sexta-feira, 12 de julho de 2013

Revolução tecnológica exige nova institucionalidade democrática, avalia petista


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O deputado Rogério Carvalho (PT-SE), relator da comissão especial destinada a elaborar propostas de aprimoramento das instituições brasileiras sinalizou, nesta quarta-feira (10), que os avanços tecnológicos propiciaram novas formas de organização e participação popular. Segundo ele, esses avanços, exemplificado pelo advento da internet, requerem uma nova institucionalidade democrática que permitirá à sociedade intervir, decidir e participar da construção da história.

A avaliação foi feita no seminário Democracia Representativa e Participativa realizada pela comissão.

“As mudanças provocadas pela revolução tecnológica podem demandar uma nova institucionalidade, uma nova organização da nossa democracia, preservando a representação e adicionando outra presença que é a presença direta do cidadão participando da vida pública sem mediação, dando opinião e construindo junto”, afirmou Rogério Carvalho.

A comunicação em tempo real, segundo Carvalho, possibilita organização, articulação e mobilização que foge do modelo de organização social existente. “O advento tecnológico aproxima pessoas, cria vinculações que requer toda a reflexão sobre a nossa democracia”, disse.

De acordo com o relator, o mecanismo existente de participação da sociedade é dependente das organizações sociais. “Estamos experimentando um tempo que as pessoas se manifestam, emitem opinião, mobilizam-se sem precisar ser eleitas e sem organização social por trás. É uma relação direta que gera um novo padrão de comportamento, uma nova forma de ver a relação política”, avaliou.

Participação Social -  Segundo o  representante  da  Secretaria-Geral da Presidência da República, Pedro Pontual,  um dos debatedores do seminário, existe no seio da população a vontade de participar na transformação do Estado brasileiro.  Ele apontou a necessidade de se construir políticas e sistema nacional de participação social. Com isso, explicou o representante do governo, pode-se estabelecer diretrizes e orientações de participação social nas áreas do governo.

“Esse sistema teria a finalidade de integrar o conjunto de iniciativas para promover melhor a articulação entre todos os instrumentos de participação já existentes”, disse.

Na avaliação do jornalista e representante do Observatório da Imprensa, Luciano Martins, os cerca de 50 milhões de pessoas que ingressaram na classe média nos últimos anos não se sente mais representada pelas atuais instituições.  O jornalista acredita que o modelo de organização política no Brasil está em colapso.

Imprensa – O deputado Rogério Carvalho ressaltou que a explosão de participação da sociedade mostrou o quanto a imprensa “produziu” as motivações  e “apontou” qual era o foco. “Alguns interesses foram operando para dirigir contra o que a multidão estava se posicionando”, denunciou o parlamentar.

Na mesma linha, o jornalista Luciano Martins acrescentou: “todos os avanços sociais produzidos no Brasil foram ignorados ou combatidos pela imprensa no Brasil”.

Benildes Rodrigues
Publicado no site PT na Câmara

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