Debate reforça necessidade de lei para combate à corrupção empresarial

"A audiência foi muito promissora. Mostrou como a legislação de outros países trata a figura da empresa que corrompe. Vimos também que em vários países do mundo essa legislação tem avançado. A Inglaterra, por exemplo, está punindo corrupção entre empresas, não só corrupção de empresa com o setor público. Isso demonstra que temos que acelerar a aprovação da nossa legislação", defendeu Zarattini.
O relator lembrou ainda que a aprovação da proposta vai dar mais autonomia ao país. "Empresas brasileiras vêm sendo punidas em outros países por prática irregular e a inexistência de uma legislação impede atuação mais incisiva do Brasil", explicou o petista.
A diretora de Prevenção da Corrupção da Controladoria Geral da União (CGU), Vânia Vieira, disse que o Brasil necessita de legislação que penalize as empresas jurídicas pela prática de corrupção. Segundo ela, empresas brasileiras com atividade no exterior estão submetidas a legislação específica desses países e "já estão familiarizados com as normas anticorrupção e de responsabilização da pessoa jurídica".
Para o representante da Machado Meyer Advogados, Leonardo Machado, "a ausência de lei de combate a corrupção empresarial demonstra a nossa fragilidade. Temos que criar a nossa própria legislação. O projeto em tramitação nesta Casa corta o mal pela raiz e vai contribuir com o futuro do país", enfatizou.
Benildes Rodrigues
texto publicado originalmente no site PT na Câmara
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