Discurso político da mídia ao retratar o “mensalão”
Tolo
é aquele que nunca lê um jornal; ainda mais tolo é aquele
que
acredita no que lê só porque está escrito no jornal. (August
Von Schlözer,
historiador e jornalista alemão)
Por Benildes Rodrigues
A presente pesquisa
analisa a existência de um discurso político a partir da estratégia discursiva
dos editoriais veiculados em dois jornais diários de amplitude nacional, O
Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo e, a revista semanal Veja acerca do
escândalo de corrupção conhecido por “mensalão”. Para tanto, toma por base o
referencial teórico-metodológico da Análise do Discurso de Fairclough (2001),
para observar a utilização da estratégia argumentativa da “Nova Retórica”, de
Perelman & Olbrechts-Tyteca (1958) na construção do discurso político de
acordo com a tipologia de Chilton & Schäfnner (2000). O período
estabelecido compreende os meses de junho, julho e agosto de 2005, momento do
ápice do escândalo.
Os resultados revelam, por meio
da utilização de argumentos da Nova Retórica, um propósito comunicativo, ou
seja, um discurso político, orientado para persuadir, convencer e criar opinião
favorável à tese sustentada pelos órgãos de imprensa que compõem esta pesquisa.
Verificou-se assim que, a partir de uma “realidade”, os órgãos legitimam os
próprios meios de comunicação e a oposição, ao mesmo tempo em que deslegitimam
o Congresso Nacional, o Partido dos Trabalhadores e o Poder Executivo, na
figura do Presidente da República.
Fonte:
http://bd.camara.leg.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/13096/retorica_editoriais_santos.pdf?sequence=1
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