sábado, 12 de maio de 2012

Depoimento de delegado pode acelerar ida de Marconi Perillo à CPMI


odaircunhavaccarezzaApós o depoimento nesta semana do delegado da Polícia Federal (PF), Matheus Mella Rodrigues, que conduziu a Operação Monte Carlo, a CPI Mista que investiga a relação do líder da organização criminosa, Carlos Cachoeira, com agentes públicos e privados, estuda acelerar a convocação do governador do Estado de Goiás, Marconi Perillo. O deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPMI disse que, na oitiva, o delegado detalhou e deixou claro o envolvimento de Perillo com o contraventor.

O relator disse ainda que vai aguardar o depoimento de Carlos Cachoeira, previsto para a próxima terça-feira (15), para deliberar sobre a convocação de Marconi Perillo. A decisão pode ser tomada na próxima reunião administrativa da comissão, marcada para quinta-feira.

Odair Cunha relatou que o depoimento de Matheus Rodrigues revelou o engendramento do governo e do governador de Goiás com o crime organizado praticado pela quadrilha de Cachoeira.

“O ponto forte do depoimento foi a presença dessa organização criminosa em setores de governos estaduais. Posso afirmar que há uma ligação muito forte dessa organização com o governo de Goiás. Está evidenciada uma relação muito intensa dessa organização com gestores do governo de Goiás. Isso significa que precisamos aprofundar a investigação”, defendeu.

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) disse que uma das “fortes evidências” do envolvimento do governo de Goiás com a quadrilha do contraventor Cachoeira está centrada na Secretaria de Segurança Pública daquele estado. De acordo com o parlamentar, os esclarecimentos do delegado deixaram claro a relação “promíscua” entre o governador Marconi Perillo, o governo de Goiás e a organização criminosa de Cachoeira.

“Ficou evidente que havia uma cota de funcionários que a organização criminosa indicava para participar do governo. Não era só funcionário de alto escalão. O maior controle da organização criminosa era nas polícias militar e civil. Esses funcionários ganhavam entre R$ 1 mil e R$3 mil. Era como se fosse uma cota. A PF não detectou o autor dessa cota, mas sabe-se que haviam várias pessoas envolvidas. O governador Marconi Perillo tem muito que explicar”, argumentou Vaccarezza.
Benildes Rodrigues
publicado originalmente no site PT na Camara

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