Veja e Policarpo Júnior voltam a ser citados como pivôs de crise

“Nada teria acontecido se não fosse reportagem da Veja”, disse Antônio Pagot.
O ex-diretor do Dnit foi demitido em julho do ano passado após divulgação de matéria da revista Veja
que acusava integrantes do Partido da República (PR) de comandar, por
meio do Ministério dos Transportes, esquema de superfaturamento de obras
por parte de empreiteiras.
Interceptações telefônicas da Polícia
Federal, além de revelar relação estreita entre o diretor da sucursal da
revista em Brasília, Policarpo Júnior, com a rede liderada por
Cachoeira, apontam que o bicheiro tramou a saída de Pagot do Dnit, por
não ter atendido as reivindicações da Construtora Delta.
Para o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), o
diretor do Dnit foi “vítima” da organização criminosa que, segundo ele,
tramou a sua queda. “Ele contrariou os interesses da empresa Delta, especialmente em obras que estavam ligadas ao Dnit. Essa contrariedade
gerou matérias jornalísticas, que de alguma forma, contribuíram para a
sua queda”, avaliou.
Convocação
- De acordo com o relator, o depoimento mostra as relações entre o
repórter e a organização criminosa. “O que está sob a nossa análise é se
essa relação é uma relação de fonte ou de vínculos econômicos com a
organização criminosa. Precisamos investigar”, defendeu o petista.
O deputado Emiliano José (PT-BA)
também voltou a defender a convocação do jornalista Policarpo Júnior.
De acordo com Emiliano, o depoimento de ex-diretor do Dnit demonstra que
“há envolvimento de Policarpo e da Veja nas armações que resultaram na saída de Pagot”.
Reforma Política
– Odair Cunha e Emiliano José acreditam que o depoimento de Pagot
evidencia intermediação em doações legais a campanha eleitorais e,
segundo eles, isso não caracteriza crime, mas reforça a necessidade de
se discutir um sistema de financiamento público de campanha e a reforma
do sistema político do País.
“É
necessário concluir a reforma política. Precisamos fazer o
financiamento público de campanha ou continuaremos assistindo o que vem
ocorrendo no país nos últimos anos", afirmou Emiliano José.
Agenda - A CPMI reúne-se nesta quarta-feira (29) para ouvir o
engenheiro e ex-diretor da estatal paulista Dersa (Desenvolvimento
Rodoviário S/A ), Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. O engenheiro é
considerado homem de confiança do tucano José Serra. As reunião ocorre
na sala 2 da Ala senador Nilo Coelho, às 10h15.
Benildes Rodrigues
texto publicado originalmente no site Pt na Câmara
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