terça-feira, 17 de novembro de 2015

Eike Batista desmonta palco da oposição e mostra lisura em contratos na CPI do BNDES



O empresário Eike Batista, dono do Grupo EBX, foi mais um dos depoentes da CPI do BNDES a desmontar o palco preparado por setores da oposição em relação às pretensas irregularidades nos contratos e financiamentos firmados entre suas empresas e a instituição. Ao depor como testemunha na audiência do colegiado, nesta terça-feira (17), o empresário frustrou os oposicionistas com suas explicações ao afirmar que o BNDES não teve prejuízo com os investimentos feito ao grupo. “O BNDES teve zero de prejuízo com as operações do grupo EBX”, afirmou. Essa afirmação tem sido recorrente em todas as oitivas desde que a comissão foi instalada.

Ao mesmo tempo, Batista teceu severas críticas a setores da mídia que, segundo ele, em vários momentos mentiram sobre a parceria entre o grupo e o banco. Ele considerou que mentiras repetidas várias vezes acabam se tornando verdades. O empresário frisou se tratar de uma “grande inverdade” o noticiário que apontou que os créditos do BNDES se tratavam de investimentos em capitais de risco.

“Na verdade, os empréstimos do BNDES compunham parte de investimento de R$ 150 bilhões. A exposição do banco foi um valor em torno, mais ou menos, de R$ 10 bilhões. Não sei por que repetem isso. O BNDES teve prejuízo zero”, reafirmou. Segundo o empresário, esses R$ 10 bilhões de aporte do BNDES foram aplicados nas empresas MPX, LX e EMX.

“Os empréstimos foram importantes e foram pagos com juros, como todo mundo paga, tudo lastreado em garantias, até mesmo meus bens pessoais”, assegurou Batista.

Um dos grandes empreendimentos que o empresário citou como exemplo foi o do Porto de Açu, em São João da Barra (RJ). Ele disse que esse projeto contou com cerca de R$ 3 bilhões de recursos do BNDES, num montante de R$ 70 bilhões de investimento próprio e de empresas estrangeiras. “É importante ressaltar a proporção dos investimentos feitos”, declarou.

“Você faz um projeto onde se investe US$ 20 bilhões, onde têm 10 mil pessoas trabalhando e a mídia especializada não fala do assunto. O Brasil é tão grande que um projeto de R$ 70 bilhões investidos não é percebido pela mídia”, ironizou. Para ele, a mídia foi infeliz em não traduzir a importância do Porto de Açu para o País.

Quebra – No seu relato Eike Batista disse que o Grupo EBX perdeu 90% do valor do ativo em um ano, por erro de avaliação na exploração de petróleo feita por empresa do grupo, a OGX (empresa de exploração de petróleo). Segundo ele, esse erro levou as demais empresas à derrocada. “Achamos petróleo, mas a produtividade dos poços não correspondeu ao esperado. A falha de não termos produtividade nos campos de petróleo causou uma corrida bancária ao grupo todo” disse. “Entreguei todo meu patrimônio aos credores”, completou.

“Se eu tivesse investido dinheiro em áreas do pré-sal, a história seria totalmente diferente. Furamos 110 poços, contribuímos com conhecimento geológico das bacias brasileiras. Imagina se isso fosse na área da pré-sal?, questionou.

Lisura - Para o segundo vice-presidente da CPI, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) o depoimento do empresário Eike Batista é mais um que frustra o objetivo da oposição, de encontrar atos ilícitos nas operações e contratos feitos pelo BNDES.

“A oposição quer encontrar irregularidade e corrupção no BNDES. Não conseguiu e não vai achar nada. O Eike Batista foi mais um depoente que confirmou que não houve favorecimento por parte da instituição e que não há interferência política nas ações adotadas pelo banco. O empresário é mais uma testemunha que revela a lisura com que o BNDES atua no mercado”, constatou Zarattini.

Benildes Rodrigues

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