quinta-feira, 28 de junho de 2012

CPMI: Assessor de Agnelo Queiroz abre sigilos e cala a oposição


cpmi280612Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do governador petista Agnelo Queiroz (DF), autorizou a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e a de seus filhos. A autorização deu-se em depoimento que prestou nesta quinta-feira (28) aos integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Caso Cachoeira, na condição de testemunha.

Cláudio Monteiro cobrou da CPMI provas do envolvimento dele com o contraventor Carlos de Almeida Ramos, o Carlos Cachoeira. “Cadê o rádio? Cadê a Propina? Onde está o tráfico de influência? Preciso de respostas a essas perguntas”, disse. Ele apresentou também uma relação da Serasa que comprova a divida contraída pelos seus filhos com a construção de um prédio no conjunto habitacional Vicente Pires. Reportagens apontaram os filhos do ex-chefe de gabinete como sendo “laranja” dele.

O deputado oposicionista Carlos Sampaio (PSDB-SP) rendeu-se ao depoimento. Disse na sua intervenção que Cláudio Monteiro poderia sair da reunião “de cabeça erguida”. De acordo com o tucano, o depoimento “foi convincente”.

O deputado Paulo Tadeu (PT-DF) fez questão de ressaltar a atitude da oposição que reconheceu a contundência do depoimento do ex-chefe de gabinete do governador Agnelo. “O deputado Carlos Sampaio é muito duro em suas posições mas, hoje, teve um comportamento elogiável. Quero parabenizá-lo pela postura honesta e corajosa que ele teve”, observou.

O relator da comissão Odair Cunha (PT-MG) disse que o depoimento foi importante porque contribui com o trabalho da CPMI.

“Cláudio Monteiro ex-chefe de gabinete do governador Agnelo Queiroz contribui com o processo de investigação à medida que vem à comissão dar sua versão sobre os fatos. Fica evidente que ele não tinha o aparelho Nextel que fazia ponte com a organização criminosa. Ele mostrou que a incursão da organização criminosa, no governo do Distrito Federal, não teve sucesso”, avaliou Odair.

Paralelo - De acordo com Odair Cunha o depoimento traça um paralelo entre os depoentes ligados ao governador do DF e o governo de Goiás. Segundo o relator, esse paralelo é estabelecido a partir do depoimento de Cláudio Monteiro que foi chefe de gabinete do governador Agnelo e Eliane Pinheiro, que foi chefe de gabinete do governador tucano Marconi Perillo.

“Cláudio Monteiro veio, falou e mostrou a sua indignação. A Eliane Pinheiro veio e não falou. Cláudio monteiro não recebeu rádio Nextel, principal vínculo com a organização criminosa. Eliane recebeu e há interceptações telefônicas com a voz dela no número que lhe pertencia . Esses paralelos são importantes e revelam o diferencial de envolvimento com a organização criminosa em cada aparelho de Estado”, disse Odair.

Áudios - Reportagem veiculada em órgão de imprensa traz novos áudios que corroboram com o depoimento do jornalista Luiz Carlos Bordoni que diz que quem pagou a casa de propriedade de Perillo foi o contraventor Carlos Cachoeira.

“A história sobre a casa está bem elucidada, tanto do ponto de vista de quem comprou como as relações que se estabelecem com a venda dessa casa. Os novos áudios só confirmam, ainda mais, a versão que buscamos provar”, concluiu Odair Cunha.
Benildes Rodrigues

Jornalista diz que crime organizado financiou campanha de Marconi Perillo; É grave, diz relator

   
odaircunha260612O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Caso Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), classificou de “graves” as afirmações feitas pelo jornalista Luiz Carlos Bordoni, responsável pela campanha de Marconi Perillo ao governo de Goiás, em 2010. O jornalista prestou depoimento à comissão nesta quarta-feira (27).

Em depoimento aos integrantes da CPMI, Luiz Carlos Bordoni afirmou que as empresas fantasmas Alberto & Pantoja Construções e Adécio & Rafael Construção e Terraplanagem, de propriedade do contraventor Carlos Cachoeira, foram responsáveis pelo pagamento de R$ 90 mil pelos serviços na área de comunicação, que ele prestou à campanha de Marconi Perillo ao governo de Goiás, em 2010.

Bardoni afirmou também que esse montante foi pago em dois momentos. O primeiro depósito, no valor de R$ 45 mil, explicou o depoente, foi feito pela Alberto & Pantoja. O segundo, de mesmo valor, foi efetuado por Adécio & Rafael Construção e Terraplanagem.

“Ele fez uma denúncia grave. Caixa dois constitui-se num crime grave. Nós estamos falando de algo mais perigoso e nocivo à sociedade: uma organização criminosa utiliza-se de Caixa 2 para financiar campanha eleitoral. É gravíssimo porque evidencia o crime organizado querendo tomar conta do Estado, a partir das eleições. Com o depoimento fica evidenciado que a campanha do governador Marconi Perillo foi financiada com dinheiro do crime organizado”, disse Odair Cunha.

Desqualificação – A bancada do PSDB, que integra a comissão, tentou desqualificar o depoente dizendo que ele não era pessoa confiável. Para Odair Cunha, a testemunha (jornalista) foi “contundente” e “enfática” nas afirmações que fez à CPMI. O relator observou que as mesmas críticas não foram levantadas ao longo dos anos em que o jornalista serviu ao propósito do governador tucano.

“Ele prestou serviço ao governador Perillo em todas as campanhas eleitorais. São 14 anos de convivência. Ele foi a voz de Perillo em Goiás. Durante esse período, críticas não foram levantadas e não se buscou desqualificar a imagem dele. Agora, que ele faz uma denúncia grave, de Caixa 2, com recursos do crime organizado, ele têm problemas?”, questionou Odair.
Benildes Rodrigues

terça-feira, 26 de junho de 2012

Perillo mentiu à CPMI, diz relator Odair Cunha


odaircunha260612O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Caso Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), disse em entrevista nesta terça-feira (26), que a oitiva do arquiteto Alexandre Milhomen, aliado ao conjunto de informações disponibilizadas pela Polícia Federal desmontam a versão do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), sobre a venda da casa de sua propriedade. De acordo com o relator, Perillo “mentiu” no depoimento que deu à comissão.

Milhomen disse aos integrantes da comissão que foi contratado pela mulher de Carlos Cachoeira, Andressa Mendonça, para decorar a casa que era de propriedade de Marconi Perillo. Segundo o arquiteto, o valor pago para a execução do serviço foi de R$ 500 mil. Ele disse também que quando foi contratado por Cachoeira, foi apresentado ao "Carlos" e que não sabia quem ele era.

“Está evidenciado que a prestação de serviço foi antes da aquisição da casa pelo empresário Walter Paulo. Quem vai pode decorar uma casa que não é sua, gastando esse montante para ficar alguns meses? Essa história é descabida é uma história montado por Marconi Perillo. Com certeza, Perillo mentiu”, enfatizou Odair Cunha.

Em depoimento à CPMI, o governador de Goiás disse que o imóvel de sua propriedade foi comprado pelo ex-vereador do PSDB e ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Wladimir Henrique Garcez e que recebeu três cheques, dois no valor de R$ 500 mil e um de R$ 400 mil, num total de R$ 1,4 milhão.

Já a versão de Walter Paulo Santiago, dono da empresa Mestra, contradiz a explicação do governador tucano. O empresário disse que esse montante em dinheiro vivo foi repassado ao ex-vereador tucano, Wladimir Garcez e a Lúcio Fiuza, assessor de Marconi Perillo para a compra da casa.

O relator disse que o papel da comissão é continuar buscando provas que esclareçam os fatos. Odair citou ainda os áudios da PF em relação à casa. “Toda a movimentação revela que Cachoeira foi quem realmente comprou a casa de Perillo”, disse Odair.

Oposição – O relator disse que não teme as críticas que vem sofrendo por parte de integrantes da oposição que o acusam de direcionamento nos trabalhos da comissão.

Eles estão buscando a defesa de Marconi Perillo. Não queremos defender governo algum. Temos uma organização criminosa que se apoderou do aparelho de segurança pública do Estado de Goiás. É uma organização que ameaça juízes e promotores. Se alguém quer defender a turma do Cachoeira vai responder à CPMI”, alertou o relator.
Benildes Rodrigues
texto publicado originalmente no site PT na Câmara

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Líder do PT rechaça manobra política do PSDB na CPMI: “Oposição está sem rumo”

liderCPMI140612O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), classificou de “ridícula” e “absurda” a manobra do PSDB de apresentar à CPMI do Caso Cachoeira, requerimento de convocação da presidenta Dilma. A proposição dos tucanos esquentou o clima da reunião da CPMI nesta quinta-feira (14). O presidente da comissão, deputado Vital do Rêgo (PMDB-PB), rejeitou o requerimento e o tachou de atentado à Constituição. Para o líder petista, o despropósito do PSDB comprova que a oposição está “sem rumo”.

“A oposição, a cada dia que passa, cai no ridículo. Esta é uma proposta descabida primeiro porque, do ponto de vista constitucional, Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) não tem essa competência. A oposição está cada vez mais desnorteada, não tem programa, não tem projeto. Mostra mais uma vez a falta de seriedade em apresentar proposta para o país”, analisou Jilmar Tatto.

Sigilo - Os parlamentares aprovaram nesta quinta-feira (14), por unanimidade, a quebra de sigilos bancário, fiscal, telemático e de SMS dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF). A abertura dos sigilos abrange o período de dez anos.

Convocação – A CPMI adiou a apreciação do requerimento de convocação do ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot e do dono da Delta, Fernando Cavendish. A proposta foi apresentada pelo relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG). 

Em relação à convocação de Cavendish, o relator argumentou que não existem indícios suficientes que justifiquem a convocação. “É preciso, inicialmente, analisar as informações recebidas pela comissão. Neste momento, entendo não ser necessária a aprovação ou a rejeição deste requerimento", justificou Odair Cunha.
Sobre a convocação do diretor do Dnit, Odair resumiu: “Se Pagot tem denúncias a fazer, ele pode procurar a Polícia Federal”.

Para Jilmar Tatto, o sobrestamento dos requerimentos foi uma “medida correta”. Segundo ele, a posição do relator da comissão em ter prudência e aguardar novos desdobramentos são necessárias . “Vamos avaliar, no momento oportuno, se convoca ou não”, disse.

Na avaliação do líder do PT, o requerimento de convocação do diretor do Dnit representa estratégia de luta política. “O interesse da oposição em convocar o Pagot é para discutir o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O PAC não é objeto da CPI”, argumentou o líder petista.
Benildes Rodrigues
Publicado originalmente no site PT na Câmara

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Agnelo Queiroz abre sigilo e obriga governador tucano a rever posição


tattoCPMIO governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), depôs nesta quarta-feira (13) na CPMI que investiga o crime organizado liderado pelo contraventor Carlos Cachoeira. Agnelo abriu, voluntariamente, seus sigilos bancário, fiscal e telefônico à comissão. Ele disse que não pode conviver com “desconfiança”.

“Quem não deve não teme", disse. O governador do DF oficializou o seu gesto assinando um termo de compromisso.

A atitude do petista colocou em xeque o comportamento do governador tucano de Goiás, Marconi Perillo. Na terça-feira o governador de Goiás negou-se a colocar os seus sigilos à disposição da comissão. Para o líder do PT, deputado Jilmar Tatto (PT-SP) que também participou da sessão da CPMI, com o anúncio de Agnelo, “a casa caiu e fez a oposição amarelar”. De acordo com o líder, o ato de Agnelo constrangeu e fez o governador tucano rever posição.

" A sua vinda à CPMI foi excelente e levou à quebra o sigilo do governador tucano. O povo de Brasília tem de ter orgulho de ter o senhor como governador", disse o líder à Agnelo na CPMI.

Em pronunciamento na tribuna da Câmara, Jilmar Tatto fez questão de lembrar que o governador Agnelo comprovou que não tem relação com Carlos Cachoeira. Tatto disse ainda que o governador Perillo usou em seu depoimento, “de pirotecnia fantástica, falou bastante, mas não disse nada”, disse o líder petista.

O relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG), enfatizou que, ao contrário de Marconi Perillo, o governador do DF, se antecipou e colocou os dados dele a disposição da comissão. "Isso prova que vossa excelência não tem nada a temer" disse Odair. O relator fez questão de lembrar que “pediu a Perillo apenas os dados telefônicos e de SMS”..

Conexão – Em seu depoimento, Agnelo Queiroz negou veementemente o envolvimento do seu governo com a empresa Delta e com o contraventor Carlos Cachoeira. Agnelo lembrou que mais de 30 mil ligações investigadas pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal (PF) não encontraram nada que ligasse seu governo ao grupo de Cachoeira. “Nosso governo não tem conexão com esses grupos. Isso está provado. Quero ver alguém me citar um único nome que indiquei a pedido dessa organização", desafiou o governador.

Favorecimento - Em relação à Delta, Agnelo disse que a empresa entrou no GDF em 2007 por apresentar um preço 30% mais baixo das demais, mas, segundo ele, foi desqualificada por problemas na documentação. O governador lembrou ainda que a Delta começou um processo judicial cuja decisão obrigou o governo a contratá-la.

Sobre o Senador Demóstenes Torres, Agnelo disse que hoje entende os motivos que levaram o senador a protocolar pedido de impeachment contra ele, em novembro de 2011. "Estávamos investigando fortemente os contratos da Delta. O grupo de Cachoeira precisava controlar o SLU, mas frustramos o plano deles, já que nosso governo apertou o cumprimento do contrato, deixando o negócio desvantajoso para a Delta”, explicou.

Casa - Sobre seu patrimônio, Agnelo Queiroz disse que é médico cirurgião, casado com uma médica ginecologista e que foi parlamentar por vários anos. Disse que comprou sua casa em 2006, parcelada, e que o imóvel está declarado no Imposto de Renda. O depoimento do governador do Distrito Federal durou mais de dez horas.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente da CPMI, “depois de hoje podemos concluir que Agnelo Queiroz mandou Carlos Cachoeira de volta para o Governo de Goiás”, disse.

Agenda – A comissão reúne-se na amanhã, às 10h, na sala dois da Ala senador Nilo Coelho, para votar requerimentos.
Benildes Rodrigues

terça-feira, 12 de junho de 2012

Depoimento de Perillo não convence; petistas defendem quebra de sigilo



CPMI12062012As oito horas de depoimento do governador tucano Marconi Perillo (PSDB-GO), sobre seu envolvimento com a quadrilha do contraventor Carlos de Almeida Ramos, o Carlos Cachoeira, não convenceram os integrantes da CPMI que investiga a relação do contraventor com agentes públicos e privados. Perillo disse nesta terça-feira (12) que compareceu à comissão para “esclarecer a verdade dos fatos”. Para o líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), e para o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), as explicações do tucano não foram “suficientes” e não “esclarecem” a ligação dele com Cachoeira.

Segundo os petistas. a falta de clareza na explanação de Perillo sobre a venda da sua casa no condomínio Alfaville, em Goiânia, demonstra a necessidade de quebra de sigilo do governador.
Para Jilmar Tatto, o fato de Perillo ter dito estar disposto a colaborar com a comissão, deveria levá-lo a ter a mesma “presteza” em abrir os próprios sigilos.

“Quando se fala em colocar à disposição os sigilos bancário, fiscal e telefônico do governador, não é para incriminá-lo, mas para dar continuidade ao seu gesto. Para isso, ele precisava dizer que as contas, os telefones dele estão abertos e, assim, deixar claro à população de Goiás e do Brasil que ele não tem nada a ver com a organização criminosa liderada por Cachoeira”, disse Jilmar Tatto.

“O governador vem aqui e diz que não sabe de nada, que não se lembra de nada, que foi traído. Para mim, as respostas não foram claras”, afirmou Odair Cunha.

Odair Cunha elencou fatos que classificou de “importantes” e, segundo ele, merecem “mais” investigação. Ele reiterou também que esses fatos podem levar à abertura do sigilo telefônico de Marconi Perillo.

“As versões sobre a aquisição da casa precisam ser investigadas. A relação de Cachoeira com o alto escalão do governo de Goiás - que tem um núcleo de inteligência - é impossível que o governador não tenha percebido, não tenha sido informado que estava se relacionando com um conhecido contraventor. Esses elementos levam à quebra de sigilo do governador”, analisou o relator.

Questionado pelo relator se abriria “voluntariamente” os sigilos bancário, fiscal e telefônico, o governador goiano, disse não ver “justificativas plausíveis” ou “fundamentação” para a quebra sigilo dele. Perillo disse ainda, que essa decisão não lhe cabia e, que, compete aos parlamentares da CPMI tomar tal decisão.

Estranheza - O líder Jilmar Tatto classificou de “estranho” o fato de Perillo, não fazer referência a Carlos Cachoeira como o chefe do crime organizado. “Em nenhum momento o governador goiano cita Cachoeira como líder de uma organização criminosa. Ele refere-se ao contraventor como empresário. Fato estranho que me chamou muita atenção”, disse Tatto.
Benildes Rodrigues

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Marconi Perillo tem muito a explicar, diz líder do PT sobre depoimento de governador

     
jilmartatto1604121O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), disse nesta segunda-feira (11), que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO), “tem muito a explicar” sobre as versões conflitantes que envolvem sua relação com o contraventor Carlos Cachoeira. Perillo depõe nesta terça-feira (12), na CPMI que investiga o envolvimento de agentes públicos e privados com o crime organizado, liderado pelo empresário do jogo do bicho.

“Os depoimentos na CPMI confirmaram o envolvimento de Marconi Perillo com o contraventor. As oitivas contradizem a versão do governador sobre a venda da casa. Além do imóvel, existem as indicações de secretários de governo que foram feitas para beneficiar a quadrilha do Cachoeira . São evidências que precisam ser explicadas”, disse Jilmar Tatto.

Em relação às notícias veiculadas pelos órgãos de imprensa deste final de semana, que trazem a informação de que Cachoeira confirma intermediação na venda da casa de Perillo, o líder petista disse que as declarações reforçam a necessidade da abertura das contas do governador tucano. “A quebra de sigilo do governador Perillo é importante para se chegar à verdade dos fatos”, avaliou Jilmar Tatto.

Escuta – O noticiário do fim de semana trouxe trechos das escutas telefônicas da Polícia Federal (PF) que mostram diálogo entre Cachoeira e o ex-vereador do PSDB e ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Wladimir Henrique Garcez. A conversa descreve a participação do empresário do jogo do bicho na negociação da mansão de Marconi Perillo. Na conversação, o contraventor chega a ordenar a entrega do montante de dinheiro na sede do Governo do Estado de Goiás, o Palácio das Esmeraldas.

Contradição – O depoimento do delegado da Polícia Federal, Matheus Mella Rodrigues à comissão, relatado pelos integrantes da CPMI, revela que o intermediário na compra da casa foi o sobrinho de Cachoeira, Leonardo de Almeida Ramos que emitiu três cheques nominais para quitação do imóvel, no valor de R$ 1,4 mil.

Já Wladimir Garcez, quando depôs à CPMI, isentou Carlos Cachoeira da compra da casa em nome de Marconi Perillo. Ele disse que comprou a casa de luxo e, que, para isso, contou com a colaboração de Cláudio Abreu, que emprestou três cheques para quitar a compra.

A versão de Walter Paulo Santiago, dono da empresa Mestra, contradiz a explicação sustentada pelo governador tucano que tem dito que recebeu três cheques, dois no valor de R$ 500 mil e um de R$ 400 mil, num total de R$ 1,4 milhão. O empresário disse que esse montante em dinheiro vivo foi repassado ao ex-vereador tucano, Wladimir Garcez e a Lúcio Fiuza, assessor do governador Marconi Perillo para a compra da casa.
Benildes Rodrigues

Cachoeira intermediou venda de mansão de Marconi Perillo

Fonte: O Globo

Cachoeira intermediou venda da casa de Marconi Perillo

Gravações obtidas pelo GLOBO revelam que ele ordenou entrega do pagamento no Palácio

Foto: Terceiro / Fernando Gallo/Agência Estado
TERCEIRO / FERNANDO GALLO/AGÊNCIA ESTADO
BRASÍLIA - Uma gravação da Polícia Federal, obtida pelo GLOBO, entre Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o ex-vereador de Goiânia Wladmir Garcez revela a participação do contraventor na venda da casa de Marconi Perillo (PSDB), governador de Goiás. Cachoeira chega a ordenar que o dinheiro da venda seja levado para o governador no Palácio das Esmeraldas, sede do governo de Goiás. No diálogo, interceptado às 8h23m do dia 12 de julho do ano passado, Garcez diz que irá se encontrar com o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón. A escritura da venda do imóvel ocorreu um dia depois do telefonema.

Perillo, que depõe nesta terça-feira na CPI do Cachoeira, tem afirmado que a negociação se deu por intermédio de Garcez e que não recebeu dinheiro pela transação, mas três cheques, que foram depositados em sua conta. Os cheques foram assinados por um sobrinho de Cachoeira, mas o governador afirma que não sabia disso. Na semana passada, o professor Walter Paulo Santiago, que se intitula administrador da Mestra Participações, em nome da qual está a casa, disse que pagou pela imóvel em dinheiro vivo, em pacotinhos de notas de R$ 50 e R$ 100.

Gravação não identifica emissário
Na ligação, Garcez dá a entender que está esperando um emissário. Não fica claro se se trata de Lúcio Fiúza, assessor especial de Perillo que pediu exoneração na semana passada, ou do professor Walter Paulo. O ex-vereador diz a Cachoeira que irá se encontrar com Jayme Rincón em um shopping. Antes, o contraventor questiona se seria bom ele estar presente, mas Garcez o desestimula, porque não vê uma boa explicação para justificar a presença do chefe no encontro.

— Tá aí? — pergunta Cachoeira, sem se referir a uma pessoa específica.
— Não. Ele ligou agora (disse) que tá chegando. Atrasou um pouquinho — responde o auxiliar.
— Quer que eu vá ai? — pergunta o contraventor.
— Precisa não, você que sabe — sugere Garcez, para complementar — O que você está fazendo aqui?
— É verdade, então não vou aí, não — admite Cachoeira.
— O Jayme já está indo lá no Alpha Mall, marcou comigo, qualquer coisa vou encontrar com ele na Agetop — informa Garcez.
Cachoeira fala para o auxiliar ligar para Jayme Rincón e dizer que atrasou, mas que é para ele aguardar Garcez na própria Agetop. E demonstra pressa na conclusão da transação. Na ligação, Cachoeira manda Garcez fechar o negócio no mesmo dia.
— Você liga para o Jayme, fala para ele te esperar na Agetop, que atrasou. Tô indo lá, encontrar com o menino. Vende este trem hoje, hein. Pega o dinheiro logo, urgente — ordena o bicheiro.
— Aquilo que nós combinamos. Não vou perder. Dois mil (milhões) a gente já fechou. Se ele não fizer mais nada que dois, mete bronca. Mas vou tentar os R$ 2.250. Se não der... aí eu te dou uma ligada disfarçada, daquele jeito, viu — combina o ex-vereador.
Cachoeira pede para o auxiliar dizer que é para entregar o dinheiro para o governador, no Palácio.
— Fala: é pro governador. Vamos lá pagar ele logo no Palácio, chega lá pro Jayme. Já manda ele levar o dinheiro. Já entrega a chave pra ele, entendeu. Depois tira os trens que tem que tirar aqui — diz o contraventor.
A casa de Perillo foi vendida com todos os móveis. O valor da transação informado na escritura, no entanto, é de R$ 1,4 milhão.
— Eu já liguei pro Lúcio, inclusive, falando que qualquer coisa eu estou indo lá, falar com ele — declara Garcez, em referência a Lúcio Fiúza.
Na semana passada, o professor Walter Paulo apresentou um recibo, no valor de R$ 1,4 milhão, em nome de Garcez e de Fiúza. Depois do depoimento de Walter Paulo na CPI, Fiúza pediu exoneração. Ele também é apontado pelo jornalista Luiz Carlos Bordoni como o responsável pelo pagamento da prestação de serviço durante a campanha de Perillo. Bordoni fez um trabalho de locução e R$ 40 mil de uma empresa ligada ao esquema de Cachoeira foram depositados na conta da filha dele.

Walter Paulo seria vice de Demóstenes
O contraventor também manda Garcez argumentar com Walter Paulo que não seria bom ficar negociando muito desconto na transação imobiliária, porque o professor podia se tornar candidato a vice na hipotética chapa de Demóstenes Torres (sem partido) para a prefeitura de Goiânia.
— Já resolve isso logo. Vai baixando, de R$ 2,3 milhões para R$ 2,2 milhões. Vamos fechar isso aqui logo. O cara não pode ter má impressão sua não. Mexer com picuinha. Você vai ser o vice do Demóstenes.
Numa outra ligação, no mesmo dia 12, às 8h52m, Garcez informa que está ao lado do professor Walter Paulo e que está concluindo a negociação. E informa a Cachoeira que, antes, Jayme Rincón esteve com eles.
— Tô (sic) com o professor Walter, já estou terminando. Assim que terminar, encontro com você. Mas o menino esteve aqui, o Jayme, tudo ok. Pode se despreocupar, que ele esteve com o cara ontem à noite — informa Garcez.
— Tá com o professor aí? Fechou? — indaga Cachoeira.
— O professor está mandando um abração para você. Tá louquinho. Nunca vi um homem duro igual esse não, Carlinhos — diz o ex-vereador, que solta uma gargalhada.
— Manda fechar logo, rapaz. Quanto? — quer saber Cachoeira, mas o valor não é informado.
Na sequência, ele informa que irá se encontrar com os negociadores:
— Eu vou dar um pulo aí daqui a pouco.
— Vem cá, nós estamos aqui. Vem cá — conclui Garcez.
O GLOBO procurou a assessoria do governador Marconi Perillo, mas não teve resposta até o fechamento desta edição.

Versões conflitantes
Marconi Perillo — O governador de Goiás diz ter recebido três cheques pela compra da casa, que vendeu para o empresário Walter Paulo Santiago. Segundo ele, o ex-vereador Wladimir Garcez foi o intermediador do negócio. Perillo divulgou um diálogo gravado pela PF que mostra que o bicheiro Carlinhos Cachoeira conversou com Garcez para que o ex-vereador enganasse Walter Paulo, fingindo que está conversando com Lúcio Fiúza, assessor do governador.

Walter Paulo Santiago — Diz ter comprado o imóvel por R$ 1,4 milhão em dinheiro, em notas de R$ 50 e R$ 100, e que o dinheiro foi entregue para Garcez e para Fiúza.

Wladimir Garcez — Disse que comprou a casa de Perillo por R$ 1,4 milhão, com dinheiro que pediu emprestado a Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta Centro-Oeste, e a Cachoeira. Ao depor na CPI, disse que só repassou a casa para Walter Paulo por não ter conseguido pagar o empréstimo. Ele a vendeu por R$ 1,4 milhão e faturou comissão de R$ 100 mil.

PF — O delegado Matheus Mella Rodrigues diz que a casa foi paga com três cheques nominais a Perillo, assinados por Leonardo Ramos, sobrinho de Cachoeira. Os cheques seriam da Excitant Confecção, empresa da cunhada de Cachoeira e que recebeu dinheiro da Alberto e Pantoja Construções, uma das beneficiadas por repasses da Delta.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Petistas elogiam aumento de vagas em cursos de medicina; baianos comemoram

O ministro da Educação, Aloisio Mercadante, anunciou na terça-feira (5) a criação de 2.415 vagas para o curso de medicina em universidades públicas e particulares do país. O crescimento representa 15% das vagas existentes. Dessas, a região Nordeste terá 775 vagas. O Norte, 310, o Centro-Oeste, 270, o Sudeste, 220 a região Sul contará com 40 vagas.

“Com alegria recebi a notícia do Ministério da Educação. Isso significa que Barreiras  vai ter 80 vagas; a Universidade do Sul e Extremo Sul da Bahia terá 80 vagas; Paulo Afonso, 40 vagas; Santo Antônio de Jejus, 60 vagas; UNIFACS, 100 vagas. É um grande incentivo à participação da juventude e oportunidade para o povo da Bahia”, comemorou Valmir Assunção

O deputado Luiz Alberto agradeceu ao ministro Aloizio Mercadante e parabenizou o governador Jaques Wagner e o secretário Jorge Solla pela implantação das vagas no curso de medicina na Bahia.

“Nós podemos dizer à população daquela região que vamos implantar o curso de medicina na mais nova universidade da Bahia, a Universidade Federal do Recôncavo, que vai atender a uma região extremamente importante”. Segundo o parlamentar, essa universidade é a “cara e a identidade da Bahia”, ressaltou Luiz Alberto.

O deputado Amauri Teixeira acrescentou que tanto o estado baiano quanto o Nordeste brasileiro são carentes de profissionais de medicina e o aumento de vagas para essa área representa progresso para a região. “É uma grande conquista. Dobramos o número de vagas de medicina no nosso estado. Hoje estou eufórico porque é um dia importante para a Bahia, é um dia importante para o Brasil. É um dia importante para a saúde pública deste País”, disse Amauri.
Benildes Rodrigues

CPMI: Depoimento aponta contradição e reforça pedido de quebra de sigilo de Perillo

CPMIPAULOTEIXEIRAODAIR050612O empresário Walter Paulo de Oliveira Santiago afirmou nesta terça-feira (5), à CPMI do Caso Cachoeira, que é o comprador do imóvel do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB-GO). Segundo o empresário, pagamento de R$ 1,4 mil, foi feito a ele em espécie.
A versão de Walter Paulo Santiago contradiz a explicação sustentada pelo governador tucano que tem dito que recebeu três cheques, dois no valor de R$ 500 mil e um de R$ 400 mil, num total de R$ 1,4 milhão.

O empresário disse ainda que esse montante em dinheiro vivo foi repassado ao ex-vereador tucano, Wladimir Garcez e a Lúcio Fiuza, assessor do governador Marconi Perillo. O depoente reforçou ainda que, se o governador Marconi Perillo recebeu o valor em cheque, não foi dado por ele.

Na avaliação do relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG), o depoimento de Walter Santiago e a afirmação do governador Marconi Perillo apontam contradições que levam à abertura das contas do governador tucano. “Temos duas hipóteses. Primeiro, alguém está mentindo. Segundo, o governador pode ter recebido o mesmo valor pago pela casa, duas vezes. A contradição no depoimento de Walter Paulo amplia a necessidade de quebra do sigilo do governador Marconi Perillo”, afirmou Odair Cunha em entrevista após o depoimento.

O empresário Walter Santiago, dono das faculdades Padrão afirmou que é apenas administrador da empresa Mestra, constituída no ano de 2006. De lá pra cá, explicou o depoente, a empresa acumulou apenas dois bens: “um lote e uma casa”. A casa a que ele se refere é a comprada do governador goiano.

Para o relator, ficou evidenciado que, mesmo negando ser o proprietário, a ideia de criação e o controle da empresa eram do Walter Paulo. Com isso, explicou o relator, pode-se concluir que se trata de uma empresa “laranja”.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), presidente em exercício da CPMI, o depoimento do empresário complica a situação do governador Marconi Perillo.   “O conjunto da obra mostra que o governador Perillo tem muito a explicar. Vladimir Garcez afirmou que era o responsável pela compra da casa no valor de R$ 1,4 mil e que esse montante foi empréstimo de Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta e braço direito de Carlos Cachoeira. A oitiva de Walter Santiago, no dia de hoje, aponta contradições que complicam a situação do governador”. avaliou Paulo Teixeira.
Benildes Rodrigues

terça-feira, 5 de junho de 2012

Comissão pode votar proposta que pune empresas corruptoras nesta terça

“O Congresso Nacional tem um papel a cumprir para a vigência dos valores éticos nas relações entre o público e o privado no país. Empresas que usam artifícios nada republicanos para obter favores solapam os princípios morais e espalham na sociedade um sentimento de que se pode levar vantagem em tudo. Numa democracia moderna é preciso estabelecer regras claras para a punição não só dos corruptos, mas também dos corruptores. Chegou a hora de a sociedade dar uma basta” defende Zarattini.

No Brasil não existe lei específica que puna atos ilícitos praticados por pessoa jurídica. De acordo com Zarattini, o objetivo do projeto é criar medidas “duras” que reduzam a possibilidade de corrupção na máquina pública e estabeleça responsabilização administrativa e criminal às empresas corruptoras.

Sanções – Em relação à aplicação de multas, o texto original manteve os índices que variam entre 0,1% a 20% do faturamento bruto do exercício anterior ao período de instauração do processo administrativo. Nesse caso, excluiu-se a cobrança de impostos. Quanto aos contratos firmados com a administração pública, o texto estabelecia uma punição cujo prazo oscilava entre dois e dez anos. Esse prazo foi fixado em cinco anos.

O texto tipificou também o que são irregularidades relativas a licitações e contratos. Além disso, incluí o suborno no que diz respeito à fiscalização trabalhista, previdenciária e fiscal. Essa fiscalização vai abranger agências reguladoras e o próprio Banco Central, em caso que envolve a prática de corrupção.
Outros pontos previstos no substitutivo tratam da inclusão do nome das empresas que cometem atos ilícitos no cadastro de firmas inidôneas; suspensão de contrato com o poder público e acordo de leniência.
Benildes Rodrigues

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Site 247 revela: Veja faz plágio do 247 e atribui documento ao PT


Veja faz plágio do 247 e atribui documento ao PT Foto: Edição/247

A reportagem de capa deste fim de semana da revista Veja produziu algo inacreditável: a revista copiou trechos de uma reportagem de abril deste ano do 247 e atribuiu “documento” ao PT; seria a prova de que o partido e o ex-presidente Lula teriam como um dos seus alvos na CPI o ministro Gilmar Mendes

04 de Junho de 2012 às 16:31
247 – No início de abril deste ano, começaram a circular, na internet, vários rumores sobre uma viagem de Gilmar Mendes a Berlim. No dia 5 do mesmo mês, publicamos, no 247, uma reportagem intitulada “Movimento na web tenta intimidar Gilmar Mendes”. Primeira frase: “Uma ala poderosa da Polícia Federal, com diversos simpatizantes nos meios de comunicação, não engole há muito tempo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal”.

Neste fim de semana, a mesma frase está reproduzida num “documento” que Veja atribui ao PT, como prova de que o partido tinha em Gilmar um de seus alvos preferenciais na CPI do Cachoeira. A legenda, chamada “Plano de ataque”, diz que , “depois da tentativa frustrada de intimidação patrocinada pelo ex-presidente Lula, o PT produziu um documento repleto de insinuações contra o ministro Gilmar Mendes e os alvos preferenciais do partido na CPI”.

Fica claro, portanto, que Veja plagiou reportagem do 247 e atribuiu um de seus trechos ao PT, no que seria um plano maligno para desmoralizar as instituições no Brasil. Curiosamente, era uma reportagem em que tratávamos Gilmar como alvo de uma tentativa de intimidação – e não como alguém que tivesse feito algo de errado em Berlim.

Veja reproduz ainda outro trecho da matéria do 247. Um que diz que “um possível encontro do ministro Gilmar Mendes, do STF, com o senador Demóstenes Torres, em Berlim, já vem sendo usado como instrumento pelos que pretendem ressuscitar a Satiagraha”.

Portanto, o que Veja atribui ao PT é apenas uma reportagem do 247. Repita-se: uma reportagem em que Gilmar aparece mais como vítima do que como vilão da história.
Deve-se a descoberta à jornalista Cynara Menezes, de Carta Capital, que publicou o texto Control C + Control Veja em seu blog. Leia:

Control C + Control Veja
No centro do furacão desde que vieram à tona suas relações no mínimo pouco éticas com os bandidos da quadrilha de Carlinhos Cachoeira, a revista Veja parece ter pedido toda a noção de ridículo. Sua capa desta semana é uma farsa: o “documento” que a semanal da Abril alardeia ter sido produzido pelo PT como estratégia para a CPI de Cachoeira é, na verdade, um amontoado de recortes de reportagens de jornais, revistas e sites brasileiros.

Confira neste link os fac-símiles do suposto “documento” que a revista apresenta com “exclusividade” e compare com os outros links no decorrer deste texto: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/o-manual-do-pt-para-instrumentalizar-a-cpi-do-cachoeira

Segundo a revista, os trechos que exibe fariam parte de um “documento preparado por petistas para guiar as ações dos companheiros que integram a CPI do Cachoeira”. Mas são na realidade pedaços copiados e colados diretamente (o manjado recurso Ctrl C+ Ctrl V dos computadores) de reportagens de terceiros, sem mudar nem uma vírgula. O primeiro deles: “Uma ala poderosa da Polícia Federal, com diversos simpatizantes nos meios de comunicação, não engole há muito tempo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal” saiu de uma reportagem de 6 de abril do site Brasil 247, um dos portais de notícia, aliás, que os colunistas online de Veja vivem atacando com o apelido de “171″ (número do estelionato no código penal). Mas quem é que está praticando estelionato com os leitores, no caso?
Link: http://brasil247.com/pt/247/poder/52162/Movimento-na-web-tenta-intimidar-Gilmar-Mendes.htm
Outro trecho do “documento exclusivo” de Veja é um “copiar e colar” da coluna painel da Folha de S.Paulo do dia 14 de abril: “Gurgel optou por engavetar temporariamente o caso. Membros do próprio Ministério Público contestam essa decisão em privado. Acham que, com as informações em mãos, o procurador-geral tinha de arquivar, denunciar citados sem foro privilegiado ou pedir abertura de inquérito no STF”.

Link (para assinantes): http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/36999-painel.shtml
Mais um trecho do trabalho de jornalismo “investigativo” com que a Veja brinda seus leitores esta semana: “Em uma conversa entre o senador Demóstenes Torres e o contraventor Carlinhos Cachoeira, gravada pela Polícia Federal (…)”, é o lead de uma reportagem do jornalO Estado de S.Paulo do dia 28 de abril.
Link: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,demostenes-tratou-de-processo-da-celg-no-stf-segundo-pf,866526,0.htm

Pelo visto, os espiões da central Cachoeira de arapongagem, que grampeavam pessoas clandestinamente para fornecer “furos” à Veja, estão fazendo falta à semanal da editora Abril…

http://brasil247.com/pt/247/midiatech/63058/Veja-faz-pl%C3%A1gio-do-247-e-atribui-documento-ao-PT.htm

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Emocionante: entrevista do presidente LULA no programa do Ratinho

PARTE 1/2


     
                                                        PARTE 3


Aviso aos golpistas: o PT não aceita canga

Por Francisco Rocha (Rochinha)


Rezando na cartilha da velha mídia golpista, o presidente nacional do PSDB, deputado federal Sérgio Guerra (PE), afirmou ontem com todas as letras que o PT e o ex-presidente Lula são uma “ameaça à democracia” no Brasil. Referia-se à suposta pressão que nós, petistas, estaríamos fazendo sobre o STF e o procurador-geral da República para “melar” o julgamento do chamado “mensalão”.

Ao que tudo indica, Guerra perdeu de vez o medo do ridículo. Deve estar atordoado.

Quero lembrar rapidamente, apenas para não passar em branco, que não existe, no país, partido mais democrático do que o PT, com sólidas raízes nos movimentos sociais e cujas direções são eleitas diretamente pelos filiados; que o PT é de longe, segundo todas as pesquisas, o partido mais respeitado e mais admirado pela população brasileira; e que os governos Lula e Dilma tem aprovação de 80% do povo justamente por terem promovido avanços sociais e econômicos extremamente democráticos, com distribuição de renda e combate às desigualdades, sempre respeitando as instituições, as divergências e a diversidade, disputando a opinião pública no debate e no voto.

É claro que Sérgio Guerra sabe de tudo isso e deve se lembrar de quando foi citado, justa ou injustamente, como um dos envolvidos na CPI do orçamento, também conhecida como CPI dos Anões. Ele está só fazendo política rasteira, da pior espécie, na tentativa de desviar o foco das graves acusações que pesam contra caciques do seu de outros partidos da oposição e, quem sabe, encontrar um discurso fácil para os candidatos tucanos nas eleições deste ano. Acho que está perdendo tempo. Deveria virar o disco.

Se olhar para trás, o deputado verá que seu partido não ganhou nada com isso nas últimas eleições. E, se olhar com atenção para os que estão ao seu lado, descobrirá facilmente quem são os verdadeiros detratores da democracia no Brasil, aqueles que histórica e continuamente trabalham para manter privilégios, perpetuar maracutaias e derrubar governos legitimamente eleitos. Refiro-me à velha mídia na qual Guerra se sustenta para produzir bobagens com as de ontem.

Entremos no túnel do tempo. Foi essa imprensa golpista – com Carlos Lacerda e companhia – que levou Getúlio Vargas ao suicídio, tentou impedir a posse de Juscelino Kubistchek e se engajou na campanha para derrubar João Goulart, defendendo com entusiasmo a ditadura instalada com o Golpe de 1964.

O tempo passou, o povo foi para as ruas, o regime começou a se abrir, os militares foram voltando para a caserna, mas os golpistas civis, cada vez mais atuante nos grandes meios de comunicação, não perderam o vicio e estão soltos por aí. Tentaram fraudar a eleição de Leonel Brizola para governador do Rio em 1982, manipularam escandalosamente o debate entre Lula e Collor às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 1989 e apoiaram sem reversas (como ainda apóiam) a privataria tucana que dilapidou o patrimônio nacional e desmontou o Estado. Desde a primeira eleição de Lula, em 2002, trabalham diariamente para inviabilizar o projeto de mudanças iniciado a partir dali – projeto que, repito, tem apoio de 80% da população.

A democracia defendida por Sérgio Guerra e seus capangas (na política e na imprensa) é um sistema fechado e apoiado por uma pequena elite. Nela não cabem, por exemplo, nem movimentos sociais (que precisam ser atacados e criminalizados) nem direitos trabalhistas (que devem ser eliminados).

Mas a democracia tem avançado, apesar deles. As instituições brasileiras foram fortalecidas com os governos do PT, ganharam corpo, estrutura e, sobretudo, independência. Hoje há mais controle, transparência, fiscalização e investigação. A impunidade não é mais uma característica do sistema político brasileiro.

Os que ainda não perceberam isso esquecem que, somente no governo Lula, a Polícia Federal fez mais de mil operações, com 14 mil presos, sendo 1.700 servidores públicos – além de muita gente graúda como empresários, juízes, policiais e políticos, inclusive do PT. Perguntem ao deputado Sérgio Guerra quantas operações a PF fez no governo FHC. Se ele não souber responder, eu respondo: 28, apenas 28. Várias delas não se sabe o resultado. Perguntem ao procurador geral da época.

Diante desse quadro, a oposição, sem rumo e sem propostas alternativas para o Brasil, alia-se aos golpistas de plantão. Toda vez que se aproxima o período eleitoral, ou quando ambos (oposição e mídia) são pegos com a boca na botija, como agora, eles saem que nem loucos por aí gritanto “mensalão, mensalão”.

Não vai funcionar. No caso específico – o da máfia comandada pelo bicheiro Cachoeira, com tentáculos no meio empresarial, na política, no Judiciário, no governo de Goiás e em grandes veículos de imprensa, como a Revista Veja – não existe tática diversionista capaz de encobrir o que já foi apurado pela PF e que certamente, com todo o empenho da base de apoio aliada, será aprofundado na CPMI que está instalada no Congresso Nacional.

Quanto ao julgamento do chamado “mensalão” no STF, nada tememos. O PT sabe que o “mensalão” não existiu e confia na Justiça brasileira. Certamente, houve irregularidades na manipulação de recursos para campanhas eleitorais. Mas a alegada compra de votos de deputados, para a aprovação de projetos do governo, jamais foi comprovada. Como não foi comprovada a participação, no suposto esquema, de figuras centrais do processo, entre eles o ex-ministro José Dirceu.

É bom lembrar que dizem que houve compra de votos para aprovar a emenda que propunha a reeleição, patrocinada pelo governo FHC.

O PT não tem por que pressionar o STF e a Procuradoria Geral da República (PGR), mas o PT, com a responsabilidade de quem governa o Brasil há 10 anos, tem a obrigação, o dever, de apurar e levar às últimas consequências as graves denúncias e suspeitas que atingem tanto o Procurador-Geral Roberto Gurgel como, agora também, o ex-presidente do STF Gilmar Mendes. Não é o “mensalão” que está em jogo. É a integridade e a credibilidade de duas das maiores instituições brasileiras.

Os que se apressam em gritar “mensalão” querem na verdade colocar uma canga no PT e tentar tirar o principal assunto do momento do foco das atenções. Mas podem tirar o cavalo da chuva. Não vão conseguir.

Silêncio de Demóstenes pode levar à cassação, diz Odair Cunha



“Ele teve oportunidade de explicar as diversas contradições evidenciadas no depoimento que fez ao Conselho de Ética do Senado. Nós entendemos que essas contradições precisam ser esclarecidas. O silêncio do senador Demóstenes não é o silêncio dos inocentes. Com isso, ele pode ter assinado, hoje, a própria cassação”, constatou Odair Cunha.

O relator disse ainda, que a negativa do depoente não vai atrapalhar os trabalhos da comissão. Odair informou que as investigações terão como base as quebras de sigilos e os futuros depoimentos, já aprovados pela comissão. Ele disse também que as pessoas que irão depor na CPMI, na condição de testemunhas, são obrigadas a dizer a verdade, sob pena de serem responsabilizadas criminalmente.

Em relação aos debates acalorados que aconteceram na reunião, o relator ponderou sobre a adoção da prática da “boa civilidade”. “Queremos que as pessoas sejam respeitadas, evidentemente. Esse tipo de circo que muitas vezes acontece no plenário da CPMI não contribui”, avaliou o relator.

Governadores - A comissão definiu as datas para os depoimentos dos governadores. O governador de Goiás, Marconi Perillo depõe no próximo dia 12 de junho. Já o depoimento do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, foi marcado para o dia 13 de junho.
Benildes Rodrigues
publicado originalmente no site PT na Câmara