quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Bonner: "O Jornal Nacional ERROU"


A edição do Jornal Nacional desta quinta-feira (19) traz algo inédito. A Globo admite em rede nacional,  erro da emissora em matéria produzida sobre pronunciamento do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel sobre a tragédia que ocorreu no municipio de Mariana (MG). Esse é o efeito da lei de direito de resposta da imprensa, aprovada pelo Congresso Nacional, e sancionada pela presidenta Dilma na última semana.

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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Eike Batista desmonta palco da oposição e mostra lisura em contratos na CPI do BNDES



O empresário Eike Batista, dono do Grupo EBX, foi mais um dos depoentes da CPI do BNDES a desmontar o palco preparado por setores da oposição em relação às pretensas irregularidades nos contratos e financiamentos firmados entre suas empresas e a instituição. Ao depor como testemunha na audiência do colegiado, nesta terça-feira (17), o empresário frustrou os oposicionistas com suas explicações ao afirmar que o BNDES não teve prejuízo com os investimentos feito ao grupo. “O BNDES teve zero de prejuízo com as operações do grupo EBX”, afirmou. Essa afirmação tem sido recorrente em todas as oitivas desde que a comissão foi instalada.

Ao mesmo tempo, Batista teceu severas críticas a setores da mídia que, segundo ele, em vários momentos mentiram sobre a parceria entre o grupo e o banco. Ele considerou que mentiras repetidas várias vezes acabam se tornando verdades. O empresário frisou se tratar de uma “grande inverdade” o noticiário que apontou que os créditos do BNDES se tratavam de investimentos em capitais de risco.

“Na verdade, os empréstimos do BNDES compunham parte de investimento de R$ 150 bilhões. A exposição do banco foi um valor em torno, mais ou menos, de R$ 10 bilhões. Não sei por que repetem isso. O BNDES teve prejuízo zero”, reafirmou. Segundo o empresário, esses R$ 10 bilhões de aporte do BNDES foram aplicados nas empresas MPX, LX e EMX.

“Os empréstimos foram importantes e foram pagos com juros, como todo mundo paga, tudo lastreado em garantias, até mesmo meus bens pessoais”, assegurou Batista.

Um dos grandes empreendimentos que o empresário citou como exemplo foi o do Porto de Açu, em São João da Barra (RJ). Ele disse que esse projeto contou com cerca de R$ 3 bilhões de recursos do BNDES, num montante de R$ 70 bilhões de investimento próprio e de empresas estrangeiras. “É importante ressaltar a proporção dos investimentos feitos”, declarou.

“Você faz um projeto onde se investe US$ 20 bilhões, onde têm 10 mil pessoas trabalhando e a mídia especializada não fala do assunto. O Brasil é tão grande que um projeto de R$ 70 bilhões investidos não é percebido pela mídia”, ironizou. Para ele, a mídia foi infeliz em não traduzir a importância do Porto de Açu para o País.

Quebra – No seu relato Eike Batista disse que o Grupo EBX perdeu 90% do valor do ativo em um ano, por erro de avaliação na exploração de petróleo feita por empresa do grupo, a OGX (empresa de exploração de petróleo). Segundo ele, esse erro levou as demais empresas à derrocada. “Achamos petróleo, mas a produtividade dos poços não correspondeu ao esperado. A falha de não termos produtividade nos campos de petróleo causou uma corrida bancária ao grupo todo” disse. “Entreguei todo meu patrimônio aos credores”, completou.

“Se eu tivesse investido dinheiro em áreas do pré-sal, a história seria totalmente diferente. Furamos 110 poços, contribuímos com conhecimento geológico das bacias brasileiras. Imagina se isso fosse na área da pré-sal?, questionou.

Lisura - Para o segundo vice-presidente da CPI, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) o depoimento do empresário Eike Batista é mais um que frustra o objetivo da oposição, de encontrar atos ilícitos nas operações e contratos feitos pelo BNDES.

“A oposição quer encontrar irregularidade e corrupção no BNDES. Não conseguiu e não vai achar nada. O Eike Batista foi mais um depoente que confirmou que não houve favorecimento por parte da instituição e que não há interferência política nas ações adotadas pelo banco. O empresário é mais uma testemunha que revela a lisura com que o BNDES atua no mercado”, constatou Zarattini.

Benildes Rodrigues

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Petista destaca o “puxão de orelha” que o PSDB recebeu de seu maior aliado, O Globo





Em pronunciamento feito na tribuna da Câmara nesta quinta-feira (12), o deputado Caetano (PT-BA) chamou a atenção da população brasileira sobre o recuo das organizações da família Marinho, que, por meio do jornal O Globo, critica posturas adotadas pelo PSDB. Em editorial escrito pelo colunista Merval Pereira, o jornal aponta equívocos dos tucanos em boicotar as propostas econômicas do governo e em insistir num possível impeachment da presidenta Dilma. O colunista também puxa a orelha do presidente da legenda e candidato derrotado na eleição presidencial de 2014, Aécio Neves.

“Espero que depois do puxão de orelha que O Globo deu no PSDB, o partido aprenda, faça autocrítica e melhore sua ação nesta Casa, em defesa do povo”, disse Caetano.

“O jornal diz, através do colunista, que o PSDB errou, mas errou feio nesta Casa. Errou feio no País, ao jogar todas as fichas no impeachment da Dilma - sem prova, sem Dilma ter cometido ato ilícito, sem ter praticado qualquer ato de corrupção e sem estar denunciada em nada neste País”, citou Caetano.

O deputado se referiu ao trecho do editorial do colunista que nunca escondeu a sua preferência pelo tucanato. "O PSDB errou muito ao jogar todas as suas fichas no impeachment e, mais que isso, apostar que poderia encontrar atalhos para chegar a ele sem respeitar os prazos, pulando etapas", destacou Merval.

Outra critica feita pelo O Globo, que Caetano Chama atenção, diz respeito à parceria entre o PSDB e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O petista relembra que o colunista destacou essa união como um dos grandes erros cometidos pelos tucanos ao apostar numa agenda negativa e criar pauta bomba, causando prejuízo ao País.

“Nós somos testemunhas de que o PSDB fez de tudo para desestabilizar o País, para enfraquecer a economia, para desestabilizar a presidenta Dilma. Mas não conseguiu. O País está retomando aos poucos o seu equilíbrio. A presidenta Dilma fez a reforma política, a reforma administrativa e está buscando, cada vez mais, botar a economia nos eixos”, reconheceu Caetano.

Recomeço – Caetano destacou ainda a lucidez do colunista, ao apontar que o PSDB para sobreviver terá que recomeçar e deixar de sabotar o País. “Eu e diversos pares já havíamos dito nesta tribuna que não é certo, não é legal ficar apostando no quanto pior, melhor”.

Para o deputado, o Brasil merece que as forças políticas se unam na busca da retomada do desenvolvimento, com aquecimento da economia e com a geração de emprego e renda.

Benildes Rodrigues
Foto: Divulgação

Zarattini critica oposição: “Não tem proposta, só fala em golpe e boicota medidas para superar a crise no País”

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O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) fez um duro discurso na tribuna da Câmara, na terça-feira (10), para criticar a oposição ao Governo que tem uma pauta única, de tentar impor o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, mas que não tem propostas para o País. “Qual é a solução que a oposição propõe ao País para superar a crise econômica? Absolutamente nenhuma. Não é capaz de fazer um debate com propostas para enfrentar a crise econômica. E quando o Governo sugere projetos, o que faz a oposição? Boicota permanentemente, critica acidamente, mas, mais do que isso, impede o País de caminhar para a frente, de superar a crise. Isso é cada dia mais evidente”, condenou Zarattini.

Lembrou o deputado que, apesar do massacre midiático contra o Governo e contra o PT, a oposição não vê nenhuma das suas lideranças alçar voo, ganhar prestígio. Ao contrário, sofrem rejeição porque realmente não estão preocupados com o País, com o povo brasileiro; estão preocupados unicamente em derrubar a Presidenta Dilma. “Mas estamos a cada dia reconstituindo uma base política que tem consciência muito clara de que este País não vai avançar se não estiver unido para superar esse momento”, disse.

O deputado criticou ainda setores da oposição mais radical que, depois de tentar insuflar os militares ao golpe militar e não conseguir absolutamente nada, tentam parar o País com um movimento fantasioso de caminhoneiros, que nem sequer resistiu a um dia de movimento, que não consegue nem ter reivindicações concretas, mas que coloca como item um da pauta a derrubada da Presidente da República.

“Ora, aqui não será o Chile! Onde vão tentar dar esse tipo de golpe, onde vão usar caminhoneiros para tentar desabastecer o País. Ao contrário. Nós temos a solidariedade do povo brasileiro para superar a crise econômica. O povo brasileiro já percebeu que é possível achar um caminho para a superação e retomar o desenvolvimento e o crescimento econômico, e também que é necessário ao País manter a democracia”, disse.

Alertou o deputado Zarattini que aqueles que tentam calar o PT, o Governo, que tentam impedir muitas vezes que um ministro possa sair à rua para almoçar ou para jantar com a sua família, tentando constrangê-lo, não vão constranger o partido, não vão constranger o Governo, porque o que foi construído é fundamental para fazer o povo avançar e o Brasil crescer. “Aquilo que conquistamos, em termos de direitos sociais, é irrevogável porque já calou fundo no coração do povo brasileiro, que não vai aceitar nenhum tipo de retrocesso”, disse.

Por fim o deputado chamou a oposição para o debate real. “Saia da fantasia de querer fazer impeachment, porque vocês não vão conseguir isso. Vocês não vão conseguir iludir o povo brasileiro de que essa é uma solução”, finalizou .
Foto: Salu Parente

Petista classifica “erro” de O Globo de “lixo” jornalístico e defende regulação da mídia



Em um duro discurso feito na tribuna da Câmara, nesta terça-feira (10), o deputado Bohn Gass (PT-RS) condenou o jornalismo praticado pelos veículos das Organizações Globo e o classificou de “lixo jornalístico”. O parlamentar se referiu à mentira publicada pelo jornalista de O Globo, Lauro Jardim que afirmou, em sua coluna, que o delator da Operação Lava Jato da Polícia Federal, Fernando Baiano, pagou despesas pessoais de Fabio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, no valor de R$ 2 milhões. O periódico foi obrigado a publicar um desmentido, mas o fez num cantinho do jornal com o titulo “O Globo errou”.

“Várias matérias que eu li foram feitas em cima de uma informação errada do jornal O Globo que, no último domingo, em nota de capa, desmentiu. Então, caros deputados, isso tudo é lixo jornalístico. Aí eu pergunto: como é que fica esse lixo? Fica o dito pelo desdito?”, questionou Bohn Gass.

O deputado criticou ainda a diferença dada à publicação da noticia mentirosa e o desmentido da informação. Segundo ele, a notícia de que Fernando Baiano havia pago as contas do filho de Lula foi destacada com letras garrafais. Já o desmentido, lembrou, para ler, era necessária uma lupa para identificar a pequena mensagem admitindo que O Globo havia errado e que o Lulinha não havia sido citado.

“Há uma brutal desproporção entre a manchete de O Globo e a notinha de errata posta na capa do jornal. Isso nem de longe repõe o dano causado. Neste caso, é o filho do Lula e certamente ele saberá se defender. Mas e os milhares de cidadãos que são vítimas desta mesma prática irresponsável todos os dias?”, alertou Bohn Gass.

O deputado lembrou ainda que a mentira publicada pelo O Globo foi reproduzida por outros veículos como o jornal Folha de S. Paulo, O Estado de São Paulo e a revista Veja, com uma amplificação da mentira como se presenciou nas matérias da Folha.

“O Globo se desculpa, mas como é que fica a repetição da mentira em outros veículos? E as outras notícias que o próprio Globo fez sobre um fato que não era fato, sobre uma notícia que não era notícia, e o dano causado à família, ao Lula. Todos eles obviamente recorrerão à Justiça. Mas a deformação da opinião pública está posta”, lamentou Bohn Gass.

Apelo – O deputado fez um apelo a seus pares para que a Câmara faça esse debate com coragem. Ele conclamou também que a Casa não aceite o discurso carregado de “simplificação canalha” ao argumentar que a regulação da mídia é censura. “Impedir esse debate é que é censura”, frisou.

“A primeira coisa que temos que fazer é saudar a decisão do Senado Federal de modificar o direito de resposta no Brasil. O cidadão precisa ter o direito de repor verdadeiramente a sua honra e uma notinha de jornal não dá conta de reparar este dano”, observou.

Para Bohn Gass, todo o processo democrático se constrói com uma imprensa livre, responsável, decente, formadora e não deformadora da opinião pública.

Benildes Rodrigues

Foto: Brasil 247

Democracia na América Latina está sendo “sufocada pelo poder econômico” e merece reflexão, diz Chinaglia


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No decorrer do debate sobre os novos desafios na América Latina - aprofundamento da democracia, desenvolvimento inclusivo, sustentável e integração regional, promovido pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, nesta quarta-feira (11), o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) disse que os novos cenários que se apresentam para o futuro da América Latina no contexto global fazem do debate sobre a democracia uma necessidade. “Na minha opinião, um questionamento central que deve fazer parte desse debate é que a democracia vem sendo sufocada pelo poder econômico”, analisou Chinaglia.

O deputado petista citou como exemplo dessa realidade a recente eleição da Grécia. Ele lembrou que a população grega aprovou o programa eleitoral defendido pelo governo de Alexis Tsipras. No entanto, o governo daquele país não conseguiu e, segundo ele, não vai conseguir, fazer com que as teses que a população decidiu prevaleçam na condução do governo. “Então, não se pode discutir democracia sem discutir a limitação do poder econômico e do mercado frente às decisões do Estado”, avaliou.

O deputado apontou ainda os meios de comunicação como outro marco dentro do conceito do processo democrático a ser debatido. “A concentração de propriedade da mídia merece ou não um debate livre, amplo e profundo por parte da sociedade?”, questionou Chinaglia. Para ele, esse é um tema que requer discussão porque “informação é poder”.

“Lamentavelmente, quando uma empresa de comunicação transforma a notícia em mercadoria, deixa de trabalhar a notícia como um bem público. Isso não serve à democracia”, ponderou. Ele fez questão de frisar que esse é um debate que deve ser feito com tempo e aprofundamento. Para o deputado, aqueles que têm o poder da representação deveriam fazer desse tema um debate permanente para que se mantenha a vontade popular naquilo que se executa em cada País. “O difícil é quando a vontade popular, muitas vezes, é permeada pela manipulação. Por isso acredito que devemos radicalizar na democracia”, defendeu.

Diálogo – Durante o debate, o embaixador do Chile, Jaime Gazmuri disse que a nova realidade regional exige a intensificação do diálogo entre os países latinos americanos. Para ele, as dificuldades por que passam os países em desenvolvimento se constituem em oportunidades para impulsionar os processos de integração regional.

Estratégia - Já Horst Grebe, ex-ministro da economia da Bolívia, avaliou que essa reflexão coletiva sobre a América Latina é essencial para que novas estratégias sejam adotadas. “O momento exige mais governo, mais políticas e mais capacidade de visualizar o futuro através de estratégia apropriada”, afirmou.

Reforma Política – No painel sobre democracia e reforma política, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), que relatou a proposta de reforma política em comissão especial da Câmara, disse que, no Brasil, assim como ocorre em alguns países da América Latina, é comum que no período que antecede o processo eleitoral, ocorram tentativas de se fazer a reforma política.

“Há um conservadorismo muito grande com diversas variáveis, onde as questões estruturais são pouco alteradas”, relatou Fontana. Ele citou o embate que se formou em torno dessa temática no Congresso Nacional e o papel que tem o poder econômico no controle da democracia. Esse controle, segundo ele, foi percebido no momento em que a Câmara manteve o financiamento empresarial de campanha, derrotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Uma decisão instada por uma iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) no Supremo, vimos julgada naquele Tribunal e que traz uma mudança estrutural forte, que vamos administrar e vivenciar na democracia brasileira, que é a supressão do financiamento eleitoral de partidos políticos por parte de empresas”, afirmou Henrique Fontana.

Benildes Rodrigues

Foto: Salu Parente

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Desvio de foco da Zelotes é para proteger grandes grupos de comunicação, denuncia deputado




Em discurso na tribuna da Câmara, na quarta-feira (28), o deputado Marcon (PT-RS) questionou os motivos que levaram a Polícia Federal a concentrar as investigações da Operação Zelotes na empresa de Luis Claudio da Silva, filho do ex-presidente Lula e “esquecer” as grandes empresas sonegadoras do país. “A Operação Zelotes saiu do encalço do poder econômico para perseguir familiares de Lula sem qualquer motivo sólido ou aparente. Por que será?”, questionou.

“Em vez de investigarem as grandes e médias empresas que sonegam neste País, como o Grupo Gerdau, o Grupo RBS e a Marcopolo, lá no Rio Grande do Sul, estão investigando a filha do Gilberto Carvalho e o filho do Presidente Lula”, estranhou Marcon.

Segundo o deputado, esse tipo de ação da PF evidencia a proteção que a instituição faz às grandes empresas, em especial àquelas ligadas ao setor de comunicação. Como exemplo, ele cita o grupo RBS, afiliada da Rede Globo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e que se encontra na lista dos grandes sonegadores da Operação Zelotes.

O deputado fez questão de lembrar que informações veiculadas nos órgãos de imprensa de circulação nacional revelam que a RBS, para se livrar de um débito no valor de R$ 150 milhões, pode ter pago R$ 15 milhões para agentes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) “sumirem” com a dívida.

“A cada dia fica mais claro, em se tratando da Zelotes, que a grande mídia do país que está envolvida em suborno e propina para agentes públicos reduzirem seus tributos junto aos órgãos arrecadadores, quer gerar uma cortina de fumaça para tirar de si o foco e apontar a mira para cima de agentes políticos”, criticou Marcon.

O deputado estranhou como uma operação fadada ao fracasso, uma vez que não tinha recursos para a força-tarefa, nem juiz federal despachando na velocidade de Sergio Moro (Operação Lava Jato) e, consequentemente, sem o impacto da espetacularização dos fatos, de repente, muda de foco, sai do encalço de grandes grupos econômicos — como a Rede Globo, bancos e empreiteiras e passa a perseguir a família do ex-presidente Lula.

“Esse fato foi o suficiente para transferir a Zelotes das páginas secundárias de jornais impressos para ganhar espaços de destaque - aqueles destinados às denúncias bombásticas, mesmo que denúncias vazias”, lamentou Marcon.

Para o deputado, é dessa forma que os grandes grupos econômicos do país agem quando se sentem atingidos. “Eles mandam recado para que não sejam investigados”, finalizou.

Benildes Rodrigues

Foto: divulgação