quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Novo ministério: Quem pilota esse timão é Dilma



“OU ELES OU EU”. Assim resume a ópera “O ministério da Dilma”. 

A retórica usada por alguns petistas e/ou eleitores da Dilma sobre nomeações de alguns ministros, entre eles, a Kátia Abreu e o Eliseu Padilha mostra um dilema que vivemos desde que o PT e aliados assumiram o poder em 2003. Até hoje a maioria não sabe separar partido e governo.

Pergunto aos revoltados online do PT: Se o PT fosse o “dono” do governo ele nomearia esses dois ministros citados?  É possível um país ser governado por um único partido?

Como militante e filiada posso recorrer a recursos ideológicos para justificarem o meu descontentamento, a minha revolta com as referidas indicações. Mas como ser politico e conhecendo o PT há 30 anos, posso firmar que se dependesse do partido, muitos ministros indicados seriam cortados da lista da Dilma. Não depende. O Partido dos Trabalhadores é apenas mais um. O novo ministério de Dilma comprova essa assertiva.

Não se governa sozinho. Por isso são feitas as alianças politicas. O PT pode até pleitear o protagonismo no governo Dilma, mas vai disputar com vários partidos que também contribuíram para a eleição dela. O sucesso de qualquer gestão requer governabilidade, governança e accountability. Para isso, precisamos acreditar e torcer para que as figuras escolhidas desempenhem bem suas funções.

Abandonar o barco? Desfiliar do PT? O partido não pode ser penalizado. Aqueles que tomam essa decisão ainda não entenderam que partido é partido e governo é governo. Ou é isso ou é fraqueza ideológica. Imaginem se uma Kátia Abreu da vida  vai ter ingerência sobre meus princípios ideológicos.  É dar muita importância a alguém que está de passagem num governo democrático e popular. Já, já ela pede para sair.

Não esqueçam que quem pilota esse timão é Dilma.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Rui Falcão: “O financiamento privado de campanha cria compromisso entre quem financia e quem é financiado”



O ano eleitoral de 2014 retomou o debate da Reforma Política que voltou à pauta do Congresso Nacional e da sociedade com mais vigor. Protagonista desse debate, o PT,  ao longo de sua história, vem insistindo na necessidade de uma reforma do sistema político eleitoral, cuja dimensão vá além daquelas que focam nas questões básicas da democracia representativa. “O debate da Reforma Política ajuda a recuperar o valor da política”, afirmou o presidente Nacional do PT, Rui Falcão em entrevista ao PT na Câmara. Ele frisa a importância da mudança no financiamento das campanhas eleitorais para combater a corrupção.

Por Benildes Rodrigues

Do ponto de vista do PT, qual a importância da Reforma Política?
Existe uma descrença da sociedade com relação ao parlamento. Muita gente estimula a população a ter ojeriza da própria política. A Reforma Política é uma maneira de reconstituir o papel de Legislativo, de valorizar a política, de valorizar a representação, de responsabilizar mais os representantes perante os representados, ter mais fiscalização e mais transparência. O debate da Reforma Política ajuda a recuperar o valor da política.

A proposta de Reforma Política apresentada pelo PT propõe o fim do financiamento empresarial de campanha. Porquê?
Nós acabamos convergindo com a proposta de Reforma Política cujo ponto principal é a mudança do financiamento das campanhas eleitorais porque o financiamento privado coloca o peso do poder econômico nas eleições. Isso acaba criando uma espécie de compromisso entre quem financia e quem é financiado. Essa relação acaba transformando em base muito forte das seguidas denúncias de corrupção, como aquela da compra de votos para a reeleição, no caso do ex-presidente FHC até os vários episódios denunciados fartamente pela imprensa.

Nesse caso, qual é o melhor modelo de financiamento de campanha?
Nós achamos que o ideal é o financiamento público exclusivo de campanha. Mas aceitamos como primeiro passo, que se faça a proibição do financiamento empresarial, a exemplo do Supremo Tribunal Federal (STF) que, até agora, por 6 votos a 1 caminha para a aprovação da inconstitucionalidade do financiamento empresarial de campanha política. Se o ministro Gilmar Mendes não tivesse pedido vistas da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), essa votação já estaria consolidada.

Quais são os outros pontos da reforma que o PT defende?
A reforma tem outros pontos como o voto em lista que pode ser lista aberta ou até mesmo o voto em lista proposto pela OAB que é um voto em dois turnos (primeiro turno vota na lista partidária e no segundo turno escolhe um nome).  Temos insistido na paridade de gênero que é um ponto importante para estimular a participação das mulheres na política. O PT defende também a questão da facilitação da participação popular.

Outro ponto que o senhor citou como importante foi o plebiscito...
Apoiamos a ideia de antes de se fazer essas mudanças, que se faça um plebiscito. Nós apoiamos o plebiscito popular realizado por diversas entidades e que teve adesão de cerca de 8 milhões de votos.  Esse plebiscito pode convocar uma Constituinte Exclusiva para a Reforma Política já que há uma avaliação de que pela composição atual do Congresso, não haveria disposição de fazer uma reforma na extensão pretendida.

A PEC 352/13 que trata de uma minirreforma política está prestes a ser votada na CCJ da Câmara...
O PT em conjunto com a sua bancada parlamentar já fechou posição contrária a esse projeto. Na prática, essa Proposta de Emenda à Constituição constitucionaliza o financiamento privado, entre outras discrepâncias.

E o Projeto de Decreto Legislativo 1508/14?
Nós defendemos que a Câmara vote com urgência o Projeto de Decreto Legislativo (PDC 1508/14) que convoca um plebiscito para decidir sobre Assembleia Nacional Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político. Esse projeto foi enviado pela presidenta Dilma e conta com 187 assinaturas dos parlamentares.

Qual a avaliação que o partido faz das propostas de reforma da OAB, CNBB e outras entidades que estão se mobilizando neste sentido? 
O PT também se abriu para as iniciativas que têm algum tipo de coerência como é o caso da proposta da OAB, CNBB e outras entidades representativas, muito embora tenha um conjunto de pontos secundários que aparecem na proposta da OAB que nós gostaríamos de remover.

Quais são esses pontos?
Existem muitos pontos de introdução na vida dos partidos que acreditamos que a lei de organização partidária, que dá autonomia aos partidos, é suficiente. Não concordamos com essa introdução que aparece em vários pontos da proposta da OAB. Nós queríamos apoio na questão do fim do financiamento empresarial, nas listas e na participação popular.

Não tem como juntar todas essas propostas em uma só proposta?
Se eles concordassem em reduzir todos esses pontos que elencamos seria possível caminhar para um entendimento.  Mas tem ainda a questão do plebiscito, há um movimento muito forte que nós participamos, para que tudo seja precedido pelo plebiscito que é algo que se dá no conjunto da sociedade, embora vá passar pelo parlamento.

O senhor disse que há um ceticismo por parte dos que defendem o plebiscito que acreditam que sem uma constituinte exclusiva a reforma não sairá. Esse  também é o entendimento do PT?
Nós queremos estimular o debate na sociedade e muita mobilização porque, no fundo, eu também acredito que sem pressão social não sairá uma reforma de maior profundidade.

Fenaj aponta omissão da imprensa com a Reforma Política e defende mecanismo para coibir corrupção


A luta do PT em defesa da Reforma Política conta também com o apoio da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), uma das principais representantes da classe jornalística do país. Para o presidente da Fenaj, Celso Schröder, a Reforma Política se constitui em um dos mecanismos fundamentais para a transparência nas relações entre agentes públicos e privados e para que se evite a “promiscuidade”, que compromete a ética nas relações entre estes entes. 

Para o dirigente, os fatos que permeiam a política brasileira revelam que o Brasil está vivendo um momento ímpar da sua história. As ações de investigação da Polícia Federal na Operação Lava Jato, que prenderam executivos de estatais e de empreiteiras, é um dos exemplos que demonstram a necessidade de se reformar o modelo político brasileiro.

“É fundamental uma legislação que exija e garanta que os atores  públicos e privados tenham compromisso e obrigação com transparência e que essa relação que tem se mostrado promíscua se acabe”, reafirmou.

 “O Poder Executivo está dando uma sinalização importante de que vai até as últimas consequências com as investigações (Lava Jato) em curso que, a meu ver, significam o começo da Reforma Política que o País precisa”, analisou o presidente da Fenaj.

Omissão - Em relação aos motivos que levam a imprensa brasileira a não se posicionar sobre a Reforma Política, Celso Schröder afirmou que nos últimos anos, a “grande” imprensa brasileira tem se comportado como um “verdadeiro partido político” e “desconstrutora” desses espaços. De acordo com ele, além de negar a dimensão da política, setores da imprensa têm alimentado rancores e reforçado uma opinião pública contrária à atividade política.

“Isso é um desserviço. A imprensa tem que atuar como fiscalizadora da atividade política e esta não é privativa de atividades parlamentares. A imprensa não tem conseguido se afastar dessa dimensão partidária e, com isso, acaba comprometendo de alguma maneira sua credibilidade”.

De acordo com Schröder, a imprensa brasileira poderia e deveria cumprir um papel decisivo nesse novo momento do país, aonde a reforma das instituições políticas se faz necessária.

“Por que ela não faz isso? Primeiro porque se comporta como um partido político. Segundo, porque ela não tem interesse e como o marco regulatório desse setor inexiste, há também uma relação econômica promíscua, aonde a imprensa, com raras exceções, tem interesse nas atividades econômicas de outros setores. Com isso, ela se imiscui, mas acaba se resguardando para não se envolver nos processos de investigações”, salientou.

Os deputados e jornalistas Paulo Pimenta (PT-RS) e Emiliano José (PT-BA) também avaliaram a importância da Reforma Política como instrumento de transparência nas relações institucionais.

“O Brasil tem um parlamento frágil que na maioria das vezes se mostra refém dos grandes grupos de comunicação e dos grandes grupos econômicos. Os veículos de comunicação, por exemplo, são interessados em um parlamento fraco porque  fica mais fácil desconstituir as lideranças e torná-las refém dos seus interesses. A Reforma Política reduziria isso e levaria mais transparência nessa relação”, constatou Paulo Pimenta. “A mídia não contribui com esse debate porque ela comunga com o financiamento privado de campanha”, afirmou Pimenta.

Para o deputado Emiliano José, problemas como os verificados na operação Lava Jato da PF não cessarão se a sociedade não se apropriar do debate da Reforma Política.

“Não haverá solução de problemas como esse caso não haja uma Reforma Política que fortaleça os partidos, que garanta financiamento público de campanha e que dê um basta no financiamento empresarial porque esse é o câncer da vida política brasileira”, avaliou Emiliano.

Para ele, a imprensa brasileira se alinha com as forças mais conservadoras do país. “Ela se mostra contrária ao projeto político em curso no Brasil e usará de todas as artimanhas para tentar desgastar esse projeto em andamento e criminalizar a política no Brasil”, lamentou.

Indignação - Celso Schröder conclama os jornalistas brasileiros a indignarem-se, não só do ponto de vista da corrupção e dos corruptores, mas também do ponto de vista da interferência e envolvimento na disputa política, o que, na avaliação dele, compromete a qualidade do produto jornalístico.

“Se fizermos isso, vamos impor ao jornalismo e às grandes  redações mecanismos de desconstituir a partidarização com o qual  parte da mídia brasileira se apresentou nas últimas eleições, que eu acho um grande erro e que vai ter um  custo alto sobre a credibilidade jornalística. Caberá a nós jornalistas reverter esse quadro”, alertou Schröder.

Benildes Rodrigues
texto publicado no jornal PT na Câmara - Especial Reforma Politica


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

“É hora do PT levantar a cabeça”, recomenda Lula



O ex-presidente Lula fez um discurso emocionado e carregado de simbologia na noite de quarta-feira (11), na abertura da última etapa do 5º Congresso do Partido dos Trabalhadores. Além de injetar ânimo na militância, Lula mandou recado à oposição que insiste em não aceitar a derrota eleitoral de 2014 e tenta associar o PT a denúncias de corrupção.

“Não podemos ficar nessa disputa com eles. Dilma ganhou as eleições. Ela tem que governar esse país e cuidar do nosso povo. Ela não pode ficar atrás de passeata não. Deixa a mulher trabalhar”, recomendou Lula. “Eu perdi a eleição em 89 e todos sabem como perdi. Não fiquei na rua protestando. Fui me preparar para outra. Nem isso eles aprenderam. Acham que a campanha não acabou”, criticou Lula.

Ovacionado pela plateia composta de parlamentares, ministros e militantes que lotaram o auditório da LBV, em Brasília, o ex-presidente  alertou o PT e o governo para não entrarem no clima de disputa pós-eleitoral da oposição.

Segundo Lula, setores da mídia e da oposição agem como se o PT fosse o único partido que faz campanha arrecadando recursos.  “Me parece que  os tucanos arrecadam o dinheiro numa campanha como se fosse criança esperança. Não tem empresário. São os oprimidos do país que financiam a candidatura deles”, ironizou.

O ex-presidente enfatizou que o PT paga o preço das transformações que implementou durante 12 anos no comando do País. Um dos “crimes” condenados pela elite, segundo Lula, foi a constatação da ONU feita ao mundo de que não existe mais fome no Brasil. Outros crimes “imperdoáveis” para a elite e praticados pelo PT, também elencados por Lula, estão nos dados que demonstram a maior transferência de renda nos últimos 80 anos e a abertura das portas das universidades para milhares de pessoas que nunca pensaram em fazer um curso superior.

No entanto, Lula frisou que para a elite o maior crime que o PT cometeu foi a reeleição da Dilma e é por isso que eles querem sistematicamente destruir o partido. “Não se esqueçam que nós somos o partido que mais tempo vai governar este país. Quando Dilma terminar o seu mandato serão 16 anos de governo do PT”, contabilizou.

Em relação às denúncias de corrupção que a imprensa e a oposição querem associar ao PT, o ex-presidente foi taxativo: “A gente reclama das investigações? Não. A gente reclama é da interpretação das investigações. Porque não tem um instrumento neste país que esteja servindo para investigar tantas denúncias de corrupção como os instrumentos que nós criamos”, lembrou.

Lula ilustrou que dentre os instrumentos investigatórios estão a Lei da Delação Premiada, o Portal da Transparência, a Lei do Acesso à Informação e a Controladoria Geral da República, instrumentos criados e aperfeiçoados nos 12 anos do PT à frente do governo federal. “Vocês lembram que antes de nós, o nome do procurador-geral da República era o de engavetador ”, recordou.

Lula lembrou também que o discurso de corrupção sempre é usado por aqueles que não têm propostas para fazer o debate político, social ou econômico. Segundo ele, historicamente, a corrupção tornou-se o principal discurso da direita no mundo inteiro.

“Sou filho de uma mulher que nasceu e morreu numa favela. O legado que ela me deixou foi o de andar de cabeça erguida neste país e ninguém vai me fazer baixar a cabeça por denúncias contra o nosso partido”, asseverou.

O ex-presidente se mostrou preocupado porque há semelhança entre os fatos atuais e o que ocorreu no governo de Getúlio Vargas. Na avaliação de Lula, os opositores atacam o PT “de todos os lados, de todas as frentes com artilharias leve e pesada”. Para ele, há uma guerra eletrônica contra o PT e não existe preocupação se o que foi dito é verdade ou mentira. O que querem, enfatizou, “é  tentar difamar o PT e destruir o partido”. Para Lula, é neste momento que o orgulho de ser petista deve aflorar-se.

Ele lembrou que o PT nasceu para ser diferente e vai ser diferente. “É hora dos petistas levantarem a cabeça. É hora de ter orgulho e enfrentar o debate sobre a corrupção neste país. A gente não pode aceitar  a pecha de corrupção que que eles querem incutir na nossa testa”, enfatizou.

Para Lula, “quem não quiser cumprir o ritual ético no partido, na sociedade ou nas instâncias governamentais é melhor sair do PT”, arrematou Lula.

Erro –  O ex-presidente comparou o PT a uma criança. Para ele, o melhor momento de criação de um filho é quando este está no colo, não fala, não anda e não engatinha. Sempre precisa de colo. Quando cresce, continuou o presidente, em vez de ajudar, começa a criar problema. “Assim é o partido. Antes, era meia dúzia de loucos que começaram um movimento em 1979 e, de repente, se transformou no maior partido de esquerda do mundo, com exceção da China”, reconheceu.

Ainda, para Lula, com o crescimento do PT os defeitos começam a surgir e hábitos não recomendáveis começam a ser adquiridos. “Não nascemos para isso. Nós não nascemos para ser igual aos outros. Nós nascemos para ser diferentes”.

5º Congresso – Lula disse ainda que não é a favor da ideia do PT voltar à origem. Para ele, o PT precisa, sim, repensar o seu papel na sociedade. Ele defende que a direção do partido congregue os principais quadros e tenha mais representividade, mais força pública  para fazer o debate político.

“É preciso voltar a construir sonhos. É preciso voltar a construir utopia porque a humanidade não caminha sem esperança”, finalizou Lula.

Benildes Rodrigues

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Trensalão tucano: Polícia Federal indicia 33 envolvidos em corrupção no metrô de SP

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A Polícia Federal (PF) conclui as investigações sobre o esquema de corrupção no governo do PSDB, conhecido como trensalão tucano, denunciado pelas empresas suíças Siemens e Alstom. A PF indiciou 33 envolvidos em corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de cartel e crime licitatório. Entre eles, João Roberto Zaniboni, ex-diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), no período de 1999 e 2003. Segundo o inquérito da PF, de 1999 a 2002 passaram pela conta de João Roberto Zaniboni, na Suíça, 836 mil dólares.

O consultor Arthur Teixeira, apontado como lobista e pagador de propinas, também foi indiciado. Foram bloqueados cerca de R$ 60 milhões dos envolvidos.

As denúncias de corrupção na CPTM e no Metrô paulista estouraram em 2013, a partir do acordo de leniência proposto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e aceito pela empresa Siemens, acusada de formação de Cartel. A empresa suíça revelou pagamentos de propina a altos funcionários e autoridades públicas de São Paulo. Os pagamentos teriam começado em 1997, e atravessaram os governos tucanos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. O desdobramento das investigações revelou também a participação de outras empresas, como a Alstom.

Na avaliação do deputado Renato Simões (PT-SP), indicado pela bancada do PT para assumir a presidência ou a relatoria do CPMI do Metrô do SP, a ação da Polícia Federal nesse caso, “supriu lacuna deixada pelo Ministério Público Federal que atrasou, em muitos, a investigação sobre o trensalão do PSDB em São Paulo”. O petista se referiu ao procurador Rodrigo de Grandis que engavetou desde 2010, pedidos de cooperação formulados por autoridades suíças interessadas nas denúncias envolvendo as empresas Siemens-Alstom.

Renato Simões lembrou que foi protocolada em maio deste ano, por inciativa da bancada do PT, o pedido de instalação da CPMI do Metrô de São Paulo. Segundo o petista, a comissão foi instalada mas continua sem funcionamento por falta de interesse de parlamentares da Câmara e do Senado.

Para o petista, o indiciamento  de 33 pessoas envolvidas no caso do metrô de São Paulo, exige uma nova postura do Congresso Nacional. “Penso que, a partir de mais esse fato, o Congresso Nacional tem obrigação moral de instituir a CPMI na próxima legislatura. Esse indiciamento é só o começo do processo de apuração. Além das investigações feitas pelo Cade, PF, MPF, os nós dessa trama precisam ser  amarradas por uma CPI”, defendeu o petista.

Benildes Rodrigues com Agências
texto publicado originalmente no PT na Câmara

Rui Falcão: “Reeleição da Dilma foi fruto de um grande movimento político social”

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O presidente do PT, Rui Falcão disse nesta terça-feira (2), que uma das metas do partido, reforçada na reunião do Diretório Nacional que aconteceu em Fortaleza, no último final de semana, é o de trabalhar para que a presidenta Dilma tenha um segundo mandato melhor que o primeiro. Ele disse que, assim como o ex-presidente Lula, a presidenta também irá imprimir uma gestão marcante no segundo mandato. Ele lembrou que Dilma é a presidenta de todos os brasileiros e é do PT. Para ele, isso é motivo de orgulho e responsabilidade uma vez que, pela quarta vez consecutiva, o Brasil elegeu um presidente da República filiado ao PT.

Em entrevista ao PT na Câmara, Rui Falcão disse ainda que o Partido dos Trabalhadores  exerce protagonismo junto ao governo, mas lembrou que o governo é de coalisão e, nesse processo, nem sempre a correlação de forças é favorável. No entanto, acredita na possibilidade de uma grande aliança na Câmara e no Senado. Para Rui Falcão, o novo governo precisa também se abrir mais para os movimentos sociais.

 “O PT reivindica protagonismo como vem tendo, mas sabe que é um protagonismo compartilhado. Queremos ampliar o protagonismo dos movimentos sociais, com mais interlocução a partir de realização de conferências e com a recuperação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social”, defendeu Rui Falcão.

CARGOS - Quanto ao espaço que o PT vai ocupar no novo mandato, o presidente do PT disse que o partido já ocupa pastas importantes. Entre elas citou a Casa Civil, os ministérios da Saúde, da Justiça, do Desenvolvimento Social e Combate a Fome e a Secretaria de Relações Institucionais. “São várias pastas de relevo que ocupamos e acreditamos que vamos continuar ocupando. Há um processo de debate e negociação politica por preenchimento de cargos que é mais ou menos proporcional à força dos partidos políticos”, frisou Rui Falcão.

LULA – Sobre a participação do ex-presidente Lula na nova gestão Dilma, o presidente do PT disse que Lula sempre desempenhou o papel de aglutinador, conselheiro, de liderança  e de presença política nas disputas.  “Creio que o ex-presidente vai continuar desenvolvendo esse papel. Penso que ele deve estar se preparando para nos ajudar em 2016, seja na preparação do partido, nas alianças ou na escolha das candidaturas e, sobretudo, nas campanhas”, assinalou.

BALANÇO – Rui Falcão disse que o Diretório Nacional reunido no último fim de semana fez um balanço realista da reeleição de Dilma. “Foi uma vitória duríssima pelo que a gente enfrentou, pelo que conseguimos passar para 75% da população que queria mudanças e o governo de continuidade conseguiu expressar esse desejo nas  nossas propostas, no debate na TV, no programa eleitoral e na ação da militância,  sobretudo na segundo turno”. O petista citou também a adesão voluntária de setores de esquerda como o PSOL, que estavam distantes ou eram críticos ao partido. De acordo com Rui Falcão, a reeleição da Dilma foi fruto de um “grande movimento político social”.

DIFICULDADES - Ele lamentou o fato do partido ter perdido as eleições em cidades importantes e não ter reeleito dois governadores, além da redução da bancada parlamentar. “Não queremos ocultar diante dessa vitória maiúscula as dificuldades que temos. São resultados que temos que analisar com bastante profundidade para entender as razões e para fortalecer o PT”, avaliou.

Rui Falcão disse também  que, além das questões eleitorais , o PT precisa se fortalecer para ser um partido de vida política permanente e não apenas de funcionamento a cada dois anos, nas eleições. “É preciso que o PT tenha uma vida política mais ligada à realidade  das cidades , dos movimentos, da juventude enfim todos os conjuntos de lutas sociais”.

OPOSIÇÃO – Para Rui Falcão, o inconformismo da oposição se dá porque ela teve apoio do grande capital nacional, internacional e da mídia monopolizada que temia a quarta vitória do PT. “Inconformada, a oposição parte para o ridículo quando, por exemplo, tentou  questionar na Justiça a nossa vitória. Quando pauta a nossa vitória como se ela fosse pouco legítima pelo fato de se dar com uma diferença de  mais de três milhões de votos. Qual seria a cota de legitimidade? 10 milhões ou se fosse por um voto não teria legitimidade?”, questionou.

MIDIA – Sobre a regulação da mídia, Rui Falcão afirmou que o partido defende a ampliação da liberdade de expressão no país. Para ele, só se garante liberdade de expressão “quando se tem  mais agentes que se expressam, que se manifestam, que dialogam e isso não pode ser feito  pela voz do monopólio da mídia”.  Segundo ele, o partido  defende a regulamentação dos artigos da Constituição Federal que tratam da comunicação social. Ele lembrou que um dos primeiro artigos da Constituição que trata desse tema expressa a garantia da liberdade de expressão. Ele acrescentou também que os artigos 220, 221,222 proíbem a existência de monopólio e oligopólio nos meios de comunicação. “Você não garante liberdade de expressão e de imprensa de forma ampla enquanto tiver monopólio e oligopólio”, disse.

No caso do sistema de radiodifusão que é uma concessão do poder público, Rui Falcão disse que  há necessidade de regulação como todos os setores econômicos que têm influência na economia são regulamentados  no mundo todo. “O único setor  que não é regulado no Brasil é o setor de telecomunicação”, alertou.

Benildes Rodrigues
texto publicado originalmente no PT na Câmara

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Redução de extrema pobreza é consistente no Brasil e será difícil oposição desconstruir conquista histórica


A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello afirmou nesta quarta-feira (26), que a extrema pobreza no Brasil segue a trajetória “consistente e sistemática” de queda de 2003 a 2013. Ela disse ainda que não houve nenhum elemento que apontasse para inflexão na redução da pobreza no País.

“Não tem nenhuma justificativa do ponto de vista econômico que nos levasse a concluir que a taxa de extrema pobreza subiu”, disse a ministra, durante audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio que debateu, a pedido do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), “o aumento no número de miseráveis no Brasil”.

Segundo a ministra, o índice de extrema pobreza em 1992 era de 13,6%. Esse número, segundo ela, caiu para 4% em 2013.  Tereza Campello disse ainda que, no mesmo período, o número de pobres caiu de 31,4% (1992) para 8,8% em 2013. “Esses dados comprovam  a trajetória descendente do índice de extrema pobreza no País”.

De acordo com Tereza Campello, os três elementos fundantes da queda do número de pobres no país são o aumento do salário mínimo acima da inflação para essa parcela da população; a taxa de desemprego em queda e o aumento real de 84% Programa Bolsa Família acima da inflação que, segundo ela, é uma variável impactante para a população em extrema pobreza. A ministra reafirmou que a tese sustentada pela oposição dando conta que de 2012 a 2013 houve aumento no número de pobres não se sustenta. “O que existe é uma flutuação estatística que no ano que vem nós vamos comprovar”.

Na avaliação do deputado Afonso Florence (PT-BA), que representou a bancada do PT na audiência, a ministra Tereza Campello não só esclareceu os questionamentos como os sustentou com dados irrefutáveis. Para ele, quem conhece os munícipios brasileiros sabe o impacto dos programas sociais implantados pelo governo federal que resultaram na redução da pobreza extrema. De acordo com o deputado, o governo federal implantou um novo modelo de desenvolvimento no Brasil.

“Além do manuseio do tripé macroeconômico, apoiamos a economia solidária, a agricultura familiar, promovemos acesso a politicas públicas por meio do conjunto das ações integradas do Plano Brasil Sem Miséria e Brasil Carinhoso. Portanto, fechamos um ciclo importante da redução da pobreza e da extrema pobreza. Nós propiciamos a essa população melhores condições e qualidade de vida”, reconheceu Afonso Florence.

O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS) que participou da reunião, acredita que o Brasil avançou na valorização da pauta de combate à pobreza. Ele lembrou que no início do governo Lula, um dos principais fatores de redução da extrema pobreza, o Bolsa Família, foi alvo da oposição que classificava o programa de “bolsa esmola”.

No entanto, frisou o petista, o Bolsa Família, um dos carros-chefes da inclusão social, tornou-se política de Estado. Como tal, lembrou o petista, o programa possui critérios de interesse social e de uma política criada para combater a desigualdade social. “Se tem assunto que vai ser difícil para a oposição tentar comprovar é a de que a distribuição de renda que está acontecendo no Brasil hoje não é melhor do que a distribuição de renda que, aliás, não acontecia no período em que a oposição governava o Brasil”, lembrou Fontana.

IPEA - Sobre o fato de o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) só divulgar os dados referentes a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2012-2013 após o período eleitoral, a ministra Tereza Campello foi enfática. “A decisão foi da diretoria do Ipea. Eu não sabia e muito menos a presidenta. Nós não interferimos nessa decisão”, declarou Tereza Campello

A ministra salientou que o presidente do Ipea, ao tomar a decisão de só publicar os dados do Pnad em 31 de outubro, seguiu orientação da Advocacia Geral da União (AGU) que recomendava a não publicação de dados em período eleitoral. Ela frisou que o Instituto soltou uma Ata, em agosto, que afirmava que não publicaria um conjunto de dados que não estavam no calendário regular de publicação.

Tereza Campello lembrou ainda que no ano passado, período não eleitoral, os dados da Pnad  saíram em novembro e, tal fato, não sofreu questionamento por parte da oposição. “Estamos sendo responsabilizados por uma coisa que, simplesmente, não tivemos a menor arbitragem sobre ela. Ao contrario, não fomos consultados sobre a matéria”, reafirmou a ministra.

Benildes Rodrigues
texto publicado originalmente no site PT na Câmara

domingo, 23 de novembro de 2014

Humberto Costa refuta manchete do Estadão e abre sigilos fiscal, bancário e telefônico

Foto: PT no Senado

O jornal O Estado de S. Paulo tenta, mais uma vez, associar nomes de parlamentares do PT à operação Lava Jato da Policia Federal. A senadora Gleisi Roffmann (PT-PR) foi a primeira vitima do Estadão. O segundo a sofrer com as ilações do periódico é o senador Humberto Costa (PT-PE). As manchetes usadas pelo jornal, nos dois casos, são praticamente idênticas.

Neste fim de semana, em nota, Humberto Costa refutou a tentativa do jornal em colocá-lo na vala comum das denúncias. “Tal denúncia padece de consistência quando afirma que a suposta doação à campanha teria sido determinada pelo Partido Progressista (PP) por não haver qualquer razão que justificasse o apoio financeiro de outro partido à minha campanha”, diz o texto.

O senador petista, além de rechaçar as supostas acusações do delator Paulo Roberto Costa, que ganhou voz no jornal O Estado de S. Paulo, colocou os seus sigilos a disposição da justiça. "Me coloco inteiramente à disposição de todos os órgãos de investigação afetos a esse caso para quaisquer esclarecimentos e, antecipadamente, disponibilizo a abertura dos meus sigilos bancário, fiscal e telefônico", afirmou Humberto Costa.

 Leia abaixo, a íntegra da nota.

Em relação à publicação do jornal o Estado de São Paulo deste domingo que relata  supostas acusações do sr. Paulo Roberto Costa dirigidas a mim em delação premiada, afirmo que:,

1.       Todas as doações de campanha que recebi na minha candidatura ao senado em 2010 foram feitas de forma legal, transparente, devidamente declaradas e registradas em minha prestação de contas à justiça eleitoral e inteiramente aprovadas, estando disponíveis a quem queira acessá-las;

2.       Assim, nego veementemente ter pedido a quem quer que seja que solicitasse qualquer doação de campanha ao sr. Paulo Roberto;

3.       Tal denúncia padece de consistência quando afirma que a suposta doação à campanha teria sido determinada pelo Partido Progressista (PP) por não haver qualquer razão que justificasse o apoio financeiro de outro partido à minha campanha;

4.       Mais inverossímil ainda é a versão de que se o sr. Paulo Roberto não tivesse autorizado tal doação, correria o risco de ser demitido, como se eu, à época sem mandato e tão somente candidato a uma vaga ao Senado, tivesse poder de causar a demissão de um diretor da Petrobrás;

5.       Causa espécie o fato de que ao afirmar a existência de tal doação, o sr. Paulo Roberto não apresente qualquer prova, não sabendo dizer a origem do dinheiro, quem fez a doação, de que maneira e quem teria recebido;

6.       Conheci o sr. Paulo roberto em 2004 e minha relação com ele se deu no campo institucional, no processo de implantação da refinaria de petróleo em Pernambuco, do qual participei assim como vários políticos, empresários e representantes de outros segmentos da sociedade pernambucana o fizeram;

7.       Conheço e sou amigo de infância do sr. Mário Beltrão, presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco (ASSINPRA), que também foi partícipe da mesma luta pela refinaria. Porém, em nenhum momento eu o pedi e ele muito menos exerceu o papel de solicitar recursos ao Sr. Paulo Roberto para a campanha ao Senado de 2010.

8.       Tenho uma vida pública pautada pela honradez e seriedade, não respondendo a qualquer ação criminal, civil ou administrativa por atos realizados ao longo de minha vida pública;

9.       Sou defensor da apuração de todas as denúncias que envolvam a Petrobrás ou qualquer outro órgão do Governo. Porém, entendo que isso deve ser feito com o cuidado de não macular a honra e a dignidade de pessoas idôneas. O fato de o sr. Paulo Roberto estar incluído em um processo de delação premiada não dá a todas as suas denúncias o condão de expressar a realidade dos fatos.

10.   Aguardo com absoluta tranquilidade o pronunciamento da Procuradoria-Geral da República sobre o teor de tais afirmações, ocasião em que serão inteiramente desqualificadas. Quando então, tomarei as medidas cabíveis.

11.   Informo ainda que me coloco inteiramente à disposição de todos os órgãos de investigação afetos a esse caso para quaisquer esclarecimentos e, antecipadamente, disponibilizo a abertura dos meus sigilos bancário, fiscal e telefônico.

Recife, 22 de novembro de 2014,

Humberto Costa - Senador da República

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Rossetto: Sucesso do Pronaf não pode ser comprometido por problemas localizados

MINISTRO MIGUEL ROSSETTO
Foto: Zeca Ribeiro/CD

Em audiência pública promovida pela Comissão da Agricultura da Câmara, nesta quarta-feira (12), o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Miguel Rossetto discorreu sobre os avanços promovidos pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e esclareceu denúncias de desvio de recursos do programa nos municípios gaúchos de Santa Cruz do Sul e Sinimbú, veiculados pela imprensa no mês de outubro.

“Todas as denúncias são graves e exigem dedicação. Um programa com a dimensão, qualidade e características que têm o Pronaf, ofertando benefícios aos agricultores familiares do País, em momento algum pode ser confundido com problemas graves e localizado”, enfatizou Miguel Rosseto.

O ministro fez questão de lembrar que o Pronaf beneficia hoje mais de 5 milhões de agricultores, com um aporte de R$ 24,1 bilhões para financiamento e custeio. Segundo o ministro, a taxa de inadimplência do programa é de apenas 1,05% para o Banco do Brasil e, em todo o sistema financeiro, essa marca atinge a casa de 5%.

Rosseto disse que as supostas fraudes centram-se na declaração de alguns agricultores. Esses afirmam não terem solicitado crédito junto à Associação Santacruzense de Pequenos Agricultores Camponeses (Aspac); que não assinaram o contrato e que, portanto, não reconhecem a dívida e não autorizaram a transferência de recursos dos seus contratos para essa entidade.

Para Miguel Rosseto essas três situações podem ter provocado irregularidades no Pronaf, mas enfatizou que elas estão sendo investigadas pela Policia Federal e pelo MDA. Ele afirmou que a Polícia Federal abriu investigação no início de 2012 que ainda está em aberta e que o Banco do Brasil, uns dos principais responsáveis pelos repasses, instaurou auditoria interna.

Além disso, Rosseto informou que o ministério comunicou o fato ao Banco Central e o MDA cancelou a credencial da associação até que as eventuais irregularidades sejam esclarecidas.

O vice-líder da bancada do PT e membro do da Comissão da Agricultura, deputado Bohn Gass (PT-RS) disse que o ministro, ao se dispor a prestar esclarecimento sobre as supostas fraudes envolvendo o Pronaf, mostrou uma atitude republicana. O petista criticou o papel da oposição que age como se tivesse no terceiro turno das eleições.

“Eles não respeitam o resultado das urnas. Não respeitam a vontade do povo brasileiro que elegeu um governo, um projeto. Tentaram jogar suspeição no sentido que o governo não tivesse agido. O governo agiu, explicou, tomou atitude e isso ficou claro na exposição do ministro”, constatou Bohn Gass.

Para o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), as manifestações dos opositores na audiência pública, representadas pelo líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) mostram um clima de terceiro turno ao levar a cabo denúncias que estão sendo investigadas.

“A sensação que eu tenho é que a oposição não quer aceitar os resultados democráticos das urnas. Percebo que a fala do líder que me antecedeu é daquelas que não gosta de respeitar que a cada cidadão cabe um voto e isso legitima a democracia”, observou Fontana.

O líder do Governo condenou também a tentativa de parte da oposição em querer deslegitimar o pleito de 26 de outubro. “Podemos e devemos ter diferença de opiniões. Há de se dar um basta a essa ideia de deslegitimar uma vitória absolutamente consagradora de um projeto que está governando o País há 12 anos”, disse.

Benildes Rodrigues
Texto publicado no site PT na Câmara

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Debatedores defendem novo marco legal para uso da biodiversidade

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A maioria dos debatedores que participaram nesta terça-feira (11) da comissão geral que tratou do projeto de lei (PL 7735/14), do Executivo, que versa sobre a utilização da biodiversidade brasileira defendeu a adoção de um novo marco legal para o setor e pediram a aprovação da proposta.O projeto tramita em regime de urgência e aguarda votação pelo plenário da Câmara desde agosto. A sessão foi presidida pelo vice-presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

“Não deve ser um exagero dizer que este é um momento histórico para a ciência brasileira. Então, é muito importante essa etapa que está sendo feita nesta Casa, que é a discussão, e espero a aprovação desse projeto.” afirmou Paulo Sérgio Beirão, Presidente-Substituto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Ele lembrou que o Brasil  é o maior detentor da biodiversidade que existe no planeta, com cerca de 20%. No entanto, frisou, “não somos capazes de utilizar, não por falta de competência, mas porque nós temos um marco legal extremamente restritivo”, disse.

Ele acrescentou que as normas estabelecidas na legislação vigente não contemplam nenhum segmento. “Não beneficiam os pesquisadores;  não beneficiam sequer o meio ambiente, porque a melhor forma de preservar o meio ambiente é dar valor e reconhecer o valor dele. E não beneficia as comunidades detentoras do conhecimento tradicional”, avaliou.

Na mesma linha, Helena Nader, representante da Sociedade Brasileira pelo Progresso da Ciência (SBPC), acrescentou: “Pelo Brasil, pelo povo brasileiro peço aos senhores parlamentares que incorporem os mecanismos de controle social no projeto, garantam a participação da sociedade na gestão, reconheçam os direitos dos povos e aprovem esse projeto, que é fundamental para o andamento da ciência, da tecnologia e da inovação em nosso País”.

O representante da Fundação Osvaldo Cruz (FioCruz), Rodrigo Stabeli disse que a proposta é “um avanço significativo para a soberania do País”. Segundo ele, o texto comporta os principais eixos da Convenção da Diversidade Biológica, previstos na Constituição brasileira: o uso sustentável e a repartição justa dos benefícios trazidos da biodiversidade.

Rodrigo Stabeli disse também a legislação atual “marca um grande retrocesso de 14 anos, em que existe a burocratização excessiva e a criminalização excessiva dos pesquisadores deste País”.

Esse também é o entendimento do Ministério da Agricultura, representado por Caio Rocha. Para ele, o amplo debate proporcionou evolução significativa no entendimento dos conceitos técnicos e administrativos que norteiam o novo marco legal. Ele frisou ainda que a nova proposta que está sendo apresentada defende a desburocratização do sistema, desonerando não só a pesquisa, como todo o processo produtivo.

Para ele, a proposta, além de ser geradora de riqueza. “Não deixa de lado o compartilhamento dos benefícios advindos dessa riqueza, não só com a própria sociedade, que detém o uso comum desse patrimônio material, como os provedores de conhecimentos tradicionais associados ao patrimônio genético”.

O deputado Afonso Florence (PT-BA), que discursou em nome da bancada do PT na Câmara, defendeu a correção da lei anterior. Ele disse que há um ambiente, tanto do ponto de vista da crise ambiental do planeta, das mudanças climáticas, dos direitos das populações tradicionais, do conhecimento tradicional associado, bem como do setor produtivo brasileiro, que exige um novo marco regulatório.

“Há necessidade de chegarmos a uma legislação que viabilize a preservação da biodiversidade, da sociobiodiversidade. E, ainda, que garanta os direitos das populações tradicionais e que, de alguma forma, estabeleça um novo regramento que dê segurança jurídica, de forma que a produção sustentável ganhe contorno de atividade econômica e seja possível que a natureza convertida em recurso natural não seja devastada a bem da produção de mercadoria de commodities”, defendeu Afonso Florence.

O petista defendeu a continuidade do debate e a “parcimônia” no processo de apreciação do PL 7.735, das emendas e do substitutivo.

 Benildes Rodrigues
texto publicado originalmente no site PT na Câmara

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Deputados comemoram reeleição de Dilma, mas repudiam “intervencionismo" da imprensa

zaratini-drrosinha-marcon-renato
Deputados da bancada do PT na Câmara discursaram nesta terça-feira (28) para destacar importância da reeleição da presidenta Dilma Rousseff para a continuidade das políticas de inclusão. Ao mesmo tempo, repudiaram o intervencionismo de setores da imprensa brasileira no processo eleitoral. Para eles, a liberdade de imprensa e expressão conquistadas ao longo dos anos não serve de justificativa para que a mídia brasileira interfira no processo eleitoral.
“Assistimos a uma campanha que não envolveu só a oposição, mas teve apoio e reforço dos principais meios de comunicação deste País”, denunciou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).Segundo ele, esses setores se utilizaram de todas as formas para combater o Governo e tentar impedir a renovação do mandato da presidenta Dilma.
Ele lembrou que apesar de todos os movimentos contrários, a presidenta Dilma foi à luta, soube enfrentar, debater e apresentar os bons resultados do governo. “Ela mostrou para a maioria do povo brasileiro os resultados concretos de um projeto que visou modificar o Brasil, democratizar o País, tanto no aspecto político como no social”, disse Zarattini.
Preconceito eleitoral - O deputado Dr. Rosinha (PT-PR) citou “o preconceito eleitoral” construído em cima do ódio e do qual  o Partido dos Trabalhadores é a principal vítima e foi incitado por setores da mídia brasileira.
“O ódio contra os petistas, contra os pobres, contra os pretos e contra os nordestinos foi uma construção que partiu de meios de comunicação como a revista Veja, a TV Globo, o jornal O Globo, O Estado de S. Paulo, e, é lógico, de parte dos partidos que apoiava e do próprio PSDB, do candidato Aécio Neves”, condenou Dr. Rosinha. De acordo com o petista, o PT precisa superar essa construção de ódio e mostrar à sociedade brasileira que a verdadeira construção é a de uma sociedade inclusiva, justa, com distribuição de renda.
Para o deputado Francisco de Assis (PT-SC) a campanha do ódio contra o PT não é novidade. Ele citou uma frase do ex-presidente Lula: "Eles nos odeiam pelo que fizemos de bom, não pelos nossos erros". 
O petista questionou ainda: “Por que se odeia o PT se o nosso Governo melhorou a vida dos mais pobres, elevou o salário mínimo para mais de 300 dólares, reduziu o desemprego para taxas mínimas, incluiu mais de 40 milhões de brasileiros no mercado de consumo com acesso à comida na mesa, casa, carro, e até viagem de avião?”.
Terrorismo - Já o deputado Marcon (PT-RS) acrescentou: “Quando o desespero e o terrorismo batem, o povo, o trabalhador é quem segura. O que é a revista Veja, o que é a Rede Globo, o que é a invenção de dizer que haviam envenenado o doleiro? Isso não é jornalismo. Isso é terrorismo que a direita, que o capital, que os ricos fizeram nessas eleições”, lamentou.
Intolerância - O deputado Renato Simões (PT-SP) destacou o discurso proferido pela presidenta Dilma sobre as grandes reformas estruturais do Brasil. Ele registrou também as demonstrações de intolerância ao longo do processo eleitoral.
“Infelizmente, em São Paulo presenciamos um conjunto de declarações altamente condenáveis, do ponto de vista da consciência nacional, de preconceito contra nordestinos, nortistas e pessoas pobres de todo o País, que estão sendo responsabilizadas pela vitória da presidenta Dilma como se tivessem cometido um ato lesivo aos interesses nacionais. Pelo contrário, o voto dessas pessoas orgulha-nos” disse Simões.
Em seu discurso, a deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP) citou uma frase da presidenta Dilma que classificou de comovente: “O que me leva adiante — disse Dilma — é a paixão pelo povo brasileiro”. De acordo com Janete, a presidenta deixou claro que, apesar dos preconceitos, ela (Dilma) “vai olhar todos como iguais, sem nenhum preconceito e nenhum racismo”.
Os deputados petistas Benedita da Silva (RJ)Leonardo Monteiro (MG)Valmir Assunção (BA) e Amauri Teixeira (BA) também se pronunciaram sobre a reeleição da presidenta e os abusos da imprensa.
Benildes Rodrigues

sábado, 25 de outubro de 2014

TSE condena golpismo eleitoral da Veja e obriga a revista a publicar direito de resposta de Dilma


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou neste sábado (25) o atentado a democracia praticado pela  revista Veja na última quinta-feira. A revista acusou, sem provas, o envolvimento de Lula e Dilma no processo da Petrobras.  A liminar concedida pelo ministro Admar Gonzaga obriga o semánario a publicar imediatamente  em seu site, o direito de resposta da coligação Com a Força do Povo, que apoia a candidata à reeleição de Dilma Rousseff (PT).

Leia abaixo, a integra do direito de resposta. 

"A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.

A Coligação “Com a Força do Povo” vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por terem sido apresentadas acusações sem provas.

A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes.

Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Youssef foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor".

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

MANIFESTO: JORNALISTAS DO BRASIL APOIAM A REELEIÇÃO DE DILMA


Em 2014, quando se reivindica a recuperação da memória, verdade e justiça relativamente aos 50 anos da ditadura militar no Brasil, o país atravessa um momento decisivo da sua história. Ao lado de uma eleição presidencial e de governadores em vários estados, realizaremos uma escolha decisiva para os destinos do país no próximo período.

Vivemos um processo eleitoral no qual os donos da mídia mais uma vez mostram sua postura retrógrada, a manipulação das pesquisas busca influenciar a decisão dos brasileiros e o poder econômico mostra seu peso.

Nós, jornalistas, que lutamos pela ampliação das liberdades democráticas, por ações governamentais que ampliem as políticas da igualdade e justiça, a defesa dos direitos humanos, o combate à corrupção e às privatizações e em defesa de reformas profundas no país, como verdadeiras e democráticas reformas tributária, agrária, urbana e política, defesa do meio ambiente e das riquezas naturais do país e a democratização das comunicações, com um novo marco regulatório para o setor, não encontramos identidade da candidatura do PSDB com esta perspectiva.

Neste sentido, e na expectativa de que o próximo governo avance em suas políticas e no atendimento às reivindicações dos trabalhadores e dos movimentos sociais, nós, jornalistas que subscrevemos este manifesto, votaremos em Dilma para presidente!

Assinam o manifesto: 

Adalberto Diniz, Aderbal Filho, Admar Branco, Adriana David, Adriana Rodrigues,
Adriana Saboya, Adriane Canan, Adriano Augusto Carneiro da Silva, Adriano de Angelis, Adriano do Vale, Adriano Marcello Santos, Adriano Muniz, Adriano Roxton, Adroaldo Corrêa, Agildo Nogueira Jr, Aída Bueno, Alan Rodrigues Lima, Albenísio Fonseca, Alberto Perdigão, Alcilene Cavalcante, Alcimara Barcelos, Alcimir Carmo, Alcinea Cavalcante, Alcione Vanzoller, Aldenor Araújo Júnior, Aldo  Escobar, Alessandro Gomes, Alessandro Varela dos Santos, Alessandro Vasconcelos Bandeira, Alexandre Costa, Alexandre Miorim, Alexandre Rogério, Alfredo Job, Aline Adolphs, Aline Barcelos, Aline Gonçalves, Aline Lokschin Heberle, Álvaro Benevenutto Jr, Álvaro Marinho, Amadeu Mêmolo, Amanda da Silva Canto, Amanda de Freitas, Amanda Miranda,Amanda S. de Miranda, Amanda Utzig Zulke, Ana Alice Nogueira, Ana Claudia Araújo, Ana Claudia Nabeiro,  Ana Flávia Marx, Ana Lígia Gil Espuny, Ana Lucia Apolônio, Ana Lucia da Silva,Ana Lucia Garske, Ana Paula Aprato, Ana Paula Campos , Ana Paula V. Rogers, Ana Ribeiro, Ana Rita Mariine , Anahi Fros, Anahy Metz, Anália Feijó Köhler, Anaýde Cecília Marcarenhas Souza, Anderson Cacilhas,  André Freire, André Giusti, Andréa Crisóstomo, Andrea de Freitas, Andrea Farias, Andrea Freitas, Andréa Lara, Andréa Zilio, Andrei Fialho, Andrei Lourenço,Andreia Espírito Santo, Andressa Braun, Andressa Rebonato,  Andreza Sanches, Angela Marinho, Angela Rahde, Angelica Basthi, Angelina Quintana, Ângelo Fernandes, Anita Bittencourt,Anna Magagnin, Anna Peres, Antonio Brotas, Antônio Fausto Neto, Antônio Luiz, Antonio Pinheiro Salles, Arfio Mazzei, Ariane Lopes, Armando de Oliveira Lima, Armistrong Souza, Arthur Martins Fraga Filho, Audálio Dantas, Aureni Menezes, Áureo Moraes, Auxiliadora de Araújo Jorge Tupinambá, Ayoub Hanna Ayoub, Bárbara dos Anjos Lima, Bárbara Hora, Bárbara Novais, Barbara Paiva, Beatriz Britto, Beatriz Sallet
Bela Figueiredo, Belarmino Cesar G. da Costa, Benedito Teixeira, Benildes Rodrigues, Bete Jaguaribe, Beto Almeida, Beto Almeida, Bia Martau, Bianca Fellipsen, Biro Dantas, Bita Sória,Boanerges Balbino Lopes, Breno Perruci de Paiva, Bruna F.G., Bruna Fernanda Suptitz, Bruna Gandolfo, Bruna Gasbarre, Bruna Marçal Cabrera, Bruno Cruz, Caco Argemi, Caco Schmitt, Caco Villanova, Caio Teixeira, Camila da Silva Domingues, Camila Gonçalves, Camila Hermes, Camila Konrath, Camila Lima, Camille Soares, Candice Cresqui, Candida Maria R. Vieira,  Cândida Oliveira, Caren Suzana Fermino, Carine Prevedello, Carla Ferreira Rocha, Carla Kunze, Carla Oliveira, Carla Ribeiro, Carla Seabra , Carlos Alberto Badke, Carlos de Jesus, Carlos Eduardo B. Aragão, Carlos Jurandir Minteiro Lopes, Carlos Leite de Oliveira, Carlos Mosmann, Carlota Medeiros, Carmen Carlet, Carmen Pereira, Carolina Maria Alves, Carolline de Assis Pedreira, Catarina Mattos, Cátia Reichow, Catiana de Medeiros, Cecília Sóter, Célia Ferreira, Celina Paiva, Célio Romais, Celso A. da Rosa, Celso Augusto Schröder, Celso da Silva Dias, Celso Vicenzi, César Fraga, César Martin, Charles Scholl, Cinthy Colares, Cintia Souza, Clarissa Collares, Clarissa Peixoto, Cláudia Correa, Cláudia Rocha, Cláudio Soares, Claudia Santiago,Cláudia Vidal, Cláudia Xavier, Cláudio Curado Neto, Claudio Schuster, Cláudio Vereza,  Cláudio Wayne, Clelmo Carvalho, Cliver Campos, Clô Barcelos, Conceição Soares, Conrado Gallo,Cosette Castro, Cristiane Mohr, Cristiane Naiara Araújo de Souza, Cristina De Marco, Cristina Rodrigues, Cristine Pires , Cristine Rochol, Crystal Ferrari, Dacio Malta, Daiane Vara, Daiani Cerezer, Daisy Schio, Dal Pires, Daniel Lopes, Daniel Sampaio, Daniele Chagas de Brito, Davi Alves, David Carlos de Almeida, Dayanne Feitosa, Débora Cruz, Débora Fogliatto, Debora Marques Duarte, Deborah Lima, Deborah Moreira W. Bento Filho, Dehovan da Silva Lima, Deise Nunes, Dellano Rios, Denise Camarano, Denise Campão, Denise Mantovani, Denise Nunes, Denise Ritter, Denise Sacco, Denyse Quintas Alexópulos, Deraldo Goulart,Diana Aragão, Dica Sitoni, Diego Cabral Rosinha. Diego Sartorato, Dilson Ruas, Dinah Lopes, Dinorah Araújo, Diogo Garcia Fernandes, Divo Araújo, Dorva Rezende,Douglas Dantas, Douglas Mansur, Eberson Teodoro, Ed Blair Cavalcante Rocha, Edelberto Behs, Eden Nilo Santos, Edgar Pont, Edilson Lenk, Edna Madalozzo, Edna Pontes, Eduardo Buchhol, Eduardo Meditsch, Eduardo Seidl, Edvaldo de Almeida, Edvanildo da Cunha Lobo, Elaine Dal Gobbo, Eliana Mainieri, Eliane Silveira, Elias Machado, Eliete Ramos, Eliza Zamagna, Elizelia Almeida, Elson Faxina, Elstor Hanzen, Elton Viana, Elza Ferreira, Emanuela Lopes, Emanuelle Carvalho, Emerson França dos Santos, Emerson Machado, Emília Augusta, Emmanuel Montenegro, Enéias Forlim, Enize Vidigal, Érica Aragão, Erich Macias, Ernesto Marques, Eumar F. Silva, Evandro Baron, Evandro Luiz, Evany Sessa, Everaldo Gouveia, Evilázio Bezerra,Fabiana A. Vieira,Fabiana Caramez,  Fabiana Reinholz, Fabiano Mazzini, Fábio Queiroz, Fábio Vicentini, Fabrício Porto,Fátima Côgo, Fátima Medina, Felipe Faria, Felipe Ribeiro, Felipe Samuel, Felix Valente, Fernanda Ângelo, Fernanda Cibele Oliveira, Fernanda de Freitas, Fernanda Soares Andrade,Fernando Brito, Fernando Canto, Fernando Damasceno, Fernando Rosa, Fernando Rotta Weigert, Fhilipe Augusto, Flávia Barros, Flávio Carrança, Francisco das Chagas Leite Filho,Francisco Edmar de Carvalho, Francisco Karam, Frank Maia, Fred Ghedini, Gabriel Gabardo, Gabriel Lautenschleger, Gabriele Oliveira, Gastão Cassel, Gelcira Teles, George Prudente,Germana Duarte, Germano H. Neto, Gilmar Eitelwein, Gilmar Luís Silva Júnior, Gilmar Rodrigues, Gilmara Gil, Gilson Caroni Filho , Gilson de Oliveira Rei, Gilvana Santos, Giovanni Guizzo da Rocha, Gisele Figueiredo, Gladis Ybarra, Gláucia Reggina Loriato do Nascimento, Glauco Braga, Glênio Paiva, Gleyson Pete, Graziele Corrêa, Guaracy Cunha, Guilherme Gomes, Guilherme Santos, Gutemberg Crispin; Guto Camargo, Heber Carvalho, Helena Félix, Helly Ellery, Heloise Chierentin Santi , Helton Ricardo Barreto,Henri Figueiredo, Henrique Lammel,Henrique Silvestre, Henry Soares, Hermínio Nunes, Humberto Sampaio, Iara Cruz, Inara Claro, Indianara Jacomini, Inês Simon, Ingridy Holanda, Ireno Jardim, Isabella Chedid, Isabelle Valois Cortez, Ivan Bomfim, Ivan Giacomelli, Ivan Vieira, Ivna Carla, Ivna Galvão, Ivone Cassol, Izani Mustafá, Izolda Ribeiro Jacqueline Viana, Jairo Ferreira, Jairo Sanguiné, Jamily Dantas, Janes Sousa, Jaqueline Bacques, Jeana Laura da Cunha Santos, Jeane Gomes, Jeanice Dias Ramos, Jéssica Padilha de Menezes, Jimmy Azevedo, Joana Dutra, João Barreto, João Batista de Abreu, João Brites, João Cassino, João Clésio, João Freire, João J. Oliveira Negrão, João Manoel de Oliveira, João Paulo Vieira, João Plaça, Joelma Terto, Joice Proença , Jonas Talocka, Jordana Ferreira, Jorge Alberto Lamb Japur, Jorge Anaice, Jorge Correa, Jorge Waithers, Joria Scolforo, José Antonio Silva, José Eduardo de Souza, José Francisco Schuster, José Honório Garcia Rosha, José Lima, José Luís Zasso, José Mombelli Jr, José Nunes, José Roberto Garcez, José Sóter, Josemir Medeiros da Silva, Josiane do Nascimento Picada, Josiane Teixeira Manoel, Josias Bervanger, Jucélia Fernandes, Juliana Brum, Juliana Coutinho, Juliana Gonçalves, Juliana Maria Oliveira do Amaral, Juliana Oliveira, Juliana Reis, Julio Gardesani,Julio Oliveira, Jupira Correia, Kardé Mourão, Karen Viscardi, Karina Praça, Karine Emerich, Karlos Emanuel, Katia Fonseca, Kaulit Júnior, Keila Góes, Keiliane Gomes, Kélia Jácome, Kelli Grala Dias, Kelly Teles, Kerla Alencar, Keyla Marques, Kiko Souza, Klycia Fontenele, Larissa Gould, Larissa Lacerda, Laryssa Cabral, Laura Santos Rocha, Laurenice Noleto Alves, Laurindo Lalo Leal Filho, Leandro Moreira, Leandro Porto, Leandro Schmidt, Lena Annes, Lena Azevedo, Leo Caobelli, Leonardo Araujo, Leonel A. de Aguiar, Letícia Amaral, Leticia Kiraly, Liana Lacerda, Liana Marinho, Lidi Rodrigues, Lilian Furtado, Lilian Monteiro, Lílian Parise, Linete Martins, Lisandro Lorenzoni, Lisiane Zago, Lissandra Gallo de Mendonça, Livia Barreira, Lizandra Carpes, Lorena Kubota, Lourdes Sedlacek, Luan Antunes, Luan Iglesias Ferreira, Luana Amorim, Luana Guimarães dos Reis, Luar Maria Brandão, Lucas Pondé, Lucas Rohãn, Lucia Janh,Lúcia Rodrigues, Luciana Borba, Luciana Chagas, Luciana Hioka Van Der Linden, Luciana Keller, Luciana Waclwovsky, Luciana Wernersbach, Luciane Fagundes, Luciane Franco, Luciano Alfonso, Luciano Faria, Luciara Schneid, Lucídio Gotam, Luciene Barbiero Machado, Lucio Haeser, Ludmila Pecine, Luína Palacios, Luis Eduardo Robinson Achutti, Luis Francisco Silva, Luis Henrique Silveira, Luiz Antônio Pinheiro, Luiz Antonio Spada, Luiz Avila, Lurian Silva, Magna Sousa, Maigue Gueths, Manoela de Borba, Manoela Frade, Manu Dias, Mara Cibely, Mara Cristina Barbosa, Marçal Alves, Marcela Santos, Marcell Allyson de Souza Mota, Marcelo Chaves Carota, Marcelo Menna Barreto, Marcelo Mesquita Marinho, Marcelo Miranda, Marcelo Nepomuceno, Marci Hences, Márcia Camarano, Márcia Carvalho, Márcia Catunda, Marcia Fernanda Peçanha Martins, Márcia Maria Ximenes, Márcia Quintanilha, Márcia Sarmento Ferreira,Marcia Telles, Marcio Ferreira, Marcio Leal, Márcio Leandro da Silva, Marco Antonio Filho, Marco Aurelio Barreira Mendonça, Marco da Escóssia, Marcos Alexandre Souza Gomes, Marcos Pérez, Marcus Monteiro, Marcus Ramalho, Margarete Suzano, Maria do Carmo Andrade Lima, Maria do Carmo Pagani, Maria Emilia Portella, Maria Inês Duque Estrada, Maria José Baldessar, Maria José Braga, Maria José H. Coelho, Maria Julianna Formiga, Maria Luiza Franco Busse, Maria Luiza Soares, Maria Mello, Maria Teresa Garcia, Mariana Lopes, Mariana Martinez, Mariana Mendes, Mariana Mendes, Mariana Roggero, Mariana Selerges, Mariani Batista da Silva Ferreira, Mariani da Silva Ferreira, Marileia Maciel, Marilésia Cardoso de Aguiar, Marilia Dias, Marília Poletti, Marina Chiapinotto, Marina Fillete, Marina Mota, Marina Valente, Mário Augusto Jakobskind, Mario Xavier Antunes de Oliveira, Marisa Ribeiro, Marisa Schneider,Marla Samara, Marlei Ferreira, Marlene Ramalho Furtado, Marlise Aude, Marlise de Mattos Rodrigues, Marluce Aires, Marô Silva, Marta Cioccari, Marta Dueñas, Marta Kroth, Marta Resing, Mateus Zimmermann, Matheus Terra Teixeira, Maurício Concatto, Maurício Lima, Mauro Ferreira, Max Lima, Melissa Bergonsi, Melissa Machado, Michele da Costa, Michele Fatturi, Michelle Gomes, Michelle Rusche, Miguel Anderson Costa, Miguel Jorge, Milton Luis Cunha Ribeiro, Milton Simas Junior, Mirela Maria Vieira, Miriã Isquierdo, Mirinéia Silva do Nascimento, Miro Borges, Mônica Bichara, Mônica Lucas, Mônica Oliveira, Moyssés da Silva, Muriel Catarina, Murilo Gitel, Murilo Ribeiro, Mylene Margarida, Naira Hoffmeister, Nandressa Tomazetti Cattani, Nani Mariani, Natalia Bettin , Natasha de Araújo Souza Vilaça, Nathana Simões, Naty Lima, Neiva Alves, Nelsa Amaral, Nereo Rodrigues Mendes, Neusa Ribeiro, Newton Silva, Neyara Furtado, Nice Bulhões, Nilson Lage, Nilza Scotti, Nina de Oliveira, Olga Arnt, Olívio Fernandes, Oscar Paris, Osvaldo Faustino, Osvaldo Maneschy, Osvaldo Simões,
Otacílio Grivot, Otávio de Castro, Otávio Teixeira, Patricia Araújo Cardon, Patrícia Duarte, Patrícia Ferreira, Patrícia Karan, Patricia Leal, Patricia Linden, Patrícia Mendes, Paula Coruja, Paula Guimarães, Paula Rocha Nogueira, Paulo Bruno, Paulo de Tarso Riccordi, Paulo Miranda, Paulo Paiva Nogueira, Paulo Ricardo Moraes, Paulo Roberto Botão, Paulo Verlaine, Paulo Zocchi,Pedro Aguiar, Pedro Guilherme Dreher, Pedro Haase Filho, Pedro Luiz Osório, Peter Suzano, Pinheiro Junior, Priscila Cardoso, Priscila Rodrigues, Rachel Duarte, Rafael Guimaraens, Rahisa Oliveira Lima, Raimundo Afonso, Raimundo Correia da Silva, Ramilton Farias, Ranyelle Andrade, Raquel Kothe, Raquel Martins Ribeiro, Raquel Salaroli, Raquel Wunsch, Raynna Benevides, Rebeca Santos, Regina Célia, Regina de Oliveira, Regina Deliberai, Regina Monteiro, Reginaldo Aguiar, Reginaldo Borges, Reiko Miura, Rejane Polaca Lempek, Renan Antunes de Oliveira,Renata Machado, Renata Rodrigues Lopes, Renata Stoduto, Renato Araújo, Renato Dalto, Renato Hoffmann, Renato Rovai, Rhayan Araujo, Ricardo Amanajás, Ricardo Lisbôa, Ricardo Rojas, Ricardo Stricher, Rita Cardoso, Rita Correa Garrido, Rita Escobar, Rita Paulino, Roberta França, Roberta Leite Pinto, Roberta Pelissari, Roberta Vilanova, Roberto Carlos Dias, Roberto Santos, Roberto Vieira, Robson Estrasulas, Robson Francisco Nunes, Rodiney Santos, Rodolfo Santos, Rodrigo Binotti, Rodrigo Bruder, Rodrigo Coimbra, Rodrigo Machado,  Rodrigo Tardio, Romário Schettino, Romeu Finato,
Rômulo Gomes, Ronaldo Moura, Ronan Dannenberg, Rosa Blackman, Rosa Pitsch,
Rosane Borges Leite, Rosângela Bion, Rose Brogliato, Rose Nogueira, Rose Spina, Rubens Shinkai, Ruth Reis, Sabrina Carozzi Bandeira, Sabrina Lima, Sabrina Rauseo, Sales Coimbra,Salomão de Castro, Sâmara Paula, Samuel de Sousa, Samuel Pantoja Lima, Samuel Vieira, Sândala Barros, Sandra Aguiar, Sandra Cecília, Moyssés da Silva, Sandra Cecília Peradelles, Sandra Mara Fogaça, Sandra Marcia Xavier Tavares, Sandra Porciúncula, Sandra Werle, Santa Irene Lopes da Rosa, Sara Café Camurça de Aguiar, Sara Caprário, Sauanna Sampaio Siebra, Sergio Caldieri, Sérgio Cardoso, Sérgio Murillo de Andrade, Sérgio Rodrigo da Silva Ferreira, Sheila Faro, Sheila Maria Agostini, Silmara Cavalcante, Silvana Gonçalves,
Silvana Guimarães, Silvia Cavichioli, Silvia Mara Abreu, Silvia Medeiros, Silvia Pavesi, Silvio Berengani, Simão Zygband, Simone de Marco, Simone Guimarães, Simone Ramos, Socorro Aranha, Socorro Araújo, Solange Celere, Sonia Aguiar, Sonia Fassini, Sonia Regina Gomes, Stela Pastore, Stella Valenzuela, Sueli de Freitas, Suely Rewgina de Aguiar, Suzana Blass,Suzana Gomez Pohia, Suzana Tatagiba, Suzete Antunes, Suzy Leide Souza de Figueiredo, Sylvio Sirangelo, Tábita Marinho, Taline Schneider, Talita Galli, Tâmara Frota, Tamara Hauck,Tamara Lopes, Tanha Silva, Tânia Machado de Andrade, Tania Mariano, Tarcisio Mattos, Tarciso Franco, Tatiana Simões Soter, Tattiana Gonçalves, Tellé  Cardim, Thaíla Cavalcante, Thais Bretanha, Thais Marques de Santo, Thelmo Scarpine, Thiago Augusto Rodrigues, Thiago Cassis, Tina Griebeler, Tinoco dos Anjos, Tita Moura, Titina Cardoso, Tupa Ferrari,  Ubirajara Machado, Ulisses Nene, Ulysses Dutra, Uyara B. Sena, Valci Zuculoto, Valdete Daufemback Niehues, Valdinei César, Valmor Fritsche, Valter Bittencourt, Valter Xéu, Vander Prata, Vanessa Maia, Vanessa Pedro, Vânia Rodrigues, Vera Cardoso, Vera Damian, Vera Deisy Barcellos, Vera Lucia Sommer, Vera Perfeito, Vera Rotta, Vera Spolidoro, Verussa Veeh Ribeiro, Victor Cavagnari Filho, Viliano Fassini, Vilma Amaro, Vitor Menezes, Vitor Ribeiro, Volnei Oliveira, Volney Oliveira, Wallace de Lima Peixoto, Walmaro Paz, Walter Venturini, Wildes Lima, William Serique, Willian Assaf, Willians Barros, Wilson Carlos Braga Reis, Wladimir Miranda, Yacy Nunes, Yanko Del Pino, Yano Sérgio Delgado Gomes, Zeca Peixoto, Zelita Viana, Zilmar Borges Basilio

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CPMI da Petrobras pode ouvir Aécio em denúncias de corrupção envolvendo o PSDB

CPMI-22-10-14-GB
A ausência do ex-diretor da Petrobras, José Carlos Consenza na CPMI que investiga supostas irregularidades da estatal na compra da refinaria de Pasadena (Texas-EUA), frustrou a oposição nesta quarta-feira (22). Com isso, o palco político montado na véspera da eleição não vingou. Na reunião, sem quórum para votação, o deputado Afonso Florence (PT-BA) apresentou, entre outros, requerimento de convocação para ouvir os senadores tucanos Aécio Neves (MG) e Álvaro Dias (PR). Aécio é o atual presidente do PSDB e será chamado para esclarecer a denúncia do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa que afirmou em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) o pagamento de R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, já falecido.
“A convocação urgente não é só do senhor Consenza, como de outros acusados, para que os respectivos partidos possam defender seus membros”, justificou Florence. Ao usar a palavra na reunião, o deputado Afonso Florence disse que a eles será dada a oportunidade de esclarecer a denúncia do ex-diretor da Petrobras. De acordo com o petista, notícias veiculadas na imprensa revelam que o delator contou ao MPF que Sérgio Guerra havia recebido o montante para “esvaziar” a CPI da Petrobras instalada em 2009. Segundo o delator, a quantia foi usada para abastecer as campanhas do partido em 2010. 
“A oitiva do senador Aécio Neves é fundamental para que esta CPMI possa elucidar os atos de corrupção que foram efetivamente praticados; os agentes corruptores; os benificiários e o modus operandi utilizado, ao mesmo tempo em que possibilitará ao depoente defender a agremiação que preside de tais alegações”, diz o requerimento protocolado na CPMI.
Ao defender os motivos que o levaram a pedir a convocação dos tucanos o petista foi enfático: “Nós, do PT, não vamos aqui dizer que, porque tem dois ou três parlamentares do PSDB citados, que todo o PSDB é feito de ladrões. Se o então presidente faleceu (Sérgio Guerra), nós queremos convocar o presidente atual, o senador Aécio Neves para que ele venha na sexta-feira prestar esclarecimento até para isentar os membros do PSDB”. Florence lembrou que denúncias como esta, quando envolvem integrantes do Partido dos Trabalhadores, acabam sendo generalizadas para todo o PT. “Queremos dar oportunidade para o senador vir aqui defender o PSDB”, disse.
Sobre a convocação do senador Álvaro Dias, o documento protocolado justifica que, em 2009, os senadores Sérgio Guerra e Álvaro Dias eram membros do PSDB na CPI da Petrobras e, com a morte de Guerra em março deste ano, “a oitiva do senador Álvaro Dias torna-se imprescindível  para que a CPMI elucide tais acusações de corrupção, permitindo, ao mesmo tempo, que apresente um contraponto às ilações daí decorrentes”.
Convocações – Além dos senadores Aécio Neves e Álvaro Dias, o deputado Afonso Florence protocolou requerimento convocando o tesoureiro do PT, Vacari Neto; Renato Duque, diretor da Petrobras e os deputados Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)  e Rodrigo de Castro (PSDB-MG).
Óbito – Afonso Florence rebateu o deputado Fernando Franceschini (SSD-PR) que decretou óbito da CPMI da Petrobras, a partir da ausência do depoente, nesta quarta-feira, última reunião do colegiado antes das eleições. “Temos trabalhado para esclarecer os fatos em curso na investigação para que possamos separar o joio do trigo. Para que possa prevalecer a verdade. Para que possamos isentar o patrimônio do povo brasileiro, a Petrobras, das consequências danosas e atos ilícitos porventura praticados... Portanto, se depender do PT a CPMI não morre hoje”, asseverou Afonso Florence.
Benildes Rodrigues
Publicado originalmente no site PT na Câmara