terça-feira, 21 de junho de 2011

Petistas defendem políticas públicas que beneficiem autistas

luiz couto_D1Parlamentares petistas defenderam hoje (21) a necessidade de aplicação de políticas públicas específicas que garantam a inclusão e a acessibilidade dos autistas. A defesa foi feita em audiência pública realizada pela comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) que debateu as formas de difusão do conhecimento sobre o autismo no Brasil.

Para o deputado Luiz Couto (PT-PB), autor do requerimento que propôs a audiência, "não há, por parte do poder público, vontade de executar políticas para autistas. É necessário o conhecimento de que o autista tem todos os direitos como qualquer cidadão. O Estado precisa ser o condutor de políticas inclusivas para essa parcela da sociedade, principalmente na área da educação e saúde", defendeu o petista.

Couto utilizou da força do poema de Cora Coralina que diz "aprendendo se ensina; ensinando se aprende" para reforçar o pensamento de que a aprendizagem permanente permite compreensão sobre temas como esse. "Esse debate nos leva ao conhecimento de um tema quase sempre esquecido pela maioria da população brasileira. A participação das associações, dos movimentos sociais aqui representados, nos permite aprender e esse aprendizado nos dá condição de reconhecer que essa deficiência deve ser colocada em destaque na legislação para que as informações sobre essa realidade sejam difundidas de forma adequada", sustenta Couto.

A deputada Erika Kokay (PT-DF) defende a necessidade de análise sob o ponto de vista do conjunto das políticas aplicadas. "Temos uma deficiência muito grande nas políticas públicas. Na educação, por exemplo, os educadores via de regra, não têm formação específica para lidar com pessoas com deficiências. As políticas não podem ser padronizadas. Elas (políticas) têm que ter a pessoa como foco, só assim teremos políticas inclusivas", disse.

Erika defendeu também a criação de um marco que abranja os direitos de pessoas portadoras de autismo. "Esta Casa precisa criar um marco legal para assegurar direitos e estes, devem ser inter-relacionados, se não for dessa forma, não vamos assegurar direitos", constatou a parlamentar.

Além dos debates, a audiência também foi em comemoração ao dia Mundial do Orgulho autista, celebrado no último dia 18.

Participaram do evento, Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab); Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça); Associação em Defesa dos Autistas (Adefa); Inclusão da Pessoa com Deficiência do Distrito Federal (Corde-DF); Associação dos Amigos dos Autistas do Distrito Federal (AMA-DF); Clínica de Atendimento Multidisciplinar a Portadores de Necessidades Educativas Especiais e a Associação dos Amigos dos Autistas da Paraíba (AMA-PB).
Benildes Rodrigues

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