Líder do PT defende rapidez no inquérito contra o governador tucano Marconi Perillo

Para líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP)
as evidências exigem rapidez na análise do inquérito contra o
governador tucano apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) ao
Superior Tribunal de Justiça (STJ). Perillo sai da condição de
testemunha para indiciado.
“Está
mais que provado a relação de Marconi Perillo com o Carlos Cachoeira e
com a Delta. Então o STJ tem que decidir, analisar a documentação
porque do ponto de vista da materialidade das provas não tem mais o que
questionar”, afirmou Jilmar Tatto. Ele enfatizou que a própria Polícia
Federal (PF) já considera que há indício suficiente para abertura de
inquérito. “Vamos aguardar que os ministros do STJ analise o mais
rapidamente possível e decidam pelo afastamento. Não há mais dúvida do
envolvimento dele com o crime organizado do Carlos Cachoeira”,
completou o líder petista.
De
acordo com Tatto a cada momento aparecem novas denúncias que
comprometem ainda mais Marconi Pirillo. O petista considera uma
“temeridade” para o povo de Goiás a permanência de um governador que
tenha comportamento não condizente com o cargo que exerce. “Para o bem
do povo de Goiás ele tem que sair rápido do governo”, sentenciou Jilmar
Tatto.
O
líder acredita que não há necessidade de a CPMI reconvocar o governador
goiano. Na avaliação de Tatto a comissão vai “perder tempo” com Marconi
Perillo.
“Perillo
mentiu descaradamente sobre a relação dele com Carlos Cachoeira. Essa é
uma relação direta, quase de sociedade. Para que chamá-lo à CPMI? A
comissão já fez o trabalho dela. Ele já teve oportunidade de se
explicar e mentiu. Agora é com a justiça”, afirmou o líder petista. Na
avaliação de Jilmar Tatto, se a Assembleia Legislativa de Goiás “tiver
o mínimo de decência” deve convocar o governador tucano e abrir o
processo de impeachment contra ele. “Se essa Casa não o fizer, cabe ao
STJ fazê-lo”, defendeu Tatto.
Já o vice-presidente da comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), avalia que a denúncia contida no relatório da PF “é grave e compromete o governador Marconi Perillo”.
Benildes Rodrigues
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