quarta-feira, 2 de março de 2016

Entidades e parlamentares anunciam campanha nacional em defesa da Petrobras e do pré-sal



“Da Petrobras não abro mão, quero o pré-sal 100% da Nação”. Entoando essas palavras de ordem, entidades representativas dos movimentos sindicais, estudantis e sociais mandaram um recado àqueles que a todo custo pretendem quebrar o monopólio da Petrobras como operadora exclusiva das reservas do pré-sal. Eles adiantaram que iniciarão uma campanha nacional em defesa da Petrobras e do pré-sal. O anúncio foi feito em ato, nesta quarta-feira (2), promovido pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras que tem o deputado Vicentinho (SP) na terceira vice-presidência do colegiado.

“Não foi à toa que, na época de Getúlio Vargas, a luta ‘O petróleo é nosso’ foi iniciada com vigor. E, hoje, essa história de abrir a Petrobras - um patrimônio tão importante, para os grupos internacionais - vai enfrentar, por nossa parte, por parte da nossa bancada, muita firmeza contra os entreguistas que querem destruir um patrimônio, em troca de fazer com ele grandes negócios”, afirmou Vicentinho. “Defender a Petrobras é defender o Brasil. Defender o pré-sal é defender os interesses da educação, da saúde, e a soberania nacional”, reiterou o deputado.

Para o presidente da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria, o petróleo não é uma questão de governo, mas de Estado. Ele lembrou que a luta em defesa da estatal não é recente, vem desde a época da sua criação. “Persistem, até hoje, as tentativas de acabar com os privilégios da Petrobras na exploração do petróleo brasileiro. Esse é um tema que divide opiniões entre os que acreditam que o petróleo pode ser a redenção de um povo e os que querem entregar a riqueza do Brasil a outros países, mantendo-o submisso ao capital internacional”, observou José Maria.

Para a representante da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação (CNTE), Selene Miqueli “defender a Petrobras é defender o Brasil, é defender a saúde, a educação”.

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), um dos engajados na campanha em defesa da Petrobras e do pré-sal, disse que a luta pela empresa e pela riqueza produzida nos campos de petróleo brasileiro precisa ganhar as ruas. “Não devemos ficar restritos ao âmbito do Congresso. Temos que fazer uma campanha por todo o Brasil. Levar esse debate, criar comitês de apoio, fazer manifestações e atos em todas as cidades brasileiras e, com isso, envolver os parlamentares desses estados e cidades”, defendeu Zarattini.

Denúncia - De acordo com Zarattini, o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava jato da Polícia Federal, está atuando, deliberadamente para quebrar a Petrobras. “Às delações da Lava Jato os advogados dos acusados não têm acesso, mas o juiz de Nova York já está com tudo lá para processar a Petrobras”, alertou. “Querem arrasar a nossa Petrobras para que as multinacionais possam avançar”, denunciou.

PLS 131 – Zarattini contou que, no dia seguinte à aprovação no Senado do projeto de lei 131/15, do senador tucano José Serra (PSDB-SP), as multinacionais disseram: vamos acabar agora com o conteúdo nacional. “A esses caras não interessam o desenvolvimento industrial no Brasil”, denunciou.

“Temos que multiplicar a nossa ação. Vamos sair deste ambiente e ir para todas as ruas do Brasil, organizando um grande movimento em defesa da Petrobras e do pré-sal”, conclamou Zarattini.

Na mesma linha, o deputado Chico D’Ângelo (PT-RJ) defendeu a ampliação do leque de apoio à luta que se inicia na defesa da petrolífera, para preservar o seu papel transformador. “Temos que ter a preocupação de ganhar a sociedade civil para que essa luta tenha eco nesta Casa”, afirmou. “Precisamos elaborar um cronograma de luta, de correr o país, de mobilizar a população para se empenhar e incorporar essa luta que é de todo povo brasileiro”, disse Chico D’Ángelo.

Benildes Rodrigues

Foto: Gustavo Bezerra
Mais fotos: www.flickr.com/photos/ptnacamara

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