terça-feira, 27 de março de 2012

Câmara homenageia CNBB; Petistas apoiam defesa da saúde pública

pellegrinoCNBBA Campanha da Fraternidade de 2012 lançada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), deste ano, foca a questão da saúde pública.

O líder da bancada do PT, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), e os petistas Alessandro Molon (RJ), Luiz Couto (PB), Nelson Pellegrino (BA), Sibá Machado (PA) e Vicentinho (SP), propositores da sessão solene realizada pela Câmara nesta terça-feira (27), em homenagem à CNBB, classificaram a iniciativa de “ímpar”, “visionária” e “prioritária”.

“As primeiras campanhas da CNBB foram feitas em momentos de predomínio da ditadura militar no Brasil. Foi um período de muita coragem. Esses momentos são ímpares, porque colocam o dedo na ferida. Esse é o papel que tem desempenhado a Igreja Católica em nosso país”, disse Jilmar Tatto.

No contexto da universalização da saúde atestada pela Constituição de 1988, Jilmar Tatto reconheceu o direito da população à saúde e destacou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) na vida dos cidadãos. “Saúde é um direito assegurado pela Carta Magna. Precisamos resgatar o SUS como forma de garantir o acesso a esse serviço”, defendeu.

O deputado Nelson Pellegrino acrescentou que o Brasil é o único país a oferecer um sistema de saúde universal e gratuito. “Reconhecemos que ainda há muito a fazer, mas é preciso reconhecer que o SUS é único no mundo. É um serviço público que atende cerca de 200 milhões de brasileiros, portanto, a campanha da CNBB mais uma vez é visionária, ao trazer esse debate à reflexão”, observou.

Pellegrino destacou o papel do Congresso Nacional na aprovação da emenda 29 que destinou recursos para área de saúde criando, dessa forma, novas fontes de financiamento para o setor.

Para o deputado Vicentinho, o Brasil todo usa o SUS porque em determinados lugares esse sistema é muito mais estruturado do que os planos de saúde. “O SUS não faz distinção de raça, cor, origem social. Todos têm o mesmo atendimento. O nosso sistema é referência mundial”, elogiou.

Já o deputado Alessandro Molon defendeu atuação mais contundente do Legislativo nessa questão. “Como parlamentares devemos cobrar aplicação e transparência dos recursos públicos destinados à saúde pública. É preciso apostar na gestão pública transparente com controle social”, defendeu.

O deputado Luiz Couto lembrou o objetivo da campanha de despertar o compromisso da população para o debate mas, principalmente, para uma a análise mais detalhada dos problemas da saúde. “A saúde tem problemas. Além de recursos insuficientes, muitas vezes até desvio desses recursos para outros fins. A emenda 29 precisa ser regulamentada. Precisamos analisar e transformar essa realidade. A saúde é prioridade”, enfatizou.

Também para o deputado Sibá Machado, os programas sociais implementados pelo governo Lula e, agora, pela presidenta Dilma contribuíram para melhoria da saúde do povo brasileiro. “O nosso trabalho é não deixar a pessoa adoecer. Nesse sentido, cabe destacar os programas como Saúde da Família, Brasil sem Miséria, Farmácia Popular, Rede Cegonha, entre outros, que reduzem impactos na perda da qualidade da saúde no Brasil”, afirmou.

Benildes Rodrigues

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