terça-feira, 29 de setembro de 2015

Golpe: Manifestações pelo país repudiam investidas antidemocráticas

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O final de semana foi marcado por diferentes manifestações de políticos, movimentos sociais e artistas na defesa da ordem democrática conquistada à custa de sangue, suor e lágrima de milhões de brasileiros. As reações contra a tentativa de golpe por parte de alguns setores, liderados pelo PSDB, surgiram de diferentes maneiras, como em ato na Praça da Sé denominado Primavera Democrática; em entrevista à imprensa do vocalista da Banda Skank, Samuel Rosa. Em outro espectro, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu foi enfática na defesa do mandato da presidenta Dilma. “Nunca ninguém ouviu falar que ela tenha furtado uma caneta BIC. É isso que me aproxima dela, sua honestidade”, disse a ministra.

“Não seria positivo. Eu manteria a Dilma até acabar o mandato dela. E não pesa nada contra ela, nada”, afirmou Samuel Rosa, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada no domingo (27). Para ele, a corrupção no Brasil é fruto da gene humana. “Eu não acredito que a corrupção tenha começado de 15 anos para cá. A nossa corrupção é genética”, observou.

O músico ilustrou que o combate intensivo aos atos ilícitos que ocorrem nas instituições do país vem sendo promovido pela gestão da presidenta Dilma. “Nunca se falou tanto, nunca se condenou tanta gente, nunca se colocou tanta gente na cadeia, como agora. Não quero ficar entrando nesse coro de que tá tudo uma merda, porque tem também gente que vislumbrava a possibilidade de ser muito mais rico do que é e que entra de gaiato aí nessa história...”, alfinetou Samuel Rosa.

O artista fez questão de frisar que possui ‘idade suficiente’ para ver as mudanças que ocorreram no Brasil. Ele disse ainda que não está satisfeito, mas reconhece os ganhos que aconteceram nos últimos tempos. “Algumas coisas melhoraram muito. E não só para nós que somos de uma classe privilegiada, mas também para quem nunca teve a oportunidade de ir à escola, de ter saúde”, reconheceu.

A atitude golpista patrocinada pelo PSDB, derrotado nas últimas eleições e que não se conforma que mais de 51 milhões de brasileiros fizeram a opção pela continuidade do projeto comandado por Dilma Rousseff, também foi condenada pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu. Para ela, não há argumentos que sustentem a destituição da presidenta. “Impeachment não pode ser feito com adjetivação, tem que ter substância. Só vejo adjetivação”, criticou, em entrevista à imprensa.

Primavera democrática – Já o Diretório Municipal do PT em São Paulo e a Frente Todos Pela Democracia promoveram no sábado (27), na Praça da Sé, palco de manifestações históricas em defesa da democracia e justiça, o ato denominado Primavera Democrática. A manifestação levou para a rua milhares de pessoas na luta contra tentativas antidemocráticas e a criminalização dos movimentos populares.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, que também participou do evento, lembrou que a Praça da Sé tem um significado simbólico muito forte nas manifestações populares. “Nós estamos no mesmo lugar em que houve um dos maiores atos em defesa das eleições diretas no Brasil e, hoje, viemos dar um recado aos golpistas de que não haverá golpe”, reiterou Falcão.

“Nós fizemos o PT para mudar o Brasil, para mudar a vida do povo, para que a democracia seja melhor do que é hoje”, disse Rui Falcão ao conclamar a militância a sair em defesa da democracia e a trabalhar para que os processos democráticos possam avançar.

O ato contou com participação da Frente Brasil Popular, formada por PT, PCdoB, PDT, PSB, PCO, Central Única dos Trabalhadores (CUT), movimentos sociais e estudantis, entre outras entidades.

Benildes Rodrigues com Agências

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