quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Lula e Dilma comemoram juntos 10 anos de inclusão social pelo Programa Bolsa Família

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Representantes do Governo, da sociedade civil, parlamentares, governadores, prefeitos, e bolsistas lotaram o auditório do Museu Nacional em Brasília, nesta terça-feira (30), para comemorar os 10 anos do programa Bolsa Família comemorados neste mês de outubro. O ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff, em discurso afinado, celebraram o sucesso do programa que mudou a vida de 50 milhões de pessoas (13,8 milhões de famílias) e deu dignidade e cidadania a 36 milhões que saíram da condição de extrema pobreza.

Idealizador do programa em 2003, no primeiro ano do seu governo, Lula disse que se pudesse voltar no tempo começaria com o combate à fome e a desigualdade social, instituindo novamente o Bolsa família. “O Bolsa Família integrou ao Brasil milhões de pessoas apartadas do processo social. Este é  um programa vitorioso que está mudando a história do País”, disse.

O ex-presidente lembrou que o programa foi considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como “o maior e melhor programa de transferência de renda do mundo”. De acordo com Lula, o reconhecimento internacional conquistado pelo Brasil deve-se muito ao sucesso do Bolsa Família.  Ele lembrou que o programa completou 10 anos em um País onde a injustiça predominou por cinco séculos. “Fomos eleitos para mostrar que outro Brasil é possível”, afirmou Lula.

Ao discursar, a presidenta Dilma disse que Lula criou um símbolo que mudou o País. “Quando uma ação já nasce símbolo e um símbolo vira multiplicador permanente, temos a centelha de uma verdadeira transformação”, assinalou Dilma. “Ao permitir que 36 milhões de brasileiros saíssem da miséria, o Bolsa Família fez com que o Brasil se tornasse mais Brasil”. Segundo a presidenta, “o programa passou a unir territórios desiguais e isolados, criando ambiente de esperança mas, sobretudo, atacando a desigualdade. Em breve vamos varrer a pobreza absoluta em nosso território”. A presidenta garantiu que enquanto houver famílias pobres no País, o programa Bolsa Família vai existir.

Preconceito - Dilma Rousseff rebateu os críticos ao programa e afirmou que, por trás das críticas, o que existe é “o velho preconceito clientelista”.  “O Bolsa Família não é esmola. Não é caridade. Ele é um programa de transferência de renda. É uma tecnologia social que distribui renda e combate a desigualdade”, reiterou.

A presidenta disse ainda que o ódio oposicionista ao Bolsa Família é “anacrônico, antigo e obscurantista". Para ela, “quem governou de costas para o povo não tem legitimidade para atacar o que fizemos”.

O líder da bancada do PT, deputado José Guimarães (PT-CE) prestigiou a solenidade comemorativa dos 10 anos do Bolsa Família e também destacou a importância do programa. “O Bolsa Família mudou a cara do Brasil, principalmente das regiões mais pobres. O programa é sinônimo de desenvolvimento e de geração de emprego. Ele tem transformado a vida de milhões de brasileiros”, enfatizou.

De acordo com Guimarães, o  Bolsa Família significa cidadania para as famílias brasileiras. “O Bolsa família é a grande vitória do povo simples, do povo guerreiro, que agora tem condições de colocar seu filho na escola. Mas não é só isso, as pessoas têm acesso à saúde, têm oportunidade de profissionalização, de conquistar uma vaga no mercado de trabalho. Isso aqueceu o nosso mercado interno. Estamos crescendo de forma sustentável”, afirmou.

Emocionada, a ex-beneficiária do Bolsa Família, Odete Dela Vechio, do município de Guaíba (RS),  disse na cerimônia que deixou o programa porque a integração do Bolsa Família ao Pronatec permitiu que concluísse curso que lhe dá oportunidade de atuar hoje na construção civil.

 “A construção civil hoje está acessível para as mulheres e pude ter uma oportunidade. Tudo o que eu recebi e conquistei começou com o Bolsa Família, onde me cadastrei cinco anos atrás. Posso dizer que já fui, com orgulho, uma beneficiária do programa e que, se precisar, voltarei a sê-lo, mas hoje não estou precisando ser. Estou muito feliz com o meu trabalho”, relatou sob aplausos das centenas de pessoas que lotaram o auditório.

Benildes Rodrigues

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Dia Histórico: Dilma sanciona lei de Programa Mais Médicos que vai atender 46 milhões de brasileiros


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Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara

Sob aplausos de centenas de pessoas que lotaram o salão nobre do Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira (22) a medida provisória que instituiu o Programa Mais Médicos. O objetivo do programa é levar mais médicos às regiões mais carentes do país.

Segundo a presidenta, até abril 2014 o Brasil terá em torno de 13 mil médicos atuando no programa. “Com isso, nós vamos garantir a cerca de 46 milhões de brasileiros, atendimento médico de qualidade nos municípios brasileiros”.

Em seu discurso, a presidenta saudou e agradeceu aos médicos brasileiros e estrangeiros que participam do programa. Na figura do médico cubano Juan Delgado, a presidenta pediu desculpas em seu nome, em nome do governo e do povo brasileiro pelo “imenso constrangimento” que esses profissionais sofreram ao chegar ao Brasil.

Dilma agradeceu também o papel desempenhado pelo Congresso Nacional na aprovação do programa. Na avaliação dela, as duas Casas “demonstraram sensibilidade com os grandes problemas nacionais e também uma capacidade de compartilhar decisões que são cruciais para o país".

A presidenta classificou o Mais Médicos como “uma grande conquista brasileira”. De acordo com ela, o programa “reconhece a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), dando mais força ao sistema e funcionando como uma coluna vertebral de sustentação”. Dilma frisou também que a presença de mais médicos nos postos de saúde e na atenção básica “vai significar sempre menos doença, e essa é a equação básica fundamental”.

Para o líder da bancada do PT na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), presente na cerimônia, com a aprovação e sanção do programa Mais Médicos, “O Brasil dá um salto gigante rumo ao futuro”.  Ele classificou este momento como “uma data histórica porque, ao sancionar a lei, estamos dando um pontapé fundamental para melhoria na qualidade da saúde pública no Brasil”.

José Guimarães disse ainda que a cerimônia, que contou com a presença de médicos de vários cantos do País, “simbolizou” a vitória do povo brasileiro. Ele fez questão de destacar o protagonismo do Congresso Nacional e do relator da matéria, deputado Rogério Carvalho (PT-SE).  “Essa vitória tem a marca do Congresso Nacional e, em especial, do deputado Rogerio Carvalho que teve um papel fundamental na mobilização, articulação e de diálogo com as entidades médicas, com o governo e com o Congresso para construir uma proposta à altura da necessidade do nosso povo. É uma vitória do Congresso, do SUS e do nosso governo que tem compromisso com a melhoria da saúde pública no Brasil”, assinalou Guimarães.
Benildes Rodrigues

domingo, 20 de outubro de 2013

A imprensa já condenou os envolvidos no mensalão à prisão perpétua, diz Lula ao El País


 “Nunca a imprensa falou bem de mim, mas jamais me importei. Sou um democrata” 

Leia a íntegra da entrevista AQUI




Lula: imprensa já condenou envolvidos no Mensalão à prisão perpétua

Fonte: blogs.estadao.com.br

GENEBRA – Luiz Inácio Lula da Silva critica imprensa, parte do PT e aponta que a onda de protesto no Brasil é “sã”. Numa longa entrevista publicada hoje pelo jornal espanhol El País, o ex-presidente deixa claro ainda que não é candidato a nada e que irá trabalhar para a reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Eis os principais trechos da entrevista:

Eleição – Sobre voltar à política, Lula garante que não volta a ser candidato. “Não, não, não. Só tenho vontade de sobreviver. Fui operado de um câncer e Graças a Deus me recuperei e trabalhei muito, diria até que mais que quando era presidente” disse. “O que eu quero de fato tentar, através de meu instituto, é contribuir para o desenvolvimento da América Latina e África”.

Para 2014, ele é contundente: “Eu tenho minha candidata, que é Dilma, e vou trabalhar para ela”.

Protestos – Lula também insiste em apontar a onda de protestos vivida no Brasil é “sã”. “Um povo com fome não tem disposição para a luta. Quando 40 milhões de pessoas entraram na classe média, quando em 2007 existiam 48 milhões de pessoas que podiam viajar de avião e em 2013 esse dado aumentou para 103 milhões, um país que produzia 1,5 milhão de carros e agora 3,8 milhões…”, apontou.

“Em 2016 o Brasil será a quinta economia del mundo, produzindo uma sociedade que quer mais. É natural”, declarou. “A sociedade descobriu que é possível aspirar a mais. Em dez anos conseguimos mais do que no século XX e isso desperta na sociedade o fato de querer mais. Temos que enaltecer a participação democrática e não permitir que os jovens reneguem a política. Quando isso ocorre, vem o fascismo”, disse. “Queremos que os jovens discutam abertamente para que sintam que fora dela não há caminho”.

PT – Questionado sobre a reação do PT, Lula indicou que o partido precisa de renovação e lembrar suas origens. “O PT cumpriu 33 anos de vida. Quando se chega a isso, quem começou com 35 anos precisamos dar espaço para uma nova geração. Este é um partido que foi criado pelos trabalhadores e dirigidos por eles”, disse.

“As pessoas tentem a esquecer os tempos difíceis que resultava carregar pedras. Nós acreditávamos. Era maravilhoso. Um mais ideológico, a gente trabalhava grátis, de manhã, tarde e noite. Agora, você vai fazer uma campanha e todo mundo quer cobrar. Não quero voltar às origens, mas gostaríamos que não nos esquecemos para que fomos criados. Por que queríamos chegar ao governo? Não para fazer o que os outros fazem. Mas para atuar de maneira diferente.

Mensalão x Imprensa – Lula ainda respondeu sobre as acusações de corrupção e o Mensalão. “O que eu digo aso companheiros é que só há una forma de não ser investigado neste país: não cometer erros. Duvido que exista no mundo una nação com a quantidade de fiscalizações que ten o Brasil. 90% das denúncias que se apresentam são fritas de dentro do próprio governo. Contratamos policiais, reforçamos os serviços secretos, fortalecemos o controle das contas do Estado… Quanto maior a transparência, melhor”, disse.

“O que não pode se admitir é que depois que uma pessoa se submete a um processo e não se descobre nada, ninguém peça desculpas. Por isso me preocupam as condenações a priori. No caso dos companheiros do PT, já foram previamente condenados. Alguns meios de comunicação fizeram isso, independente do julgamento, inclusive à prisão perpétua. Alguns nem podem sair às ruas. Eu insisto, temos de ser 150% corretos porque se nos equivocamos em 1%, aos olhos de nossos adversários e de determinados meios de comunicação, nos levarão a 1000%. As vezes me queixo, mas me parece bem o controle”, admitiu.

Lula adota uma distância em relação aos demais líderes latino-americanos e seus conflitos com os meios de comunicação. Mas defende “mudanças de leis”.

“Eu sou um democrata”, insiste Lula. “Defendo a liberdade de imprensa. Sou o resultado disso. A imprensa brasileira nunca falou bem de mim, mas nunca me importou. Nunca pedi favores, nem os peço. Quem julga a imprensa são os leitores, o público. Mas em alguns países latino-americanos devemos adaptar as leis aos tempos que vivemos. No Brasil são nove as famílias que controlam os meios de comunicação. O que mudou um pouco o panorama é a Internet. Não se tratar de entrar no conteúdo, obviamente, mas democratizar, ampliar o acesso”, declarou.

sábado, 19 de outubro de 2013

Instituto de FHC na mira da polícia por disseminar boatos contra filho de Lula