CPMI: Dados da PF e depoimentos sustentaram pedido de indiciamento do governador tucano

Em
depoimento feito à comissão, no início dos seus trabalhos, o delegado da Polícia
Federal, Matheus Mella Rodrigues, revelou que o intermediário na compra da casa
de Marconi Perillo foi o sobrinho de Cachoeira, Leonardo de Almeida Ramos, que
emitiu três cheques nominais para quitação do imóvel, no valor de R$ 1,4
mil.
Dados da Polícia
Federal divulgados no mês de junho revelaram também trechos das escutas
telefônicas da PF onde aparecem diálogos entre Cachoeira e o ex-vereador do PSDB
e ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Wladimir Henrique Garcez. A
conversa descreve a participação do empresário do jogo do bicho na negociação da
mansão de Marconi Perillo. O contraventor chega a ordenar a entrega do montante
de dinheiro na sede do Governo do Estado de Goiás, o Palácio das
Esmeraldas.
Contradição
– Wladimir Garcez, quando depôs à CPMI, isentou Carlos Cachoeira da compra da
casa em nome de Marconi Perillo. Ele disse que comprou a casa de luxo e, que,
para isso, contou com a colaboração de Cláudio Abreu, que emprestou três cheques
para quitar a compra.
Já a
versão de Walter Paulo Santiago, dono da empresa Mestra, contradisse a
explicação sustentada pelo governador tucano, que afirmou ter recebido três
cheques, dois no valor de R$ 500 mil e um de R$ 400 mil, num total de R$ 1,4
milhão. O empresário disse que esse montante em dinheiro vivo foi repassado ao
ex-vereador tucano, Wladimir Garcez e a Lúcio Fiuza, assessor do governador
Marconi Perillo para a compra da casa.
Novas
denúncias divulgadas pela revista Época, no mês de julho, apontaram a estreita
relação entre o governador Marconi Perillo, Carlos Cachoeira e a Delta
Construtora. Segundo a reportagem, o relatório da PF mostra que Marconi Perillo
recebeu propina para liberar verba para a empresa Delta.
Campanha
- Ana Cardozo de Lorenzo, proprietária da empresa Serpes Pesquisa de Opinião e
Mercado, responsável pela campanha de Marconi Perillo ao governo de Goiás, em
2010, encaminhou documento à CPMI em que admitiu o recebimento de R$ 28 mil da
empresa Alberto & Pantoja Construções classificada, pela Polícia Federal,
como empresa “laranja” de propriedade do contraventor Carlos Cachoeira. O
pagamento deu-se pelos serviços prestados na campanha de 2010, de Marconi
Perillo.
Já o jornalista
Luiz Carlos Bordoni, responsável pela campanha de Marconi Perillo ao governo de
Goiás, em 2010, que também prestou depoimento à CPMI, afirmou que as empresas
fantasmas Alberto & Pantoja Construções e Adécio & Rafael Construção e
Terraplanagem, de propriedade do contraventor Carlos Cachoeira, foram
responsáveis pelo pagamento de R$ 90 mil pelos serviços na área de comunicação,
que ele prestou à campanha de Marconi Perillo ao governo de Goiás, em
2010.
Benildes
Rodrigues
Texto publicado originalmente no PT na Câmara
Comentários
Postar um comentário