quarta-feira, 25 de maio de 2016

Golpe foi ‘cortina de fumaça’ para encobrir bandalheira de caciques do PMDB, PSDB, e DEM, afirmam petistas

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Os vice-líderes da Bancada do PT na Câmara, deputados Carlos Zarattini (SP) e Paulo Pimenta (RS) utilizaram as redes sociais e o plenário da Câmara, nesta semana, para alertar a população brasileira para a gravidade do diálogo entre o senador e ex-ministro Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Na conversa, os caciques do PMDB contam como tramaram, em conluio com outros poderes da República, o afastamento da presidenta Dilma Rousseff. Para os petistas, nas próximas horas o povo brasileiro terá mais revelações bombásticas envolvendo PMDB, PSDB e DEM.

“As informações indicam que nas próximas horas as revelações de Jucá e Sérgio Machado vão atingir Sarney, Renan Calheiros e outros parlamentares da direção do PMDB”, anunciou Zarattini, que acertou em cheio na previsão. Já nesta quarta-feira (25), o jornal Folha de S. Paulo divulgou conversa entre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB- AL) e Sérgio Machado, afilhado de Renan.

Na conversa, o presidente do Senado defendeu alteração na Lei 12.850/13 que estabelece a aplicação da delação premiada. Essa lei foi instituída no governo da presidenta Dilma Rousseff  e muito utilizada na Operação Lava Jato da Polícia Federal.

Segundo as gravações, Renan revela que os políticos todos "estão com medo" da Operação Lava Jato. "Aécio (Neves), presidente do PSDB] está com medo. [me procurou]: Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa”, cita a Folha trecho em que Renan faz referência à delação do senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido) em que o tucano é citado.

Na conversa revelada entre Jucá e Machado no início da semana – e que estarreceram o País - Romero Jucá afirmou que está “todo mundo na bandeja para ser comido”. Em resposta, Machado anuncia: “o primeiro a ser comido vai ser o Aécio Neves”.

Para Carlos Zarattini, o pacto revelado pela cúpula pemedebista mostra que, em nenhum momento, os conspiradores da República se preocuparam com o País. A narrativa de combate à corrupção, segundo o petista, não passou de cortina de fumaça para encobrir as denúncias que envolvem os principais caciques do PMDB.

“Romero Jucá deixa claro as razões do golpe: barrar a Lava Jato antes que ela atinja a cúpula do PMDB. E já chegou”, afirmou Zarattini.

Já o deputado Paulo Pimenta disse que golpe perpetrado contra a presidenta Dilma não tem relação com as tão afamadas “pedaladas”.  Segundo ele, trata-se de “esquema político de parlamentares que temiam investigação”.

“Os áudios do ex-ministro do Planejamento revelaram esquema criminoso para tirar uma Presidenta honesta como Dilma Rousseff. Ofereceram proteção a parlamentares para votarem a favor do Golpe, com a promessa de que governo Temer iria ‘aliviar’ investigação”, denunciou o deputado.

Benildes Rodrigues
Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara

Recuo do Governo golpista sobre MinC não porá fim à luta pela democracia, afirmam artistas


A Comissão de Cultura da Câmara, presidida pelo deputado Chico D’Ângelo (PT-RJ), viveu um momento simbólico nesta terça-feira (24). Ativistas culturais que lotaram o plenário da comissão acompanharam atentos o trompetista Silvério Pontes, que tocou a música de Geraldo Vandré, "Pra não dizer que não falei das flores" e gritaram várias vezes “Fora Temer”. Ali eles ouviram dos debatedores o argumento de que a decisão do governo ilegítimo e golpista de Michel Temer, de recuar na decisão de extinguir o Ministério da Cultura, não fará com que a luta, a ocupação e a resistência aos golpistas refluam.

Para o deputado Chico D’Ângelo, o simbolismo da extinção está mantido. Segundo ele, o recuo do governo temporário é fruto da luta política do setor. “Na verdade, a reversão ocorrida com a volta do MinC só se deu pela mobilização do mundo da cultura, pelas ocupações que ocorreram no país. É uma luta de todos aqueles que defendem a democracia. E essas iniciativas que ocorreram foram fundamentais para que o governo ilegítimo revisse sua posição”, avaliou.

“Esta é a maior mobilização do setor cultural já realizada no país e atinge todos os estados. São ocupações pacíficas, poéticas e afetivas diante de atos policialescos de um governo golpista”, afirmou o representante da Frente Nacional do Teatro, Fernando Yamamoto. Ele também informou que as instituições públicas ligadas ao Ministério da Cultura, nos 26 Estados e no Distrito Federal, foram ocupadas pelo movimento “Ocupa MinC”.

O ator Tonico Pereira não pode participar da audiência mas enviou um vídeo reafirmando a posição da maioria da classe artística que vem se posicionando intensamente contra o ato arbitrário do governo provisório que se alojou ilegitimamente no Palácio do Planalto. “Ele devolveu o ministério que surrupiou. Não recebemos nada, só tivemos de volta o que era nosso”, alfinetou o ator.

O músico Tico Santa Cruz, que também participou da audiência pública, salientou que estava presente na luta em defesa da democracia, mesmo antes de o golpe ter sido concretizado. “Entrei nessa luta para combater a tentativa de destruir nossa democracia”, frisou Tico Santa Cruz, que fez questão de afirmar que a luta é para além das questões que envolvem o MinC.

“É uma luta que envolve todas as outras questões dos trabalhadores. É a subtração do direito das minorias que, na verdade, é maioria, mas tratada como minoria. Temos que usar a força da cultura que tem um coletivo grande e importante para derrubar esse governo que não representa ninguém. Vamos lutar até o fim para derrubar essa gangue de bandidos que se instalou no Congresso Nacional”, criticou.

O mamulengueiro Chico Simões classificou de censura o ato praticado pelo governo golpista de Michel Temer. Para ele, é pratica recorrente de golpistas atacar a cultura. Na sua avaliação, esse setor, historicamente, é censurado e perseguido. O artista assegurou que os ativistas culturais não vão arredar os pés dos espaços públicos ocupados. “Não vamos sair porque ele (Temer) voltou atrás. Voltar atrás seria ele devolver o poder a quem de direito - a presidenta eleita”, disse.

“Temos que restituir a democracia. Sem democracia não tem papo. Sem democracia o MinC seria um ministério de propaganda, aí ele não nos serve”, afirmou Chico Simões.

Benildes Rodrigues

Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados

domingo, 22 de maio de 2016

Zarattini: Uma semana de desastre do governo Temer será combatida nas ruas e no Parlamento



O vice-líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) demonstrou preocupação com uma semana de desastre que o presidente golpista e conspirador Michel Temer provocou nas conquistas sociais, econômicas e trabalhistas do povo brasileiro. Os 13 anos de avanços promovidos pelos governos do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma estão sendo solapados por uma corja que tomou de assalto a Presidência da República.

“Em apenas uma semana, esse governo golpista do Temer já mostrou qual é o seu principal objetivo”, afirmou Zarattini elencando as medidas desastrosas encampadas pelo golpista.

“Esse governo antipopular, antidemocrático já apresentou como tarefa principal a reforma da Previdência Social, tirando direitos daqueles que já estão contribuindo e propondo desvinculação do salário mínimo das aposentadorias, prejudicando, inclusive, os que já estão aposentados”, afirmou Zarattini apontando a arbitrariedade que está sendo cometida nos direitos adquiridos dessa parcela da população.

Zarattini rechaçou a inciativa do governo provisório que propõe a terceirização da mão de obra. “Essa medida liquida com a legislação trabalhista”, alertou o deputado se referindo à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que garante, entre outros direitos, férias remuneradas, salário-mínimo, pagamento de hora extra, 13º salário, licença-maternidade que agora estão ameaçados.

O deputado do PT de São Paulo fez questão de frisar que para interromper essa caminhada galopante de retrocesso é preciso “batalhar nas ruas e no Parlamento para que esse governo não tenha vida longa e não prejudique o povo brasileiro”.

EBC - O deputado alertou ainda para o risco que a exoneração do presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), jornalista Ricardo Melo, pode acarretar para o direito constitucional que estabelece a liberdade de imprensa.

“No campo democrático, demitiram o presidente da EBC que é uma agência independente de notícias do governo federal. Com isso, coloca em risco a liberdade da imprensa pública. Eles que tanto falavam de imprensa livre”, criticou Zarattini, se referindo a ilegalidade cometida por Michel Temer, que não respeitou a Lei 11.652/2008, que estabelece um mandato de quatro anos ao presidente da EBC.

Relações Exteriores - O vice-líder da bancada petista fez duras críticas às ações do ministro interino do Ministério de Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP). Segundo Zarattini, mal ocupou o cargo e o tucano começa a “falar grosso” com os países vizinhos do Brasil. “José Serra já chega ameaçando países da América Latina e da África onde o Brasil estabeleceu relações, inclusive, comerciais”, reclamou Zarattini.

“Ele (Serra) vem com argumento de se ter um Itamaraty apartidarizado e logo de cara dá passaporte diplomático a um bispo da igreja evangélica - o pastor Samuel Ferreira -, por quem temos muito respeito, mas o senador José Serra tem que ser republicano”, salientou.

Benildes Rodrigues
Foto: Divulgação

terça-feira, 17 de maio de 2016

SUS: Governo interino e ilegítimo de Temer golpeia maior programa de inclusão social do País




O Sistema Único de Saúde (SUS) – maior política de inclusão social na área de saúde do Brasil corre risco grave nas mãos do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer. Isto porque, o ministro interino da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR) anunciou em entrevista a um jornal de circulação nacional, que o País não vai ter condições de garantir o acesso universal à saúde - direito previsto na Constituição de 1988. Com isso, o direito de 200 milhões brasileiros que podem ter acesso ao sistema público de saúde universal pode ser prejudicado.

Esse desmanche do SUS proposto pelos golpistas que tomaram de assalto o poder da República não pegou de surpresa ministros afastados provisoriamente e parlamentares que participaram da reunião do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores que ocorreu em Brasília, nesta terça-feira (17). Para eles, essa medida é apenas a confirmação do real significado do programa que é a marca do retrocesso: “Ponte para o Futuro”.

“O SUS é a referência das políticas públicas no Brasil. Foi o SUS que inspirou as políticas nas áreas da educação e da assistência Social. O SUS é uma referência que inspirou outros países do mundo. Então, quando se fala em mexer no SUS é algo muito delicado. Penso que tem que se medir, efetivamente, o que esse governo está propondo”, disse preocupado o ministro afastado da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Edinho Silva que também fez questão de lembrar que o Sistema Único de Saúde “foi uma vitória da constituinte de 1988, uma vitória da sociedade organizada brasileira”.

Entre as políticas de saúde praticadas pelo SUS com reconhecimento internacional encontram-se o Sistema Nacional de Imunizações, o Programa de controle de HIV/AIDS, o Sistema Nacional de Transplante de Órgãos e Tecidos, entre outros. Todos esses programas, com o corte previsto, também estão na mira da referida revisão do “tamanho” do SUS defendida pelo ministro, que apesar de ter voltado atrás no anúncio feito, escancarou para a sociedade o caráter golpista e elitista do governo interino de Michel Temer.

“Esse governo já chega demonstrando toda sua truculência social, em todos os aspectos”, criticou o ministro afastado da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini. Para ele, as medidas adotadas pelo governo golpista “demonstram a tentativa de descaracterizar o que é estrutura constitucional de direitos no Brasil e, principalmente, a postura de quem provisório tenta parecer definitivo. É um governo que perdeu a vergonha de desrespeitar a Constituição”, lamentou Berzoini.

Previdência – Ex-ministro da Previdência Social no governo Lula, Ricardo Berzoini lamentou o desmanche que foi feito no Ministério da Previdência. Para ele, no caso do INSS e da Previdência Social, a questão que está colocada é a dedicação de décadas para aperfeiçoar o sistema de proteção social. Segundo Berzoini, o sistema de proteção social brasileiro é reconhecido no mundo todo como um sistema avançado dentro da estrutura de Estado brasileiro e, agora, se coloca para a Previdência o fatiamento.
“Esse é o grande drama que estamos vivendo. Corremos o risco de descaracterizar toda a estrutura previdenciária brasileira que foi construída com muita luta, muito suor ao longo de décadas e que está prestes a completar 100 anos e está sendo esquartejada por um governo ilegítimo”.

Ao comentar as medidas descabidas do governo interino, que trazem retrocessos aos cidadãos, o deputado Enio Verri (PT-PR) afirmou que elas representam o símbolo do governo golpista de Michel Temer. “É um governo de direita que entende que a prioridade é o equilíbrio das contas. Para garantir esse equilíbrio, eles fazem corte no orçamento. Para eles, o que não tem importância (políticas públicas e sociais) é exatamente aquilo que é determinante para o Partido dos Trabalhadores”, argumentou Verri.

“A verdade é que o governo Temer tem que cumprir o papel para o qual foi escolhido. Ele, junto com Eduardo Cunha, com apoio da elite e dos grandes meios de comunicação deram um golpe no Brasil - tomaram o país para si e, agora, precisam pagar a conta. Pagar essa conta é fazer com que os grandes rentistas, o grande capital e, principalmente, esses grandes meios de comunicação, possam usufruir das altas taxas de lucros”, constatou Enio Verri.

O deputado Givaldo Vieira (PT-ES) classificou de absurdo as ações anunciadas pelo governo interino. “É um absurdo completo. É um governo retrógrado, que prega violência aos movimentos sociais. Além da interinidade, já nasce não sendo reconhecido pela sociedade porque é fruto de um golpe que tende a ser combatido para que não haja retrocesso”, disse o deputado.
“A posição da bancada é a de não dar trégua. Será oposição sistemática a um governo que esperamos, num curto espaço de tempo, desautorizá-lo com uma votação correta no Senado para que a presidenta Dilma retorne à condição legítima de mandatária da Presidência da República”, disse esperançoso Givaldo Vieira.

Benildes Rodrigues
Foto: divulgação