terça-feira, 17 de julho de 2012

Líder do PT defende rapidez no inquérito contra o governador tucano Marconi Perillo


liderJT1204Relatório da Polícia Federal encaminhado ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, divulgado em reportagem da revista Época, neste final de semana, revela novos indícios do envolvimento do governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) com o esquema liderado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlos Cachoeira e a Delta Construtora. Perillo é investigado pela Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) que apura a relação do contraventor com agentes públicos e privados.

Para líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP) as evidências exigem rapidez na análise do inquérito contra o governador tucano apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Perillo sai da condição de testemunha para indiciado.

“Está mais que provado a relação de Marconi Perillo com o Carlos Cachoeira e com a Delta. Então o STJ tem que decidir, analisar a documentação porque do ponto de vista da materialidade das provas não tem mais o que questionar”, afirmou Jilmar Tatto. Ele enfatizou que a própria Polícia Federal (PF) já considera que há indício suficiente para abertura de inquérito. “Vamos aguardar que os ministros do STJ analise o mais rapidamente possível e decidam pelo afastamento. Não há mais dúvida do envolvimento dele com o crime organizado do Carlos Cachoeira”, completou o líder petista.

De acordo com Tatto a cada momento aparecem novas denúncias que comprometem ainda mais Marconi Pirillo. O petista considera uma “temeridade” para o povo de Goiás a permanência de um governador que tenha comportamento não condizente com o cargo que exerce. “Para o bem do povo de Goiás ele tem que sair rápido do governo”, sentenciou Jilmar Tatto.

O líder acredita que não há necessidade de a CPMI reconvocar o governador goiano. Na avaliação de Tatto a comissão vai “perder tempo” com Marconi Perillo. 

“Perillo mentiu descaradamente sobre a relação dele com Carlos Cachoeira. Essa é uma relação direta, quase de sociedade. Para que chamá-lo à CPMI? A comissão já fez o trabalho dela. Ele já teve oportunidade de se explicar e mentiu. Agora é com a justiça”, afirmou o líder petista. Na avaliação de Jilmar Tatto, se a Assembleia Legislativa de Goiás “tiver o mínimo de decência” deve convocar o governador tucano e abrir o processo de impeachment contra ele. “Se essa Casa não o fizer, cabe ao STJ fazê-lo”, defendeu Tatto.

Já o vice-presidente da comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), avalia que a denúncia contida no relatório da PF “é grave e compromete o governador Marconi Perillo”.
Benildes Rodrigues

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