sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

5º Congresso: PT defende legado e conclama militância para reeleição de Dilma

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A presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, e o presidente do PT, Rui Falcão, em discursos afinados, abriram o 5º Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores, nesta quinta-feira (12), afirmando que o partido deve ter orgulho da história que construiu ao longo de seus 33 anos. Para eles, essa história pautada no sucesso de um governo que mudou a vida de milhões de brasileiros tem incomodado setores da mídia e da oposição. “O PT tem sido vítima de suas virtudes, não de seus defeitos. Nós pagamos pelo nosso sucesso, não pelos nossos erros”, lamentou Lula.

Para Lula, como resposta aos constantes ataques sofridos pelo partido, a reeleição da presidenta Dilma em 2014 será a principal tarefa da legenda. "Prenderam uma jovem de 20 anos, a torturaram e depois a soltaram. Pensaram que tinham lhe dado uma lição e que ela nunca mais entraria na política. Anos depois, essa jovem rebelde tornou-se a presidente do País e agora será reeleita”, assinalou o ex-presidente Lula.

Lula reiterou para um auditório lotado de delegados, militantes, dirigentes, ministros e parlamentares a responsabilidade de todos na recondução da presidente Dilma ao Palácio do Planalto. “Temos uma responsabilidade que é reeleger companheira Dilma”, reafirmou Lula.

Em seu pronunciamento, Dilma Rousseff defendeu o legado do PT nesses 12 anos de governo. “A grande realização do PT é ter libertado a extraordinária força do País, do seu povo. Quem engrandece seu povo, liberta a nação”, reconheceu Dilma.

Em relação aos ataques dos quais o PT é vítima, a presidenta disse que o partido não pode em momento algum “esquecer quem é”.  Ela fez questão de enfatizar também que para fazer o enfrentamento o PT adquiriu “couro duro”.

“Como bem disse o presidente Lula, é o couro duro que permite que olhemos sempre para as nossas origens, para o fato de sermos um partido que representa uma causa, uma ideia e que não podemos, nesses momentos difíceis, onde o couro fica duro, esquecer quem somos. É isso que nos mobiliza e, faz com que enfrentemos todas as dificuldades e saibamos que a vida é dura”, afirmou Dilma.

Protagonismo do PT - Rui Falcão, em seu discurso, disse que as transformações verificadas no País se deram graças à existência do PT. Ele defendeu que se faça uma leitura “profunda” dessas transformações para que o PT continue protagonizando as mudanças transformadoras.

“Dilma no Planalto é a grande certeza, para o povo brasileiro, da continuidade do processo de transformações do Brasil, inaugurado pelo presidente Lula”, orgulhou-se Rui Falcão.
Falcão disse ainda que o PT vive um momento de reflexão e que esse debate é oportuno diante das constantes campanhas das “forças reacionárias” que, segundo ele, tentam destruir o PT.

“Vozes reacionárias de sempre reincidem no propósito de tentar, pela força da mentira e da mistificação, diminuir o nosso papel e manchar a nossa imagem”, refutou Falcão.  Para ele, “à fragilidade das mentiras, respondamos com a força dos nossos argumentos. Respondamos com a contundência simbólica do testemunho inscrito como epígrafe deste congresso: ‘Nossos valores são eternos’”.

Desafios - O líder da Bancada do PT, deputado José Guimarães (PT-CE), que participou da mesa de abertura do 5º Congresso, classificou o encontro de "um momento raro, impar". "Foram discursos contundentes de Rui, Lula e Dilma que nos reportam para a conjuntura, desafios e o que nos esperam. Foi um momento altíssimo da vida do PT - o coroamento de um Processo de Eleição Direta (PED) vitorioso”, comemorou Guimarães.

Para o líder petista, o projeto democrático e popular, liderado pelo PT, sempre causará incomodo aos opositores. “Tirar milhões de pessoas da extrema pobreza, possibilitar que o filho do pobre curse uma faculdade, controlar a inflação, promover desenvolvimento sustentável, criar empregos e distribuir renda, incomodam as forças reacionárias e conservadoras que ainda existem no País. A nossa resposta a eles será a reeleição da presidenta Dilma”, assegurou Guimarães.

Benildes Rodrigues
Foto: RicardoStuckert/InstitutoLula

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