CPMI é instalada e solicita documentos das operações Vegas e Monte Carlo

A primeira iniciativa da comissão foi aprovar o requerimento do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), que solicita ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Procuradoria Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF), cópia dos inquéritos da PF que tratam das operações Vegas e Monte Carlo, objetos da investigação.
Odair Cunha disse que qualquer iniciativa do colegiado requer um conhecimento prévio dos autos da investigação que levaram a Câmara e o Senado a instituir a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.
“Solicitamos as cópias dos processos por entendermos que só a partir da análise desses documentos é que vamos estabelecer o plano de trabalho e a abrangência da investigação que pretendemos realizar”, destacou o relator .
Odair Cunha adiantou ainda que a convocação de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, mesmo sendo a peça principal do inquérito, ainda não foi definida. “Nós não podemos inquiri-lo a partir de matéria de jornal. Ainda não está claro se devemos convocá-lo no meio ou no final da investigação, mas com certeza não será no início”, assegurou .
Em relação à proposta de criação de sub-relatorias para subsidiar os trabalhos da comissão, Odair Cunha foi enfático ao afirmar que não vê a necessidade desse procedimento na fase inicial da CPMI.
“A sub-relatoria é um trabalho acessório ao trabalho do relator. Neste momento não vejo necessidade de instalação. Não é porque ela venha esvaziar o trabalho do relator. Ela esvazia, sim, o trabalho dos parlamentares da comissão. O nosso entendimento é que todo membro da CPMI é um relator, desde que ele queira se aplicar a esse trabalho”, explicou.
Na reunião a comissão acatou a questão de ordem levantada pelo do líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), que pediu um prazo ao colegiado para que o relator pudesse apresentar um plano de trabalho. De acordo com o líder, o roteiro de trabalho pré-definido vai dar mais agilidade à comissão.
"O relator define o plano de trabalho, que será importante porque acelera os trabalhos e garante o foco da CPMI, que vai ficar no seu objeto, ou seja, apurar o crime organizado sob o comando de Carlos Augusto Ramos , o Carlinhos Cachoeira e suas ramificações no aparelho de Estado”, enfatizou.
Jilmar Tatto fez questão de reafirmar que o objeto da investigação não é atingir governo ou a oposição. De acordo com o petista, “é uma CPI do Estado Brasileiro, da democracia, em defesa das instituições e da transparência”, ressaltou.
Agenda – A CPI Mista volta a se reunir na próxima quarta-feira (2) para deliberar sobre o plano de trabalho do deputado Odair Cunha e escolher o vice-presidente da comissão.
Benildes Rodrigues
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