alcançar os objetivos é necessário reativar esse mecanismo de diálogo entre as entidades da sociedade civil e operadoras. Só assim, os problemas que vem sendo apresentados com a implantação do PNBL podem ser solucionados", defende o deputado.

Segundo Newton Lima, o relatório vai recomendar aos estados que sigam exemplos daqueles que estão barateando o custo. Ele lembrou que um modelo a ser seguido é o do Estado do Ceará que adota medidas como a redução de ICMS como forma de ampliar o acesso à banda larga. De acordo com o parlamentar, além de proporcionar baixo preço (passou de R$ 35 para 29 mensais) permite velocidade (1Mb/s) superiores ao verificado no restante do país. Atualmente, a conexão com essa velocidade, a um preço de R$ 35/mês é oferecido em 544 municípios.

Lima defendeu também que a Câmara dos Deputados aprecie o projeto do então senador Aloizio Mercadante que trata do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). De acordo com Lima, a utilização desse fundo pode acelerar a implantação do Plano. "Precisamos acelerar o processo da implantação do Programa, particularmente nas áreas rurais e em estabelecimento de ensino, onde o índice de cobertura ainda é muito baixo. Não é justo que as crianças do nosso interior fiquem sem um serviço essencial que é o PNBL", avaliou.

Segundo o relator, o parecer vai recomendar à comissão que os trabalhos sobre esse tema tenha prosseguimento no próximo ano.
Benildes Rodrigues

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Emiliano quer rádios comunitárias no debate do marco das comunicações

emiliano jose 1311 D 2A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação (Frentecom) promoveu nesta terça-feira (13), audiência pública para debater o serviço de radiodifusão comunitária. Na audiência, o deputado Emiliano José (PT-BA), um dos coordenadores da Frente, sugeriu ao conjunto de entidades presentes a ampliação dessa discussão para o novo Marco Regulatório das Comunicações.


"As Rádios Comunitárias apresentam questões essenciais no sentido de um marco específico para esse setor. No entanto, esse tema precisa ser agregado a uma discussão mais ampla, que não diz respeito só às rádios comunitárias. É preciso enquadrá-las no novo Marco Regulatório das Comunicações. O movimento social precisa despertar a nação para a importância do direito à comunicação e como o marco regulatório do setor pode fazer avançar a democracia no Brasil", explicou o petista.

De acordo com Emiliano, tanto a entidades quanto o governo devem ter a preocupação em estabelecer critérios que definam quem vai deter a concessão de rádios comunitárias no país. O parlamentar alertou também sobre a dificuldade de se fazer esse debate no Congresso Nacional. "Além do aparato da velha mídia em controlar as rádios comunitárias, grupos políticos detêm o controle de veículos de comunicação", constatou.

O representante da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), José Sóter, disse que a entidade está negociando com o Ministério das Comunicações no sentido de revisar a Portaria 462/11 que regulamenta o serviço de radiodifusão comunitária. "É preciso retirar os entraves contidos na portaria e formular uma nova proposta que realmente regulamente as rádios comunitárias", disse.
Benildes Rodrigues

domingo, 11 de dezembro de 2011

Tucano sondou barrar livro, diz editor

Por Leonardo Attuch, no sítio Brasil 247:
“A privataria tucana”, de Amaury Ribeiro Júnior, é um livro polêmico, escrito por um jornalista não menos polêmico, mas certamente competente no que faz. Ex-repórter especial da revista Istoé e do jornal O Globo, Amaury já faturou vários prêmios Esso, que foram celebrados por seus colegas e patrões. Na campanha presidencial de 2010, Amaury caiu em desgraça, acusado de tentar comprar dados de familiares de José Serra protegidos por sigilo fiscal. Neste fim de semana, o jornalista vive sua redenção pessoal. É ele o autor do maior fenômeno editorial brasileiro dos últimos anos. Um livro, que, embora boicotado pelos veículos tradicionais de comunicação, vendeu 15 mil exemplares em um dia, sendo disputado nas livrarias como pão quente.

Por trás desse sucesso, há o dedo de um editor não menos polêmico e também muito competente. É o jornalista Luiz Fernando Emediato, dono da Geração Editorial, que tem estendido a mão a repórteres dispostos a contar boas histórias. Recentemente, ele emplacou grandes sucessos de cunho político, como “Memória das Trevas”, sobre Antônio Carlos Magalhães, vulgo Toninho Malvadeza, e “Honoráveis Bandidos”, sobre a família Sarney, escrito por nosso nobre colaborador Palmério Doria.

Emediato falou ao 247 sobre o desempenho comercial de “A privataria tucana”. E também revelou que o ex-governador paulista agiu para evitar a publicação.

Você esperava esse desempenho de um livro sobre privatizações que aconteceram há tanto tempo?

Nunca vi nada igual. Foram 15 mil livros vendidos num único dia. É um fenômeno.

Como foi a estratégia de divulgação?

Nós tínhamos receio de alguma ordem judicial que impedisse a distribuição. E não mandamos para nenhuma redação. Apenas o autor enviou um exemplar para a Carta Capital, mas todo o barulho foi feito na internet, inclusive por vocês que anteciparam o lançamento. O sucesso prova que há uma grande transformação na sociedade brasileira e revela a força da blogosfera.

A Geração já mandou rodar uma nova edição?

Estamos imprimindo mais 15 mil. Subestimamos a demanda, mas o erro não foi só nosso. Algumas livrarias não estavam acreditando. Mas em uma semana o livro estará, de novo, em todos os pontos comerciais.

Você sofreu alguma pressão para não publicar o livro?

Eu não diria pressão, mas há alguns dias fui procurado por uma pessoa que propôs uma conversa com o ex-governador José Serra.

Quem foi?

Era o Antônio Ramalho, um sindicalista do PSDB que é vice-presidente da Força Sindical.

Você se sentiu intimidado?

Não foi exatamente uma intimidação, até porque a abordagem do Ramalho, de quem sou amigo, foi muito elegante. Sentamos, tomamos um café, ele disse que o Serra queria conversar, eu disse que não e pagamos a conta. Num país democrático, quem se sentir incomodado tem o direito de me processar. Teve uma vez que o Guilherme Afif (vice-governador de São Paulo) veio me atacando aos berros, mas eu não dei muita bola.

Você espera muitos processos?

Pode ser, mas os nossos advogados dizem que a chance de perdermos é muito pequena. O livro é muito bem documentado. E não há ataques pessoais. São fatos concretos.

Serra é tido como uma pessoa vingativa.

Dizem que o Serra não tem adversários, tem inimigos. Eu acho até que já fui vítima dele, numa matéria da Veja, chamada “O lado negro da Força”, onde me enfiaram sem que eu tivesse nada a ver com aquilo. Mas não foi isso que me levou a publicar o livro. E eu, que me senti ofendido pela Veja, processei a revista. Acho que vou ganhar.

Com esses dados de vendas, o livro certamente entrará na lista de mais vendidos. Você acha que entra na Veja?

Tem que entrar, se não vai ficar muito feio para eles. A velocidade de vendas da “Privataria Tucana” é superior à do “Honoráveis Bandidos”, que começou em quarto, subiu para terceiro, segundo e depois ficou várias semanas em primeiro. Se a Veja não colocar vai ficar feio, porque o livro certamente entrará na lista da Folha, do Estadão, da Época...

Como foi 2012 para a Geração Editorial?

Foi nosso melhor ano. Éramos uma editora pequena, que faturava R$ 3 milhões/ano. Ainda somos pequenos, mas vamos chegar a uns R$ 7 milhões ano.

Qual é o papel deste livro no momento de “faxina ética”?

Talvez seja um remédio contra a hipocrisia.
extraido do Blog do Miro

sábado, 10 de dezembro de 2011

livro desnuda "privataria tucana"

AUTOR DE “PRIVATARIA TUCANA” FALA DO LIVRO QUE CHEGA ÀS LIVRARIAS


Da “Carta Capital”

“Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “
A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. 

Dantas, Serra, PSDB temiam publicação do livro

Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial. Na edição que chegou às bancas na sexta-feira (9), ‘CartaCapital’ traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 páginas publicado pela ‘Geração Editorial’ e uma entrevista com autor (reproduzida abaixo). A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado.

José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.

Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado.
 

Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou ‘Mister Big’, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e ‘offshores’ criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.
TESOUREIRO DE SERRA E FHC

O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a ‘Tele Norte Leste’, antiga ‘Telemar’, hoje ‘OI’, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.

A ‘Decidir.com’, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros.
 

Por meio de um contrato da ‘Decidir com’ o Banco do Brasil, cuja existência foi revelada por ‘CartaCapital’ em 2010, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.

Na entrevista a seguir que Ribeiro Jr explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”.

CartaCapital: Por que você decidiu investigar o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso?

Amaury Ribeiro Jr.: Em 2000, quando eu era repórter de ‘O Globo’, tomei gosto pelo tema. Antes, minha área da atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.
CartaCapital: Quem lhe pediu para investigar o envolvimento de José Serra nesse esquema de lavagem de dinheiro?
ARJ: Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do ‘Estado de Minas’. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a ‘Fence’, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.
Carta Capital: Ficou surpreso com o resultado da investigação?

ARJ: A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da ‘Lunus’ (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da ‘ANVISA’ (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).
Carta Capital: O que você foi fazer na campanha de Dilma Rousseff, em 2010?


ARJ: Um amigo, o jornalista Luiz Lanzetta, era o responsável pela assessoria de imprensa da campanha da Dilma. Ele me chamou porque estava preocupado com o vazamento geral de informações na casa onde se discutia a estratégia de campanha do PT, no Lago Sul de Brasília. Parecia claro que o pessoal do PSDB havia colocado gente para roubar informações. Mesmo em reuniões onde só estavam duas ou três pessoas, tudo aparecia na mídia no dia seguinte. Era uma situação totalmente complicada.
Carta Capital: Você foi chamado para acabar com os vazamentos?

ARJ: Eu fui chamado para dar uma orientação sobre o que fazer, intermediar um contrato com gente capaz de resolver o problema, o que acabou não acontecendo. Eu busquei ajuda com o Dadá, que me trouxe, em seguida, o ex-delegado Onézimo Souza. Não tinha nada de grampear ou investigar a vida de outros candidatos. Esse “núcleo de inteligência”, que até ‘Prêmio Esso’, deu nunca existiu, é uma mentira deliberada. Houve uma única reunião para se discutir o assunto, no restaurante Fritz (na Asa Sul de Brasília), mas logo depois eu percebi que tinha caído numa armadilha.
Carta Capital: Mas o que, exatamente, vocês pensavam em fazer com relação aos vazamentos?

ARJ: Havia dentro do grupo de Serra um agente da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) que tinha se desentendido com Marcelo Itagiba. O nome dele é Luiz Fernando Barcellos, conhecido na comunidade de informações como “agente Jardim”. A gente pensou em usá-lo como infiltrado, dentro do esquema de Serra, para chegar a quem, na campanha de Dilma, estava vazando informações. Mas essa ideia nunca foi posta em prática.
Carta Capital: Você é o responsável pela quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Verônica, na agência da Receita Federal de Mauá?

ARJ: Aquilo foi uma armação, pagaram para um despachante para me incriminar. Não conheço ninguém em Mauá, nunca estive lá. Aquilo faz parte do conhecido esquema de contrainformação, uma especialidade do PSDB.
Carta Capital: E por que o PSDB teria interesse em incriminá-lo?

ARJ: Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico. Aí partiram para cima de mim, primeiro com a história de Eduardo Jorge Caldeira (vice-presidente do PSDB), depois, da filha do Serra, o que é uma piada, porque ela já estava incriminada, justamente por crime de quebra de sigilo. Eu acho, inclusive, que Eduardo Jorge estimulou essa coisa porque, no fundo, queria apavorar Serra. Ele nunca perdoou Serra por ter sido colocado de lado na campanha de 2010.
Carta Capital: Mas o fato é que José Serra conseguiu que sua matéria não fosse publicada no ‘Estado de Minas’.

ARJ: 
É verdade, a matéria não saiu. Ele ligou para o próprio Aécio para intervir no ‘Estado de Minas’ e, de quebra, conseguiu um convite para ir à festa de 80 anos do jornal. Nenhuma novidade, porque todo mundo sabe que Serra tem mania de interferir em redações, que é um cara vingativo.”
FONTE: 
Publicado na revista “Carta Capital” e transcrito no portal “Vermelho”  (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=170630&id_secao=1).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Padilha e Jesus Rodrigues defendem punição severa aos infratores da Lei Seca

  jesus_rodriguesO ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o vice-presidente da comissão especial sobre Bebidas Alcóolicas, deputado Jesus Rodrigues (PT-PI), defenderam nesta quarta-feira (7) ações mais rígidas na aplicação da Lei Seca (Lei 11.705/08). A manifestação foi feita durante audiência pública realizada pela comissão para discutir a matéria.

“Não basta só ação educativa. Defendemos ações que tornem mais rígida a punição para os motoristas que dirigem alcoolizados. É preciso a inversão do ônus da prova, ou seja, o motorista precisa provar que não está embriagado. O ato de dirigir é uma concessão que o Estado faz, portanto, é preciso cumprir as regras estabelecidas”, defendeu o ministro.

De acordo com Padilha, estados e municípios que aumentaram a fiscalização com base na Lei Seca, reduziram o número de mortes e acidentes. Em 2010, explicou o ministro, foram registrados cerca de 40 mil mortes e 145 mil internações de pessoas vitimas de acidentes provocados por motos e carros.

O deputado Jesus Rodrigues defendeu a posição apresentada pelo ministro e  acrescentou que, por mais que se façam leis, elas não são suficientes. “É necessário fiscalização. Portanto, sem uma fiscalização rigorosa, torna-se ineficaz a aplicação da Lei Seca”, avaliou o parlamentar.

O Senado aprovou, recentemente, o projeto de lei que criminaliza o motorista que dirigir alcoolizado. A proposta determina entre outros pontos, que o motorista embriagado que provocar morte poderá cumprir pena de 8 a 16 anos; lesões gravíssimas de 6 a 12 anos;  lesão corporal grave de 3 a 8 anos e lesões leves, de 1 a 4 anos. A proposta agora será analisada pela Câmara dos Deputados.

Lei da Copa – A comissão especial aprovou uma moção em que repudia qualquer relatório ou formato final da Lei Geral da Copa que permita a venda de bebidas alcóolicas nos estádios durante os jogos da Copa do Mundo no Brasil. O ministro Alexandre Padilha fez questão de se colocar contrariamente à mudança do Estatuto do Torcedor, que proibiu a comercialização bebidas alcóolicas em eventos esportivos. O ministro classificou de “retrocesso” liberar álcool em estádio de futebol.

Benildes Rodrigues
texto publicado originalmente do site PT na Câmara