Perillo mentiu à CPMI, diz relator Odair Cunha
Milhomen disse aos integrantes da comissão que foi contratado pela mulher de Carlos Cachoeira, Andressa Mendonça, para decorar a casa que era de propriedade de Marconi Perillo. Segundo o arquiteto, o valor pago para a execução do serviço foi de R$ 500 mil. Ele disse também que quando foi contratado por Cachoeira, foi apresentado ao "Carlos" e que não sabia quem ele era.
“Está evidenciado que a prestação de serviço foi antes da aquisição da casa pelo empresário Walter Paulo. Quem vai pode decorar uma casa que não é sua, gastando esse montante para ficar alguns meses? Essa história é descabida é uma história montado por Marconi Perillo. Com certeza, Perillo mentiu”, enfatizou Odair Cunha.
Em depoimento à CPMI, o governador de Goiás disse que o imóvel de sua propriedade foi comprado pelo ex-vereador do PSDB e ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Wladimir Henrique Garcez e que recebeu três cheques, dois no valor de R$ 500 mil e um de R$ 400 mil, num total de R$ 1,4 milhão.
Já a versão de Walter Paulo Santiago, dono da empresa Mestra, contradiz a explicação do governador tucano. O empresário disse que esse montante em dinheiro vivo foi repassado ao ex-vereador tucano, Wladimir Garcez e a Lúcio Fiuza, assessor de Marconi Perillo para a compra da casa.
O relator disse que o papel da comissão é continuar buscando provas que esclareçam os fatos. Odair citou ainda os áudios da PF em relação à casa. “Toda a movimentação revela que Cachoeira foi quem realmente comprou a casa de Perillo”, disse Odair.
Oposição – O relator disse que não teme as críticas que vem sofrendo por parte de integrantes da oposição que o acusam de direcionamento nos trabalhos da comissão.
“Eles estão buscando a defesa de Marconi Perillo. Não queremos defender governo algum. Temos uma organização criminosa que se apoderou do aparelho de segurança pública do Estado de Goiás. É uma organização que ameaça juízes e promotores. Se alguém quer defender a turma do Cachoeira vai responder à CPMI”, alertou o relator.
Benildes Rodrigues
texto publicado originalmente no site PT na Câmara
texto publicado originalmente no site PT na Câmara
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