Humberto Costa refuta manchete do Estadão e abre sigilos fiscal, bancário e telefônico

O
jornal O Estado de S. Paulo tenta, mais uma vez, associar nomes de parlamentares
do PT à operação Lava Jato da Policia Federal. A senadora Gleisi Roffmann
(PT-PR) foi a primeira vitima do Estadão. O segundo a sofrer com as ilações do periódico
é o senador Humberto Costa (PT-PE). As
manchetes usadas pelo jornal, nos dois casos, são praticamente idênticas.
Neste
fim de semana, em nota, Humberto Costa refutou a tentativa do jornal em colocá-lo
na vala comum das denúncias. “Tal denúncia padece de consistência quando afirma que a suposta doação à campanha teria sido determinada pelo Partido Progressista (PP) por não haver qualquer razão que justificasse o apoio financeiro de outro partido à minha campanha”, diz o texto.
O senador petista, além de rechaçar as supostas
acusações do delator Paulo Roberto Costa, que ganhou voz no jornal O Estado de
S. Paulo, colocou os seus sigilos a disposição da justiça. "Me coloco inteiramente à disposição de todos os órgãos de investigação afetos a esse caso para quaisquer esclarecimentos e, antecipadamente, disponibilizo a abertura dos meus sigilos bancário, fiscal e telefônico", afirmou Humberto Costa.
Leia abaixo, a íntegra da nota.
Em relação à publicação do jornal o
Estado de São Paulo deste domingo que relata
supostas acusações do sr. Paulo Roberto Costa dirigidas a mim em delação
premiada, afirmo que:,
1. Todas as doações de campanha que recebi
na minha candidatura ao senado em 2010 foram feitas de forma legal,
transparente, devidamente declaradas e registradas em minha prestação de contas
à justiça eleitoral e inteiramente aprovadas, estando disponíveis a quem queira
acessá-las;
2. Assim, nego veementemente ter pedido a
quem quer que seja que solicitasse qualquer doação de campanha ao sr. Paulo
Roberto;
3. Tal denúncia padece de consistência
quando afirma que a suposta doação à campanha teria sido determinada pelo
Partido Progressista (PP) por não haver qualquer razão que justificasse o apoio
financeiro de outro partido à minha campanha;
4. Mais inverossímil ainda é a versão de
que se o sr. Paulo Roberto não tivesse autorizado tal doação, correria o risco
de ser demitido, como se eu, à época sem mandato e tão somente candidato a uma
vaga ao Senado, tivesse poder de causar a demissão de um diretor da Petrobrás;
5. Causa espécie o fato de que ao afirmar a
existência de tal doação, o sr. Paulo Roberto não apresente qualquer prova, não
sabendo dizer a origem do dinheiro, quem fez a doação, de que maneira e quem
teria recebido;
6. Conheci o sr. Paulo roberto em 2004 e
minha relação com ele se deu no campo institucional, no processo de implantação
da refinaria de petróleo em Pernambuco, do qual participei assim como vários
políticos, empresários e representantes de outros segmentos da sociedade
pernambucana o fizeram;
7. Conheço e sou amigo de infância do sr.
Mário Beltrão, presidente da Associação das Empresas do Estado de Pernambuco
(ASSINPRA), que também foi partícipe da mesma luta pela refinaria. Porém, em
nenhum momento eu o pedi e ele muito menos exerceu o papel de solicitar
recursos ao Sr. Paulo Roberto para a campanha ao Senado de 2010.
8. Tenho uma vida pública pautada pela honradez
e seriedade, não respondendo a qualquer ação criminal, civil ou administrativa
por atos realizados ao longo de minha vida pública;
9. Sou defensor da apuração de todas as
denúncias que envolvam a Petrobrás ou qualquer outro órgão do Governo. Porém,
entendo que isso deve ser feito com o cuidado de não macular a honra e a
dignidade de pessoas idôneas. O fato de o sr. Paulo Roberto estar incluído em
um processo de delação premiada não dá a todas as suas denúncias o condão de
expressar a realidade dos fatos.
10.
Aguardo com absoluta tranquilidade o pronunciamento da
Procuradoria-Geral da República sobre o teor de tais afirmações, ocasião em que
serão inteiramente desqualificadas. Quando então, tomarei as medidas cabíveis.
11.
Informo ainda que me coloco inteiramente à disposição de todos os órgãos
de investigação afetos a esse caso para quaisquer esclarecimentos e,
antecipadamente, disponibilizo a abertura dos meus sigilos bancário, fiscal e
telefônico.
Recife, 22 de novembro de 2014,
Humberto Costa - Senador da República
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