terça-feira, 29 de março de 2016

Decisão da OAB nacional pró-impeachment racha categoria e gera protestos em todo país

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Na contramão de grandes entidades nacionais como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que se posicionou veementemente em defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu apoiar o golpe em curso no Brasil, protagonizado pelos inconformados com a derrota presidencial em 2014. A decisão provocou um racha na categoria com manifestações de advogados e juristas de todo País que questionam o posicionamento da OAB.

O presidente da entidade, Cláudio Lamachia, em seu arrazoado sustenta que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao praticar “pedaladas fiscais”. A justificativa, conforme a visão de advogados e juristas, não se sustenta. “Não há condições jurídicas para iniciar um processo contra a presidenta Dilma”, disse, em entrevista, o ex-presidente e conselheiro da entidade, Marcello Lavenère. Ele foi categórico em afirmar que essa posição não tem autorização dos conselheiros.

“Na reunião do Conselho da OAB não houve decisão no sentido de que a Ordem entraria com pedido de impeachment, o tom do debate foi outro”, enfatizou. “Quase todos se manifestaram sobre a matéria. No final, decidiu-se pela aprovação do pedido para fins de investigação e não de um julgamento do processo. O julgamento final será no Senado da República”, afirmou.

Um grupo de advogados e ex-presidentes da entidade chegou a apresentar documento nesta segunda-feira, com apelo ao presidente da OAB, Claudio Lamachia para que a Ordem não atentasse contra a democracia. Citam um “erro brutal”.

“Trata-se de um erro brutal e cujas consequências dramáticas em termos de perda da respeitabilidade da Ordem perante a história e a sociedade brasileira sobreviverá a décadas. Essa decisão, por sua gravidade e consequências, lembra o erro cometido pela Ordem em 1964”, diz a nota, se referindo ao apoio da entidade ao Golpe Militar de 1964.

Seccional Paraná - Um grupo de advogados do Paraná lançou uma petição pública na internet questionando o posicionamento da entidade que faz coro com o golpe, se contrapondo à democracia. Na Universidade do Paraná, um segundo grupo de advogados formado principalmente por professores, também questionou o posicionamento da OAB-PR. “A tentativa de impeachment da presidente não pode ser apoiada por aqueles que defendem a ordem jurídica constitucional. Assim, repudiamos a açodada decisão tomada pela OAB-PR em apoio ao impeachment da presidente da República e manifestamos veementemente nossa defesa do Estado Democrático de Direito, que não se compraz com soluções arbitrárias”, diz a nota.

Ceará - Advogados do Coletivo Advogados e Advogadas Cearenses pela Democracia publicaram um manifesto contra a decisão da OAB Ceará, que apoiou a abertura do processo de deposição da presidenta. Em nota, o coletivo repudia “qualquer tentativa de aliança institucional que está em curso no Brasil, verdadeira afronta ao Estado Democrático de Direito”. Cerca de 200 advogados assinaram o manifesto.

São Paulo - Na semana passada, diversos juristas se reuniram em São Paulo, na faculdade de Direito do Largo São Francisco para se manifestar não só contra o impeachment, mas também contra diversos abusos legais cometidos pelo juiz Sérgio Moro no âmbito da operação Lava-Jato.

Alagoas – Também se manifestou contra a posição da OAB local que se colocou favorável ao processo de impedimento da presidenta Dilma. Um conjunto de advogados promoveu um ato público no último dia 21 para mostrar à sociedade o equivoco da posição da entidade. "É preciso deixar claro que há advogados que são contra o processo de impeachment. O posicionamento de conselheiros não pode ser entendido como o de uma categoria inteira", afirmou o advogado Welton Roberto.

Rio Grande do Sul – Um grupo que se intitula Advogados pela Legalidade se posicionou contra o que classificaram de golpe de Estado. "No século 20, os golpes vinham com tanques de guerra. No século 21, os golpes vêm de toga", disse o advogado Antonio Escosteguy Castro.

"É tarefa dos advogados democratas enfrentarem essa disputa para não permitir que esses golpes não se legitimem aqui no Brasil", se referindo ao que ocorreu com a destituição de Manuel Zelaya, em Honduras, e o impeachment de Fernando Lugo, no Paraguai.

Os juristas também se mostraram indignados com a decisão da OAB federal de apoiar o impeachment de Dilma. “A diretoria usurpou a legitimidade da Ordem, que não lhes pertence, para apoiar um golpe". Castro destacou que o assunto não foi amplamente discutido pela categoria e afirmou acreditar que a decisão "fratura a Ordem por décadas".

On Line - Grupo constituído por 587 advogados já endossou petição pública online contra o processo do impeachment. No texto os advogados afirmam que não há fundamentos jurídicos para a abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Benildes Rodrigues
Foto: Luiz Macedo

sexta-feira, 25 de março de 2016

América Latina se levanta contra tentativa de golpe no Brasil

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Diversos líderes da América Latina têm se manifestado contra a iminência de um golpe no Brasil. Por trás das campanhas midiáticas a favor do impeachment de Dilma e da prisão do ex-presidente Lula, ganha força a tese de uma articulação de interesses estrangeiros com movimentos de direita para desestabilizar governos de esquerda no continente.

Um muro no Uruguai foi pichado com as frases "Não ao golpe no Brasil" e "Dilma Resiste" Na sexta-feira (18), o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, defendeu a continuidade da Operação Lava Jato, mas reiterou que não há fundamento jurídico para tirar a presidenta Dilma Rousseff do cargo. Segundo ele, a líder da nação demonstra, pelo contrário, um claro compromisso com a transparência institucional e com a defesa dos ganhos sociais alcançados pelo país na última década.

“Neste momento, a sua coragem e honestidade são ferramentas essenciais para a preservação e o fortalecimento do Estado de Direito”, disse Almagro.

Também na sexta-feira, os governos do Uruguai, da Bolívia e da Venezuela se manifestaram contra o golpe orquestrado no Brasil.

"Fiel defensor do princípio de não intervenção nos assuntos internos de outros Estados, mas ao mesmo tempo respeitoso do Estado de Direito e dos valores democráticos, o Uruguai confia que as diferenças internas existentes no Brasil serão resolvidas no marco do regime democrático", afirma o comunicado da chancelaria uruguaia.

Em entrevista ao jornal La República publicada no domingo (20), o ex-vice-chanceler uruguaio Roberto Conde, candidato à presidência do país pela coalizão de esquerda Frente Ampla, também disse que uma das “prioridades imediatas” que Montevideo deve encarar é a agressividade crescente dos movimentos de direita, tanto no Uruguai como no contexto internacional, de onde age uma direita “muito agressiva” que provoca divisões territoriais e guerras e viola reiteradamente o princípio de não-intervenção que rege a relação entre Estados soberanos.

"A direita no Brasil quer voltar por meio de um golpe no Congresso e um golpe judicial para castigar o Partido dos Trabalhadores, o partido do companheiro Lula, e para tirar e julgar a companheira Dilma", afirmou o presidente da Bolívia, Evo Morales, em reunião com mineiros no povoado de Colquiri, no oeste do país, acrescentando que a "direita sul-americana e a direita americana" querem "castigar" Lula para que um dirigente sindical nunca mais volte a ser presidente.

muro pichado uruguai

Segundo afirmou o chefe de Estado do Equador, Rafael Correa, em entrevista veiculada na televisão estatal do país, está em curso no continente latino-americano um "novo plano Condor" contra os governos progressistas da região, do qual faria parte o ataque jurídico-midiático ao governo Dilma.

"Já não se precisa mais de ditaduras militares, se precisa de juízes submissos, se precisa de uma imprensa corrupta que inclusive se atreva a publicar conversas privadas, o que é absolutamente ilegal", disse Correa.

O presidente da Venezuela Nicolas Maduro, por sua vez, já havia se pronunciado na quinta-feira (17) sobre o assunto.

"Há um golpe de estado midiático e judicial contra a presidenta Dilma Rousseff e contra Lula da Silva, líder do Brasil e da nossa América", disse Maduro, discursando no Palácio de Miraflores.

Segundo ele, vários presidentes latino-americanos estão muito preocupados com a situação no Brasil.

Até mesmo o líder argentino Mauricio Macri defendeu, em entrevista ao jornal La Nación publicada no domingo (20), a decisão de Dilma de nomear Lula ministro da Casa Civil, manifestando um "apoio institucional" de Buenos Aires à presidenta.

"Quero crer que ela fez isso para fortalecer seu governo do ponto de vista operacional, não para encobrir uma causa judicial. Desse ponto de vista, é absolutamente válido. Agora, não cabe a segunda intenção, que não me consta", disse Macri, expoente da direita liberal.

Em todos esses países, a popularidade de partidos e movimentos da direita aparenta estar crescendo, ensejada pelo aprofundamento da crise econômica regional — na qual a queda internacional dos preços do petróleo, patrocinada pelos EUA em conluio com a Arábia Saudita, exerce papel de considerável destaque — e pela crise política, em meio às denúncias de corrupção que, apesar do escopo fenomenal, têm sido acompanhadas seletivamente pela grande mídia.

Segundo muitos analistas, de fato, a crise vai além das dificuldades econômicas e políticas particulares a cada nação e envolvem interesses de grandes corporações e o respaldo velado dos EUA.

Fonte: SputniK – Site Vermelho

Mentira ardilosa da Veja é desmascarada pela Embaixada da Itália

Foto: Brasil 247

Mesmo desmoralizada em várias ocasiões por reportagens mentirosas e caluniosas, a revista Veja parece que se acostumou a circular no jornalismo internacional como “jornalixo”.  Desta vez, a Veja – maior pagadora de mico mundial, foi desmascarada pela Embaixada da Itália no Brasil. A matéria fantasiosa “O plano secreto de Lula para evitar prisão: pedir asilo à Itália e deixar o Brasil” não se sustentou por 1 dia.

Em nota, o embaixador Raffaele Trombetta, classifica de "inverídicas" informações veiculadas por Veja sobre a busca de refúgio no País europeu pelo ex-presidente Lula. “As informações referentes à Embaixada e às supostas conversas do Embaixador Raffaele Trombetta são inverídicas”, diz o texto.

Os absurdos não param por aí. Até a foto do embaixador italiano, a Veja tentou manipular. “Relativamente ao evento no Palácio do Planalto, a pessoa destacada na fotografia e sentada em uma das primeiras fileiras não é o Embaixador Trombetta, como pode-se constatar facilmente”, revela a nota.

A seguir, íntegra da nota da Embaixada Italiana:


Em relação à matéria "O plano secreto" publicada na última edição da revista Veja, a Embaixada da Itália declara:

1. As informações referentes à Embaixada e às supostas conversas do Embaixador Raffaele Trombetta são inverídicas.

2.Relativamente ao evento no Palácio do Planalto, a pessoa destacada na fotografia e sentada em uma das primeiras fileiras não é o Embaixador Trombetta, como pode-se constatar facilmente. O EmbaixadorTrombetta estava sentado, junto a todos os demais embaixadores, no espaço reservado ao corpo diplomático.

3. Na conversa telefônica citada, foi dito ao jornalista que não se queria comentar fatos que, no que tange à Embaixada, eram e são totalmente inexistentes.

Brasília, 25 de março 2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

Entidades e parlamentares anunciam campanha nacional em defesa da Petrobras e do pré-sal



“Da Petrobras não abro mão, quero o pré-sal 100% da Nação”. Entoando essas palavras de ordem, entidades representativas dos movimentos sindicais, estudantis e sociais mandaram um recado àqueles que a todo custo pretendem quebrar o monopólio da Petrobras como operadora exclusiva das reservas do pré-sal. Eles adiantaram que iniciarão uma campanha nacional em defesa da Petrobras e do pré-sal. O anúncio foi feito em ato, nesta quarta-feira (2), promovido pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras que tem o deputado Vicentinho (SP) na terceira vice-presidência do colegiado.

“Não foi à toa que, na época de Getúlio Vargas, a luta ‘O petróleo é nosso’ foi iniciada com vigor. E, hoje, essa história de abrir a Petrobras - um patrimônio tão importante, para os grupos internacionais - vai enfrentar, por nossa parte, por parte da nossa bancada, muita firmeza contra os entreguistas que querem destruir um patrimônio, em troca de fazer com ele grandes negócios”, afirmou Vicentinho. “Defender a Petrobras é defender o Brasil. Defender o pré-sal é defender os interesses da educação, da saúde, e a soberania nacional”, reiterou o deputado.

Para o presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria, o petróleo não é uma questão de governo, mas de Estado. Ele lembrou que a luta em defesa da estatal não é recente, vem desde a época da sua criação. “Persistem, até hoje, as tentativas de acabar com os privilégios da Petrobras na exploração do petróleo brasileiro. Esse é um tema que divide opiniões entre os que acreditam que o petróleo pode ser a redenção de um povo e os que querem entregar a riqueza do Brasil a outros países, mantendo-o submisso ao capital internacional”, observou José Maria.

Para a representante da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação (CNTE), Selene Miqueli “defender a Petrobras é defender o Brasil, é defender a saúde, a educação”.

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), um dos engajados na campanha em defesa da Petrobras e do pré-sal, disse que a luta pela empresa e pela riqueza produzida nos campos de petróleo brasileiro precisa ganhar as ruas. “Não devemos ficar restritos ao âmbito do Congresso. Temos que fazer uma campanha por todo o Brasil. Levar esse debate, criar comitês de apoio, fazer manifestações e atos em todas as cidades brasileiras e, com isso, envolver os parlamentares desses estados e cidades”, defendeu Zarattini.

Denúncia - De acordo com Zarattini, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava jato da Polícia Federal, está atuando, deliberadamente para quebrar a Petrobras. “Às delações da Lava Jato os advogados dos acusados não têm acesso, mas o juiz de Nova York já está com tudo lá para processar a Petrobras”, alertou. “Querem arrasar a nossa Petrobras para que as multinacionais possam avançar”, denunciou.

PLS 131 – Zarattini contou que, no dia seguinte à aprovação no Senado do projeto de lei 131/15, do senador tucano José Serra (PSDB-SP), as multinacionais disseram: vamos acabar agora com o conteúdo nacional. “A esses caras não interessam o desenvolvimento industrial no Brasil”, denunciou.

“Temos que multiplicar a nossa ação. Vamos sair deste ambiente e ir para todas as ruas do Brasil, organizando um grande movimento em defesa da Petrobras e do pré-sal”, conclamou Zarattini.

Na mesma linha, o deputado Chico D’Ângelo (PT-RJ) defendeu a ampliação do leque de apoio à luta que se inicia na defesa da petrolífera, para preservar o seu papel transformador. “Temos que ter a preocupação de ganhar a sociedade civil para que essa luta tenha eco nesta Casa”, afirmou. “Precisamos elaborar um cronograma de luta, de correr o país, de mobilizar a população para se empenhar e incorporar essa luta que é de todo povo brasileiro”, disse Chico D’Ángelo.

Benildes Rodrigues

Foto: Gustavo Bezerra
Mais fotos: www.flickr.com/photos/ptnacamara

Parlamentares defendem Lula, Dilma e o PT e pregam união contra golpe e ataques

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Parlamentares da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara, que marcaram presença no evento em comemoração aos 36 anos do partido, foram unânimes em apontar a necessidade de se defender o tripé – PT, Lula e o governo da presidenta Dilma - que tem sustentado a democracia e os avanços que marcaram a vida da população brasileira nos últimos anos. Para a maioria deles, os ataques que eles estão sofrendo se relacionam com o medo de setores da mídia, judiciário e oposição com o possível retorno do ex-presidente Lula à Presidência da República em 2018.

José Guimarães (CE) - Esse ato foi uma resposta que o PT e o ex-presidente Lula deram à oposição que nos ataca todo dia pelo medo que eles têm que, em 2018, o PT continue mudando o Brasil. É por isso que eles querem interditar Lula, o PT e o governo Dilma. É importante a unidade em torno do PT, de Lula e Dilma. É fundamental garantirmos a unidade partidária e, com as forças progressistas do país, vamos enterrar o morto-vivo pedido de impeachment e vencer as eleições em 2018.

Henrique Fontana (RS) – Este é um momento muito forte da história do País. O ex-presidente Lula tem sido atacado da forma mais absolutamente injusta, por um conjunto de calúnias. Hoje ele fez o seu desabafo e disse que não tem medo de nenhuma investigação. O mais importante do discurso do ex-presidente foi o momento em que ele disse: “se querem me derrotar, tentem democraticamente, respeitando o Estado Democrático de Direito. Venham para a eleição, apresentem um candidato e um projeto para fazer o debate porque estou pronto”, ilustrou.

Wadih Damous (RJ) - As pessoas saíram do ato felizes porque viram o ex-presidente Lula firme, não está abatido e nem baixou a cabeça por conta dessa campanha sórdida articulada por setores do judiciário, do MP e da grande imprensa. Ele falou o que todos esperam ouvir. Se quiserem derrotá-lo, vão ter que derrotá-lo nas urnas, não com campanha sórdidas, não com falsas apurações. Então, se querem discutir o Brasil, vamos discutir o Brasil. Se querem derrotar o nosso projeto, que nos derrote nas urnas. Querem tirar no tapetão, não vão conseguir. Esse foi o entendimento da militância e ela barrará, junto com o povo brasileiro, qualquer tentativa de golpe.

Carlos Zarattini (SP) - Nós temos que reagir, não só contra a tentativa de impeachment do governo da presidenta Dilma, mas também contra todo esse grupo que vem dominando o sistema judiciário - juízes, promotores e setores da PF, que tentam criminalizar o PT e os movimentos populares. Esse ato é em comemoração aos 36 anos do PT, mas uma reação, não só em defesa do ex-presidente Lula, mas em defesa das garantias dos direitos democráticos no Brasil.

Moema Gramacho (BA) - O ex-presidente Lula fez um discurso maravilhoso, corajoso, onde ele mostra, claramente, o golpe que está querendo ser perpetrado no País por aqueles que não se conformam em ter perdido as eleições. Ele mandou um recado: “Quer ganhar, vá se preparar para disputar no voto”. Aqueles que não têm condições de disputar no voto, querem impedir que ele continue de pé para mais uma disputa. Defendemos as investigações, não a perseguição. Lula não tem medo. Ele está pronto para o que der e vier. Nós acreditamos nele. Vamos juntos, pois vamos vencer mais esta batalha.

Paulo Teixeira (SP) - Esse ataque que estão fazendo com Lula se deve por todo processo de mudança que o ex-presidente conseguiu concretizar e liderou. Hoje há uma tentativa de criminalizá-lo. Estão fazendo uma auditoria na vida dele e, para isso, estão cometendo uma série de abusos. Portanto, é fundamental a defesa do ex-presidente Lula. Ele não é só a maior liderança do Brasil, como é uma pessoa que ajuda muito na condução de um processo de mudanças. Creio que há uma ação contundente para desconstruí-lo tendo em vista não só o que ele representa, mas o futuro do Brasil, que ele pode representar no futuro voltando à Presidência da República.

Erika Kokay (DF) - Este ato é a força do PT e o que representa Luiz Inácio Lula da Silva, não para o PT, ou para a esquerda, mas para o conjunto do país. Lula representa a possibilidade deste país descontruir todas as formas de desigualdades que fizeram parte da sua própria história. Por isso, esse ato é para dizer que a força do Lula é muito maior do que eles conseguem imaginar. Reproduzo aqui o que disse o vice-prefeito da cidade do México que participou do seminário dos 36 anos do PT: “O ataque ao Lula é um ataque a todo o povo latino americano”.

Nilto Tatto (SP) - O PT e o presidente Lula são patrimônios do povo brasileiro. Nós nunca tivemos na história do Brasil um partido que fosse construído como o PT e que, sob a liderança do presidente Lula, começou a implementar uma série de conquistas que mudou a vida do país. O povo não vai deixar acabar com a história e o legado que o ex-presidente Lula deixou ao Brasil.

Léo de Brito(AC) - A defesa do presidente Lula é fundamental. Estamos falando do Estado Democrático de Direito. É isso que está em jogo. Estamos vendo claramente que instituições que deveriam ser consideradas republicanas como a PF, o MP e a justiça, que deveriam estar prezando pela legalidade, veem buscando atingir pessoas determinadas. Estamos vendo claramente irregularidades sendo cometidas onde a justiça está sendo utilizada para fins meramente políticos, com objetivo de atingir o ex-presidente Lula, o governo Dilma e o próprio PT.

Caetano (BA) - Lula, assim como o PT, é um patrimônio do povo brasileiro. O Partido dos Trabalhadores foi o partido que comandou as transformações neste país. O governo do Lula foi o melhor governo do Brasil em relação ao povo mais pobre do país. Foi um governo que mostrou que tinha um lado – o dos trabalhadores. Portanto, eles querem destruir Lula e o PT para destruírem o país assim como fizeram no passado. Os movimentos sociais reagem e estão aqui. Essa é a nossa resposta a isso e vai ser assim no Brasil inteiro.

Assis Carvalho (PI) – O PT é um partido que vem mudando a realidade deste país incluindo os mais humildes, fazendo um país para todos e não apenas para alguns, como sempre aconteceu em governos anteriores. A agressão ao Lula faz parte de uma articulação da direita em comum acordo com uma parcela da grande mídia e de setores do judiciário que sabem, muito bem, que a única possibilidade que de se evitar uma vitória do presidente Lula em 2018 é fazer essa criminalização. Essa artimanha não prosperará.

Valmir Assunção (BA) - É bom registrar que o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores sempre foram atacados na sua história, desde a sua fundação. Estamos numa luta de classe e um ato como esse é importante para fortalecer a nossa disputa e, ao mesmo tempo, afirmar que temos que continuar construindo o Partido dos Trabalhadores, as organizações sociais e trabalhar para continuarmos governando o país e mudando a vida das pessoas.

Zeca Dirceu (PR) - Essa homenagem é Justa, necessário e importante. Lula é a maior liderança política do país. Deu uma grande contribuição para o Brasil antes de ser presidente, na Constituinte, na luta pela democracia, na fundação do PT e deu uma enorme contribuição para milhões de brasileiros quando foi presidente. Hoje é perseguido, injustiçado, caluniado. Estamos todos juntos na sua defesa, na defesa do PT que também significa a defesa da democracia, defesa do equilíbrio que o Brasil precisa ter para continuar sendo um país democrático.

Angelim (AC) - Ato extremamente importante porque se trata de maior liderança política do país, que fez o combate intransigente à pobreza, à desigualdade social e assegurou direitos às minorias. Hoje, ele é vitima de uma criminalização que a grande mídia junto com os partidos conservadores veem travando contra ele. Tudo porque Lula é uma ameaça porque sabem que a nossa maior liderança poderá vir a retomar a presidência da República em 2018. Então, essa manifestação das forças populares é importante para preservar, não só a questão política, mas a dignidade, a ética de um dos maiores políticos da história recente do Brasil.

Paulão (AL) - Esse ataque da elite brasileira, articulada com a grande mídia, tenta o impedimento da presidenta Dilma, desgastar o Lula e aniquilar o PT. A série de debates que o PT vem promovendo vai conseguir colocar um plano de ação no sentido de evitar esse linchamento moral que a elite está querendo fazer com a maior liderança do Brasil, que é o presidente Lula.

Ságuas (MT) - Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o PT é um partido que surgiu dos movimentos social e sindical e foi fundamental na consolidação da democracia. Então, nesse momento em que o PT comemora 36 anos, precisamos trabalhar para o fortalecimento, não só do presidente Lula, não só do PT, mas de fortalecer as nossas lutas, o nosso legado enquanto partido e enquanto governo.

Rubens Otoni (GO) - Este ato representa muito mais do que a defesa do ex-presidente Lula. Representa a defesa da democracia, a defesa de uma caminhada histórica, onde o ex-presidente Lula é o símbolo desta trajetória vitoriosa do povo humilde e trabalhador. Então, defender o presidente Lula significa resgatar a democracia e aquilo que fizemos para ampliar o horizonte daqueles que sempre foram excluídos em nosso país.

Valmir Prascidelli (SP) - Precisamos comemorar muito os 36 anos do PT partido que, sem dúvida, é o maior de esquerda do mundo. Esses ataques que o presidente Lula tem sofrido, são ataques que o PT sofreu ao longo de sua história. Nunca foi fácil a vida do PT. Os adversários históricos sabem o que o presidente Lula representa para o povo brasileiro e tentam manchar sua honra, manchar sua história para tentar impedir que ele retorne em 2018.

Benildes Rodrigues

Foto: Ricardo Stuckert

“Se quiserem me derrubar, terão que me enfrentar na rua”, avisa Lula em ato do PT

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Em ato marcado pelo simbolismo histórico que representa os 36 anos do Partido dos Trabalhadores, milhares de pessoas entre trabalhadores, ativistas culturais, representantes do movimento negro, partidos políticos, movimentos sociais, deputados, senadores, ministros e governadores ouviram atentamente no sábado (27), no Armazém Utopia, no Rio de Janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandar um claro recado a seus opositores: “Eles pensam que vão me tirar da luta. Se quiserem me derrubar, vão ter que me enfrentar na rua”, avisou.

Lula direcionou o recado aos setores da mídia, do judiciário e da oposição que têm produzido mentiras com objetivo de destruir a sua honra, manchar a sua história e interditar o PT.

“Se eles quiserem voltar ao poder, têm de aprender a ser democráticos e respeitar os resultados das eleições”, discursou Lula, para olhares atentos que acompanharam um discurso corajoso e contundente.

“Não podemos criminalizar qualquer pessoa a partir de manchetes de jornais. A gente não tem hoje um grande partido de oposição. Nós temos um partido chamado Globo, um partido chamado Veja, outro chamado outros jornais, que são quem de verdade lideram a oposição no país”, denunciou Lula.

Para o deputado Afonso Florence (BA), líder do PT na Câmara, o ex-presidente deu à militância a linha política para o enfrentamento da atual conjuntura. Florence avaliou que Lula deixou nítido que há um ataque sendo desferido ao projeto que ele liderou e que mudou a vida de milhões e milhões brasileiros. “Ele – como grande líder do projeto e presidente melhor avaliado na história do Brasil – mostrou a sua dimensão de estadista e saiu na defesa da democracia e das conquistas sociais do último período”.

Florence avaliou ainda a reação imediata dos militantes diante da fala do ex-presidente. “A militância aderiu a esse chamado, tanto a que estava presente ali naquele ambiente, como a que acompanhava pela internet. Era o que a gente esperava dele, e ele disse tudo de uma forma muito espontânea. Organizou a intervenção da militância democrática, popular e de esquerda na defesa da democracia e das conquistas econômicas e socais, ambas sob ataque conservador”.

Vítima de ataques cotidianos proferidos por empresas jornalísticas, o ex-presidente Lula afirmou à plateia que lotou o Armazém no cais do porto: “Se for necessário, se vocês entenderem necessário que para defender este projeto que está sob ataque, em 2018 eu estarei com 72 anos, com tesão de 30 e volto a disputar a eleição”, afirmou Lula, se colocando à disposição do país para assegurar as conquistas e avanços por ele implementados desde que assumiu o poder, em 2003.

“Eles pensam que fazendo essa perseguição vão me tirar da luta. Eles não conhecem o que é o PT”, completou o ex-presidente.

Guarujá – Ao falar sobre a compra do tríplex no Guarujá o presidente Lula fez duras críticas ao Ministério Público. Para ele, a falsa notícia produzida pela mídia nas últimas semanas sobre o assunto mostra claramente um conluio entre o MP e esses setores da mídia. "Não imaginava, depois de brigar na Constituinte para ter um Ministério Público forte e independente, ver, hoje, um MP fazendo o jogo da imprensa, fazendo o jogo da Veja e da Globo", lamentou.

“Eu sou acusado de ter um apartamento, um triplex, eu quero saber como é que vai ficar essa história”, cobrou. O ex-presidente contou que inúmeras vezes já afirmou não ser proprietário do imóvel. “Eu digo que não tenho, a imprensa diz que eu tenho, mas um cidadão do Ministério Público segue ipsis litteris o que diz o Globo", disse, referindo à postura adotada pelo promotor Cássio Conserino.

Paraty - Para Lula, a sanha dos seus adversários fez com que eles dessem um tiro nos próprios pés. “Como eu acredito em Deus, e ele escreve certo por linhas tortas, inventaram uma empresa no Panamá, tal de offshore. Eu nem sei o que é isso. Isso deve ser coisa para enganar pobre. Disseram que uma empresa offshore era dona do tal meu apartamento, e o que aconteceu? Ela era na verdade dona do triplex em Paraty e do helicóptero da Globo", afirmou.

Benildes Rodrigues

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula