quarta-feira, 18 de julho de 2012

Novas denúncias podem levar tucano Marconi Perillo de volta à CPMI

odaircunha020512As novas denúncias divulgadas pela revista Época no último fim de semana, que apontam a estreita relação entre o governador Marconi Perillo (GO), Carlos Cachoeira e a Delta Construtora, podem levar o tucano a mais um depoimento a deputados e senadores. Os recentes dados motivaram integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Caso Cachoeira a apresentar pedido de reconvocação do governador tucano.

Cachoeira foi preso pela Polícia Federal (PF) como resultado da operação Monte Carlo. Segundo a reportagem, o relatório da PF mostra que Marconi Perillo recebeu propina para liberar verba para a empresa Delta.

O senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da comissão, disse em entrevista coletiva nesta quarta-feira (18) que o requerimento de reconvocação do governador de Goiás pode ser apreciado na reunião administrativa da comissão marcada para o início de agosto. “É uma manifestação colegiada. Esperamos que na próxima reunião administrativa esse requerimento como outros tantos possam ser apreciados”, explicou Vital do Rêgo.

O relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG), não descartou a reconvocação do governador tucano, mas disse que não se deve “precipitar” os fatos. De acordo com o relator, as novas denúncias evidenciam a necessidade de aprofundar as investigações.

Odair Cunha defendeu as apurações da PF que mostram o triângulo Cachoeira-Perillo-Delta. “A PF fez um trabalho totalmente isento, diferentemente de policiais civis e militares do estado de Goiás, inclusive da cúpula dos órgãos, que atuaram na defesa dos interesses de Cachoeira", afirmou.

Politização – Vital do Rêgo e Odair Cunha rebateram as críticas do PSDB sobre o direcionamento da comissão. Vital do Rêgo assegurou que comissão age de forma “reta”. “A posição da presidência é sempre reta em direção a administrar a CPMI de forma mais republicana e democrática possível”, defendeu o presidente.

Odair Cunha avalia que quem procura politizar os trabalhos da comissão é a oposição. “O PSDB é que busca partidarizar quando levanta hipóteses variadas sobre o trabalho que estamos realizando”. Segundo ele, a investigação se pauta em agentes públicos, pessoas jurídicas e físicas que se relacionam com Carlos Cachoeira. “As relações entre Carlos Cachoeira e Marconi Perillo são muitos contundentes e devem ser investigadas”, afirmou o relator.

Execução – Em relação ao assassinato, esta semana, do agente da Polícia Federal Wilton Tapajós Macedo - que atuou na operação que levou à prisão o contraventor Carlos Cachoeira - o relator e o vice-presidente recomendam cautela. Segundo eles, a comissão vai aguardar as investigações sobre o caso.

Legado – Segundo Odair Cunha, a maior contribuição que a CPMI poderá deixar ao povo brasileiro é “jogar luz sob a organização criminosa e propor legislação que colabore para que práticas como essa não voltem a ocorrer”, ressaltou o relator.
Benildes Rodrigues

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