Debate aponta concorrência desleal como o pivô da crise calçadista

Para empresários, movimento sindical e ONGs que participaram do debate, a crise é resultado da concorrência desleal dos produtos chineses que são vendidos no mercado consumidor por um preço inferior ao estipulado pelo país produtor. Essa prática comercial é conhecida como dumping.
De acordo com os palestrantes essa prática prejudica o desenvolvimento do setor, reduz postos de trabalho e, segundo eles, a ausência de competitividade pode levar à falência algumas empresas do ramo de calçados.
O polo calçadista baiano, mas precisamente a Fábrica de Calçados Azaléia, no município de Itapetinga, a 562Km de Salvador, foi o foco do debate. Segundo os relatos, a fábrica emprega cerca de 12 mil trabalhadores e recentemente demitiu três mil empregados.
O deputado Geraldo Simões (PT-BA) lembra que a indústria de calçados emprega mais de 50 mil trabalhadores na Bahia e, segundo ele, em Itapetinga são 12 mil postos de trabalho. "Esse é um setor que precisa ser preservado. Precisamos combater a concorrência desleal de países da Ásia, que tem dificultado o desenvolvimento do polo calçadista de todo o país", afirmou.
Simões acredita que a solução para o problema está na intervenção do governo em criar mecanismos de proteção aos setores prejudicados pela ausência de concorrência. Nesse sentido, explicou o parlamentar, a comissão aprovou a realização de audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega para tratar da questão.
Benildes Rodrigues
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