quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Emoção marca ato em defesa do legado do ex-presidente Lula em Brasília

 
Com um misto de razão e emoção, o discurso do ex-ministro Chefe da Casa Civil (2003-2005), José Dirceu, em defesa do legado dos 8 anos de governo do ex-presidente Lula, emocionou e contagiou centenas de militantes, deputados federais e estaduais, embaixadores e secretários de Governo que lotaram o auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

O ato aconteceu na terça-feira (5), promovido pelo PT-DF. Num discurso de 50 minutos, o ex-ministro lembrou-se da história do PT, da trajetória e dos avanços promovidos pelo ex-presidente Lula no período de 2003-2010. “O PT tem raiz, tem tradição, é por isso que se consolidou. Apesar de tudo que fizeram contra nós, em 7 anos, estamos aqui de cabeça erguida, de pé para defender, não somente o presidente Lula e a nossa presidenta Dilma. Não apenas os seus governos ou o legado de Lula, mas para defender o Brasil e o povo brasileiro”, afirmou José Dirceu.

Dirceu frisou que o PT não construiu o seu programa de governo do dia para a noite. Ele lembrou que foram mais de 15 anos, antes de o partido governar as pequenas cidades, capitais, estados e o país.

“Quando construímos nosso projeto de governo já tínhamos 20 anos de lutas sindicais, sociais e populares. Já éramos um partido que coordenava e sintetizava a riqueza da luta do pensamento político e de formulação de políticas públicas no Brasil. Nós não inventamos um programa de governo para o Brasil, ele foi construído com sangue, suor e lágrima. Foi construído na luta política”, enfatizou o ex-ministro.

Ação Penal 470 – José Dirceu avaliou que o Supremo Tribunal Federal (STF), ao colocar em julgamento a AP 470, denominada pela grande mídia com “mensalão”, em ano eleitoral e às vésperas do primeiro e segundo turno, deixou evidente “que esse julgamento não tinha objetivo de fazer justiça e, sim, de retomar a tentativa, de 2005, de desconstituir e inviabilizar o PT e o nosso governo”, denunciou Dirceu.

De acordo com o ex-ministro, para que a justiça seja feita no que diz respeito à AP 470, será necessário “levar a palavra ao povo brasileiro”. Para ele, não se pode admitir que aqueles que detêm o monopólio dos meios de comunicação venham a cercear palavra. Segundo Dirceu, “ir ao encontro do povo, falar e dialogar sobre AP 470, sobre o legado do presidente Lula, do nosso governo, nesse momento, é a tarefa mais importante que nós temos”, conclamou.

Oposição - Para Dirceu, os adversários do PT e do governo tentam, dia e noite, descontruir os avanços conquistados nos últimos 10 anos da gestão petista à frente do governo federal. Na avaliação de Dirceu, os opositores tentam “sabotar” o projeto, criando crises artificiais. Ele fez questão de traçar um paralelo entre o governo de FHC (1995-2002) e a gestão do ex-presidente Lula (2003-2010). De acordo com José Dirceu, a inflação na era FHC foi de 100% e na era Lula, de 50%. A taxa de desemprego, exemplificou , no governo Fernando Henrique era de 10,5% e, em dezembro de 2011 foi de 4,7.

Em relação a investimentos públicos, o ex-ministro explicou que antes eram de 1,5% do PIB e hoje é de 3% do PIB, quase 120 bilhões de reais. Já as reservas internacionais eram de 16 bilhões no governo FHC. No governo Lula esse montante chegou a 372 bilhões. O PIB brasileiro era 459 bilhões na era FHC. Hoje é de 2,4 trilhões. As exportações que eram de R$ 60 bilhões, hoje atingem R$ 256 bilhões. Os empregos formais na era FHC eram de 5 milhões e hoje alcançam 17 milhões.

Bancada – O ato em defesa do legado Lula contou com a presença dos deputados da bancada do PT na Câmara Zeca Dirceu (PR), Pedro Eugênio (PE), João Paulo Lima (PE), Margarida Salomão (MG), Paulo Ferreira (RS), Roberto Policarpo (DF), Erika Kokay (DF) e Paulão (AL).

Para o presidente do PT-DF, Roberto Policarpo, o ato contribuiu para despertar o sentimento de que é necessário defender o projeto do PT. “Precisamos defender e continuar esse projeto nacional que trouxe mudanças estruturais na vida das pessoas. Vamos ocupar os espaços, disputar hegemonia dentro da sociedade para avançar na construção de um Brasil melhor”, ressaltou.

Já o deputado João Paulo Lima reforçou a ideia de que “há um esforço por parte de nossos adversários em descontruir o PT, Lula e as lideranças do nosso partido. Esse evento foi muito importante para nós do PT e para o povo Brasileiro”.

A deputada Erika Kokay acrescentou: “A grande mídia é o instrumento que a direita tem para desconstruir a experiência e o legado do ex-presidente Lula. Isso é frágil porque a população sabe o que representa o governo do PT e o Brasil real e esse Brasil não está sendo expresso nas páginas dos grandes jornais”, lamentou Erika Kokay.
Benildes Rodrigues
Texto publicado originalmente no site PT na Câmara

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