Funcionalismo público nunca foi tão valorizado como nos governos do PT, diz líder

O
líder petista fez questão de lembrar que a categoria ficou oito anos
sob arrocho salarial no governo de FHC (1995-2002), situação que se
inverteu a partir de 2003, com os governos do PT. Com Lula e Dilma,
foram garantidos a valorização profissional, aumentos reais acima da
inflação e realização de concursos públicos para o preenchimento de
vagas ociosas.
O
líder observou que o governo está negociando com os servidores, num
processo que envolve também diálogo com as centrais sindicais,
sindicatos e federações. No caso do aumento dos professores das
universidades federais, a questão está praticamente equacionada,
adiantou.
Ele
recordou sua própria trajetória sindical e assinalou: “Já estive nos
dois lados do balcão. Faz parte da democracia. O direito de greve é
legítimo. Não vamos, agora, criminalizar. O que se pede é bom senso em
nome do país”.
Sobre
os reajustes que poderão ser concedidos, ele lembrou que é preciso
finalizar a proposta orçamentária que será enviada pelo governo ao
Congresso até o fim deste mês.
PRUDÊNCIA -
Jilmar Tatto recomendou prudência e reafirmou que o governo tem
empreendido esforços no sentido de potencializar o crescimento
econômico, num momento que que a crise econômica mundial inspira
cuidados. Em vários países, sobretudo na Europa, há desemprego em massa
e, em alguns casos, até diminuição dos salários de funcionários
públicos.
Nos
esforços para incrementar a economia, segundo o líder, o governo estuda
a redução da tarifa de energia elétrica e um pacote ligado às
concessões na área de energia, transportes e ferrovia.
“O governo está trabalhando para garantir um crescimento adequado. Não
podemos, neste momento, jogar tudo no funcionalismo. Precisamos fazer
uma equação de tal maneira que toda a sociedade ganhe”. Para Tatto “é
preciso ter bom senso e garantir os serviços essenciais à população”.
Para
Jilmar Tatto, durante os 30 anos de história do PT, o partido mostrou
que sabe dialogar e sempre trabalhou as dificuldades. Segundo ele, é
preciso pensar o país e, nesse sentido, o Congresso Nacional deve dar
sua contribuição, inserindo na agenda debate sobre a estrutura do Estado
brasileiro.
“Vou
propor que o Congresso repense a estrutura do funcionalismo. É preciso
repensar toda a estrutura do Estado brasileiro para que tenhamos
funcionários bem pagos, profissionais competentes e serviço público que
atenda a população”, disse o líder do PT.
Para
Jilmar Tatto, repensar o Estado é aumentar a eficiência. Segundo ele, é
necessário potencializar alguns setores, criar planos de carreira e
diminuir alguns setores do funcionalismo. “É preciso fazer um grande
debate sobre a reestruturação do Estado. Talvez esse movimento grevista
sirva para essa reflexão”, avaliou Tatto. Um exemplo citado por ele foi a
possível criação de uma carreira de Estado para médicos, suprindo assim
a carência desses profissionais em certas regiões do Brasil.
Paraguai
– Sobre a “ameaça” do presidente do Paraguai, Federico Franco, de
suspender o repasse de energia excedente da hidrelétrica de Itaipu para o
Brasil, o líder petista qualificou como “blefe”. Além de o país vizinho
não ter capacidade de absorver o excedente, Tatto frisou que o
Congresso Nacional aprovou no ano passado aumento no valor pago à
energia comprada ao Paraguai.
“O
Paraguai passou a receber a mais do que havia sido acertado
originalmente. Se deixar de fornecer ao Brasil a energia que sobra, vai
mandar para onde? Não é para valer, não acredito nisso. O bom senso deve
prevalecer”, disse Jilmar Tatto.
Benildes Rodrigues
texto publicado originalmente no site PT Na Câmara
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