terça-feira, 19 de março de 2013

Regulação da mídia britânica é exemplo a ser seguido pelo Brasil, avalia petista


fernandoferrotribunaO deputado Fernando Ferro (PT-PE) discursou em plenário nesta terça-feira (19), sobre a decisão do parlamento do Reino Unido de promover a regulamentação da mídia daquele país. Para ele, a decisão foi um passo importante e pode ser seguida pelo Brasil.

“Todas as democracias modernas têm alguns tipos de ajustes legais e jurídicos para os setores da mídia. O Brasil, para ter democracia de fato, precisa ter instrumentos de regulamentação dos seus meios de comunicação”, avaliou Ferro.

Fernando Ferro disse que a regulamentação do  setor da imprensa não pode ser confundido com censura, com ausência de liberdade de expressão. No Brasil, explicou, não se faz esse debate porque qualquer tentativa nessa direção é vista pelos “barões” da mídia como censura. “Esse é um debate que precisamos fazer. Os barões da imprensa não têm o direito de nos calar. Jornalistas e empresários amestrados querendo impedir o debate. Enquanto isso, o que se vê é a destruição de reputação, é enxovalhamento de pessoas e fica tudo por isso mesmo”, reclamou Fernando Ferro.

O parlamentar petista lembrou que o processo do Reino Unido foi acelerado após escândalo envolvendo o magnata da imprensa britânica, Rupert Murdoch, dono do tabloide News of the Word, denunciado por práticas ilegais no exercício do jornalismo.  Ferro traçou um paralelo entre o escândalo britânico e o caso brasileiro que teve como atores o jornalista e diretor da revista Veja, Policarpo Júnior e o contraventor Carlos Cachoeira. “Eles fizeram investigações ocultas para atender interesses criminosos e interesses da mídia. O Brasil precisa impedir que esse tipo de delinquência fique impune”, enfatizou.

Para constituir o colegiado que vai mediar as decisões acerca dos procedimentos adotados pela imprensa britânica foram necessários debates que contaram com a participação dos três principais partidos: Conservador, de David Cameron,  Liberal Democrata, da base governista e a oposição representada pelo Partido Trabalhista.  O novo órgão regulador foi aprovado pelo Parlamento Britânico na segunda-feira (18).

Benildes Rodrigues com Agência

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