quarta-feira, 15 de agosto de 2012

CPMI deve sugerir correção em legislação para coibir empresas laranja, diz Paulo Teixeira



pauloteixeiraodairroseli-150812O vice-presidente da CPMI do Caso Cachoeira, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), disse que o depoimento da empresária Roseli Pantoja nesta quarta-feira (15) à comissão pode contribuir para corrigir falha na legislação brasileira de forma que impeça a constituição de empresas “laranja”.

A comerciante é apontada nas investigações da Policia Federal como sócia da empresa Alberto & Pantoja Construções e outras cinco empresas consideradas laranja a serviço do esquema de Carlos Cachoeira.

A depoente negou ser uma das proprietárias da empresa Alberto & Pantoja. Refutou a hipótese de envolvimento com a quadrilha de Carlos Cachoeira e afirmou que o seu nome foi usado indevidamente. Roseli Pantoja confirmou à comissão, entretanto, que em 2011 assinou uma procuração ao ex-marido, o contador Gilmar Carvalho Moraes para abrir uma loja de kits de rock na Feira dos Importados. Segundo o relator da comissão, deputado Odair Cunha (PT-MG), a Alberto & Pantoja foi aberta em 2010. A comissão deve convocar o ex-marido de Roseli Pantoja.

Para Paulo Teixeira, os procedimentos para abertura de empresas no país deixam os cidadãos vulneráveis. Segundo ele, relatório final da CPMI deve apontar sugestões que deem mais segurança jurídica à abertura de empresas. "É absurdo que uma empresa seja aberta sem conhecimento do sócio, como vimos que vem acontecendo. Ficou muito fácil criar empresa no Brasil. Precisamos trabalhar para impedir a criação de empresas laranja", afirmou o petista.

Já o deputado Emiliano José (PT-BA) disse que Cachoeira é "chefe de quadrilha" que usa CPF alheio para agredir inocente, referindo-se à depoente.

Foco – Os deputados Emiliano José e Odair Cunha refutaram a ideia defendida por parlamentares integrantes da comissão que defendem a transformação da CPMI do Cachoeira em CPMI da Delta. Para eles, o crime organizado liderado por Carlos Cachoeira é o foco da comissão.
Benildes Rodrigues

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