segunda-feira, 14 de maio de 2012

CPMI : Líder defende explicação de Gurgel e convocação de Policarpo Jr



jilmartatto2703AO líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (PT-SP), defendeu nesta segunda-feira (14) a necessidade de explicação do Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, sobre os motivos que levaram o Ministério Público a não pedir abertura de inquérito para investigar o senador Demóstenes Torres (ex-DEM), que aparece nos autos da Operação Vegas, realizada pela Policia Federal.

Ele defendeu também a convocação, pela CPI Mista do Cachoeira, do jornalista Policarpo Junior, diretor da revista Veja em Brasilia. O jornalista apareceu em várias conversas com o contraventor goiano Cachoeira  em gravações feitas pela Polícia Federal.

Para Jilmar Tatto, a explicações de Gurgel podem ser dadas sem que seja convocado pela CPI Mista. “ Não tem necessidade de o procurador Roberto Gurgel ser convocado a depor. Acho que ele tem que colaborar. Se ele tem informações que possam esclarecer as dúvidas relacionadas ao objeto da CPMI, tem que contribuir como servidor público e cidadão que ajuda a justiça e àqueles que tentam desvendar o crime organizado”, disse o líder do PT.

O material foi enviado pela PF ao MP em 2009, com um pedido para que Gurgel investigasse Demóstenes, por suspeita de envolvimento com o esquema de Cachoeira. O procurador só pediu abertura de inquérito contra o senador no Supremo Tribunal Federal (STF) em 27 de março deste ano, depois que o conteúdo das ligações entre o senador e Cachoeira foi revelado.

Vegas é uma das operações desencadeadas pela Polícia Federal para apurar as atividades criminosas de Cachoeira. Na sequência, foi realizada a Operação Monte Carlo, que resultou na prisão, em fevereiro, do contraventor e de dezenas de outras pessoas. As duas operações da PF deram origem à CPI Mista que investiga as relações entre o contraventor e agentes públicos e privados.

Imprensa – Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo revelam a troca de 200 telefonemas entre o contraventor Carlos Cachoeira e o diretor da sucursal da Veja, em Brasília, Policarpo Jr. Nas ligações, Policarpo debatia com o contraventor pautas favoráveis ao esquema de Cachoeira. Para Jilmar Tatto, as gravações do jornalista com o crime organizado exigem esclarecimentos do funcionário da Editora Abril, que edita a Veja.

“Policarpo foi citado várias vezes. Pela quantidade de ligações, ele tem que vir dar explicações aos integrantes da CPMI. Ele não virá como réu. Todos virão na condição de convocado”, explicou o líder.
Benildes Rodrigues
Publicado originalmente no site PT na Câmara

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