CPMI deve sugerir correção em legislação para coibir empresas laranja, diz Paulo Teixeira

A comerciante é apontada nas investigações da Policia Federal como sócia da empresa Alberto & Pantoja Construções e outras cinco empresas consideradas laranja a serviço do esquema de Carlos Cachoeira.
A
depoente negou ser uma das proprietárias da empresa Alberto &
Pantoja. Refutou a hipótese de envolvimento com a quadrilha de Carlos
Cachoeira e afirmou que o seu nome foi usado indevidamente. Roseli
Pantoja confirmou à comissão, entretanto, que em 2011 assinou uma
procuração ao ex-marido, o contador Gilmar Carvalho Moraes para abrir
uma loja de kits de rock na Feira dos Importados. Segundo o relator da
comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), a Alberto & Pantoja foi aberta em 2010. A comissão deve convocar o ex-marido de Roseli Pantoja.
Para
Paulo Teixeira, os procedimentos para abertura de empresas no país
deixam os cidadãos vulneráveis. Segundo ele, relatório final da CPMI
deve apontar sugestões que deem mais segurança jurídica à abertura de
empresas. "É absurdo que uma empresa seja aberta sem conhecimento do
sócio, como vimos que vem acontecendo. Ficou muito fácil criar empresa
no Brasil. Precisamos trabalhar para impedir a criação de empresas
laranja", afirmou o petista.
Já o deputado Emiliano José (PT-BA) disse que Cachoeira é "chefe de quadrilha" que usa CPF alheio para agredir inocente, referindo-se à depoente.
Foco
– Os deputados Emiliano José e Odair Cunha refutaram a ideia defendida
por parlamentares integrantes da comissão que defendem a transformação
da CPMI do Cachoeira em CPMI da Delta. Para eles, o crime organizado
liderado por Carlos Cachoeira é o foco da comissão.
Benildes Rodrigues
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