segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Pedro Parente promove “Black Friday” na Petrobras, denuncia Pellegrino























Em  um duro discurso proferido na última sexta-feira (25), num ato em defesa da Petrobras e do pré-sal, o deputado Nelson Pellegrino (PT-BA) afirmou que o presidente da Petrobras, o tucano Pedro Parente, faz “Black Friday” com os ativos da estatal. Ele se referiu ao pacote de empresas e negócios colocados à venda recentemente pela companhia. O ato foi organizado pela CUT e Sindipetro, na frente da sede da Petrobras, em Salvador (BA).

“Agora eles implantaram um corpo estranho na Petrobras que é o senhor Pedro Parente, para fazer o serviço sujo da privatização, da entrega da nossa riqueza, para fazer um Black Friday dos ativos da empresa, gerando milhões de prejuízos ao País. Isso é um crime”, acusou Pellegrino.

Para apurar o “saldão” do entreguismo tucano na Petrobras, que começou desde que Parente assumiu a companhia no último mês de junho, com a venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) e a Petrobras Argentina (PESA), o deputado informou que o Ministério Público foi acionado para que investigue essa sanha entreguista.

“Cobrei na tribuna da Câmara, para que o MP investigue o que está acontecendo na Petrobras, neste momento, porque são bilhões e bilhões que estão sendo entregues de forma criminosa nessas licitações que, às vezes, nem são realizadas. Esse é um processo de entrega da bacia da alma - do patrimônio da Petrobras”, denunciou Nelson Pellegrino se referindo à lista de queima de ativos proposta por Pedro Parente que, entre outras, estão a BR Distribuidora e a Liquigás.

Protagonista na luta para impedir que o governo usurpador de Michel Temer entregasse o pré-sal às petrolíferas estrangeiras, por meio do projeto de lei (PL 4567/16), de autoria do senador e chanceler José Serra (PSDB-SP) – que desobriga a Petrobras de ser operadora exclusiva do pré-sal, o deputado Pellegrino disse que um dos objetivos de Michel Temer e José Serra é rever a Lei 12.351/10, que estabelece o regime de partilha.

“No mundo inteiro onde foi adotado o regime de partilha, quem explora o petróleo são as empresas estatais. Eles (tucanos) pregam uma coisa, mas aqueles que eles seguem de forma cega, não fazem o que pregam”, criticou o deputado a subserviência dos gestores golpistas diante dos interesses de empresas estrangeiras.

“A riqueza do pré-sal é do povo brasileiro. Quem for lá explorar vai ser remunerado pela participação, mas o lucro fica com a União que irá investir esse recurso em saúde, educação, na preservação do meio ambiente, e em ciência e tecnologia”, defendeu.

Sugeriu o deputado uma intensa mobilização para impedir o desmonte que o governo golpista vem patrocinando na Petrobras. “Não concordamos com esse crime contra a Petrobras. Não vamos aceitar. Vamos buscar todos os recursos necessários, quer seja na justiça, ou em atos como este, com participação de sindicatos, associações, entidades da sociedade civil e, ainda, no Congresso Nacional para interditar essa agenda entreguista”, afirmou Nelson Pellegrino.

Benildes Rodrigues
Foto: facebook do deputado


segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Ministros golpistas fazem farra com aeronaves da FAB; PT cobra explicações

jatinho fab

A sociedade brasileira que não compactuou com o golpe parlamentar, jurídico e midiático perpetrado contra a democracia no Brasil assiste estarrecida à farra que os golpistas, liderados pelo presidente ilegítimo Temer Golpista, fazem com recursos públicos. Desta vez, segundo levantamento do jornal O Estado de S. Paulo, em seis meses que tomaram de assalto o Palácio do Planalto, ministros utilizaram 781 vezes aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para realizar deslocamentos pelo país. Desse total, 238 voos tiveram como destino ou origem a cidade onde os ministros residem.

Ao se portarem dessa forma, os ministros golpistas violaram as regras estabelecidas no decreto 8.432/15 assinado pela presidenta eleita Dilma Rousseff. O ato da presidenta proíbe a utilização de aeronaves da FAB em deslocamento para o local de domicílio.

Entre os ministros que deveriam aplicar a lei estão o da Justiça, Alexandre de Moraes; das Relações Exteriores, José Serra; da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab; da Fazenda, Henrique Meirelles; da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima; da Saúde, Ricardo Barros; da Casa Civil, Eliseu Padilha; das Cidades, Bruno Araújo; do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra; da Indústria e Comércio, Marcos Pereira e de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho. Todos utilizaram o bem público em causa própria.

O deputado Jorge Solla (PT-BA) assegurou que já nesta terça-feira (8) vai apresentar na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC), presidida pelo deputado Leo de Brito (PT-AC), requerimento de informação para que o governo ilegítimo de Golpista explique o motivo que levou seus ministros a descumprirem a legislação vigente. Segundo aponta o parlamentar, em seu requerimento, a quantidade de voos irregulares utilizados pelos ministros golpistas “representa 30% de todos os voos realizados no atual governo com aeronaves da FAB”.

De acordo com o parlamentar, a inciativa tem como objetivo “estabelecer punições, restituições de danos ao erário e a retomada de controle efetivo de cumprimento de norma legal vigente”.

O deputado solicita que as informações sobre o uso por parte de autoridades dos aviões da FAB, em descumprimento com a norma vigente, sejam prestadas pelos ministros da Defesa, Raul Jungmann; da Casa Civil, Eliseu Padilha, e pelo ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União, Torquato Lorena Jardim,.

No documento, Jorge Solla cobra que sejam enviados cópia das todas as solicitações de disponibilidade das aeronaves da FAB por ministros de Estado e relatório de cada voo com itinerário e nome dos passageiros civis, com as respectivas justificativas para o uso, no período compreendido entre o dia 1º de janeiro até a presente data; custos operacionais envolvidos em cada deslocamento, e as providências adotadas em relação à restituição dos eventuais danos ao erário e punição administrativa para os responsáveis por descumprimento de norma reguladora do uso oficial das aeronaves da FAB.

No mês passado o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), com base na Lei 12.813/13, Art. 11,que determina que agentes públicos, no âmbito do Executivo Federal “deverão, ainda, divulgar, diariamente, por meio da rede mundial de computadores - internet, sua agenda de compromissos públicos”, protocolou um requerimento onde solicita informações aos ministros sobre as viagens nacionais e internacionais realizadas até a presente data.

“Com a mudança na cúpula dos ministérios da administração federal, faz-se necessário obter informações mais detalhadas sobre a dinâmica de atuação das referidas pastas no âmbito de suas funções. Neste contexto, e para que não se permita retrocessos no âmbito das competências destes órgãos, é que se solicita o detalhamento destas atividades”, diz a justificativa apresentada por Paulo Pimenta.

Benildes Rodrigues
Foto: Duk=

Zarattini defende reorganização do PT e aponta campanha difamatória como forte componente no resultado eleitoral de 2016


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O vice-líder da Minoria na Câmara, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), adiantou, em entrevista coletiva concedida, nesta semana, ao canal Record News, que o Partido dos Trabalhadores deve fazer, nos próximos dias, uma “profunda reflexão” sobre o resultado eleitoral, reorganização partidária e os próximos passos que a legenda deve dar rumo ao futuro. Para ele, a forte campanha difamatória que o partido tem sido vítima influenciou no resultado eleitoral de 2016.

“Existe uma campanha violenta contra o Partido dos Trabalhadores. O PT é atingido fundamentalmente por essa campanha, mas ela acaba atingindo também o conjunto dos políticos”, frisou Zarattini que ainda refutou a ideia de que no pleito municipal a direita venceu a esquerda. Reiterou o deputado que, o que ocorreu, foi um verdadeiro massacre ao PT, enquanto os partidos que representam a direita foram poupados ou foram menos atingidos.

Para Carlos Zarattini, a despolitização assumida por alguns candidatos na disputa eleitoral foi um dos pontos negativos da campanha. Como exemplo, o parlamentar apontou a vitória de candidatos que se definiram como apolíticos ou anti-políticos, como o caso do Dória em São Paulo e do Kalil em Belo Horizonte que, segundo ele, enfrentaram e atacaram não apenas o PT, mas também o PMDB, PSDB. “Eles se definiram como candidatos-administradores e esse tipo de candidatura fez com que muitas pessoas deixassem de votar, se abstivessem de comparecer ou votassem nulo ou branco”, alegou.

No decorrer da entrevista, Zarattini destacou o capital político adquirido pelo partido ao longo dos 37 anos de existência da legenda. “O PT tem uma profunda raiz no Brasil e, com certeza, a partir dessa raiz é que vai se reorganizar para continuar participando da vida política brasileira e, sempre, no sentido de melhorar a vida do povo brasileiro”, observou Zarattini.

Questionado se o PT abandonou ou não as suas bandeiras, Zarattini reconheceu erros cometidos pelo partido, mas rejeitou esse argumento. “O PT não abandonou suas bandeiras. O PT errou, no meu modo de ver, ao adotar um sistema de financiamento eleitoral completamente baseado em doações das empresas. O PT já reviu isso, já proibiu. Essa decisão do partido teve refendo do próprio Supremo Tribunal Federal que proibiu a doação de empresas”, explicou o deputado que ainda destacou que financiamento empresarial de campanha sempre foi uma prática adotada por todos os partidos.

Renovação - Sobre as transformações pelas quais o partido deve passar e sobre quem pode liderar a legenda, Zarattini informou que ainda não há definição sobre essa questão. “Nós não temos uma coisa bem definida, mas, evidentemente, vamos procurar uma renovação da nossa liderança, dos nossos diretórios”, afirmou o deputado que ainda acrescentou sobre a necessidade de fazer debate sobre isso.

“Nós temos que fazer isso, até porque, quando você sofre uma derrota eleitoral como nós sofremos (e temos que reconhecer isso), temos que organizar em novas bases e o PT precisa de uma reorganização partidária e de uma renovação de seus quadros dirigentes”, defendeu Zarattini.

PT e movimentos sociais – Carlos Zarattini reconheceu que no decorrer dos 13 anos em que o PT esteve à frente do governo federal, o partido se afastou dos movimentos sociais, mas, segundo, ele, chegou o momento de o partido retomar essa relação.

“Houve um distanciamento e, muitas vezes, houve contradição. Agora não estamos mais no governo, logicamente vamos nos aproximar, reaproximar desses movimentos, com o objetivo claro de construção de uma grande frente política e social que lute para continuar democratizando o País, para continuar distribuindo renda e para retomar o crescimento econômico. Esse é o objetivo que pretendemos”, afirmou Zarattini.

Assista à entrevista:

http://noticias.r7.com/record-news/jornal-da-record-news/videos/deputado-explica-proximos-passos-do-pt-apos-eleicoes-de-2016-01112016

Benildes Rodrigues