terça-feira, 20 de agosto de 2013

Pesquisa: População está insatisfeita com a mídia; petistas reiteram importância da democratização


ferroPimentaBittar
A Fundação Perseu Abramo (FPA) divulgou na última sexta feira (16) uma pesquisa sobre a democratização da mídia. Para 66,4% dos entrevistados os meios de comunicação, ao veicular notícia sobre política e economia, levam em conta seus próprios interesses (34,9%) e o interesse das classes mais abastadas do país (31,5%).  Os que acham que a mídia defende interesse dos políticos representam 20,6% e apenas 7,8% acham que os interesses da maioria da população são veiculados. Foram ouvidas 2.400 pessoas em 120 municípios do país, entre os dias 20 de abril a 6 de maio de 2013.

De acordo com o levantamento feito pela empresa Mark Sistema de Pesquisa, a pedido da FPA, sete em cada dez pesquisados desconhecem que as emissoras de TV abertas são concessões públicas. Além disso, 43% não se reconhecem nas programações; 25% se veem de forma negativa nessas programações e 32% se veem positivamente. E, ainda, 71% da população são favoráveis a novas regras para se estabelecer a programação a ser veiculada pela televisão.

Para os deputados do PT, Fernando Ferro (PE), Jorge Bittar (RJ) e Paulo Pimenta (RS) a pesquisa revela a insatisfação da população, demonstra sintonia com a luta da bancada do PT para democratizar a mídia e derruba o argumento dos donos da mídia sobre a regulação do setor.

“A pesquisa está em sintonia com os sentimentos críticos que a bancada tem em relação ao papel da mídia no Brasil. A população, através dessa pesquisa, vem qualificar essa discussão e apontar o distanciamento entre a mídia e o povo. Revela uma mídia que prioriza a elite branca, que exclui e restringe a cidadania”, avaliou Fernando Ferro.

De acordo com o deputado Ferro, a realidade apontada na pesquisa exige mudanças e a necessidade de se estabelecer novas regras para o setor. O parlamentar petista disse ainda que não se pode mais ficar submetido ao discurso “reacionário” de que regular o setor midiático significa censurar. Para ele, esse é um argumento “preconceituoso” e “cínico”. “Quem censura são os barões da mídia. É o próprio povo que diz que não se vê representado, que não tem direito aos espaços de mídia. Temos uma mídia tradicional e excludente. É preciso mudar essa realidade”, defendeu.

O deputado Jorge Bittar tem a mesma avaliação e acrescenta: “A população referenda o que dizemos há muito tempo. Regulamentar não é censurar. É apenas estabelecer regras claras que permitam que a informação circule de maneira equilibrada e democrática”.

Ainda na avaliação de Bittar, a população deseja, além de mudanças na regulamentação no sistema de televisão aberta, uma programação que reflita mais as realidades regionais do país. Nesse sentido, o petista adiantou que está trabalhando em um projeto substitutivo a proposta aprovada em julho, pela Comissão Mista de Consolidação das Leis Federais e de Regulamentação de Dispositivos da Constituição, que versa sobre o tema. “Essa pesquisa nos dá muita energia para que levemos adiante um projeto que realmente democratize a comunicação neste país”, disse.

Para o deputado Paulo Pimenta, a pesquisa consolida um sentimento e serve como um recado para que o governo adote medidas efetivas de mudanças desse cenário. “Essa pesquisa consolida a opinião da bancada e exige do governo mais ousadia na implementação de políticas nessa direção”.

Benildes Rodrigues

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