segunda-feira, 24 de março de 2014

Governo descarta racionamento de energia e petista alerta para oportunismo eleitoral


MarcioZimmermann19032014
O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann afirmou nesta quarta-feira (19), na Câmara, que o sistema energético brasileiro é equilibrado e o Brasil não corre risco de racionamento de energia. De acordo com o secretário, isso ocorre em virtude da capacidade de geração de energia e da política de expansão prevista para 2014.

"O nosso sistema está estruturalmente equilibrado, com sobras de 6.200 MW médios, em termos de balanço estatístico previsto para 2014, da ordem de 67.000 MW médios de energia. Esse equilíbrio significa expandir esse sistema até o critério de risco de déficit de 5%", afirmou o secretário. Essa é a previsão para o enfrentamento da seca que se arrasta desde o mês de janeiro.

A afirmativa foi feita em audiência pública realizada pelas comissões de Minas e Energia (CME), de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC) que debateu a crise no sistema elétrico brasileiro e suas consequências para o desenvolvimento do País.

Ele frisou que os indicativos climatológicos apontavam um ano hidrológico normal. No entanto, explicou, a presença de um "fenômeno" meteorológico comprometeu a incidência de chuvas, o que gerou o déficit hídrico, ocasionando a seca que se prolonga nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste.

De acordo com Zimmermann, a estiagem registrada até o momento reforça a necessidade de uso de usinas termelétricas o que, segundo ele, não incorre em risco de desabastecimento. "Estamos acompanhando passo-a-passo e, a menos que haja uma piora considerável na situação, não trabalhamos com hipótese de desabastecimento", avaliou.

Oposição - O deputado Fernando Ferro (PT-PE), membro titular da Comissão de Minas e Energia disse que o tema só foi debatido na comissão por oportunismo eleitoral da posição.

"A oposição é traumatizada pela crise energética no governo de FHC (1999-2002) que resultou no apagão e cortou 20% de energia no Brasil durante um ano. É um tema que está sendo trazido com intuito eleitoral. Eles querem criar um clima de instabilidade no país. Acho isso uma irresponsabilidade", reclamou Ferro.

O petista foi um dos responsáveis pela elaboração do modelo energético brasileiro e disse que nos últimos 12 anos a geração de energia no Brasil aumentou 50% em relação ao que se fez nos últimos 100 anos.

"Não há esse ambiente de crise e de catástrofe que eles falam. A apocalipse está mais para a oposição que não tem o que argumentar em relação ao setor elétrico do País", afirmou.

Fernando Ferro disse ainda que no mês de fevereiro o consumo de energia foi de 7,8%. Para ele, isso é sinal de que aumentou a atividade econômica. "Essa é mais uma péssima notícia para a oposição sem rumo e sem discurso", avaliou Fernando Ferro.

Benildes Rodrigues
Foto: Gustavo Bezerra
Texto publicado originalmente no site PT Na Câmara

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