terça-feira, 30 de junho de 2015

Obama destaca Brasil como potência mundial e rebate complexo de vira-lata de repórter da Globonews

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Em entrevista conjunta com a presidenta Dilma Rousseff, concedida  nesta terça-feira (30) em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama,  rebateu um conceito repetido constantemente pela imprensa brasileira, o de que o Brasil não é encarado no exterior como um ator global importante, mas meramente regional.

Obama quebrou o protocolo para responder uma pergunta direcionada a Dilma por Sandra Coutinho, da GloboNews, uma das jornalistas sorteadas para questionar os dois. Segundo Coutinho, o Brasil se vê como um líder global, enquanto Washington o encararia como um líder regional. "Como conciliar essas duas visões?", questionou a jornalista.

Obama rechaçou o comentário. "Bom, eu na verdade vou responder em parte a questão que você acabou de fazer para a presidente [Dilma]. Nós vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global. Se você pensar (...) no G-20, o Brasil é um voz importante ali. As negociações que vão acontecer em Paris, sobre as mudanças climáticas, só podem ter sucesso com o Brasil como líder-chave. Os anúncios feitos hoje sobre energia renovável são indicativos da liderança do Brasil", disse.

Obama, então, repetiu um discurso que se tornou comum nos últimos anos, de que seu país não tem condições ou pretensão de resolver todos os problemas do mundo sozinho. "O Brasil é um grande ator global e eu disse para a presidente Dilma na noite passada que os Estados Unidos, por mais poderosos que nós sejamos, e por mais interessados que estejamos em resolver uma série de problemas internacionais, reconhecemos que não podemos fazer isso sozinhos", afirmou.

Sobre a presidenta Dilma, o presidente americano acrescentou: “Temos confiança nela. Ela sempre foi franca e honesta. Sempre mostrou resultado. Ela possui capital político que indica confiabilidade da parceira que é”, disse o presidente dos EUA. Para ele relação forte “é o que temos com o Brasil e seremos parceiros pelos próximos anos”.

Na sequência, Dilma tomou a palavra, agradeceu Obama pela resposta e disse que crises são naturais na história dos países. "Isso não deve dar a esses países um papel menor no mundo", afirmou. A presidenta Dilma Rousseff  afirmou que a viagem aos EUA  representa um “relançamento” das relações entre os dois países.

Acordos - De acordo com a presidenta, o compromisso firmado pelos EUA e pelo presidente Obama, de que não haverá atos de intrusão nos países amigos, possibilitou um passo à frente nas relações bilaterais. “Obama e eu tivemos nesta manhã e ontem à noite encontros produtivos, celebramos a trajetória ascendente em nossas relações”, afirmou a presidenta brasileira. “É um relacionamento baseado na confiança”, reiterou Barack Obama.

Sobre as relações comerciais bilaterais , a presidenta Dilma disse que o encontro, além de reforçar o diálogo, vai construir condições de relação bilateral ambiciosa entre o Brasil e os EUA nas áreas de investimento, comércio, segurança, educação, energia, defesa, biotecnologia, mudança do clima, ciência e tecnologia, entre outros.

Para o deputado Marco Maia (PT-RS), titular da Comissão de Relações Exteriores e ex-presidente da Câmara, o encontro entre os dois chefes de Estado “recoloca no centro as prioridades  comerciais entre os dois países e,  ao mesmo tempo, já frutifica, porque  decisões importantes já estão sendo tomadas, com efeito positivo direto na economia e na indústria brasileira”.

O parlamentar referiu-se aos acordos no setor energético e, também, à liberação da entrada da carne in natura do Brasil nos EUA.  De acordo com Marco Maia, essa medida tem impacto direto na produção de carne e na indústria frigorífica brasileira, ou seja, favorece 95% da agroindústria exportadora brasileira.
Energia - Os chefes de Estado também enfatizaram a importância do Diálogo Estratégico de Energia. “Reconhecendo a necessidade de acelerar o uso de energia renovável para ajudar a mover nossas economias, Brasil e EUA pretendem atingir, individualmente, 20% de participação de fontes renováveis, além da geração hidráulica  em suas respectivas matrizes elétricas até 2030″, declarou a presidenta.

Investimentos – Dilma fez questão de frisar que cooperação e integração econômica entre as duas nações vêm de longa data. Segundo ela, os EUA continuam sendo o principal investidor estrangeiro no Brasil. Ela observou que, em 2013, o investimento norte-americano teve um estoque de US$ 116 bilhões  e que três mil empresas americanas atuam no Brasil em áreas diversas.  Ela disse ainda que, no sentido inverso, o Brasil também tem se posicionado nos EUA, aumentando sua presença nos últimos anos. Atualmente, informou, as empresas brasileiras têm um estoque de US$ 15,7 bilhões investidos nos EUA, em vários tipos de negócios e atividades, como alimentação, siderurgia, serviços de informação e produtos farmacêuticos.

A presidente Dilma Rousseff disse ainda que um acordo entre os dois países vai facilitar a entrada de brasileiros no país norte-americano, por meio do Programa 'Global Entrey'. A previsão é de que o acordo seja fechado até o final do ano.

 Outro ponto importante diz respeito à Previdência. Acordo firmado entre os dois governos nessa área vai beneficiar os brasileiros que moram nos EUA.

Benildes Rodrigues com Blog do Planalto e Carta Capital
Foto: Roberto Stuckert Filho

Tags: Dilma, EUA, Obama, acordo, internacional, PT, Globonews, 

domingo, 28 de junho de 2015

Trensalão: Petistas criticam parcialidade da Justiça em casos de corrupção do PSDB

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A Justiça de São Paulo acatou denuncia criminal contra seis executivos das empresas Alstom, Temoinsa, Tejofran e MPE acusados de participar do esquema de corrupção no governo do PSDB, na gestão do ex-governador e atual senador, José Serra. O caso é conhecido como trensalão tucano. Entre os indiciados está César Ponce de Leon, ex-diretor da Alstom.

A conclusão das investigações levou a promotoria de São Paulo a pedir a prisão de um dos executivos envolvidos no esquema. No entanto, a mesma Justiça que acatou a denuncia, negou o pedido do Ministério Público. A Justiça paulista deu 10 dias de prazo para que os réus se pronunciem sobre o caso.

Esse tratamento dispensado pela Justiça paulista aos denunciados foi criticado pelos deputados da Bancada do PT, Valmir Prascidelli e Paulo Teixeira, ambos do estado de São Paulo.

“Todos esses processos mostram que há, claramente, uma parcialidade no tratamento nas questões que envolvem denúncias contra o PSDB em relação àquelas que envolvem o PT”, avaliou Prascidelli.

O deputado lembrou ainda que o modus operandis verificados nas empresas do cartel do metrô de São Paulo se assemelham a das empresas no caso da Petrobras. No entanto, para ele, há tratamento desigual em casos semelhantes.

“Há dois pesos e duas medidas no tratamento tanto do MP no oferecimento da denuncia, da morosidade da Justiça quando recebe a denúncia e da imprensa que trata de forma desigual as denúncias, as informações e a investigação quando ela (mídia) se propõe a apurar”, constatou Valmir Prascidelli

Para o deputado Paulo Teixeira, essa forma de agir “mostra a seletividade da Justiça”. “Quando a acusação é contra o PT ela (justiça) é rápida e utiliza de uma narrativa generalizada. Mas essa mesma rapidez não é verificada quando se trata dos opositores ao PT”, criticou.

Carta marcada - Os réus foram condenados por participarem, segundo o Ministério Público Paulista, do jogo de carta marcada (formação de cartel) entre as empresas citadas e o governo paulista nos anos de 2008 e 2009, na gestão do governador tucano, José Serra. A administração Serra gastou mais de R$ 1, 7 bilhão para reformar 98 trens das linhas 1 e 3 do metrô.

As investigações do MP concluíram que sem o esquema ilegal, o montante retirado dos cofres públicos seria bem menos e daria para comprar trens novos e não reformá-los.

Além do ex-diretor da Alstom foram indiciados também, David Lopes, Maurício Memória e Wilson Daré (Temoinsa), Telmo Giolito Porto (Tejofran) e Agadir Abreu (MPE). Recai sobre os executivos a prática ilegal de combinação de preço, caracterizando formação de cartel.

O caso - As denúncias de corrupção na CPTM e no Metrô paulista estouraram em 2013, a partir do acordo de leniência proposto pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e aceito pela empresa Siemens, acusada de formação de Cartel. A empresa suíça revelou pagamentos de propina a altos funcionários e autoridades públicas de São Paulo. Os pagamentos teriam começado em 1997, e atravessaram os governos tucanos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. O desdobramento das investigações revelou também a participação de outras empresas, como a Alstom.

Benildes Rodrigues

Foto: Divulgação

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Petistas repudiam “terrorismo político” praticado contra ex-presidente Lula

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Os deputados da bancada do PT na Câmara, José Guimarães (CE),  Wadih Damous (RJ) e Afonso Florence (BA) repudiaram de forma veemente, na tribuna da Câmara, nesta quinta-feira (25), o terrorismo político praticado por parte de setores da oposição contra o ex-presidente Lula.  A revolta dos parlamentares petista deu-se em virtude de o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) ter espalhado nas redes sociais a mentira de que ex-presidente teria impetrado, na Justiça Federal, um habeas corpus preventivo para não ser preso na Operação Lava Jato da Polícia Federal.

O líder do governo na Câmara e vice-presidente Nacional do PT, deputado José Guimarães, além de repudiar as práticas condenáveis do senador Caiado, as classificou de “intolerantes”, “mentirosas” e “falsas”.

“Isso é inaceitável. É inacreditável que uma liderança do DEM, um dos líderes nacionais da oposição, o senador Ronaldo Caiado, possa apregoar, divulgar, semear essa inverdade grosseira contra uma liderança do porte do grande Presidente que foi Luiz Inácio Lula da Silva”, lamentou Guimarães.  

Para o líder petista, esse tipo de conduta tem que ser repudiada por todos os democratas do País que preservam, lutam e se relacionam umbilicalmente com o Estado Democrático de Direito. “Esse tipo de inverdade não pode prevalecer nas disputas nem nas relações políticas. O meu repúdio ao Líder do DEM no Senado, que semeou essa mentira descabida, que terminou contaminando as redes sociais”, disse Guimarães.

Estranheza - “O ex-presidente Lula não precisa de habeas corpus preventivo. Ele está absolutamente tranquilo em relação à conduta que deve assumir nessa conjuntura. Nos causa muita estranheza que essa notícia esteja sendo espalhada pelo senador Ronaldo Caiado”, condenou o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro, Wadih Damous. Ele classificou a prática do senador do DEM como "má-fé" e "irresponsabilidade".

"Isso tudo dá uma ideia de armação ou, no mínimo, da irresponsabilidade e má fé do senador, que sem checar as informações, sem procurar saber a veracidade dos fatos, vai noticiando da forma leviana como fez". Ele refrescou a memória do senador do DEM: “Ronaldo Caiado deveria ver o que acontece nas suas fazendas, onde tem trabalho escravo, era com isso que ele deveria estar preocupado", alfinetou o petista.

O ex-presidente da OAB-RJ fez questão de esclarecer também que o impetrante do HC preventivo foi um rapaz de Campinas que, segundo ele,  é useiro e vezeiro nessa prática. “De vez em quando ele se acha no direito de impetrar habeas corpus a favor de pessoas que ele sequer conhece”, disse. “Fica aqui o desmentido peremptório em nome do Presidente Lula, que não tem nada a ver com essa aventura assumida por uma pessoa que nenhum de nós conhece e que o presidente Lula também não conhece”, observou Damous.

O deputado Afonso Florence, vice-líder da bancada do PT, se mostrou solidário com o ex-presidente Lula e partilha da mesma opinião dos seus companheiros de bancada. “O Presidente Lula não é objeto de investigação, não está sob investigação, portanto, essa iniciativa de pedido de habeas corpus — que não passou por nenhum filiado do PT, por nenhuma filiada, não passou pelo Presidente Lula, é mais uma tentativa de atacar o maior Presidente da história deste País”, denunciou Florence.

Benildes Rodrigues
Fotos: Laycer Thomaz (José Guimarães/Wadih Damous) e Gustavo Bezerra (Afonso Florence)

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Debate sobre o pré-sal está enviesado pelo DNA das privatizações do PSDB, diz deputado

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Debate acirrado sobre o regime de partilha do pré-sal marcou a audiência pública promovida pela Comissão de Minas e Energia da Câmara, nesta quarta-feira (17).  De um lado, aqueles que defendem o controle das reservas petrolíferas brasileiras pela Petrobras. De outro, os que querem retirar esse controle, quebrando o monopólio da estatal na operação dos campos de petróleo e na obrigatoriedade de conteúdo nacional.

O deputado Fernando Marroni (PT-RS), ao rebater os argumentos antinacionais, lembrou que o ex-técnico da Agência de Inteligência dos EUA, Edward Snowden (que revelou espionagem do governo americano), fez uma denúncia de que havia um acordo por parte de políticos brasileiros que se comprometeram a mudar o regime de partilha do pré-sal. “Engraçado que esse assunto veio para a pauta do Congresso Nacional exatamente pela oposição”, alertou.

“Esse debate está enviesado por um DNA do PSDB que é o das privatizações”, afirmou Marroni. Ele lembrou que o povo brasileiro já conhece esse DNA a partir das privatizações que ocorreram no governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), nos setores de mineração, siderurgia e telefonia.

“Esse é um tema recorrente. Não podemos provocar insegurança jurídica sobre o tema do petróleo brasileiro que é objeto de cobiça no mundo inteiro”, alertou Fernando Marroni.

O petista rebateu o argumento do diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano José Pires Rodrigues, que, ao defender a quebra de monopólio da Petrobras na produção de petróleo na camada do pré-sal, disse que a empresa foi usada para fazer “política econômica e industrial”.

“É claro que ela foi usada para fazer politica econômica e industrial. Ela é nossa. Vocês aproveitam esse momento de fragilidade da Petrobras para tratar do tema de partilha e de concessão. Não escondam. Vocês não estão defendendo  interesse nacional. A sua empresa defende e faz consultoria para o mercado”, acusou Marroni.

De acordo com o deputado, aqueles que estão a favor dessa proposta querem desmontar a empresa porque não querem que o Brasil seja protagonista da indústria petrolífera. “O que está em jogo é o conteúdo nacional. É se entregam, ou não, as nossas riquezas de petróleo. Foi dito aqui, ‘o preço do petróleo está baixo, vamos fazer mais leilão’. Ora, vamos entregar o nosso petróleo porque o preço está baixo?”, questionou. “Não vamos vender petróleo barato para atender multinacionais. Isso, no Brasil, era mamata”, acrescentou.

Fernando Marroni criticou o diretor da CBIE que classificou o regime de partilha adotado pelo governo brasileiro de tupiniquim. “Tratar nosso marco regulatório de tupiniquim é um desrespeito a esta Casa que debateu esse tema durante anos e aprovou a lei de partilha para o setor de petróleo do nosso país”, censurou Marroni. O deputado fez questão de observar que o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura foi um dos representantes do então candidato à presidência da República, Aécio Neves (PSDB) em todos os debates sobre energia e infraestrutura.

Benildes Rodrigues
Foto: Google

segunda-feira, 15 de junho de 2015

PT: Unido e forte para enfrentar desafios e continuar processo de desenvolvimento do país




Parlamentares do PT presentes na última etapa do 5º Congresso  do partido que aconteceu em Salvador, na semana passada, foram unânimes em apontar que o evento marcou a vida partidária e foi importante para o governo e para a sociedade brasileira. Eles destacaram como ponto alto do encontro resoluções sobre questões fundamentais como a reformulação na política econômica atual do governo; a reafirmação da política de alianças adotadas pelo partido e a manutenção  do Processo de Eleição Direta (PED). Além disso, todos apontaram como grande momento do evento, o recado transmitido ao povo brasileiro: o PT está vivo, unido e forte, pronto para enfrentar os desafios e dar continuidade ao processo de desenvolvimento com base nas políticas sociais e na geração de emprego e renda.

“O conjunto do partido reafirmou apoio incondicional ao governo da presidenta Dilma e fez os alertas adequados, chamando atenção para aspectos importantes que são as demandas dos movimentos sociais, da classe trabalhadora, dos sindicatos e dos movimentos populares.  Além disso, fez o alerta para a importância de que há um movimento desenvolvimentista no país e recoloca a preocupação com o salário e a renda do trabalhador. O Congresso apontou, com muita ênfase, esses aspectos”, avaliou o deputado José Mentor (PT-SP).

Na avaliação do deputado Afonso Florence (PT-BA), foi feito um balanço positivo dos anos dos governos do presidente Lula e da presidenta Dilma. “Enfrentamos uma conjuntura adversa e, nessa adversidade, o Congresso do PT apontou qual o rumo - conduzir a política econômica para geração de emprego e renda. Essa é a resolução mais relevante”, reiterou Florence.

“A partir deste Congresso e das resoluções aqui tomadas, vamos dar uma nova narrativa para a militância do PT discutir no interior do partido e com a sociedade. O Congresso terminou em alto estilo, com resoluções  importantes, mostrando e refletindo a realidade que vivemos, as dificuldades, mas também o potencial que o PT tem, com a certeza de que o Brasil sem o PT não será o Brasil dos nossos sonhos”, acrescentou Vicente Cândido (PT-SP).

“O 5º Congresso mostrou também que o partido incorporou o desejo enorme  de mudança. Se não decidirmos dar consequência a esse desejo, nós não estaremos comprometidos  com a profunda tarefa do PT que é transformar a sociedade”, alertou a deputada Margarida Salomão (PT-MG).

“O PT se reafirma como principal instrumento de mudanças no Brasil. O PT fez neste Congresso um processo de reflexão no sentido de resgatar sua origem. Nesse sentido, o PT sai renovado e mais próximo dos princípios e programas que lhes deu origem e mais potencializado para continuar mudando o Brasil”, afirmou Erika Kokay (PT-DF).

“Apesar de o PT vir sofrendo ataques fortes por setores da imprensa, esse Congresso mostrou que o partido sabe reagir de forma positiva e sabe o quanto foi importante para as transformações ocorridas nesses 12 anos de Governo e o quanto o PT é necessário para dar continuidade a essas transformações”, frisou Nilton Tatto (PT-SP).

“O recado que estamos dando à população é que esse projeto irá continuar. Mesmo com os atropelos, com os ataques da grande mídia e da elite brasileira, não tenho dúvidas de que esse projeto exitoso, principalmente para os mais pobres deste país, terá continuidade”, reiterou Paulão (PT-AL).

 “O PT está vivo e forte, ao contrário do que está sendo pregado por aqueles que torcem e pregam a morte do partido nos últimos tempos. Isso não vai acontecer. O PT continua sendo a grande força política viva no nosso país. Continuaremos a ser um partido plural, heterogêneo, e com uma unidade interna forte em torno das grandes causas sociais”, afirmou Léo de Brito (PT-AC).

“Nosso Congresso mostrou que o PT é um partido grande, enraizado, que tem proposição para o país. O Brasil de hoje  é um país muito melhor, onde a população tem melhores condições de vida, onde os menos favorecidos tiveram vez. Então, nós vamos continuar nesse rumo”, disse o deputado Beto Faro (PT-PA).

“Nós saímos mais fortalecidos do Congresso. Foi um Congresso propositivo onde não se evitou debater assuntos considerados polêmicos, que vão desde a necessidade e importância de reformular os ajustes econômicos até a reformulação do PED”, afirmou Benedita da Silva (PT-RJ).

“Os governos do presidente Lula e da presidenta Dilma produziram no Brasil algo digno de registro na história brasileira: inclusão social com distribuição de emprego e renda; valorização salarial; moradia; universidades, ou seja, implementou  políticas públicas para vários setores. Isso não pode ser interrompido. Nesse sentido, o partido é fundamental para manter o ativismo frente ao governo”, avaliou Bohn Gass (PT RS).

Benildes Rodrigues

Lula, Dilma e Rui Falcão defendem legado petista e denunciam campanha “ardilosa” contra o PT



O ex-presidente Lula, a presidenta Dilma Rousseff e o presidente Nacional do PT, Rui Falcão, em discursos afinados, abriram a última etapa do 5º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores nesta quinta-feira (11).

Lula e Rui Falcão defenderam a historia do Partido dos Trabalhadores e o legado que a legenda deixou ao país à frente do Executivo Federal nos últimos 12 anos. Em sua fala, Lula convidou a militância a refletir sobre a campanha “ardilosa” de setores da mídia que tentam destruir o PT nos últimos 10 anos .

“Estamos aqui para mostrar que o PT está vivo e muito preparado para novos debates. Estamos vivos, de cabeça erguida, na perspectiva de construir um país muito melhor. O PT continuará vivo, enquanto os trabalhadores desse país continuarem sonhando com uma vida melhor. Por isso, temos a obrigação de olhar para o futuro, de continuar semeando a esperança”, disse o ex-presidente.

A declaração surgiu como resposta aos ataques que o PT vem sofrendo desde 2005. De acordo com Lula, “uma revista de circulação nacional”, em junho de 2005 decretou a “morte” do PT. Ele lembrou que ações como essa são recorrentes, mas isso não impediu que a sociedade brasileira o reelegesse em 2006, elegesse Dilma em 2010 e a reconduzisse ao cargo máximo do País em 2014. Para ele, esse setor da sociedade custa a compreender que a força do partido vem do “profundo enraizamento” do PT com a sociedade brasileira.

“Nossa força, vem do chão da fábrica, da terra plantada com o suor do lavrador, das escolas, das ruas e das praças onde lutamos sempre junto com o povo para construir um país verdadeiramente democrático, mais desenvolvido e mais justo”, ressaltou Lula.

Para ele, a confiança que o povo brasileiro depositou na legenda revela que o partido está vivo no coração de milhões de brasileiros. “Essa perspectiva não podemos perder, por maior que seja o desafio e a conjuntura politica. O PT nasceu para mudar o Brasil e essa é a razão da nossa existência. O PT nasceu para ser porta-voz do futuro e não pode se acomodar jamais”, conclamou.

“Não mudamos de lado e não alteramos o compromisso que temos com o Brasil”, assegurou a presidenta Dilma Rousseff aos mais de 700 delegados presentes.

Ela pediu aos militantes para não se abaterem diante da radicalização e da intolerância de alguns setores da sociedade. “Não se submetam àqueles que torcem pelo fracasso do Brasil”, acrescentou a presidenta.

Durante seu pronunciamento, Dilma anunciou uma série de medidas que o governo adotará até o final do ano para preservar conquistas e consolidar avanços. Entre essas medidas ela adiantou a edição do Plano Safra da Agricultura Familiar, do Minha Casa, Minha Vida 3 e o novo plano de concessões.

Sobre os ajustes promovidos pelo governo, a presidenta disse que eles “são necessários” e que o PT é um partido preparado para entender o “movimento estratégico e os objetivos táticos que vão contribuir para o Brasil voltar a crescer”. Ela também reafirmou a importância do PT no seu governo: “É nos momentos mais difíceis que percebemos com quem podemos contar. O governo não pode prescindir do apoio do PT”, disse.

Já o presidente do PT, Rui Falcão, ao abordar a campanha sistemática de setores da mídia e da oposição para criminalizar o partido, afirmou que “mesmo sob forte ataque, apesar da campanha de cerco e aniquilamento”, o PT não se dobrará. “Querem acabar com a nossa raça. Não conseguirão!”, reiterou o dirigente.

A cerimonia de abertura contou com a presença de ministros, governadores, líderes partidários e delegações internacionais.

Benildes Rodrigues
Foto: site uol